Mostrar mensagens com a etiqueta política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta política. Mostrar todas as mensagens

15 julho 2013

Autárquicas – PSD continua aposta no feminino

Janine Soares, advogada a exercer em Braga mas com raízes na freguesia courense de Ferreira, é o novo rosto da lista liderada por Décio Guerreiro na corrida às eleições autárquicas de 29 de Setembro. A causídica surge na terceira posição da lista, atrás de Helena Ramos, cujo nome já era conhecido há alguns meses.

10 julho 2013

Autárquicas - Celina Sousa candidata da CDU

603677_577596688937246_1443483211_nEstá desfeita a dúvida sobre o nome que a CDU vai apresentar para a corrida à Câmara Municipal de Paredes de Coura. Celina Sousa, educadora de infância, de 30 anos de idade, é a candidata que vai encabeçar a lista que será apresentada no próximo domingo, num jantar convívio em Rubiães. Celina Sousa, que faz parte do Conselho Nacional do Partido Ecologista os Verdes, é uma estreante nas lides autárquicas, muito embora tenha já feito parte das listas que a CDU apresentou às últimas legislativas, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, onde em 2011 ocupava a quinta posição.

João Paulo Alves, veterinário e professor, e um dos nomes que se falava para liderar a corrida courense da CDU ao acto eleitoral de 29 de Setembro, vai voltar a encabeçar a lista concorrente à Assembleia Municipal, como aconteceu em 2009. Na altura a CDU conseguiu eleger dois representantes para aquele órgão, João Paulo Alves e Cláudia Soares, com um resultado que superou o que tinha sido alcançado nas autárquicas de 2005.

09 julho 2013

Autárquicas – novidades na próxima semana

A próxima semana vai marcar um novo momento na corrida eleitoral autárquica de Paredes de Coura. É que, contrariando as críticas dos comentadores do Mais pelo Minho, que falam numa campanha apagada quando comparada com outros concelhos (e a campanha ainda nem sequer começou), os partidos políticos courenses parecem estar a trabalhar no terreno e, na próxima semana, vão sair para a praça pública.

O primeiro passo vai ser dado pela CDU, que faz a apresentação dos seus candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Paredes de Coura num jantar que terá lugar no restaurante Bom Retiro, em Rubiães, no próximo domingo. O jantar está marcado para as 20 horas.

Na quinta-feira será a vez dos socialistas, que têm marcada para esse dia uma sessão de apresentação dos candidatos às juntas de freguesia. Até ao momento, contudo, desconhece-se se esse evento vai também ser aproveitado para anunciar o resto dos elementos que acompanham Vítor Paulo Pereira (que, recorde-se, foi o primeiro a anunciar a sua candidatura) na corrida à câmara courense.

Ou seja, comparando com os concelhos vizinhos, parece pouca coisa. Quando, aqui ao lado, em Valença ou Vila Nova de Cerveira, Caminha ou Ponte de Lima, já são conhecidos cabeças de lista à Assembleia Municipal, muitos deles antigos presidentes de câmara agora impedidos de se recandidatarem, e os cartazes já começaram a encher rotundas e cruzamentos, por Paredes de Coura a situação parece, e é certamente, dum campeonato completamente diferente.

 

PS: Mais apagado, pelo menos longe da visibilidade pública, parece andar o PSD courense. A ver se, por Paredes de Coura, não há surpresas, como aconteceu na semana passada em Vila Nova de Cerveira em que o candidato anunciado e confirmado há meses, acabou por abandonar a corrida e foi substituído por outro.

11 junho 2013

Voto de pesar envolto em polémica

Polémica e confusão marcaram o início da última reunião da Assembleia Municipal de Paredes de Coura. Em causa os votos de pesar que o grupo municipal do Partido Socialista e também José Cunha, do PSD, apresentaram pela morte de Silvério Gonçalves, antigo presidente da Junta de Freguesia de Insalde, precisamente a freguesia onde decorreu esta sessão da Assembleia Municipal.

É que, ao contrário do aconteceu há pouco mais de um mês, em que todos os elementos da assembleia se uniram num unânime voto de pesar, desta feita a unanimidade foi interrompida pela intervenção de Décio Guerreiro que anunciou não ir votar nenhuma das propostas apresentadas. “Não sou hipócrita. Peço desculpa à família, mas não me revejo nos elogios que são feitos ao sr. Silvério”, explicou o líder do grupo municipal do PSD, referindo-se a questões relacionadas com a vida pessoal do falecido ex-autarca, que disse serem do conhecimento público na freguesia.

Uma tomada de posição que originou alguma confusão, com Rosalina Martins e Joaquim Felgueiras Lopes a dizerem que, enquanto presidente da Junta, Silvério Gonçalves cumpriu as suas funções. “Defendeu a freguesia e os interesses do concelho”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de Paredes de Coura, acrescentando que “todos nós poderemos ter os nossos defeitos”. Rosalina Martins criticou Décio Guerreiro, argumentando ser de muito mau gosto “trazer à discussão questões de índole pessoal. Este é um voto político, a vida de cada um fica consigo”, referiu. Já João Cunha, do PSD, criticou aquilo que apelidou de “hipocrisia da Assembleia Municipal relativamente aos que falecem, quando muitas vezes não são respeitados em vida”.

A confusão voltaria aquando da votação, pois Décio Guerreiro, apesar de ter anunciado que não iria votar nenhum dos dois votos de pesar propostos, permaneceu na sala aquando da votação do voto socialista e, não votando contra ou abstendo-se, foi incluído pela mesa da assembleia no lote de deputados que aprovou o voto por unanimidade. Acabaria por abandonar a sala depois da votação, exigindo que ficasse na acta que saiu da reunião e não votou, pedido que a mesa recusou acatar na sessão mas a que, a ver pelo teor do edital com as conclusões da reunião, acabaria por aceder. No final, Paulo Rosa, do grupo municipal do PSD, resumiu com uma frase toda esta polémica em torno dos votos de pesar: “Não conheci o sr. Silvério, mas pelos vistos foi controverso em vida e continua a ser depois da morte”.

15 maio 2013

Décio aposta em Helena Ramos

Helena Ramos Fernandes é a aposta de Décio Guerreiro, candidato à Câmara de Paredes de Coura pelo PSD, para ocupar a quota feminina obrigatória nos três primeiros lugares da lista que vai apresentar ao acto eleitoral de Outubro. A lista ainda está longe de estar concluída, explicou o próprio candidato, mas o nome de Helena Ramos é já certo, confirmado que está pelo cabeça de lista e também pela própria. Desconhece-se, contudo, se Helena Ramos vai avançar na segunda ou terceira posição.

Helena Ramos, de 43 anos, tem formação na área da Agronomia e há muito que está ligada à estrutura concelhia do Partido Social Democrata, se bem que nas últimas eleições autárquicas não integrou qualquer lista deste partido. A nível profissional está também ligada à associação de desenvolvimento rural Vessadas, da qual é coordenadora, e ainda à Associação Empresarial de Paredes de Coura, de que é presidente da direcção.

A escolha de Helena Ramos surge depois de serem apontados na comunicação social vários outros nomes para o mesmo lugar, nomeadamente Elisabete Ribeiro, Maria Eugénia Sousa e Ana Maria Guerreiro, que fizeram parte da lista social-democrata de 2009. A lista deste ano, contudo, promete mais surpresas e, a avaliar pelos rumores dos últimos tempos, não seria de estranhar se a acompanhar Décio Guerreiro e Helena Ramos na corrida à Câmara de Paredes de Coura surgisse um nome sonante… do Partido Socialista.

13 maio 2013

Amigos, amigos…

Ex-autarca "desenrascou" amigos com dinheiro da Junta – notícia da Revista Visão

Se os amigos estavam “enrascados”, porque não dar-lhes a mão? Lá diz o ditado que “os amigos são para as ocasiões”, não é? Ah pois…mas há outro ditado que diz que “a ocasião faz o ladrão”… Em que ficamos?

07 maio 2013

29 abril 2013

Assembleia aprova contas do município

Depois do executivo camarário ter aprovado por unanimidade o relatório de contas da Câmara de Paredes de Coura relativamente ao ano passado, não eram de esperar muitos entraves à passagem desse documento na Assembleia Municipal. E assim foi. Na última reunião deste órgão, realizada na passada sexta-feira, este era o principal ponto da ordem de trabalhos e foi o único que gerou alguma, ainda assim pouca, discussão entre os partidos políticos ali representados.

22 abril 2013

Confusões pré-eleitorais (2)

Depois das “confusões” em Valença, com o ex-presidente da Assembleia Municipal a trocar o PSD pelo PS, e em Vila Nova de Cerveira, com o surgimento de uma lista independente que reúne vários nomes de socialistas, rumamos mais a Sul, em direcção a Caminha e ao imbróglio que a direcção nacional do Bloco de Esquerda provocou, ao não autorizar a coligação com o Partido Socialista naquele concelho. Tudo porque, argumentaram, não estão autorizadas coligações a dois. E como o PCP optou por se colocar à parte, a junção PS/BE ficou inviabilizada na secretaria.

16 abril 2013

Mas qual será?

O PSD distrital apresentou ontem os seus objectivos para as eleições autárquicas de Outubro próximo. Objectivos que, aparentemente, até nem são muito ambiciosos. Detendo, actualmente, a presidência de três das dez câmaras municipais do distrito de Viana do Castelo o propósito dos social-democratas passa, simplesmente, por conquistar uma quarta autarquia.

Resta saber qual a câmara que o PSD do Alto Minho pretende tomar aos dois outros partidos que têm, actualmente, a maioria das câmaras municipais neste distrito, sendo que o maior objectivo será, certamente, a Câmara de Viana do Castelo onde as cores social-democratas vão ser defendidas pelo próprio presidente da distrital.

Eduardo Teixeira aproveitou também esta apresentação para lembrar que “não é por vontade do PSD que não há coligações no distrito”, referindo-se ao acordo gorado com o CDS-PP (se bem que dos lado dos populares as razões para a não existência desse acordo se prendam com a intransigência do PSD na determinação dos cabeças de lista). No entanto, apesar de não existirem coligações, o líder distrital dos social-democratas não descarta qualquer acordo pré-eleitoral em qualquer um dos municípios.

A conferência de imprensa de ontem serviu ainda para apresentar oficialmente os candidatos às dez câmaras do distrito de Viana do Castelo pelo PSD. Curiosamente, e tendo em conta as fotos do evento, parece que houve quem não marcasse presença no almoço.

11 abril 2013

Confusões pré-eleitorais

Trocar o PSD pelo PS. Eis o que vai fazer Álvaro Gomes, que até há poucos meses defendia as cores do Partido Social Democrata na presidência da Assembleia Municipal de Valença, cargo que abandonou na última sessão de 2012 em litígio com o presidente da Câmara. Agora, com as autárquicas de Outubro já à vista, Álvaro Gomes vai voltar a concorrer àquele cargo, mas desta vez integrando a lista do PS, acedendo, assim, ao convite de Diogo Cabrita, o candidato socialista à autarquia valenciana.

Um trocar de camisola que, explicou Álvaro Gomes, se dá porque se revê nas ideias de Diogo Cabrita, seu colega de profissão. Afastando qualquer cenário de vingança, por causa da forma como manifestou publicamente a sua discordância face às posições do executivo social-democrata, este médico vai integrar a lista do PS como independente, com vista a assumir o mesmo lugar que deixou em Dezembro. Pelo caminho vai deixando algumas críticas a Jorge Mendes, autarca de Valença, que acusa de não estar a cumprir as promessas feitas aquando da campanha eleitoral.

Mas as mudanças não se ficam por aqui. Logo ali ao lado, em Vila Nova de Cerveira, também o actual presidente da Assembleia Municipal, já anunciou que não vai voltar a vestir as cores do Partido Socialista, pelas quais foi eleito. Vítor Nélson da Silva explicou que se desvinculou do PS e vai integrar a candidatura independente “Pensar Cerveira” que está a ser preparada para concorrer às autárquicas naquele concelho. “Fui eleito nas listas do PS, mas quem me elegeu foi a população e por isso tenho de continuar a trabalhar na defesa dos seus interesses”, explicou à Rádio Geice.

Esta candidatura independente, recorde-se, surgiu como resposta às eleições directas socialistas e à consequente derrota de Fernando Nogueira, actual vice-presidente da autarquia cerveirense, a favor de João Araújo, presidente da concelhia socialista. Para já, contudo, desconhece-se se será Fernando Nogueira o candidato deste movimento à presidência da autarquia, sendo que o anúncio do cabeça de lista está agendado para o próximo dia 19 de Abril.

10 abril 2013

Não será caso único, certamente (2)

Vendo o post anterior, onde Manuel Barros, candidato do PSD à Câmara Municipal de Ponte de Lima se queixa da “máquina” montada na Câmara limiana ao serviço do CDS, logo alguém se apressou a enviar-me um email onde explicava que não é só em Ponte de Lima que isso se verifica. E junto com o email lá vinha cópia da acta duma das últimas reuniões do executivo municipal de Paredes de Coura, onde a oposição, pela voz de José Augusto Caldas, criticava o excessivo envolvimento de Vítor Paulo Pereira em assuntos que, acusava, não seriam parte integrante das funções do assessor do presidente. José Augusto Caldas criticava, nomeadamente, a participação do candidato socialista à autarquia courense na habitual distribuição de flores por ocasião do Dia da Mulher promovida pela Câmara de Paredes de Coura.

Não será caso único, certamente…

A notícia vem na última edição do jornal Novo Panorama e dá conta das preocupações do candidato social-democrata à Câmara de Ponte de Lima. Mas… será caso único?

14 março 2013

Câmara tem de aproveitar melhor o festival

© Constança Quiteiro/Talkfest “Temos de aproveitar melhor o festival para projectar mais a terra ao longo do ano”. E quem o diz é Vitor Paulo Pereira, no decorrer de um debate onde, durante três dias, a discussão girou em torno dos festivais de Verão. O programa desta iniciativa trazia o nome de António Pereira Júnior como participante no evento, mas acabaria por ser o seu assessor, e actual candidato à sua sucessão, a participar no painel que discutiu os festivais de música como factor turístico e económico.

Curiosamente, a participação de Vitor Paulo Pereira parece ter gerado alguma confusão por parte de quem fez a cobertura noticiosa do evento, com alguns meios de comunicação social a apresentá-lo como ex-elemento da organização do Festival de Paredes de Coura, enquanto outros ainda o identificam como organizador do festival courense. Todos o referenciam, contudo, como candidato à autarquia.

E foi nessa dupla qualidade, defendendo as duas camisolas, que Vitor Paulo Pereira referiu que a Câmara courense “tem o dever de melhor aproveitar este evento”. Uma crítica a que se juntou a constatação de que acabar com o festival é prejudicial para o concelho, em termos económicos, até porque, explicou aquele responsável, alguns sectores de actividade apenas sobrevivem por causa do festival, nomeadamente a restauração, onde “há quem faça 60% da facturação anual naquela altura”.

Na sua participação, Vitor Paulo Pereira lamentou também que as margens de lucro dum evento como o Festival de Paredes de Coura não permitam apostar numa complementaridade de conteúdos a nível cultural, como seria desejável. “As margens de lucro estão esmagadas. Hoje os lucros podem vir de uma sandes ou de uma bifana”, acrescentou.

05 março 2013

Décio candidato confirmado… em Dezembro

Na última edição de O Coura, Décio Guerreiro desmentia o convite a Miguel Figueiredo, noticiado na semana anterior pelo Notícias de Coura. E, surpreendentemente, dizia que ainda nem sequer era candidato para poder andar a convidar quem quer que fosse. O PSD, contudo, parece contrariar esta última informação adiantada por Décio Guerreiro

É que o nome do actual líder do grupo municipal social-democrata na Assembleia Municipal courense, surge incluído numa lista de candidatos homologados pelo Conselho Nacional do PSD, já em Dezembro de 2012, altura em que, aliás, a comunicação social deu conta do avanço da sua candidatura à Câmara de Paredes de Coura. Décio Guerreiro, contudo, justifica essa situação com alguma confusão por parte das estruturas nacionais do seu partido, que teriam homologado o seu nome antes de tempo.

O certo é que, mesmo ao nível distrital, o nome de Décio Guerreiro é já tido como certo na corrida à Câmara de Paredes de Coura. Isso mesmo dá a entender Eduardo Teixeira, presidente da distrital de Viana do Castelo do PSD, que diz que o nome de Décio Guerreiro surge por proposta dos órgãos locais do partido e que a distrital respeitou a decisão dessas estruturas locais. Eduardo Teixeira, que diz depositar grandes expectativas nesta candidatura, realça a personalidade de Décio Guerreiro e a sua experiência autárquica, estando confiante de que o candidato social-democrata irá congregar as várias forças à sua volta e conseguirá afirmar o seu projecto e ganhar a câmara.

27 fevereiro 2013

Um milhão de juros sem oposição

Foi morna, quase fria, e rápida, a última sessão da Assembleia Municipal de Paredes de Coura. A agenda era curta e apenas um ponto chamava a atenção: a aprovação do plano de pagamento de um milhão de euros de juros ao empreiteiro Carlos José Fernandes & C.a Lda. Mas nem isso serviu para aquecer a noite.

A decisão já tinha sido tomada, por unanimidade, em reunião do executivo camarário, apenas com a ressalva de José Augusto Sousa de que, havia que pagar o justo valor do atraso no pagamento dos trabalhos, mesmo tratando-se de obras dispensáveis. Na Assembleia Municipal, do PS não se ouviu uma palavra, nem sequer de apoio à decisão da Câmara. O mesmo em relação ao PCP, que entrou mudo e saiu calado. Acabou por ser o PSD o único a intervir, através de Décio Guerreiro e José Cunha, mas com o primeiro a ser muito brando nas palavras e, inclusivamente, a explicar que até poderia tirar algum proveito político daquela situação, mas que não o faria “com medo de prejudicar a autarquia e as pessoas a quem a Câmara deve dinheiro”.

Já José Cunha não poupou as críticas. “Fiquei perplexo ao saber que temos de pagar um milhão de euros de juros, de obras que a meu ver eram desnecessárias”, atacou o antigo presidente da Junta de Freguesia de Bico. E foi mais longe, considerando que esta situação era “a prova da péssima gestão autárquica, com obras megalómanas, desnecessárias e sem assegurar o seu pagamento”. O plano de pagamentos, que começa nos oito mil euros mensais em 2013, e aumenta depois para 25 mil euros mensais a partir do próximo ano e até ao final de 2016, foi aprovado apenas com a abstenção de João Cunha, que alegou não ter recebido o documento, e com o voto contra de José Cunha, que em declaração de voto reforçou as suas críticas, dizendo que “sem estas obras a tesouraria da câmara estaria saudável” e que “quem sofre é o povo e as freguesias, que há anos não têm obras”.

O pagamento de juros, recorde-se, surge na sequência das várias obras que aquele empreiteiro fez no concelho, entre 2001 e 2009, nomeadamente o CEIA, os parques de estacionamento subterrâneo, o túnel que atravessa a vila, a remodelação da Rua Conselheiro Miguel Dantas e a Ponte das Poldras, entre muitas outras, num total de cerca de dez milhões de euros. Na altura, explicou Pereira Júnior, a Câmara não tinha dinheiro para as pagar porque aguardava ainda a comparticipação dos programas comunitários a que se tinha candidatado, e fez um acordo com o empreiteiro: este avançava com as obras e entregava as respectiva facturas a uma entidade bancária, que lhe adiantava o dinheiro. Em troca a Câmara comprometeu-se a pagar os custos financeiros deste factoring, nomeadamente os juros. É esse valor que a autarquia courense vai agora pagar, correspondendo a cerca de 10 por cento do total das obras realizadas.”É uma situação perfeitamente acautelada”, explicou o presidente da Câmara, adiantando que o município não terá “sufoco financeiro” para pagar esta dívida “ou todas as outras que temos para pagar”.

25 fevereiro 2013

Finanças da Câmara: Júnior sossega sucessores

Que fique descansado o próximo presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura que, além das dívidas regularizadas, vai ter ainda dinheiro para investir. Quem o garante é o actual autarca, que na última sessão da Assembleia Municipal quis sossegar os candidatos ao seu lugar e anunciou que “o próximo presidente vai ter dinheiro para pagar todos os encargos e ainda fica com cerca de dois milhões de euros para fazer investimentos no próximo ano”.
Numa sala onde estavam os, até agora, dois únicos candidatos conhecidos, Décio Guerreiro, na bancada do PSD, e Vitor Paulo Pereira, na assistência, Pereira Júnior explicou ainda que os dois milhões de euros que diz irem ficar disponíveis “dão para fazer muita obra”, especialmente se conjugados com os quadros comunitários de apoio e comparticipações de cerca de 85 por cento. “Tomara eu hoje ter mais dois milhões para fazer obras”, desabafou o actual presidente da Câmara.
As explicações de Pereira Júnior surgiram na sequência da discussão em torno do pagamento de juros a um dos empreiteiros com mais obra feita no concelho (assunto abordado no post seguinte) e depois das críticas de José Cunha, do PSD, que acusou o autarca courense de deixar o concelho de tal forma endividado que “não sei se quem vier atrás vai ter tempo sequer para fechar a porta”. Na resposta, Pereira Júnior referiu que "gostaria de deixar as coisas muito melhor do que estão”, mas sempre foi dizendo que a situação financeira não é, de maneira nenhuma, de assustar”.