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24 julho 2013

Tempo de antena (3)

Vídeo da Alto Minho TV sobre o lançamento da candidatura de Vítor Paulo Pereira. Candidatura que também já está presente nas redes sociais, nomeadamente no Facebook.

21 julho 2013

O cartaz do PSD

CIMG5858

O PSD também já tem os seus cartazes nas ruas de Paredes de Coura. Estão na vila, mas também nas freguesias, com a particularidade de aparecerem os três primeiros da lista e terem como cenário imagens da freguesia onde estão implantados os cartazes.

19 julho 2013

Autárquicas – A equipa do PS

O Partido Socialista apresentou ontem à noite a lista que vai concorrer à presidência da Câmara Municipal de Paredes de Coura. Com Vítor Paulo Pereira à cabeça, a lista é composta por Tiago Cunha, Maria José Moreira, Cláudia Pires de Lima, Vítor Silva, Sérgio Casellhos (ausente da foto e da apresentação), Júlio Manuel Cunha, Susana Mendes e Liliana Lourenço.

A lista para a Assembleia Municipal, ainda por fechar, será novamente liderada por José Augusto Pacheco.

Além disso foram ainda apresentadas as listas concorrentes às 16 assembleias de freguesia, lideradas como indicado abaixo:

FREGUESIA CANDIDATO
AGUALONGA João Barbosa Cerqueira
BICO/CRISTELO António Esteves
CASTANHEIRA Celestino Rodrigues
COSSOURADO/LINHARES Etelvina Montenegro
COURA (S. MARTINHO) César Lopes
CUNHA Manuel Lopes Fernandes
FERREIRA/FORMARIZ Manuel Mendes
INFESTA José Gomes
INSALDE/PORREIRAS Moisés Loureiro
MOZELOS Manuel Barbosa Nogueira
PADORNELO Manuel Vaz Barbosa
PARADA Michel Braga
PAREDES DE COURA/RESENDE Joaquim Felgueiras Lopes
ROMARIGÃES António Alves
RUBIÃES Nuno Marques
VASCÕES Carlos Pereira

18 julho 2013

Autárquicas - Nomes do PS já são conhecidos


Já está fechada a lista de candidatos do Partido Socialista à Câmara Municipal de Paredes de Coura. Ontem à noite, em reunião da concelhia com o cabeça de lista, chegou-se à versão final, com alguns nomes já esperados e outros que não deixam de causar alguma surpresa.
Ao que o Mais pelo Minho apurou, no segundo lugar da lista liderada por Vítor Paulo Pereira, vai estar Tiago Cunha, advogado com escritório na praça courense e jurista da DECO em Viana do Castelo. Tiago Cunha, que já fazia parte das hostes socialistas na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, era um dos nomes que há muito vinha a ser avançado para acompanhar o candidato do PS.
Na terceira posição surge o nome de Maria José Moreira, professora da EPRAMI, actualmente ligada ao projecto AltoMinho TV. Um nome que não deixa de causar alguma surpresa, especialmente por não ser uma figura habitualmente associada ao meio político courense.

17 julho 2013

Tempo de antena (2)

Tempo de antena

Boa noite Companheiros e Amigos
Quero começar por fazer uma saudação especial aos candidatos da CDU ao concelho de Paredes de Coura, que são o rosto do trabalho, do empenho e da mudança que o concelho precisa.
Um cumprimento também, em nome do Partido Ecologista «Os Verdes», a todos os outros elementos da Coligação Democrática Unitária - o Partido Comunista Português, a Intervenção Democrática e todas as mulheres e homens independentes que fazem da CDU um projeto sério e capaz.
Esta iniciativa é mais um passo na reafirmação da nossa candidatura aos órgãos autárquicos de Paredes de Coura. Um importante passo, para que nas próximas eleições autárquicas sejam reconhecidos o valor e o trabalho da CDU.
A população bem reconhece o património da CDU e está na hora romper com a gestão do PS, fatal para o concelho e incapaz de promover o seu desenvolvimento e a qualidade de vida das pessoas.
É esse o nosso compromisso, devolver Paredes de Coura às populações, entregar a sua gestão a quem sabe o que faz, e a quem tem preocupações com as pessoas e com os problemas e necessidades da região. A autarquia não pode continuar de costas voltadas para os courenses.
E é com este ambiente de confiança que nos apresentamos neste desafio eleitoral, porque estamos certos que é possível, e Paredes de Coura só tem a ganhar com a CDU.
Companheiros, neste momento tão crítico da vida do país, e em que o Governo insiste em afundá-lo cada vez mais e o Presidente da Republica também dá uma ajuda, a CDU tem dado provas da sua coerência e comprova o que sempre afirmámos: somos a verdadeira alternativa de esquerda, o caminho para a mudança necessária.
Pedem-nos sacrifícios e em troca dão-nos menos direitos, miséria, pobreza, mais impostos, menos qualidade de vida. Estão a roubar-nos o presente e a hipotecar o nosso futuro. Mas os nossos direitos, a nossa vida e o nosso país não estão à venda. E depois temos ainda um PS que pactua com o Governo neste massacre. Estes partidos não merecem a confiança e o voto das populações.
Companheiros há alternativa, a CDU é a alternativa!
Queremos ser parte ativa na construção de uma sociedade mais justa em Paredes de Coura, com valores sociais, económicos e ambientais, com igualdade de oportunidades, para todos, sem exceção.
Não vamos prometer o que não conseguimos cumprir. Pretendemos ter uma atitude de proximidade ao cidadão. Não temos pretensões megalómanas. O nosso objetivo é praticar politicas que verdadeiramente sirvam as populações.
Consideramos que o investimento no concelho deve ter sempre em linha de conta a garantia de serviços públicos como saúde, educação, utilização pública da água, transportes públicos, a defesa dos pequenos agricultores, entre outros. Não é admissível que se demore mais que 30 minutos a chegar a um hospital. A reabertura do serviço de urgência sem interrupções também é crucial.
É importante investir em acessibilidades rodoviárias, pois consideramos que só desta forma se pode potencializar o crescimento do concelho. Estes acessos permitirão um aumento na fixação da indústria e do crescimento da agricultura. Temos um património natural de uma riqueza espantosa, mas a paisagem não é suficiente para cativar investidores, pois ninguém vai quer investir em Paredes de Coura, se tiver custos no transporte das mercadorias superiores a outros concelhos.
É importante estimular a pequena agricultura e o consumir local, e este pode um dos caminhos para reduzir o desemprego e estancar esta vaga de emigração que se tem feito sentir nos últimos tempos.
Cada vez mais, o país precisa de autarcas que tenham um conhecimento profundo dos problemas das populações e que se empenhem nas soluções para esses problemas, de autarcas que contrariem estas políticas de austeridade, que lutem pelas freguesias e pelos serviços de proximidade às populações. Que lutem contra todas as leis que desvalorizam e destroem o poder local e asfixiam os órgãos autárquicos.
Paredes de Coura é um concelho a precisar de uma visão de desenvolvimento, os atuais dirigentes provaram a sua incapacidade em compreender os problemas do concelho. Temos um concelho pobre, isolado, envelhecido, é necessário mais realismo na hora de gastar os dinheiros públicos para que os Courenses tenham uma maior qualidade de vida.
Nos próximo tempos seremos confrontados várias vezes na rua por alguém que nos perguntará: “mas valerá a pena ir votar nas próximas eleições autárquicas?” e nós teremos que dizer que o voto é a voz de cada um dos eleitores a ditar um rumo para uma localidade e para um país, porque o país se faz de localidades.
Outras vezes confrontaremos pessoas justamente revoltadas com a atual situação económica e social que vivemos e que nos dirão: Não vale a pena votar, porque são todos iguais. Não, não somos todos iguais. Na CDU temos um passado que queremos manter de trabalho, honestidade e competência. Trabalho este que tem sido omitido e branqueado pela comunicação social. A revolta é natural, mas é preciso uma resposta, uma resposta clara de luta. Outra resposta está no poder do voto. Abster-se é sem duvida beneficiar quem nos colocou nesta catástrofe económica e social PSD, PS e CDS, que ajoelharam os portugueses perante os mercados sem escrúpulos e perante uma troika estrangeira.
Mas votar na CDU não é só penalizar a troika portuguesa, é a garantia de autarcas conscientes da gravidade da situação do país e dos seus efeitos nas localidades e na vida concreta dos cidadãos. Votar na CDU é a garantia e confiança de Trabalho, Honestidade, Competência em prol da população e na defesa do poder local democrático.
A campanha da CDU vive do empenho de cada um de nós. Por isso mesmo, vamos insistir, e vamos fazer uma campanha de contato direto, pessoa a pessoa, colega a colega, vizinho a vizinho. Vamos esclarecer e informar e mostrar que podem sempre contar connosco.
Vimos pedir a vossa confiança no nosso trabalho, porque no próximo mandato, a CDU assume o compromisso de continuar disponível para ouvir os cidadãos do concelho, e criar condições para que se possa possam expor as suas preocupações, queixas e propostas.
Por isso, «Os Verdes» afirmam: O país precisa de autarcas CDU!
E reafirmamos o nosso empenho nesta causa justa, nesta mudança e nesta luta que se traduzirá numa vitória da CDU e das pessoas!
Viva o concelho de Paredes de Coura! Viva a CDU!!!
Celina Sousa

























15 julho 2013

Autárquicas – PSD continua aposta no feminino

Janine Soares, advogada a exercer em Braga mas com raízes na freguesia courense de Ferreira, é o novo rosto da lista liderada por Décio Guerreiro na corrida às eleições autárquicas de 29 de Setembro. A causídica surge na terceira posição da lista, atrás de Helena Ramos, cujo nome já era conhecido há alguns meses.

10 julho 2013

Autárquicas - Celina Sousa candidata da CDU

603677_577596688937246_1443483211_nEstá desfeita a dúvida sobre o nome que a CDU vai apresentar para a corrida à Câmara Municipal de Paredes de Coura. Celina Sousa, educadora de infância, de 30 anos de idade, é a candidata que vai encabeçar a lista que será apresentada no próximo domingo, num jantar convívio em Rubiães. Celina Sousa, que faz parte do Conselho Nacional do Partido Ecologista os Verdes, é uma estreante nas lides autárquicas, muito embora tenha já feito parte das listas que a CDU apresentou às últimas legislativas, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, onde em 2011 ocupava a quinta posição.

João Paulo Alves, veterinário e professor, e um dos nomes que se falava para liderar a corrida courense da CDU ao acto eleitoral de 29 de Setembro, vai voltar a encabeçar a lista concorrente à Assembleia Municipal, como aconteceu em 2009. Na altura a CDU conseguiu eleger dois representantes para aquele órgão, João Paulo Alves e Cláudia Soares, com um resultado que superou o que tinha sido alcançado nas autárquicas de 2005.

09 julho 2013

Autárquicas – novidades na próxima semana

A próxima semana vai marcar um novo momento na corrida eleitoral autárquica de Paredes de Coura. É que, contrariando as críticas dos comentadores do Mais pelo Minho, que falam numa campanha apagada quando comparada com outros concelhos (e a campanha ainda nem sequer começou), os partidos políticos courenses parecem estar a trabalhar no terreno e, na próxima semana, vão sair para a praça pública.

O primeiro passo vai ser dado pela CDU, que faz a apresentação dos seus candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Paredes de Coura num jantar que terá lugar no restaurante Bom Retiro, em Rubiães, no próximo domingo. O jantar está marcado para as 20 horas.

Na quinta-feira será a vez dos socialistas, que têm marcada para esse dia uma sessão de apresentação dos candidatos às juntas de freguesia. Até ao momento, contudo, desconhece-se se esse evento vai também ser aproveitado para anunciar o resto dos elementos que acompanham Vítor Paulo Pereira (que, recorde-se, foi o primeiro a anunciar a sua candidatura) na corrida à câmara courense.

Ou seja, comparando com os concelhos vizinhos, parece pouca coisa. Quando, aqui ao lado, em Valença ou Vila Nova de Cerveira, Caminha ou Ponte de Lima, já são conhecidos cabeças de lista à Assembleia Municipal, muitos deles antigos presidentes de câmara agora impedidos de se recandidatarem, e os cartazes já começaram a encher rotundas e cruzamentos, por Paredes de Coura a situação parece, e é certamente, dum campeonato completamente diferente.

 

PS: Mais apagado, pelo menos longe da visibilidade pública, parece andar o PSD courense. A ver se, por Paredes de Coura, não há surpresas, como aconteceu na semana passada em Vila Nova de Cerveira em que o candidato anunciado e confirmado há meses, acabou por abandonar a corrida e foi substituído por outro.

06 julho 2013

O dinheiro tudo pode?

Centro de Paredes de Coura num dia da semana passada. Uma zona pedonal subitamente transformada em área de estacionamento durante a hora de almoço. Caso para dizer que o dinheiro tudo compra? Até a sombra?

03 julho 2013

Cadernos fechados revelam 9649 eleitores

Fechados que estão os cadernos eleitorais com vista às próximas eleições autárquicas, que se vão realizar a 29 de Setembro, Paredes de Coura conta com 9649 eleitores registados neste concelho, incluindo quatro cidadãos não nacionais, oriundos de outros países da União Europeia. Um valor que contrasta com os números obtidos pelos últimos Censos, realizados em 2011, e que davam contam da existência de apenas 9251 habitantes no concelho. Uma diferença que encontrará justificação parcial no elevado número de courenses espalhados por outros pontos do país e que ainda estão registados como eleitores na sua terra Natal (situação que irá sendo corrigida à medida que foram renovando o cartão de cidadão). Ainda assim, é correcto assumir que os números dos cadernos eleitorais continuam assombrados por eleitores fantasma. Será que são em proporção tão elevada como noutras paragens?

TOTAIS DO CONCELHO

Nacionais

9645

UE

4

TOTAL

9649

 

 

 

 

POR FREGUESIA

Agualonga

319

Castanheira

618

Coura

437

Cunha

519

Infesta

492

Mozelos

335

Padornelo

446

Parada

324

Romarigães

272

Rubiães

573

Vascões

260

União das freguesias de Bico e Cristelo

862

União das freguesias de Cossourado e Linhares

594

União das freguesias de Formariz e Ferreira

1119

União das freguesias de Insalde e Porreiras

567

União das freguesias de Paredes e Coura e Resende

1912

02 julho 2013

Quem mente no rally? ACP ou Câmara?

A fazer fé nesta notícia do AutoPortal e no comunicado que a integra, o Automóvel Clube de Portugal garante ter recebido feedback positivo de todas as autarquias contactadas com vista à passagem da edição 2014 do Rally de Portugal pelos seus territórios. “Todas as autarquias responderam positivamente e comprometeram-se formalmente com a realização da prova durante 3 anos”, esclarece o comunicado do ACP.

Ora, como foi referido neste post, a decisão da Câmara Municipal de Paredes de Coura, plasmada na acta da reunião do executivo do passado dia 6 de Maio, foi precisamente em sentido contrário, com a Câmara courense a indeferir o pedido de subsídio feito pelo ACP. Na altura, o município courense argumentou com a situação de crise que se vive actualmente e questionou o eventual ganho da relação custo/benefício deste evento para Paredes de Coura.

Assim sendo, e à luz do que foi conhecido hoje, pergunta-se: quem é que anda a tentar enganar quem? A mim, quer-me parecer que o ACP está a misturar política com desporto!

27 junho 2013

EP justificam pintura.. com falta de classificação

 E eis que, pouco mais que mês e meio após a polémica pintura do gradeamento da Ponte de Mantelães, surge a explicação, já esperada e nada surpreendente, das Estradas de Portugal, para justificar a intervenção. Na altura, recorde-se, uma onda de crítica (mas não só) correu as redes sociais e uma das iniciativas que foi sugerida, e por muitos seguida, passava por utilizar o portal Estrada Livre, das Estradas de Portugal, para dar conta do descontentamento.
A resposta surgiu agora. E, como já havia referido, a culpa da pintura do gradeamento naquela cor vai, inteirinha… para a Câmara Municipal de Paredes de Coura. É que, apesar das Estradas de Portugal informarem que a cor utilizada se enquadra na imagem corporativa da empresa (lá se vão as justificações de segurança entretanto avançadas), sempre vão dizendo que “há excepções em que esta cor pode ser dispensada, caso estejamos em presença de obras de arte que sejam imóveis classificados ou então que sejam marcos da engenharia nacional”.
Ora, como referi logo na altura, a Ponte de Mantelães não é um imóvel classificado. Isso mesmo confirma, agora, as Estradas de Portugal, explicando que consultaram a autarquia courense “com vista a recolher elementos e/ou informação que fundamentasse o eventual carácter de excepção, que confirmou os dados que dispúnhamos anteriormente ou seja, que a obra de arte em apreço não é classificada”. Nada de novo, portanto. Apenas a confirmação de que, se tivesse havido interesse, como houve da parte do PCP há uns anos, quando apresentou (e viu chumbada) proposta nesse sentido na Assembleia Municipal, a pintura da ponte não seria, agora, motivo de polémica.

24 junho 2013

A ponte é… uma aberração cromática (2)

Depois das Estradas de Portugal terem pintado de amarelo forte a Ponte de Mantelães, muita contestação e polémica surgiu em torno deste assunto, com uns a favor e outros contra a cor escolhida. Não foi de estranhar, por isso mesmo, que na noite de S. João o gradeamento da ponte tenha sido um dos alvos escolhidos para a habitual crítica popular desta quadra. Desde esta noite, num dos lados da ponte, o amarelo foi amenizado por um cinza metalizado, como se pode ver na imagem. Do outro lado ainda houve quem ensaiasse umas pinceladas de vermelho. A ver se, com isto, alguém consegue perceber, finalmente, que aquela cor não será a mais correcta para aquele local.

21 junho 2013

Vêm aí obras?

Há muito que se fala na requalificação, e até transformação, do parque de estacionamento do Penedo da Veiga, nas traseiras da Câmara Municipal de Paredes de Coura. Desde 2007, pelo menos, que ouço os responsáveis da autarquia a apontarem soluções para aquela “paisagem lunar”. O certo é que, até agora, nada foi feito. Até agora! É que, agora,  o parque está vedado. Será que vêm aí obras? Será relva ou alcatrão?

11 junho 2013

Voto de pesar envolto em polémica

Polémica e confusão marcaram o início da última reunião da Assembleia Municipal de Paredes de Coura. Em causa os votos de pesar que o grupo municipal do Partido Socialista e também José Cunha, do PSD, apresentaram pela morte de Silvério Gonçalves, antigo presidente da Junta de Freguesia de Insalde, precisamente a freguesia onde decorreu esta sessão da Assembleia Municipal.

É que, ao contrário do aconteceu há pouco mais de um mês, em que todos os elementos da assembleia se uniram num unânime voto de pesar, desta feita a unanimidade foi interrompida pela intervenção de Décio Guerreiro que anunciou não ir votar nenhuma das propostas apresentadas. “Não sou hipócrita. Peço desculpa à família, mas não me revejo nos elogios que são feitos ao sr. Silvério”, explicou o líder do grupo municipal do PSD, referindo-se a questões relacionadas com a vida pessoal do falecido ex-autarca, que disse serem do conhecimento público na freguesia.

Uma tomada de posição que originou alguma confusão, com Rosalina Martins e Joaquim Felgueiras Lopes a dizerem que, enquanto presidente da Junta, Silvério Gonçalves cumpriu as suas funções. “Defendeu a freguesia e os interesses do concelho”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de Paredes de Coura, acrescentando que “todos nós poderemos ter os nossos defeitos”. Rosalina Martins criticou Décio Guerreiro, argumentando ser de muito mau gosto “trazer à discussão questões de índole pessoal. Este é um voto político, a vida de cada um fica consigo”, referiu. Já João Cunha, do PSD, criticou aquilo que apelidou de “hipocrisia da Assembleia Municipal relativamente aos que falecem, quando muitas vezes não são respeitados em vida”.

A confusão voltaria aquando da votação, pois Décio Guerreiro, apesar de ter anunciado que não iria votar nenhum dos dois votos de pesar propostos, permaneceu na sala aquando da votação do voto socialista e, não votando contra ou abstendo-se, foi incluído pela mesa da assembleia no lote de deputados que aprovou o voto por unanimidade. Acabaria por abandonar a sala depois da votação, exigindo que ficasse na acta que saiu da reunião e não votou, pedido que a mesa recusou acatar na sessão mas a que, a ver pelo teor do edital com as conclusões da reunião, acabaria por aceder. No final, Paulo Rosa, do grupo municipal do PSD, resumiu com uma frase toda esta polémica em torno dos votos de pesar: “Não conheci o sr. Silvério, mas pelos vistos foi controverso em vida e continua a ser depois da morte”.

30 maio 2013

No Taboão poderia ser igual…

Aviso (ou apelo?) colocado no Optimus Primavera Sound, que hoje começa no Parque da Cidade, no Porto, e que conta  na organização com a participação da Ritmos, também responsável pelo Festival de Paredes de Coura. Por acaso acho que este aviso também não ficava nada mal no festival courense. Especialmente a última frase…

29 maio 2013

No final do passeio… o que fica e não devia ficar

O turismo de natureza está a conquistar cada vez mais adeptos em todo o mundo e o nosso pequeno recanto não é excepção. Praticamente todos os fins de semana, especialmente agora com o aproximar do bom tempo, podemos ver grupos, mais ou menos organizados, a calcorrear os percursos pedestres existentes em Paredes de Coura e dinamizados pelo município. A estes percursos juntam-se outros, organizados por uma miríade de associações e empresas que aproveitam as potencialidades naturais do concelho, da região, para promoverem trilhos alternativos, seja para percursos a pé, de bicicleta, a cavalo e, mais raramente, em veículos motorizados. Um nicho de mercado cada vez maior e que pode e deve ser aproveitado para potenciar a apetência turística pelo nosso concelho.

Esta situação tem, contudo, um outro lado. O lado que fica, nos montes e vales de Paredes de Coura, depois de terminados os percursos, quando todos regressam a casa ou partem rumo a outras paragens. Ainda esta semana a Associação Encostas do Corno de Bico, na sua página no Facebook, alertava para a existência de muitas fitas utilizadas na marcação de trilhos em plena área de Paisagem Protegida do Corno de Bico que, muito depois desses percursos terem sido realizados, continuavam por lá, num claro exemplo de poluição e de falta de cuidado por parte dos organizadores desses trilhos. Antes disso, no início do mês, elementos desta associação, que também organiza e promove trilhos do género mas que tem o cuidado de retirar as marcações findo o passeio, já tinham feito outra investida de recolha de fitas antigas, de outras entidades, referentes a actividades realizadas no ano passado, conforme documenta a foto.

Uma situação lamentável, que nada ajuda à beleza daquele espaço e para a qual a própria Associação Encostas do Corno de Bico indica a solução: obrigar à utilização de fitas devidamente identificadas com a indicação da entidade organizadora, de modo a que, em caso de serem detectadas no monte depois de terminadas as iniciativas, seja facilmente responsabilizado quem lá as deixou. Uma solução simples e eficaz mas que, na minha opinião, não dispensa um papel mais interventivo e fiscalizador da própria autarquia que, em última instância, é quem tem de zelar pela manutenção do bom ambiente na área de paisagem protegida, sendo que os seus funcionários também vão procedendo à retirada de fitas antigas que encontram. De qualquer das formas, enquanto não chega essa solução, é de louvar o trabalho de entidades como a Encostas do Corno de Bico, entre outras, que quando se deparam com fitas antigas espalhadas pelos trilhos não hesitam em as recolher para colocar no sítio devido: o lixo.

 

 

PS: Ao mesmo tempo que escrevo este texto, chega-me às mãos a informação de que a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho quer certificar os trilhos pedestres desta região. Mais uma razão para se actuar junto de quem não cumpre as regras, não?

27 maio 2013

Mas o rally vai continuar longe…

Se o ciclismo vai regressar a terras de Coura já no próximo mês, o mesmo não se pode dizer dos desportos motorizados, nomeadamente os rallies e mais concretamente o Rally de Portugal. É que, apesar do ACP, entidade organizadora desta prova, já ter anunciado que a edição de 2014 do Rally de Portugal vai regressar ao Norte do país, é quase certo que o percurso não terá qualquer passagem por Paredes de Coura, por falta de interesse da câmara municipal, que decidiu nesse sentido.

Sendo que a próxima edição do Rally de Portugal ainda vem longe, mas que o processo de organização é sempre complicado, o ACP está já a encetar contactos com os vários municípios por onde este poderia passar no sentido de, obviamente, retirar destes o maior proveito financeiro possível, num discurso que, se não roça a chantagem, pelo menos não anda longe da falta de ética. Por um lado argumentam que basta a recusa de uma das autarquias contactadas para inviabilizar o projecto, o que me parece um argumento bastante débil tendo em conta a dimensão do projecto. Por outro lado, exortam a que a decisão seja tomada quanto antes, alertando para o período eleitoral que se viverá lá mais para Outubro, como quem diz que é melhor decidir agora do que esperar por quem ganhe as eleições…

Como se isto não fosse suficiente, o “caderno de encargos” a que estaria obrigada a Câmara de Paredes de Coura (desconheço se a proposta foi igual para todas as outras contactadas) é qualquer coisa de surreal tendo em conta o momento actual. Um contrato de três anos, com muito trabalho prévio à prova propriamente dita, nomeadamente arranjos dos percursos e preparação dos espaços para espectadores, bem como trabalhos de reposição e limpeza após a passagem, dispensa de pessoal da autarquia (40 pessoas?) que estaria ao serviço da organização, montagem e desmontagem de equipamentos de segurança e informação, ficando ainda a cargo da câmara a instalação sonora, as instalações sanitárias, o pagamento da GNR e os meios de socorro, entre uma série de outros serviços. A isto tudo junta-se uma comparticipação financeira de 35 mil euros que a Câmara de Paredes de Coura teria de conceder ao ACP.

Exigências que quase parecem deixar transparecer que à entidade organizadora caberia, apenas, a dita organização do evento, a coordenação dos meios humanos dispensados pela autarquia e… a utilização, e rentabilização, obviamente, de espaços publicitários que a câmara também teria de ceder. Com tudo isto, não é de admirar que a proposta do ACP tenha sido chumbada, por unanimidade, pelo executivo de Paredes de Coura. Contas feitas, será que o regresso do Rally de Portugal a Paredes de Coura justificaria tamanho investimento? Ou, perguntando de outra forma, será que teria o retorno necessário para justificar o envolvimento da Câmara Municipal de Paredes de Coura em mais este evento?