29 abril 2009

José Augusto Caldas: Vou valorizar o papel da oposição!

Com o PSD à frente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, a oposição vai ser sempre escutada. Isto mesmo garante José Augusto Caldas, candidato social-democrata às próximas eleições autárquicas, explicando que isso não acontece actualmente, com o PS a gerir os destinos do município.
O exemplo mais flagrante é, explica, o actual nível de endividamento da autarquia. “A Câmara está endividada muito para além do actual mandato com o voto contra da oposição. Comigo, isso não acontecerá”, assegura o vereador laranja.
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A valorização da oposição defendida por José Augusto Caldas estende-se também às freguesias. O candidato do PSD apresenta, no seu programa eleitoral, um programa de transferência automática de verbas para as juntas de freguesia, sempre que estas apresentem os respectivos planos de actividades aprovados pelas duas forças políticas mais representativas em cada assembleia de freguesia.
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Uma situação que, tendo em conta o cenário actual, irá dar mais poder ao PSD, minoritário na maioria das juntas de freguesia do concelho. José Augusto Caldas, contudo, refere que, independentemente da cor política de cada junta, que quer mudar a favor do seu partido, o importante é “dar importância aos elementos perdedores e mobilizá-los a encontrarem soluções consensuais”.
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Aliás, à semelhança do que terá acontecido nos últimos tempos na Câmara Municipal de Paredes de Coura, com várias propostas do PSD a serem aprovadas pela maioria socialista, nomeadamente propostas de cariz social. “Eram iniciativas do PSD mas, depois, para conseguirem ser aprovadas, foi preciso negociar, retirar-lhes a ênfase de serem do PSD, para que elas pudessem passar”, explica o candidato.
Razões que levam José Augusto Caldas a estar convicto de que os courenses vão optar por mudar o elenco camarário nas próximas eleições. “Entre optar por mudar agora, no início de um novo ciclo, ou mudar daqui a quatro anos, os courenses vão mudar agora”, confia José Augusto Caldas, lembrando que há quatro anos o PSD perdeu pela menor margem dos últimos 16 anos e estando, agora, convicto de que Pereira Júnior, se concorrer, irá abandonar ao final de dois anos, à semelhança do que aconteceu com José Guerreiro.
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Continua…

24 abril 2009

Coelho ao almoço... e ao jantar

Pedro Passos Coelho é o convidado principal do almoço que o PSD de Paredes de Coura leva a efeito amanhã, na sede da ADASPACO, neste concelho. Um almoço numa fase muito inicial da corrida à Câmara Municipal por parte de José Augusto Caldas, cuja candidatura será oficialmente apresentada aos militantes nessa altura.
O próprio candidato social-democrata reconhece que é ousado realizar este almoço, a pagar, quando ainda nem sequer se sabe a data em que vão ter lugar as eleições autárquicas, mas está confiante numa boa adesão. Sobre a presença de Passos Coelho, bem como de Eduardo Teixeira, presidente da distrital do partido, José Augusto Caldas assegura que será apenas a primeira de muitas figuras nacionais do PSD que se vão associar à sua campanha. 
Curiosamente, o passeio de Pedro Passos Coelho ao Alto Minho não se restringe a Paredes de Coura. Também amanhã, mas ao jantar, Passos Coelho vai participar numa inciativa da JSD de Ponte de Lima, que terá lugar num restaurante daquele concelho. É caso para dizer que o social-democrata vai passar o fim de semana em torno da gastronomia alto-minhota.

Novos tempos, novos meios

Que ninguém tenha dúvidas: as próximas eleições, sejam elas europeias, legislativas ou autárquicas, vão agitar a blogosfera nacional. Aliás, na sequência do que se tem passado nos últimos anos, em que a Internet, de uma forma geral, e os blogues, de forma mais particular, se têm assumido como importantes veículos de transmissão de informação, especialmente quando se trata de questões políticas. Veja-se a recente investida do secretário-geral do PS na Internet, tentando imitar à escala nacional o que fez Barack Obama na sua campanha rumo à Casa Branca. Ou repare-se onde o cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias costuma expressar as suas opiniões. São apenas dois exemplos. 
Mas há mais. Há casos de blogues que acompanharam, em directo e com emissão online contínua, congressos de partidos políticos nacionais, e não estamos a falar de partidos de pequenas dimensões, tendo recebido o mesmo tratamento que os habituais profissionais da comunicação social. As únicas diferenças prendem-se, provalvemente, com o cunho mais opinitativo que podem ter dado à coisa e, obviamente, com o facto de estarem a trabalhar apenas por gosto, sem nenhum jonal, rádio ou televisão por trás a pagar-lhes o salário e as despesas. Já para não falar dos políticos que viram as suas vidas agitadas por causa de notícias veiculadas, em primeira mão, pelos blogues.
Mas os políticos já ganharam consciência do peso da blogosfera. E nem é preciso rumar a Lisboa para ver isso, aqui perto temos dois exemplos. Em Braga, Ricardo Rio, candidato derrotado na última corrida à Câmara local, eleito vereador, e de novo candidato pela coligação Juntos por Braga em 2009, mantém desde 2007 um blogue aberto à intervenção de todos e, inclusivamente, recolhe ali impressões dos munícipes, que transmite nas reuniões do executivo camarário. 
Mais perto ainda, em Caminha, Júlia Paula, a social-democrata que preside aos destinos do concelho, também não desdenha os novos meios tecnológicos colocados ao dispor da política, da comunicação de uma forma geral. Vai daí é vê-la a anunciar a sua recandidatura à Câmara Municipal de Caminha no Youtube. É colocar a Internet ao serviço da política, ao serviço dos cidadãos.

23 abril 2009

José Augusto Caldas: O futuro está hipotecado

Só interessa o futuro! Parece ser este o lema que José Augusto Caldas quer aplicar na campanha eleitoral das próximas eleições autárquicas. O candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura diz que esse é um compromisso que irá assumir. “Falar de futuro e falar das propostas para o futuro”. “Nas próximas eleições não está em causa se fulano A foi ou não foi bom presidente da Câmara, são os próximos quatro anos”, clarifica o vereador.
Apesar disso, o candidato social-democrata sempre vai adiantando algumas críticas à actuação de Pereira Júnior à frente da autarquia courense, nomeadamente no que se refere a projectos e investimentos que escoaram os cofres do município. O futuro estará, por isso, hipotecado, com “um grau de liberdade diminuído por força de algumas más decisões do passado”, critica, explicando que qualquer que seja o partido a ganhar a Câmara nas próximas eleições, vai deparar-se com as mesmas dificuldades de capacidade financeira. “É com base nessa margem que tenho de apresentar as minhas propostas”, acrescenta José Augusto Caldas.
O candidato do PSD garante, contudo, que todos os compromissos assumidos pela Câmara de Paredes de Coura são para cumprir com ele na presidência. “A Câmara é uma pessoa de bem”, assegura. Mas sempre vai dizendo que, na medida do possível, as prioridades do programa social-democrata poderão ter direito de preferência em relação a projectos que sejam herdados da gestão anterior.
E o exemplo mais concreto de uma obra que está contratualizada pela actual Câmara e com a qual o PSD não concorda é a ligação à A3. José Augusto Caldas considera, por um lado, que o Governo “anda a gozar” com o presidente da Câmara de Paredes de Coura nesta questão. Por outro lado, conforme tem vindo a ser defendido pelos social-democratas nos últimos anos, entende que a via rápida de ligação à A3 em Sapardos não resolve os problemas de acessibilidade do concelho. A solução laranja passaria pela requalificação da EN 301, entre a vila e S. Roque, e da EN 201, privilegiando a ligação ao nó de Arcozelo, em Ponte de Lima.

Continua…

22 abril 2009

Inovar o comércio

O assunto tem sido alvo de atenção aqui à volta. Em Ponte de Lima a própria Assembleia Municipal debruçou-se sobre a crise que afecta o pequeno comércio, elegendo as prioridades para este sector e identificando os principais problemas. Mais acima, em Valença, também se apalpou o pulso aos comerciantes, por ocasião da abertura do outlet do outro lado da fronteira. De tal forma que foi criada uma nova associação empresarial, cujos fundadores entenderam não estar a ser devidamente defendidos pela que existia.
Por Paredes de Coura, à parte uma ou outra intervenção desgarrada na Assembleia Municipal, pouco se tem falado sobre os problemas que enfrentam os comerciantes do concelho, nomeadamente os da vila. É, por isso, de saudar a realização da tertúlia prevista para esta quinta-feira à noite no Centro Cultural de Paredes de Coura, subordinada ao tema “Inovar o Comércio Tradicional”. 
Organizada pela EPRAMI, esta iniciativa surge na sequência que os alunos do curso de Vitrinismo daquela escola têm vindo a desenvolver nos últimos meses junto do comércio local courense. Montras mais apelativas, lojas mais cuidadas são algumas das mudanças a que assistimos nos últimos tempos. Comerciantes e alunos vão, agora, dar o seu testemunho desta experiência, num evento que é aberto à participação de todos.
Oportunidade para mostrar ao comércio tradicional courense que, muitas vezes, é preciso olhar para fora da porta do estabelecimento. Às vezes basta um pequeno passo para abrir a porta a quem estava renitente em entrar, mesmo neste período de crise que atravessamos. 

21 abril 2009

José Augusto Caldas: Não serei vereador!

Desta vez, ou vai ou racha! É este o sentimento de José Augusto Caldas quando avança para mais uma corrida à presidência da Câmara Municipal de Paredes de Coura, desta feita como cabeça de lista. O actual vereador social-democrata foi o primeiro a avançar para a arena das eleições autárquicas e aposta tudo neste acto eleitoral. De tal forma, que, na semana passada, em entrevista ao Mais pelo Minho, não escondeu que só fica na Câmara se for como presidente. Se perder, garante, não ocupa o lugar de vereador.
Uma atitude que, admite, lhe pode valer as críticas dos seus opositores, ainda desconhecidos. José Augusto Caldas está ciente disso mas explica que o seu tempo na oposição tem os dias contados. “Estive 12 anos na oposição, já mostrei tudo o que tinha a mostrar”, explicou.
E por isso resolveu arriscar agora e encabeçar a candidatura do PSD em Paredes de Coura? O que o levou a avançar neste momento? A resposta surge em forma de discurso estudado, que tem repetido na comunicação social, apontando como justificação a actual crise e os seus reflexos em Paredes de Coura.

E corre contra tudo e contra todos? Para já corre apenas contra si próprio e ninguém lhe pode retirar o mérito de avançar com a sua candidatura quando não é conhecido o seu principal adversário, mas, garante, dentro do seu partido, a escolha do seu nome foi uma questão consensual.
Para fora, contudo, passou a imagem contrária, a de que haveria outras alternativas. De tal forma que um dos seus na Assembleia Municipal, parece não ter gostado do avanço do candidato e admite arriscar uma candidatura independente. Os rumores que dão Venâncio Fernandes na corrida, não merecem, contudo, grande reacção por parte de José Augusto Caldas. “É um assunto que não me preocupa muito”, esclarece.

E será que a composição da lista que o vai acompanhar merece outra preocupação? Isso já não é possível saber. José Augusto Caldas garante que ainda não tem definidos os nomes dos que o vão acompanhar. Será que vamos ter Décio Guerreiro a número dois ou terá o presidente da concelhia lugar de destaque? A resposta fica para mais tarde.


Continua…

20 abril 2009

Eleições 2009

Sendo um blogue de opinião, o Mais pelo Minho não abdica de acompanhar a informação e o dia-a-dia desta região. Neste sentido e tendo em conta os cenários eleitorais que se vão deparar aos portugueses em 2009, o Mais pelo Minho vai, também, acompanhar a evolução das campanhas eleitorais para estas eleições, com especial e óbvio destaque para o que se for fazendo pelo Minho e, particularmente, em Paredes de Coura.
Um trabalho que começará, já amanhã, com o início da divulgação de uma entrevista feita ao, para já, único candidato anunciado à Câmara Municipal de Paredes de Coura, José Augusto Caldas. Seguir-se-ão outros trabalhos dedicados ao tema, nomeadamente mais entrevistas aos outros candidatos que venham a surgir. Mas esta oportunidade será também aproveitada para abrir o Mais pelo Minho a colaborações externas, eventualmente ligadas às candidaturas que surgirem, bem como para levar o blogue para fora da Internet, com a organização de sessões de esclarecimento e um debate com os vários candidatos à Câmara Municipal de Paredes de Coura.
Não se pretende, com estas iniciativas, transformar o Mais pelo Minho num blogue unicamente virado para as questões políticas, mas antes reafirmar o interesse nos assuntos que dizem respeito a esta região, com a política, obviamente, a ocupar o seu lugar. Sempre a pensar nos seus leitores, que têm contribuído para a dinamização de muitas das discussões que por aqui têm andado.
Eduardo Bastos

17 abril 2009

De porta aberta aos visitantes

Muito se fala de turismo e de potencialidades turísticas de Paredes de Coura. Da miragem do golfe ao encanto e imponência do património construído, muitos são os atractivos do concelho para quem nos visita e, não raras vezes, para quem cá habita e não o conhece como deve ser.
Mas, um dos focos de maior atractividade de Paredes de Coura continua a ser o património natural desta terra. A começar no Corno de Bico e a terminar nas zonas ribeirinhas do Coura.
Ainda num dos últimos fins de semana me cruzei com um grupo que, ali para os lados da Pena, regressava, ao final da tarde, de uma caminhada valente que os levou até S. Silvestre e às Porreiras. Tudo gente de fora (da zona do Porto, creio eu) que resolveu passar um sábado diferente, calcorreando terreno que nos é familiar. Não os únicos e não serão os últimos, certamente. Estes também já por cá andaram e, amanhã, receberemos a visita destes caminhantes.
São turistas diferentes que não escolhem o roteiro turístico habitual. De tal forma que, não raras vezes, grupos de caminhantes vindos de fora, alguns com muitos quilómetros de viagem para cá chegar, andam pelos nossos montes e vales, à descoberta do que, muitas vezes, nós por cá ignoramos. Isto apesar das boas iniciativas que são levadas a cabo neste âmbito em Paredes de Coura e dirigidas aos courenses, com a promoção de caminhadas a diversos pontos do concelho, conforme de pode ver, a cada mês, na agenda cultural de Paredes de Coura.

16 abril 2009

Que venha o heliporto!

Finalmente o poste foi retirado! Depois de muita insistência, depois de muitos pedidos, depois de uma manobra arrojada do piloto de um helicóptero do INEM que arriscou a vida para salvar a de outro, eis que finalmente se limpa o espaço aéreo da zona envolvente do Centro de Saúde de Paredes de Coura.
A EDP lá atendeu a todas as reivindicações e evidências e enterrou a linha de alta tensão e, já esta semana, retirou finalmente o poste que a suportava. Um trabalho que estava previsto ficar concluído em finais de Outubro do ano passado. Mas o que são cinco meses para quem já esperou tanto...
Fica, agora, o caminho aberto para a construção do heliporto anunciado pela Câmara Municipal para apoiar aquela unidade de saúde, conforme estabelecido no pacote de medidas negociado entre a autarquia e o Ministério da Saúde. A ver se este processo não demora tanto tempo como a libertação do espaço aéreo!

11 abril 2009

Sinais da memória

Acontece muitas vezes. O tempo evolui, as situações mudam, mas os locais permanecem, como que a marcar a história. É o que se passa, por exemplo, com as escolas primárias de Paredes de Coura, encerradas há alguns anos, mas que ainda permanecem como marcos notórios na geografia do concelho.
E não me refiro apenas à utilização por outras entidades dos edifícios deixados vagos. Nesse aspecto acho que a actuação da Câmara Municipal de Paredes de Coura tem sido exemplar, colocando-os à disposição de instituições e colectividades que continuam a dinamizá-los, umas mais que outras, não deixando cair as antigas escolas num estado de abandono a que foram votados alguns edifícios do género há alguns anos.
O certo é que, basta um pequeno passeio pelo concelho para ficarmos com a sensação de que a abertura da escola do 1º ciclo na vila não trouxe qualquer mudança. As placas sinaléticas continuam por aí, a indicar as escolas primárias, ainda que transformadas ou desactivadas, e mesmo os sinais de perigo que indicam a aproximação de escola ainda estão presentes nas zonas onde estas estavam implantadas e por onde circulavam as crianças.
Uma distracção, ou esquecimento, das Estradas de Portugal que, a bem da verdade, apenas causa alguma nostalgia e um engano ou outro a quem, vindo de fora, se depara com a placa mas não compreende porque é que a escola está fechada. Apesar disso, não deixa de ser um assunto de fácil resolução e, ao preço que anda o alumínio no mercado do ferro velho, até é de estranhar que ainda ninguém se tenha dedicado a retirar estes sinais por conta própria. Será que não dá para aproveitar as placas para outro lado?

08 abril 2009

As notícias dos candidatos

O Notícias de Coura de ontem conseguiu a proeza de juntar numa mesma edição o anunciado candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura, José Augusto Caldas, e o anunciado candidato a candidato independente, Venâncio Fernandes.
Este último escreve pelo próprio punho, dando conta da sua insatisfação face ao actual panorama político concelhio e apelando à renovação de todo o aparelho autárquico, que não só o presidente da Câmara. Pedido ousado, a que se junta uma confirmação, a de que não será mais candidato pelo PSD (pelo menos assim o afirmava o título do artigo). E ainda o anúncio, mais que conhecido nesta altura aqui por este blogue, de que, face a todo o cenário que traçou sobre a política autárquica de Paredes de Coura, está disponível para encabeçar uma lista independente, assim o permita a burocracia da legislação eleitoral. É caso para dizer que, se a vontade é assim tanta, está na hora de vir para a rua trabalhar, porque as assinaturas não caem do céu.
Meia dúzia de páginas adiante e eis que surge o candidato do PSD. José Augusto Caldas numa entrevista onde dá a conhecer os motivos, válidos, que o levaram a assumir este desafio e a certeza de que será vencedor em Outubro. O actual vereador lembra algumas das conquistas social-democratas na Câmara e explica que morar fora do concelho não será um obstáculo, nem na fase de campanha, nem depois das eleições.
Mas a entrevista de José Augusto Caldas deixou muito por revelar, o que, a seis meses das eleições se compreende parcialmente. Por um lado, ficamos sem saber quem acompanha o cabeça de lista na corrida à Câmara, situação que poderá condicionar o voto de muitos indecisos. Por outro lado, a entrevista de ontem não mostra sequer um projecto do candidato a presidente para o concelho. Quer-me parecer que o candidato do PSD não quer "entregar o ouro ao bandido" e revelar o seu programa antes de conhecida a oposição, que ainda não anunciou quem irá concorrer às próximas autárquicas. O que não o preocupa, já que está convencido que Pereira Júnior vai voltar às urnas para deixar o mandato a meio. A ver vamos.

02 abril 2009

30 março 2009

No fundo, no fundo...

Pela mão do João Carlos Gonçalves e do Nuno de Matos, dois companheiros de blogosfera de Ponte de Lima, chegaram-me dois indicadores de desenvolvimento. Daqueles que são muito bonitos de ver quando dizem que estamos muito bem, mas que procuramos esconder quando as coisas não estão tão bem assim.
Pegando pela perspectiva de Paredes de Coura, e tendo como base apenas estes dois indicadores em questão, o panorama não é famoso. Se na tabela do indicador de desenvolvimento municipal ocupamos o penúltimo lugar, logo acima de Melgaço, na outra estatística, sobre o ganho médio mensal, o último lugar é mesmo nosso. Números para reflectir em início de semana.


NB: Imagem retirada do blogue Ponte de Lima

Concelho com desporto, concelho vivo

O último fim de semana passei-o por terras de Valença. Envolvido (quase engolido!) num torneio de basquetebol que juntou naquele concelho equipas de vários pontos do país e também da Galiza num total de participantes que, contas minhas, deverá ter rondado as 300 crianças e jovens até aos 12 anos.
Três dias de actividades em que, além da prática desportiva em si, as crianças participaram em momentos lúdicos e recreativos, sempre com o objectivo de promover o convívio entre os participantes, oriundos de clubes e realidades tão diferentes. O torneio só hoje termina mas, independentemente dos resultados alcançados, no caso concreto pelo Basket Clube de Coura, o importante foi o convívio entre todos os atletas. Uma iniciativa onde deu para ficar a perceber o papel importante que os clubes têm, através dos seus atletas, dirigentes e mesmo dos pais dos atletas, no sentido de dinamizar actividades que, de outra forma, ficaram no papel, à espera do apoio e do envolvimento das entidades oficiais.
Não se julgue, contudo, que este tipo de iniciativas só acontece lá por fora. Em Paredes de Coura, nos próximos dias 10 e 11 de Abril, vamos ter algo parecido, desta feita dedicado às camadas jovens do futebol. Organizado pelo Sporting Clube Courense, o Torneio Internacional da Páscoa, já na sua segunda edição, promete reunir cerca de 600 jogadores de 20 equipas, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos.
Um evento que, pelo que sei, se realiza com muito esforço do clube e dos seus dirigentes, que não se têm cansado no sentido de obter as melhores condições para receber tão distintos visitantes. E também dos familiares dos jogadores que, como é hábito neste tipo de iniciativas onde se apela ao voluntariado, não vão certamente deixar de oferecer o seu melhor à organização.
Desconheço, tanto no caso de Paredes de Coura como no de Valença, se as respectivas autarquias se envolveram também na organização, apoiando a realização dos torneios. Creio, contudo, que são eventos que merecerem o apoio de qualquer câmara, não só por serem criadoras de toda uma dinâmica que enriquece o concelho, mas também porque são o exemplo mais visível de que o concelho está vivo e tem futuro.

24 março 2009

E o candidato é...

José Augusto Viana é o candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura. Depois de anos como número dois, o vereador social-democrata avança, finalmente, para a liderança na corrida à autarquia courense.
Muito se falou, nos últimos meses, sobre quem iria disputar a Câmara de Paredes de Coura ao Partido Socialista e, ao que tudo indica, a Pereira Júnior, que já por diversas vezes disse estar disposto a concorrer a mais um mandato. Ficou por terra a hipótese Décio Guerreiro, o eterno candidato laranja à presidência. Ficou também de fora, se é que alguma vez chegou a fazer parte dos planos da concelhia, o nome de José Eduardo Martins, deputado social-democrata eleito por Viana do Castelo.
E o que dizer de João Cunha, presidente da concelhia do PSD? Optou por ficar de fora da frente da corrida para se salvaguardar ou reconhece que não tem ainda o peso suficiente para ocupar a presidência da câmara? Satisfeita deve ter ficado Maria José Carranca, que depois de ter exortado José Augusto Viana a chegar-se à frente, vê o vereador a avançar a passos firmes.
Será que José Augusto Viana tem potencial para conquistar Paredes de Coura ao PS? É o que vamos ver, mas espera-se uma campanha eleitoral muito técnica e bem explicadinha, bem ao jeito do vereador social-democrata, com os aspectos financeiros do concelho a ganharem lugar de relevo. Numa altura de crise, até nem será mal visto. Não esquecer, aliás, que foi pela mão de José Augusto Viana que o PSD apresentou na autarquia várias propostas de cariz social e económico que foram adoptadas pela câmara no final do ano passado.
Ficamos agora a aguardar a reacção de Venâncio Fernandes. O deputado municipal do PSD dizia que iria esperar pela escolha da concelhia para decidir se avançava ou não com uma candidatura independente. Resta saber se, face à indicação de José Augusto Viana, vai ou não entrar na corrida.

23 março 2009

Isto faz sentido?

Sobre a visita de Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, ao distrito de Viana do Castelo, incluindo uma passagem por Paredes de Coura, os ecos que nos chegam através da comunicação social são, no mínimo, contraditórios.
O Diário do Minho, por exemplo, diz-nos que os novos acessos previstos para o distrito ajudam a enfrentar a crise. É, até pode ser um ajuda. Por um lado encurtam-se distâncias, por outro lado dá-se trabalho a várias empresas de construção civil. Vistas bem as coisas, até pode ser, realmente.
Mas, mais ao lado, no Jornal de Notícias, somos surpreendidos com a pressa do Governo, pela voz do mesmo governante, em implementar o sistema de portagens nas SCUT's, incluindo na ligação entre Viana do Castelo e o Porto. Ora, se o objectivo é ajudar a enfrentar a crise, não me parece que dificultar a vida a particulares e empresas que passam a ter de pagar por um trajecto para o qual não têm alternativa seja o melhor caminho. Ou será que, oferece-se com uma mão e retira-se com a outra logo a seguir?
De qualquer das formas, para Paredes de Coura ficou uma certeza. A de que está tudo na mesma no que respeita à famosa ligação à A3. Ou seja, Paulo Campos explicou que esta ligação está em fase de estudo prévio e que este deverá estar concluído até Junho. Para quem contava com algo mais, fica a esperança de que em Junho saia novo anúncio... o do início das obras...

12 março 2009

Vamos votar nas acessibilidades?

O título do post pode enganar! Não vou aqui falar sobre qualquer proposta eleitoral que verse as acessibilidades a Paredes de Coura ou a onde quer que seja. Vou falar, isso sim, da acessibilidade que deveria ser garantida a qualquer cidadão português na hora de votar mas que, infelizmente, muita vezes não acontece, obrigando a que uma coisa que, supostamente, deveria ser secreta, tenha de ser forçosamente partilhada com outros.
A este propósito, na passada quarta-feira, um grupo de cidadãos entregou ao presidente da Assembleia da Republica mais de quatro mil assinaturas, numa petição que apelava à introdução de boletins de voto em Braille, para que os cegos portugueses possam votar de forma secreta e autónoma. Um cenário que não se verifica actualmente, pois os invisuais são obrigados a pedir auxílio a outra pessoa, vendo, desta forma, a sua privacidade violada.
A questão dos cidadãos invisuais é, contudo, apenas uma no meio de outras tantas que impossibilitam o exercício livre do acto de votar. E por livre, aqui, entenda-se o facto de o fazer pela sua própria mão, sem recurso a terceiros. É o que acontece, por exemplo, a muitos cidadãos com mobilidade reduzida e que, no dia das eleições, se deparam com escadarias enormes a transpor para exercerem o seu direito cívico.
Em Paredes de Coura, por exemplo, são vários os exemplos de mesas de voto situadas em local pouco acessível a cidadãos com mobilidade reduzida. Uma situação que, se em circunstâncias normais já causa transtornos aos munícipes, num acto eleitoral assume contornos ainda mais gritantes, com as barreiras arquitectónicas a servirem de entrave ao exercício da cidadania.
É certo que, em meios pequenos em que todos se conhecem, não são raros os casos de mesas de voto que vêm à rua recolher o voto daqueles que não podem entrar no local onde funciona a assembleia. Não se trata, contudo, de um comportamento de todo correcto, na medida em que, mesmo assim, a privacidade de quem vota pode não ficar preservada.
Por isso, e num ano em que temos três actos eleitorais, seria de bom tom precaver entraves deste género e, se possível, instalar as assembleias de voto em locais com melhor acessibilidade. Não é garantia de maior afluência às urnas, nem de mais votos neste ou naquele partido, mas seria o reconhecer de um direito soberano que muitos cidadãos têm visto limitado nos últimos actos eleitorais.

Protegidos? (2)

E eis que, nove meses volvidos, nova "matança" de garranos por terras de Coura. Será que esta gente não tem um pingo de dignidade?

09 março 2009

O sol quando nasce...

Numa altura em que as energias renováveis estão na ordem do dia, e em que até o próprio Governo preparou um pacote de incentivos ao aproveitamento da energia solar, a atitude da Junta de Freguesia de Deão, em Viana do Castelo, surge como um exemplo que pode ser seguido por outras entidades: a utilização do sol para a produção de energia eléctrica e sua posterior venda à EDP apresenta-se como uma oportunidade que pode representar alguns euros nos cofres cada vez mais vazios das autarquias locais.
No caso concreto, a Junta de Deão instalou três conjuntos de painéis solares fotovoltáicos, num investimento de cerca de cem mil euros, que vão produzir energia que a EDP compra, a preço garantido. De uma assentada só, garantem os responsáveis daquela junta de freguesia, ganham duas vezes. Ganham com a venda da energia produzida e com o que poupam por não ter pagar aquela que habitualmente gastavam.
Ora, ao ler a notícia da iniciativa pioneira (julgo eu) de Deão, que inclusivamente instalou painéis solares no cemitério local, não pude deixar de pensar que, por cá, também se podia fazer alguma coisa do género. Aproveitar os espaços públicos para dinamizar um investimento como este e obter, desta forma, uma fonte de financiamento alternativa, cujo resultado poderia ser canalizado para diversas aplicações. Aliás, se até os privados reconhecem que, mesmo a nível unifamiliar, esta é uma oportunidade que, se bem pensada, não deverá ser desperdiçada, porque não alargar este cenário às entidades públicas.
Imagine-se, por exemplo, o telhado da Escola do 1º Ciclo com uma série de painéis fotovoltaicos a produzirem energia? Ou ainda o telhado do pavilhão municipal e das piscinas com painéis solares térmicos, que produzissem água quente que cobriria, se não a totalidade, pelo menos parte das necessidades daqueles equipamentos públicos? Num concelho que se tenta pautar pelos valores ecológicos e ambientais, não seria de apostar neste tipo de energias renováveis, agora que já cá temos também o parque eólico a fazer-nos companhia? Será sonhar muito alto? Até pode ser, mas não se costuma dizer que o sol quando nasce é para todos. Há que tentar aproveitá-lo ao máximo!