Paredes de Coura: Recuperação do Hospital da Santa Casa da Misericórdia vai custar 1,4 milhões de euros – notícia da Rádio Geice
17 dezembro 2010
Acautelar o futuro
Poupar às escuras
Em dia de aprovação de plano de actividades e orçamento da Câmara de Paredes e Coura (mais logo à noitinha, na Assembleia Municipal), relembro uma das medidas que os autarcas do Alto Minho encontraram para fazer face ao corte anunciado de verbas vindas de Lisboa: o apagão. Os dez municípios do distrito decidiram, não se unanimemente ou por maioria, prescindir de algo porque têm lutado nas últimas décadas, e resolveram que, agora que é hora de apertar o cinto para compensar os exageros de anos anteriores, há que deixar as ruas às escuras.
Afinal, parece que lutas e reivindicações de anos e anos, para se alargar a iluminação pública a este e àquele lugar, foram rapidamente esquecidas e, na hora do aperto, nada mais simples do que apagar a luz, supostamente para poupar um milhão de euros. Nada tenho contra a poupança, muito pelo contrário, mas esta medida cheira-me a facilitismo e a distracção. Facilitismo porque, provavelmente, terá sido a primeira ideia que surgiu nas mentes dos nossos autarcas. É que pensar em adiar projectos, repensar prioridades e redefinir estratégias dá muito trabalho e apagar a luz… é só pedir à EDP. Distracção porque o essencial não é o que se vai poupar agora, é o que não se devia ter gasto antes. Vir agora com cortes programados da iluminação pública é querer tapar o sol com a peneira, como se isto resolvesse os problemas financeiros que as autarquias foram engrossando nos últimos anos.
O apagão programado da iluminação pública traz ainda, a meu ver, uma outra situação que parece ter passado ao lado dos decisores. É que, se nos centros urbanos a redução do número de candeeiros em funcionamento não vai ser tão notada, até porque o apagão não é total e há sempre estabelecimentos comerciais com publicidade luminosa que ajudam a abrilhantar a coisa, nos meios rurais o cenário não é esse. E, mesmo que seja apenas durante algumas horas da madrugada, deixar as aldeias completamente às escuras não me parece uma boa ideia e só uma palavra me vêm à cabeça: insegurança. Das pessoas e bens, por um lado, pois a escuridão da noite é cúmplice dos amigos do alheio (que já se devem estar a preparar para “trabalhar” nos horários previamente definidos pela EDP), mas também das vias de circulação. É que há troços de estradas municipais e nacionais que, sem iluminação pública são autênticas ratoeiras para os automobilistas.
Será que o apagão é solução para poupar? E se o for será que esse dinheiro vai ser bem aplicado pelas autarquias ou vai servir para tapar buracos que entretanto surjam e nós continuamos a pagar por essas asneiras? O melhor é esperar pela lua cheia para se ver melhor a coisa!
17 novembro 2010
Dar nome às ruas
O Notícias de Coura de ontem traz uma notícia, assinada por Eduardo Daniel Cerqueira, que dá conta do desconhecimento e/ou falta de utilização do nome da Rua do Padre Casimiro Rodrigues de Sá. Um assunto que já não é novo e que, basicamente, existe desde que a Câmara Municipal de Paredes de Coura resolveu homenagear este ilustre courense dando o seu nome a uma rua da vila, no caso a artéria que vai do cruzamento da Escola EB 2.3/S de Paredes de Coura até à Rua Narciso Alves da Cunha. Os alertas de Eduardo Daniel Cerqueira remontam a essa altura, questionando e bem, porque é que, tendo a rua um nome atribuído, se teima em não o utilizar, inclusivamente a própria autarquia no passado.
A questão do nome das ruas é sempre delicada. Por um lado há ruas e caminhos que nunca tiveram nome mas nem por isso a população deixa de lhes dar um nome, que já está enraizado nos moradores e não é uma deliberação camarária que vai mudar com facilidade essa denominação (o que talvez justifique a última atribuição de nomes decidida pelo município que atribuiu a algumas ruas o óbvio nome porque já eram conhecidos os lugares). Por outro lado, é tarefa que não me parece fácil, atribuir nomes a ruas, tendo por base os critérios definidos pela comissão de toponímia da autarquia, de tal modo que esse trabalho de dar nome às ruas raramente se afasta da vila e o resto do concelho fica entregue… à tradição e ao critério de cada junta de freguesia.
Ainda há dias em conversa com alguns colegas, estes ficaram surpresos por saber que em Cossourado existe, há anos, um sistema de numeração das casas que, pelo menos em teoria, facilitará o trabalho dos carteiros. Ao que sei, esse trabalho deverá ser alargado a outras freguesias, que já manifestaram o interesse nesta postura de numeração. Mas será solução? Continuarão a existir ruas sem nome, ainda que com número, e se há lugares que é fácil identificar, outros existem que quando damos conta já estamos no lugar vizinho.
A pensar nisso mesmo, a Câmara de Monção vai arrancar com o processo de atribuição de nome a todas as ruas do concelho, tarefa que prevê estar terminada dentro de três anos. Em Paredes de Coura já ouvi ideia semelhante, ainda antes de Monção ter anunciado tal epopeia. Será que, aproveitando este momento de crise, vamos ter nomes nas ruas todas? É que, mesmo não sendo tarefa para custar muito dinheiro, quando comparada com outros projectos, é obra para ficar para toda a vida!
08 novembro 2010
Deliberar mas não cumprir
A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima não cumpre os dois dias de luto que ela própria decretou, como forma de protesto contra a introdução de portagens nas SCUT’s. Confuso? Pois, não é caso para menos.
O caso remonta a 25 de Outubro último, altura em que assembleia intermunicipal da CIM deliberou, por maioria, assinalar luto, com bandeira a meia-haste, nos municípios do Alto Minho, assinalando assim o seu desagrado face às portagens. No entanto, na data prevista para o protesto, hoje e amanhã, apenas uma das câmaras municipais da CIM, no caso a de Caminha, levou o protesto avante. Todas as outras optaram por não fazer, quando há 15 dias pelo menos as câmaras social-democratas tinham opinião contrária.
Mais, a própria Comunidade Intermunicipal, presidida pelo socialista Rui Solheiro, presidente da Câmara de Melgaço, informou já que nem sequer nas instalações daquela comunidade a bandeira vai estar a meia-haste. Ou seja, o conselho executivo da CIM não cumpre uma deliberação que a assembleia intermunicipal da mesma CIM votou favoravelmente.
Não coloco aqui em causa que as justificações apontadas por uns e outros para o não cumprimento da moção aprovada (dúvidas sobre a sua legalidade e sobre a sua eficácia) não sejam de atender. Estranho, contudo, que essas dúvidas não tenham sido levantados aquando da votação e que só tenham surgido agora. Pessoalmente, creio que o “luto” decretado de nada adianta nesta luta, vale apenas pelo seu simbolismo, e outras formas de contestação teriam de avançar no terreno. No entanto, as instituições têm os seus órgãos próprios que têm de ser respeitados assim como as suas decisões e neste caso o que se assiste é a um total desrespeito de um órgão em relação às deliberações do outro. E se hoje é assim é com uma simples moção de protesto, amanhã podemos ter uma situação semelhante, mas mais grave, com um documento de tamanha importância como o orçamento da comunidade.
Prato do dia: cogumelos
No rescaldo das II Jornadas Micológicas de Paredes de Coura, que decorreram este fim de semana, surge a ideia de instalar neste concelho um parque micológico, o segundo a nível nacional, aproveitando desta forma todo o potencial da produção de cogumelos. O projecto, a maturar desde 2004, beneficiaria da grande variedade de cogumelos existentes em Paredes de Coura e, a avançar, teria como cenário a área de Paisagem Protegida do Corno de Bico.
Mais uma iniciativa que aproveitaria o grande potencial ambiental de Paredes de Coura, explorando ao mesmo tempo um nicho de mercado que tem crescido a olhos vistos. Que avance, pois então!
05 novembro 2010
Por aqui não anda a crise
Instrumento indispensável a quem faz do campo e da lavoura a sua vida, o Borda D'Água, editado há 82 anos pela Editorial Minerva, há muito que é o livro de cabeceira dos agricultores, tal é o modo certeiro como parece adivinhar a evolução do clima ao longo do ano. E, diga-se de passagem, que mais coisa menos, lá vai acertando numas e esquivando-se noutras.
Mas, aquele que se auto-intitula como “o verdadeiro almanaque”, é também conhecido pelo seu “reportório útil a toda a gente”, pois contém “todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral”. Ora, sendo tudo isto, que o é, a edição de 2011 do Borda D’Água surge nas bancas sem qualquer referência à crise de que tanto se fala. Motivo, óbvio, para pensar que, afinal, o próximo ano não vai ser assim tão mau. Ou será que não?
04 novembro 2010
Inédito? Só se for em Valença!
A Câmara de Valença prepara-se para passar a aplicar uma taxa aos munícipes pela recolha de lixo. Uma medida com que a autarquia valenciana pretende compensar, ainda que em parte, o valor que vai receber a menos das transferências do orçamento de Estado.
O presidente da Câmara de Valença diz mesmo que se trata de uma “medida inédita”. Mas, inédita? Só se for mesmo por lá! É que Valença só peca pelo atraso na criação desta taxa, já em vigor em muitos concelhos, incluindo nos vizinhos de Paredes de Coura e Monção. No primeiro caso a taxa vigora há já vários anos e é paga na factura da água. No caso de Monção, a autarquia local prepara-se até para aumentar o valor deste serviço.
E em Monção, fala-se já na possibilidade de acabar com as isenções que são concedidas a várias instituições, nomeadamente às IPSS. Ou seja, se o nos cortam os fundos, vamos buscá-los a quem muito dificilmente os poderá pagar. Não sei porquê mas toda esta situação me traz à memória o procedimento dos bancos sempre que lhes resolvem aplicar um novo imposto e quem acaba por pagar são os clientes.
01 novembro 2010
A hora de fazer contas
Com o fantasma da crise a fazer já parte do dia-a-dia dos portugueses, repetido que é até à exaustão em cada noticiário o cenário difícil que se nos depara, não fica facilitado o trabalho de quem tem, por esta altura, de deitar contas à vida e planificar o orçamento para o próximo ano. E não falo do orçamento geral do Estado, aquele de que se guardará recordação no telemóvel de Eduardo Catroga e no bolso dos portugueses durante muito tempo. Refiro-me, sim, aos orçamentos dos municípios que, confrontados com o corte drástico de verbas a transferir do Estado, vão ter de puxar pela imaginação para dar conta de projectos para o futuro e, principalmente, de compromissos assumidos no passado.
Paredes de Coura não fugirá à regra, Com um corte anunciado de mais de 600 mil euros, o orçamento municipal para 2011 promete dar dores de cabeça a Pereira Júnior e à sua equipa nos próximos meses, esperemos que não nos próximos anos. Os prenúncios, contudo, não se afiguram muito bons, e correm até já rumores que dão conta da precária situação financeira do município courense, nomeadamente no que respeita à falta de liquidez. Se juntarmos a isto a necessidade de honrar escrupulosamente as dívidas contraídas em anos anteriores, então vemos que a tarefa não vai ser fácil e o próprio presidente da Câmara já assumiu, em declarações à comunicação social, que 2011 vai ser um ano de “extrema penúria”.
Na última Assembleia Municipal o autarca courense explicou que, há semelhança do que aconteceu em anos anteriores, iria convidar os presidentes de junta a apresentarem as suas reivindicações para eventualmente serem incluídas nos planos da autarquia para o próximo ano. Agora, contudo, o discurso mudou de tom e a tónica dominante parece ser o corte drástico das despesas correntes e o adiamento inevitável de algumas obras. Em Paredes de Coura, tal como no resto do país, começa a cortar-se em áreas que, até agora, mereciam grande atenção da gestão autárquica. Será suficiente?
18 outubro 2010
A semana em que chegam as obras
A semana que hoje começa traz consigo o culminar de um processo que teve início há alguns anos, que passou por diversas peripécias e que, finalmente, parece ter chegado a bom porto. Barbosa da Silva, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura não esconde a alegria de saber que esta semana começam as obras de remodelação e ampliação do quartel Afonso Viana.
O processo, contudo, começou muito antes do antigo militar ter tomado as rédeas da corporação courense. Com Décio Guerreiro, o mentor inicial, chegou mesmo à fase do concurso, de que inclusivamente houve vencedor(es). Curiosamente, numa altura em que o projecto inicial tinha crescido desmesuradamente, em dimensão e em previsão de custos e em que a corporação ficou mesmo sem direcção. Motivos que, todos somados, terão estado na paralisação do processo e obrigado ao seu redimensionamento.
Agora, sanados que estão esses problemas que atrasaram obras há muito consideradas indispensáveis, o quartel Afonso Viana vai entrar em trabalhos, que culminarão, dentro de alguns meses, com a dotação de melhores condições de conforto e funcionalidade. A ver se tudo corre pelo melhor, durante as obras e depois, no seu pagamento.
Ao mesmo tempo, mesmo ali ao lado, outra empreitada também está a começar, Falo da remodelação do antigo largo da Feira, incluindo as traseiras do chamado bairro dos Bombeiros que há muito tinham sido votadas ao esquecimento. Um projecto antigo da Câmara de Paredes de Coura, que chegou a pensar-se ter sido arquivado, mas que há meses ressurgiu à luz do dia. As duas empreitadas juntas prometem dar aquela zona um novo aspecto. Mas só depois de muitos meses de lama e poeira.
11 outubro 2010
Liberal… mas pirata?
O página da internet do jornal Notícias de Coura foi alvo de piratas informáticos, que hoje à tarde fizeram substituir o habitual site do jornal de Paredes de Coura por uma página que defende a legalização da cannabis. A mensagem, que o Mais pelo Minho recebeu há pouco, era simples mas enigmática: “Coura é republicana e liberal”. E a seguir o endereço de internet da página do jornal Notícias de Coura, como que instando-nos a clicar. Só que, ao contrário do que seria de esperar, clicando no endereço do jornal, a direcção tomada era outra. Um ataque de piratas informáticos, que ao tudo indica nem sequer está ligado a Paredes de Coura, já que afectou outras páginas, nomeadamente a do jornal Alto Minho.
09 outubro 2010
A República (já) chegou a Coura (2)
Recriação da feira tradicional de Paredes de Coura por ocasião da chegada ao concelho da notícia da implantação da República em Portugal. Uma vila cheia de gente e movimento que respondeu afirmativamente ao desafio e, por uma tarde, transformou Paredes de Coura naquilo que Paredes de Coura já foi. Saudosismo? Não, apenas nostalgia e prazer de ver uma vila a respirar vivacidade.
A República (já) chegou a Coura
D. Manuel Clemente, bispo do Porto, de um lado, Mário Soares, antigo presidente da República, do outro. Os ingredientes principais de duas horas de dissertação sobre “A primeira República e as relações Igreja-Estado” tema do primeiro debate do ciclo “Diálogos de Coura”, com que o município de Paredes de Coura assinala os 100 anos da República em Portugal.
O debate desta noite, que encheu o auditório do Centro Cultural, marcou o arranque das comemorações do centenário por terras de Coura e, sob a moderação do jornalista José Carlos de Vasconcelos, trouxe à baila não só as questões relacionadas com a primeira República, onde não faltaram as referências aos ilustres courenses que por por lá passaram, mas alastrou a discussão até à actualidade politica nacional. Não foi de estranhar, por isso, ouvir Mário Soares dizer que gostava de ver PS e PSD juntos para aprovarem o orçamento de Estado, chegando inclusivamente a concordar com Cavaco Silva no que respeita à necessidade de coesão e entendimento em torno desta questão,
“Há coisas mais importantes que os partidos. Há a vida de todos nós”, acrescentou o antigo governante, que salientou a necessidade das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo na semana passada. “Tinham de ser tomadas para termos crédito junto das instituições europeias”, referiu Mário Soares, para quem abandonar o Euro ou a União Europeia é impensável: “ficaríamos numa situação terrível!”
01 outubro 2010
Para férias? Para Remodelação? Para… (2)
Está explicado o porquê do encerramento do Albergue de Peregrinos de Rubiães. Como tinha sido avançado, o fecho temporário ficou a dever-se a uma acção de desinfestação, sabe-se agora que para erradicar uma praga de percevejos, que afectou aquelas instalações durante o Verão.
As previsões dos responsáveis daquele equipamento apontavam para o encerramento durante apenas um dia, mas, pelo que noticia o Jornal de Notícias, os trabalhos de desinfestação prolongaram-se e obrigaram a que o Albergue estivesse de portas fechadas durante toda uma semana. Está de novo funcional e, de acordo com a informação veiculada pelo presidente da Câmara de Paredes de Coura, este ano com uma elevada afluência, a rondar os 3500 peregrinos.
29 setembro 2010
Aprender a partilhar? (actualizado)
Está quase no fim o prazo anunciado pela Administração Regional de Saúde para que a prometida ambulância de Suporte Imediato de Vida chegue a Paredes de Coura. Mas, ao que parece, para bem de uns, que sofram os outros. É que, segundo consta, o equipamento que vem para Paredes de Coura é o que se encontra actualmente em Ponte de Lima, concelho que, desta feita, ficará sem ele durante o período nocturno.
A boa educação manda que se promova a partilha, mas não será demasiado? Abel Baptista, deputado do CDS-PP, também acha que sim e apresentou hoje na Assembleia da República o seguinte pedido de esclarecimentos à Ministra da Saúde:
É noticia dos meios de comunicação social de que Paredes de Coura irá finalmente ter a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) há muito prometida e protocolada com a autarquia local.
A informação é de que esse equipamento será colocado em Parede de Coura ainda esta semana.
Esta é uma noticia que só peca por tardia, considerando que o Ministério da Saúde há muito que já deveria ter cumprido esta parte do protocolo celebrado, pelo menos desde o momento em que encerrou o Serviço de Apoio Permanente (SAP) daquele concelho.
Mas poderia dizer-se que mais vale tarde que nunca.
Porém as preocupações junto de profissionais do INEM e de profissionais de saúde está instalada a partir de informações internas que a confirmarem-se serão mais um embuste para as populações.
É que parece que esta SIV que irá para Paredes de Coura, apenas irá funcionar entre as 20H00 e as 08H00 e será deslocada de Ponte de Lima para aquele concelho, ficando o concelho de Ponte de Lima privado daquele serviço, na forma como vem sendo feito, no período correspondente.
É evidente que espero eu e as populações dos concelhos de Paredes de Coura e de Ponte de Lima que esta informação não seja correcta, isto é, que seja falsa. É que as informações que sempre foram dadas, nomeadamente na Comissão de Saúde, na assembleia da República, era a de que o protocolo celebrado com as autarquias locais do Alto Minho seria cumprido e não consta em nenhuma cláusula este tipo de partilha.
Assim, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, venho requerer através de V. Ex.ª, à Ministra da Saúde, resposta às seguintes perguntas:
1 – A ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) a colocar no concelho de Paredes de Coura permanecerá ai 24H00 por dia?
2 – Não será deslocada nenhuma SIV de um concelho para outro durante o período nocturno?
3 – Quantos serão os profissionais de saúde afectos à SIV a colocar em Paredes de Coura?
4 – Qual o número de registos médios de saídas de SIV a nível nacional e no concelho de Ponte de Lima?
Palácio de São Bento, 29 de Setembro de 2010.
A ver se consegue resposta ou se, à semelhança do que aconteceu noutras ocasiões com interpelações dos municípios, por exemplo, a titular da pasta da Saúde opta pelo silêncio.
Entretanto, também o presidente da Câmara de Valença está preocupado com a possibilidade de ser retirada àquele município a ambulância SIV que ali está estacionada. Ao que parece o equipamento tem sido pouco utilizado por aqueles lados. Pudera! Quem é que acha que, em circunstâncias normais, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida substitui o atendimento no centro de saúde?
Actualização a 30/09/2010 – A SIV sempre chegou, ontem à noite, a Paredes de Coura e o presidente da Câmara diz que não há qualquer polémica por causa de ser partilhada com Ponte de Lima. Será que os utentes de Ponte de Lima pensam da mesma maneira?
28 setembro 2010
27 setembro 2010
Também estamos nesse barco… mas à procura de porto seguro
“Desemprego está a subir em 14 concelhos do Norte” – Notícia do Jornal de Notícias
“Valver: Empresa galega instala-se em Paredes de Coura” – Notícia da Rádio Geice
Notícias em sentido contrário, com uma a atestar o aumento do desemprego em Paredes de Coura e a outra a mostrar os esforços que estão a ser feitos para aumentar a oferta de postos de trabalho no concelho. Pouco a pouco, mas numa tentativa clara de criar mais empregos em Paredes de Coura. Mais do que nunca é preciso promover o concelho junto de potenciais investidores, tarefa que a autarquia courense tem vindo a desempenhar com alguma insistência e, pelo que se lê nos jornais, com os resultados a começarem a surgir. Grão a grão, é certo, mas lá diz o ditado que é assim que a galinha enche o papo.
23 setembro 2010
O prometido é devido… mas pode demorar
“Ministério da Saúde garante chegada da SIV até quarta feira” - notícia da Rádio Vale do Minho
“Ligação à A3 tem de aguardar revisão do estudo prévio” – notícia da Rádio Vale do Minho
A fonte das duas notícias é a mesma, o presidente da Câmara de Paredes de Coura. o resultado é que é diferente.
É que, enquanto a promessa da vinda da SIV para o concelho, para tentar minimizar a trapalhada que o Ministério da Saúde por cá deixou com o encerramento nocturno do Centro de Saúde, parece estar prestes a chegar (vamos acreditar neles, por uma vez), a outra promessa, muito mais antiga, da ligação, numa via rápida, de Paredes de Coura à A3, parece que ainda vai ter de esperar longos anos para ser realidade. E mesmo assim…
A propósito, causa confusão ler na última edição do Notícias de Coura que o Governo pondera agora, em alternativa à ligação à A3, a ligação à A28 que se prevê irá fazer a ligação entre Valença e o Porto. Ora, questiono eu, a distância de Paredes de Coura a Valença (ou ainda mais a Caminha), não é superior à que nos separa do nó de Sapardos? Fará sentido, por isso, esquecer a ligação à A3 e aumentar o número de quilómetros para ligar à A28? Ou será que houve confusão e o que se equaciona é uma eventual ligação à A27, em Ponte de Lima, como foi sugerido há anos pela oposição?
22 setembro 2010
Para férias? Para remodelação? Para…

Actualização a 23/09/2010 – Ao que parece, o encerramento, temporário de apenas algumas horas, prende-se com uma acção de desinfestação de rotina. Coisa pouca, ampliada e distorcida por “confusão” nas comunicações entre os vários envolvidos e os albergues vizinhos.
21 setembro 2010
Impostos com fogo de artifício
Foi talvez o momento mais quente da última Assembleia Municipal. Primeiro Pereira Júnior, presidente da autarquia, apresentou a proposta de impostos municipais para 2011 (ver último post). Depois Décio Guerreiro contestou a manutenção da derrama, sugerindo a sua extinção, dado o valor reduzido que recolhe aos cofres do município (14 mil euros este ano), ao que o autarca respondeu que, mesmo sendo pouco, era uma quantia essencial para a Câmara de Paredes de Coura. João Cunha, do grupo municipal do PSD, explodiu logo a seguir…
O deputado social-democrata pegou nas contas do município e estranhou “a preocupação do presidente com o sufoco financeiro da Câmara”, quando se gastam 30 mil euros em fogo de artifício nas festas do concelho, 35 mil na Feira Mostra e outros 30 mil euros na passagem de ano. “Aí não vejo grande preocupação!”, considerou João Cunha, acrescentando que “esses 30 mil euros de fogo, se calhar davam muito jeito a qualquer um dos presidentes de junta”.
Mas o antigo líder do PSD concelhio não se ficou por aqui e as suas críticas estenderam-se também ao Festival de Paredes de Coura, não tanto pelo montante envolvido no apoio da autarquia àquela realização, mas recordando a comissão de acompanhamento que foi criada em 2007, com elementos da autarquia e da empresa organizadora, de que até hoje não é conhecido qualquer relatório. “Sou a favor do Festival, não sou a favor é do absoluto desconhecimento da realidade”, concluiu o deputado municipal. (Clicar para ouvir)
A resposta de Pereira Júnior não se fez esperar, com o autarca a garantir que o Festival “é o único acontecimento que nos deixa cá o que custa à Câmara” e que, acrescentou, ronda os 250 mil euros, 100 mil em dinheiro e o restante em serviços prestados.Além disso, continuou, contribui “para a projecção do nome do concelho no país e no estrangeiro”.
“Porque é que não havíamos de fazer as festas do concelho, o passeio dos idosos, o fim de semana e outras actividades que fazem parte da actividade económica e cultural do concelho?”, questionou o presidente da Câmara, que recomendou que João Cunha se informasse junto das instituições bancárias de Paredes de Coura sobre o movimento verificado nas caixas Multibanco por ocasião do Festival. Além disso, Pereira Júnior não desperdiçou a oportunidade de mandar uma achega ao social-democrata, pedindo-lhe que perguntasse também nos bancos, que receita é que a Expoleite, de que este último é responsável e que recebeu este ano 25 mil euros da autarquia, daria para o concelho. “Se calhar não dava”, concluiu o presidente da Câmara. (Clicar para ouvir)
17 setembro 2010
Impostos municipais não aumentam
Derrama, IMI e IRS vão continuar com os mesmos valores em 2011. A maioria socialista da Assembleia Municipal de Paredes de Coura aprovou, na última sessão, a proposta vinda do executivo municipal, que prevê, no próximo ano, a manutenção dos valores estipulados para 2010. Apenas o PSD teceu algumas críticas às taxas, mas acabaria por contestar significativamente apenas a derrama, cuja extinção vem defendendo há largos anos.
Pereira Júnior aproveitou a oportunidade para dar conta dos valores arrecadados pelo município nos últimos anos com a cobrança destes impostos, explicando que os montantes têm vindo a diminuir, especialmente a partir do momento que a autarquia optou por reduzir esse peso na carteira dos courenses. No IRS, por exemplo, dos 116 mil euros alcançados em 2009, passou-se para apenas 67 mil euros que entraram nos cofres do município no corrente ano. (Clicar para ouvir)
Apesar disso a oposição, pela voz do PSD, sugeriu que a taxa de IRS fosse de 0%, ao invés dos 3% que a Câmara oferecia, indicando, contudo, que se iria abster neste ponto da votação, o que acabaria por acontecer, tendo apenas a CDU votado contra esta taxa. Já no que respeita à derrama a intervenção dos social-democratas foi mais dura, com Décio Guerreiro a lembrar o historial de luta do seu partido em relação à implementação deste imposto em Paredes de Coura. (Clicar para ouvir)
“É um imposto injusto, o concelho só teria a ganhar com a sua extinção”, defendeu o líder da bancada do PSD, que salientou a pouca relevância do valor amealhado pela autarquia com a sua cobrança, que se cifrou em cerca de 14 mil euros no corrente ano e acrescentou que a não existência de derrama poderia ser aproveitada para atrair novos investidores para o concelho. Pereira Júnior, contudo, lembrou que, apesar de, “com o produto destes impostos pouco se poder fazer, este montante é essencial para esta câmara”, rejeitando assim a sugestão social-democrata. A derrama, no valor de 1,2%, acabaria por ser aprovada sem problemas, apenas com 10 votos contrários por parte do Partido Social Democrata.
15 setembro 2010
Tempo de rescaldo
13 setembro 2010
Não tão bom ambiente
A exploração de recursos minerais é sempre uma “espada de dois gumes”. Por um lado, e como se pode ver pelo exemplo do concelho vizinho de Ponte de Lima, temos a criação de postos de trabalho e a dinamização económica que está associada à extracção e comercialização de pedra. Por outro lado, e como se pode ver pelo exemplo do concelho vizinho de Ponte de Lima, as implicações a nível ambiental não são de descurar quando se fala neste tipo de indústrias.
Resumindo: há uma empresa que parece estar interessada em explorar a extracção de quartzo, feldspato e lítio no Alto Minho, incluindo em Paredes de Coura. Pesando prós e contras, espera-se que seja tomada a melhor decisão.
10 setembro 2010
Bom ambiente
Câmara de Paredes de Coura e empresa do sector estabeleceram parceria para a instalação de mais postos de recolha de óleos alimentares no concelho. Uma boa notícia, que se saúda, em nome de um melhor ambiente. Haja agora consciência dos courenses para utilizarem estes depósitos.
09 setembro 2010
Promessas perdidas (2)
“Portagens cobradas nas SCUT a partir de 15 de Outubro” – notícia da Rádio Geice
Sobre esta promessa já muito foi dito. Infelizmente querem que paguemos algo que nos foi oferecido há anos e para o qual não temos alternativa. Mais do que o princípio do utilizador pagador, aqui vigora o princípio do “és obrigado a utilizar e por isso pagas e calas”. Não é caso único no país, mas os maus exemplos não deveriam vingar.
08 setembro 2010
Promessas perdidas
É uma das “qualidades” que facilmente se associa a um político: a capacidade para prometer, principalmente prometer mais do que se pode cumprir ou, melhor ainda, prometer sem se preocupar quando e se lhe vai ser cobrado o prometido. O problema das promessas dos políticos não está apenas naquilo que prometem só para calar quem os escuta, mas está, acima de tudo, naqueles que acreditam, porque só lhes resta acreditar, que eles vão cumprir o que promete.
É claro que a generalização que aqui faço não se aplica necessariamente a todos os políticos mas, convenhamos, encontrar um político que se preocupa com o que promete é mais difícil que encontrar um rato numa cozinha acabava de inspeccionar pela ASAE. E, infelizmente, nos tempos que correm, as promessas por cumprir são tantas que não é preciso grande esforço para dar de caras com mais uma. Em Paredes de Coura, por exemplo, basta passar defronte do Centro de Saúde para nos lembrarmos de mais uma promessa perdida. Há cerca de meio ano, quando foi decretado o encerramento nocturno, fui um dos que tomei as dores do fecho daquele serviço e desde logo critiquei o desrespeito com que o Ministério da Saúde viria a tratar os utentes do concelho. Seis meses volvidos, eis que o que foi prometido parece esquecido: por um lado o horário de funcionamento é cada vez mais reduzido e, a fazer fé no que se lê na última edição do Notícias de Coura, está limitado a meio dia; por outro lado, o que foi prometido em alternativa continua sem dar as caras pelo concelho, não obstante as notícias recentes que garantem a vinda da ambulância de Suporte Imediato de Vida ainda no decorrer deste mês.
É esperar para ver, como costumo dizer, Esperar e ver se, desta vez, o Ministério que faltou à palavra firmada e assinada, cumpre a sua última promessa. Não que faça muita diferença face ao cenário global de que já muito se falou, mas, nos tempos que correm, é sempre bom ver alguém honrar a sua palavra.
20 agosto 2010
A lei foi feita para não se cumprir (2)
Foto: Alfredo Cunha/Arquivo JN
Fogos florestais, foguetes e legislação que dificilmente se cumpre. Para ler na edição de hoje do Jornal de Notícias.
19 agosto 2010
Rua cheia de vida… mas sem carros
Nas últimas semanas tem dado gosto ver a vila, nomeadamente a zona central, com bastante movimento a atestar o ambiente de férias e de regresso de courenses (e)migrantes, que por estas alturas procuram o conforto psicológico da terra de origem. E, depois de se assistir a domingos desertos, noites de silêncio e dias em que se contavam pelos dedos de uma mão as pessoas que circulavam por Paredes de Coura, é com bom grado que se vê a rua Conselheiro Miguel Dantas e sua envolvente cheia de gente, repleta de sons e de conversas animadas, com esplanadas a convidar a uma bebida fresca e dois dedos de conversa para justificar um ano de ausência.
O cenário seria quase perfeito não fossem duas situações. Em primeiro lugar, o facto de esta ser uma situação sazonal e sabermos que, daqui a alguns dias, a vila volta à sua rotineira existência. Em segundo lugar, custa-me ver que, por entre as esplanadas e as brincadeiras das crianças numa zona que supostamente está interdita ao trânsito, continuem a transitar automóveis, seja em operações de carga e descarga seja em distraídos passeios pela “rua principal”, a par com viaturas estacionadas em plena rua Conselheiro Miguel Dantas.
Afinal a proibição de circulação e as restrições de horário para cargas e descargas não são válidas no Verão? É que, pelo cenário que se pode ver naquela artéria nas últimas semanas, de pouco ou nada vale a postura municipal de trânsito que a autarquia emitiu há quase quatro anos e com a qual pretendia regular a circulação de automóveis nas zonas pedonais. De que adianta estipular horários para cargas e descargas se depois ninguém cumpre e uma rua supostamente pedonal continua a ver passar carros sem controlo?
Já houve quem se insurgisse contra a passagem de cavalos por aquela zona, tendo inclusivamente a Câmara optado por vedar a rua Conselheiro Miguel Dantas à passagem dos animais. Depois veio a contestação às bicicletas, para já ainda sem efeitos visíveis e que, na minha opinião, nem tem razão de ser. Mas, em relação aos automóveis, para os quais existe uma posição municipal definida há muito, parece não haver fiscalização…
Nota: já agora, e em relação à rua Conselheiro Miguel Dantas, não seria de todo descabido pensar em assinalar a rampa de acesso à mesma, com sinalização adequada ou até com outra cor no pavimento, de modo a alertar para altura da mesma. É que, de vez em quando, é cada batida que até dói…
16 agosto 2010
10 agosto 2010
09 agosto 2010
A lei foi feita para não se cumprir
06 agosto 2010
Com ou sem portagens?
O secretário de Estado das Obras Públicas veio ontem a Viana do Castelo anunciar que o prolongamento da A28 até Valença e a ligação de Paredes de Coura à A3 são prioridade para o Governo. Mas os aplausos vão ter de esperar…
É que, em primeiro lugar, o anúncio de ontem segue-se a uma série deles em ocasiões anteriores que, infelizmente, não passaram disso mesmo: de anúncios de intenções. E nestas coisas de promessas políticas é mesmo melhor ver para crer. E depois, o anúncio de ontem de Paulo Campos foi acompanhado de um outro, o de que ao contrário do que foi anunciado inicialmente, a utilização da A27 entre Ponte de Lima e Viana do Castelo e também do troço da A28 entre a capital de distrito e Vila Nova de Cerveira pode vir a ser alvo de pagamento de pagamento de portagem.
Ora, a ser assim, ao género de quem dá com a mão esquerda, mas tira com a mão direita, é mesmo melhor esperar para ver… não vá a ligação de Paredes de Coura à auto-estrada obrigar também ao pagamento de portagem!
04 agosto 2010
Lixo estival
Sempre ouvi dizer que em terras marcadas pela emigração, a população quase duplica no Verão. Paredes de Coura não será excepção à regra e, não apenas por causa da componente emigrante, mas também devido à realização do Festival, o concelho atinge nas últimas semanas de Julho e nas primeiras de Agosto, números populacionais com que só pode sonhar durante o resto do ano.
Mas, no Verão, há situações que em nada contribuem para a qualidade de vida em Paredes de Coura. Veja-se o que aconteceu na semana passada com a recolha de lixo em algumas zonas do concelho. Uma simples viagem por alguns pontos do concelho, no final da semana passada e já no início desta, deu para observar várias imagens como a que ilustra este post. Contentores a acumularem lixo (dentro e fora), numa clara demonstração de que, se fora deste período uma passagem semanal do camião de recolha é suficiente, nesta altura do ano, com o crescimento significativo dos residentes, essa volta semanal não chega para dar vazão ao lixo produzido que, como é de esperar, aumenta ao mesmo ritmo que o número de habitantes.
Como é óbvio, não se pode pedir a ninguém para, com este calor, manter o lixo em casa à espera da recolha semanal, mas por outro lado, ao estar depositado dias a fio na rua, não será também esta uma situação que atenta à saúde pública? É certo que, por esta altura, os serviços municipais estão a meio gás, mas creio que uma melhor adaptação dos serviços iria certamente ajudar a minimizar esta questão. Ou isso ou uma redefinição de prioridades…
31 julho 2010
O voto que vale 5000 árvores
Um simples clique nesta página da Toyota Portugal, pode ajudar a trazer para Paredes de Coura mais 5 mil árvores. A iniciativa desta marca de automóveis visa a reflorestação de áreas que foram palco de incêndio e, todos os anos desde 2005, tem plantado largos milhares de árvores com este propósito.
Este ano Paredes de Coura surge no leque de possíveis destinos das 5 mil árvores. Vamos desperdiçar a oportunidade, ou vamos votar neste concelho?
30 julho 2010
Entretanto, mais a jusante…
… parece que não são as salmonelas a causar preocupação. O mesmo rio, problemas diferentes.
Afinal… sempre havia
Não que isso fizesse alguma diferença às centenas (milhares?) que resolveram acalmar o calor num mergulho retemperador nas águas da praia fluvial do Taboão, mas afinal, análises recentes, de um e de outro lado da barricada que se ameaçou formar antes do Festival de Paredes de Coura, vieram confirmar: há salmonelas no rio Coura!
A utilização da águas do Coura fica agora à mercê do bom senso de cada um, diz o presidente da Câmara. Pois, já assim o era anteriormente, uma vez que as análises do Centro de Saúde já indicavam a presença de salmonelas. A autarquia ainda apresentou um relatório em sentido contrário, com base em análises feitas semanas antes por uma empresa privada, que a organização do festival se encarregou de divulgar juntos dos participantes. Aguarda-se, agora, o envio desta nova informação.
27 julho 2010
Já se vê o fundo?
Câmara suporta transporte de 300 crianças – Notícia do Diário de Notícias
É, também por situações como esta, que muitos municípios do país têm as contas a arder. No caso concreto de Paredes de Coura, o pioneirismo de concentrar todas as escolas primárias do concelho num único espaço trouxe vantagens, claro, mas trouxe também a desvantagem de ter de se assegurar o transporte de todos os alunos para a vila. Uma despesa de cerca de 45 mil euros todos os meses, multiplicada por dez meses… é fazer as contas.
Um buraco anual de 450 mil euros que vai “moendo” as contas do município courense e que, como refere Pereira Júnior, se arrasta desde o ano passado. Tem solução à vista? Pois, isso agora… Se até para dar andamento a obras que têm financiamento garantido por fundos comunitários que nunca mais chegam, a Câmara se viu obrigada a contrair um empréstimo, será que a verba para pagar o transporte escolar vai demorar menos tempo a entrar nos cofres do município?
Nota: Para aqueles que vão já começar a dizer que a culpa é da Câmara por ter concentrado todas as escolas, convém lembrar que, se não o tivesse feito na altura, certamente não teria outra hipótese agora, altura em que o Ministério está a juntar, sem grande planificação e aviso, tudo o que é escola com menos de 20 alunos…
26 julho 2010
Fim de semana de inferno
Depois de um fim de semana carregado de incêndios por toda a região, esta noite não promete ser muito diferente…
23 julho 2010
A notícia que tem algumas inverdades
Já me habituei, por alturas do Festival de Paredes de Coura, a ouvir e ler na comunicação social, algumas coisas que não são do mais correcto sobre o município. O chamar Taboão ao rio Coura, confundindo o nome do rio com o da praia fluvial que por ele é atravessada, é talvez o mais comum. E, curiosamente, nem sequer é exclusivo de alturas do Festival. A par deste, talvez o facto de alguma imprensa teimar em ver Paredes de Coura como cidade, vá-se lá saber porquê (porventura confundidos pela placa que indica o lugar de Cidade ali mesmo antes de chegar à zona do festival).
Agora, o que nunca tinha visto (mas há sempre uma primeira vez para tudo) é chamar área protegida à praia fluvial do Taboão. São coisas insignificantes, é certo, e na pior das hipóteses só abonam a favor da fraca qualidade de quem escreve e difunde estas notícias sem ter informações que as suportem. E a demonstrar que, se calhar, tão importante como promover o concelho junto dos participantes do Festival de Paredes de Coura, seria divulgá-lo, e bem, junto de quem durante dias a fio, só escreve sobre Paredes de Coura e muitas vezes não conhece aquilo sobre que escreve.
22 julho 2010
E se todos cumprissem a lei não haveria crime…
Paredes de Coura: "Há dezenas de pessoas a banhos", garante Ritmos – notícia da Blitz
Pois há! Como sempre houve, ainda antes de existir praia fluvial propriamente dita ou análises (públicas ou privadas) a dizer isto ou aquilo. Não é por ser desaconselhada a prática balnear que as pessoas vão deixar de ir a banhos se a isso estiverem dispostas. Se assim fosse não assistiríamos, em cada fim de semana de Verão, a casos de pessoas que perderam a vida em praias não vigiadas. Pois se até é proibido tomar banho nessas zonas!…
É claro que o rio é uma atracção extra para quem vem ao Festival de Paredes de Coura, e a qualidade das suas águas deve preocupar os organizadores do mesmo e o timming do surgimento de salmonelas, nos últimos anos, tem sido de uma pontaria precisa. Mas não se pode, à toa, colocar em causa análises de uma entidade credível, só porque existem resultados diferentes de uma empresa credível. É fazer como diz o presidente da Câmara e deixar ao critério dos banhistas a utilização ou não das águas do Coura. Assim como assim, pelos comentários que circulam pela internet, quem vem ao festival não está preocupado com as salmonelas e não me parece que vá haver polícia a proibir os mergulhos no rio…
PS: Já em relação às questões políticas, faz muito bem João Carvalho em não comentar. Mas eu questiono: que questões políticas serão essas?
A notícia que se esperava
O Festival de Paredes de Coura é já para a semana e com ele chega uma notícia já esperada, a de que o Centro de Saúde de Paredes de Coura volta a funcionar 24 horas por dia, depois de em Abril último ter fechado as portas no período nocturno. E esta era uma notícia esperada porque se trata de uma das cláusulas do protocolo firmado entre a autarquia courense e o Ministério da Saúde, em 2007.
Isso mesmo afirmou o presidente da Câmara que, além dos quatro dias do Festival de Paredes de Coura, quer alargar esta abertura excepcional também já ao próximo fim de semana, altura em que decorre por cá o Festival Jota. E porque não também às Festas do Concelho, pergunto eu? Não serão tantos os milhares de visitantes como no Festival, mas são mais, muitos mais, que os utentes habituais do Centro de Saúde.
Ah! E já agora, aproveito para lamentar… que esta seja a única cláusula do protocolo de 2007 que o Ministério da Saúde se digna a cumprir, já que, a fazer fé em notícias vindas a público na comunicação social esta semana, nem sequer o horário supostamente alargado até à meia-noite (ou até às 22 horas), parece que consegue cumprir.
21 julho 2010
A notícia que se repete
Tem sido assim nos últimos anos. Chega a altura do festival e sucedem-se as notícias sobre a qualidade das águas do Coura na praia fluvial do Taboão. Este ano, sinceramente, nem sequer estava à espera que notícias deste género aparecessem, uma vez que a praia já estava fora do roteiro nacional de zonas balneares e, por isso mesmo, interdita a banhos. Mais eis que, afinal, há “dados contraditórios” e a notícia surge.
É que embora oficialmente a praia esteja interdita a banhos, a Câmara Municipal de Paredes de Coura contratou, e bem, os serviços de um laboratório para fazer análises periódicas às aguas do rio naquela zona. Ao mesmo tempo, também o Centro de Saúde realiza análises às águas do Rio Coura. O que é curioso é que, respeitantes a um mesmo período, as duas análises dão valores diferentes e enquanto as da Câmara asseguram a qualidade dos banhos, as do Centro de Saúde acusam, como no ano passado por esta altura, a presença de salmonelas no rio.
Uma situação “intrigante”, considera o presidente da autarquia courense, que deixa ao critério dos utentes da praia fluvial do Taboão a ida ou não a banhos, informando-os dos resultados das análises feitas. Mas… quais análises? As boas ou as más? Ou será que vão afixar as duas e depois os banhistas optam por respeitar as que lhes merecerem melhor consideração.
Independentemente desta situação, não nos podemos esquecer que são as análises feitas pelo Centro de Saúde que servem de base à posterior classificação do Taboão como zona balnear. Ora, se os resultados são os que surgem agora na comunicação social, afinal parece que nem tudo está tão controlado como se defendia há uns tempos.
20 julho 2010
16 julho 2010
A herança
Não escolhemos quem vem antes de nós, nem aquilo que poderemos vir a herdar de quem parte antes de nós. Ou será que podemos escolher o que vamos ter no futuro? Na política, nomeadamente na vida autárquica, seria desejável que soubéssemos hoje com o que o vamos contar amanhã, mas nem sempre assim. E depois há quem queria ajustar contas por isso!
Veja-se, por exemplo, o que acontece actualmente em Barcelos, concelho que, depois de um longo reinado social-democrata, com Fernando Reis quase a imortalizar-se na presidência da autarquia, foi em Outubro último conquistado pelos socialistas. E agora, oito meses volvidos e com uma auditoria às contas municipais ainda a decorrer, eis que o novo inquilino da cadeira do poder barcelense admite colocar o seu antecessor em tribunal, por ter optado por um caminho que comprometeu gravemente o futuro do concelho.
Esta ideia de processar os antigos autarcas por alegados erros de gestão, lembrou-me das críticas que, nas últimas campanhas eleitorais, com especial destaque na última, também se fizeram por Paredes de Coura, nomeadamente com José Augusto Caldas a considerar que o futuro do concelho estaria hipotecado “e com um grau de liberdade diminuído por força de algumas más decisões do passado”. Em Outubro o Partido Socialista voltou a conquistar a presidência da Câmara de Paredes de Coura, mas se em 2013 o PSD sair vitorioso do confronto, será que também vamos ter ajuste de contas por cá?
Por outro lado, este assunto de querer justificar um mau futuro com decisões do passado e querer punir quem as tomou, levanta também outra questão: é que, para o mal ou para o bem, quem decidiu e planeou recebeu do eleitorado essa carta branca, para, pelo menos durante quatro anos, tomar as decisões que entendesse. E, no final desses quatro anos, quem esteve no poder foi, necessariamente, avaliado. Ora, se quem supostamente tomou más decisões for reconduzido na presidência com os votos da maioria dos eleitores, será que quem os reconduziu terá ser também alvo de processo judicial?
O que é certo é que, se a ideia de Barcelos vingar e os antigos autarcas forem mesmo responsabilizados por erros de gestão (e estamos a falar em erros políticos e não de índole criminal), isso representará um agrilhoamento das decisões políticas de um presidente de Câmara. É que nem sempre aquilo que hoje se vê que não resulta, apresentava maus resultados aquando da sua decisão.
07 julho 2010
Taboão no bom caminho
Até ao momento, as análises feitas às águas do rio Coura, na praia fluvial do Taboão, não apresentam indícios de salmonelas. A garantia é dada pelo presidente da Junta de Freguesia de Formariz, que assegura que desde as análises do ano passado não se verificaram mais incidentes.
É tarde, pode até dizer-se, já que as análises positivas do ano passado ditaram o afastamento da praia fluvial do Taboão do rol de espaços reconhecidos como zonas balneares. Mas é um passo na direcção correcta. Resta esperar que não chova antes do Festival…
06 julho 2010
Turismo: atractivos vs acessos
A falta de acessos é muita vezes apontada, inclusivamente por mim, como uma das principais lacunas de Paredes de Coura. Os empresários da hotelaria, por exemplo, são dos que mais se queixam nesse aspecto, argumentando que, sem acessos, só vem a Paredes de Coura quem quer mesmo cá vir. Mas, creio eu, a questão não se prende apenas com acessibilidades, mas também com atractividade. Ou seja, não basta ter bons acessos, mas é preciso também ter motivos de atracção para trazer gente ao concelho.
No passado fim de semana tive a ocasião de verificar isso mesmo, que muitas vezes não são necessárias auto-estradas para trazer gente a determinado lugar e, noutros casos, com a auto-estrada mesmo ao lado, não existem condições que atraiam visitantes. No sábado, por exemplo, almocei num restaurante inserido numa aldeia “perdida” nas fraldas do Gerês, a 12 quilómetros da sede do concelho e com acessos onde os automóveis têm de pedir autorização a cavalos, vacas e cabras para poderem passar. É, no entanto, um restaurante que se orgulha de encher todos os fins de semana e onde a reserva é quase obrigatória. A paisagem, a ementa e a qualidade do serviço parecem, por isso, dispensar um acesso rápido, o que no caso concreto até se agradece, para preservar a rusticidade da zona.
No dia seguinte observei o outro lado da história. Duas povoações, separadas entre si por escassos quilómetros, que há largos anos se orgulhavam de receber milhares de visitantes e que hoje, com uma auto-estrada (gratuita, ainda por cima) a passar-lhes quase por cima, vivem como que paradas no tempo, sem grandes turistas. O motivo é simples: perderam o seu principal atractivo, as termas que lhes deram nome e visibilidade. De que lhes vale, neste cenário, a auto-estrada? De quase nada, porque apesar de aparecerem no mapa, nada têm para oferecer a quem se digne ali entrar. Ou seja, têm acessos, mas não têm factores de atractividade.
E ao observar estas duas realidades, que partilham com Paredes de Coura a interioridade e a proximidade com a fronteira, não posso deixar de me questionar: e nós, temos capacidade para atrair mais visitantes? Com ou sem bons acessos?
29 junho 2010
Alguém viu uma SIV por aí?
Saúde: Paredes de Coura ainda não viu a prometida ambulância SIV – notícia da Rádio Geice
Dois meses depois da promessa, continuamos a aguardar a chegada da ambulância de Suporte Imediato de Vida ao nosso concelho. Assim como assim, também continuamos a acreditar em promessas com mais de dez anos…
25 junho 2010
Mais quatro milhões
Quatro milhões de euros é o valor que vai estar em discussão logo à noite, na Assembleia Municipal de Paredes de Coura. A Câmara quer contrair mais dois empréstimos, de dois milhões cada, e precisa da aprovação da AM para tal.
Um dos empréstimos vai ser utilizado como suporte a projectos financiados pelo QREN mas cujo financiamento tarda, e tardará, a chegar. O outro também vai ser utilizado para comparticipar obras a realizar no concelho, mas desta feita obras que não vão ser alvo de financiamento comunitário. Tendo em conta a composição da Assembleia Municipal não são esperados contratempos na aprovação destes dois empréstimos. Só, talvez, alguma discussão.
A disciplina é tramada
Antes
Moura quebra disciplina de voto do PS sobre chips – Notícia da Rádio Geice, 23/06/2010
Depois
Na bancada do PS, registaram-se pelo menos sete declarações de voto, mas não houve quebra de disciplina de voto por parte do deputado Defensor Moura – Notícia do jornal Público, 25/06/2010
Nunca entendi muito bem o conceito de disciplina de voto. Então se um deputado é eleito para representar um círculo eleitoral e, no limite, um país, tem de esquecer as suas convicções pessoais e render-se às exigências do grupo onde está inserido, mesmo sabendo que isso vai prejudicar o distrito que o elegeu? Não me parece que esta seja uma das características mais fulcrais da Democracia, mas enfim.
A votação de ontem foi o último exemplo de que, em nome dos partidos se esquecem os eleitores e as promessas. Defensor Moura até pode argumentar que, com a entrada em cena do primeiro-ministro com a sua proposta de, para agradar ao PSD, meter portagens em todas as SCUT’s, perdeu impacto a sua crítica de que o Norte estava a ser prejudicado. Mas uma coisa é certa, com a introdução de portagens, ainda que a nível nacional, o Norte vai ser mesmo prejudicado. E com o voto de Defensor Moura. Ah, e dos outros socialistas eleitos por Viana do Castelo também…
23 junho 2010
Este ano não há praia!
Pois é! Se há duas semanas, quando escrevi isto, tinha as minhas dúvidas, agora as suspeitas confirmam-se: este ano não há banhos na praia fluvial do Taboão. Ou, explicando melhor, haver banhos até pode haver, mas a qualidade das águas é que não está garantida. Isto porque, o Taboão não consta, este ano, da listagem de zonas balneares reconhecidas como tal pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.
A desclassificação da única área balnear até agora reconhecida no concelho surge depois das várias análises que no ano passado ditaram, por diversas vezes, a interdição da prática balnear nas águas do rio Coura. Deste modo, na presente época balnear, a praia fluvial do Taboão não é reconhecida como tal, não sendo permitida ali a prática balnear, como estipula a legislação.
É claro que isso não obsta a que as pessoas se banhem naquele espaço, como acontece em muitos outros locais que não merecem a distinção de zona balnear. Aliás, ainda no ano passado, no decorrer do Festival de Paredes de Coura, numa época em que a praia estava interdita pelo delegado de Saúde em virtude das análises semanais terem indicado a presença de salmonela nas águas, podíamos ver muitos jovens a ignorar a recomendação do Ministério do Ambiente e a aproveitar o curso de água para uns mergulhos. O certo é que, ao não ser reconhecida a prática balnear no Taboão, Paredes de Coura perde, na minha opinião, um dos seus maiores encantos.
Não valerá a pena apostar na qualificação e na defesa de um espaço ímpar como aquele? Claro que vale! Este ano, contudo, resta-nos ficar pela valorização, a pensar na praia do próximo ano, e lembrar que aqui ao lado, em Cerveira ou Arcos de Valdevez, existem outras praias fluviais onde se pode tomar banho. E esperar que em Paredes de Coura não aconteça o mesmo que em Ponte de Lima, onde a qualidade das águas das suas praias fluviais se foi degradando ano após ano, depois de ter estado no topo.
18 junho 2010
Pondere. Pondere muito… (2)
Ah! Afinal era anedota. Pronto, está explicado. Haja alguém com bom senso no meio disto tudo.
17 junho 2010
Pondere. Pondere muito…
“Primeiro não levei a sério essas conversas. Mas, como a insistência foi grande, agora estou a ponderar” – Defensor Moura, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e actual deputado do PS, sobre os incentivos que tem recebido para se candidatar à Presidência da República, contra Manuel Alegre
Confesso que, ao ler esta notícia, a minha primeira reacção foi olhar para o calendário e verificar a data. Por uns instantes ainda pensei que estivéssemos no primeiro dia de Abril, mas não, o calendário marcava Junho. Mas, se estamos em Junho, quer dizer que Defensor Moura está mesmo a falar a sério?
Antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo, exilado em Lisboa nas últimas eleições legislativas depois de ter causado atrito no PS do Alto Minho, banido pelos seus colegas autarcas do mesmo partido, Defensor Moura diz que está a ponderar concorrer contra Manuel Alegre, em nome dos que não se revêem no apoio dado pelo Partido Socialista àquele candidato. O meu conselho é apenas um: pondere, pondere muito, e quem sabe não acaba por ver a razão.
Ouvidos de mercador
Ouvidos de mercador é o que parece ter a ministra da Saúde. A Assembleia da República aprovou, há dois meses, um projecto de resolução que recomendava a suspensão imediata do encerramento das urgências nocturnas em Valença, Paredes de Coura, Arcos de Valdevez e Melgaço mas, passados dois meses, tudo continua na mesma e, diz Luís Campos Ferreira, deputado do PSD, nem sequer uma resposta veio dos lados do Ministério. Falta de educação?
Ao mesmo tempo começam a surgir notícias, que já se esperavam aliás, sobre as dificuldades de funcionamento da consulta aberta (que substituiu o SAP), em Paredes de Coura. A fazer fé nas notícias veiculadas na última edição de O Coura (não disponível online), parece que está para breve o encerramento às 20 horas, e não às 24 horas como acontecia desde o encerramento nocturno do SAP. Vamos aguardar para ver?
16 junho 2010
A festa do sol
As duas primeiras edições foram um sucesso. No próximo sábado há mais uma, a edição de 2010 do Solstício de Verão. Uma organização da associação A Cividade, que pode tornar-se num pólo de atracção do concelho. Isso mesmo, aliás, referiu publicamente o presidente da Câmara de Paredes de Coura nas vésperas da última realização, enaltecendo as qualidades do evento e dizendo mesmo que “mais cedo ou mais tarde, poderá ter uma projecção idêntica à do Festival”.
Bons augúrios para uma iniciativa que nasceu da carolice de uma das mais dinâmicas associações do concelho e que, de ano para ano, tem elevado a fasquia da qualidade. Este ano não será excepção e, a atentar no oferta do cartaz, vamos ter mais um Solstício bem animado, com artes circenses, espectáculo equestre, danças célticas e trechos de teatro, a cargo do Teatro Amador Courense, que se associou também a esta organização.
Se a isto juntarmos uma ementa adaptada à época que o Solstício pretende recuperar, com porco no espeto, truta grelhada e a sempre concorrida “queimada”, temos todos os ingredientes necessários para uma noite bem passada, com um cenário de sonho, assim o bom tempo permita uma noite limpa. Motivos mais que suficientes para levar muita gente ao alto da Cividade de Cossourado e, quem sabe, dar razão ao autarca courense e transformar o Solstício de Verão em mais um evento a marcar na agenda das visitas obrigatórias a Paredes de Coura.
15 junho 2010
E a alternativa é… a portagem?
Portagens, portagens e mais portagens. É este o cenário que espera, já a partir do próximo dia 1 de Julho, os utilizadores das SCUTS que o Governo resolveu portajar, numa medida que, supostamente, pretende ajudar a combater o buraco criado nas finanças do país, mas que, e aqui é certinho, promete sim criar um buraco ainda maior no bolso dos portugueses que utilizam estas vias.
Nas últimas duas semanas, por motivos quer pessoais, quer profissionais, tive de fazer por cinco vezes o percurso entre Paredes de Coura e o Porto. Como o dinheiro não me nasce nos bolsos, é óbvio que escolhi a ligação mais económica e fiz o percurso via A28. Se o fizer a partir de 1 de Julho, cada viagem entre Paredes de Coura e o Porto vai-me custar mais 8.10 euros. Coisa pouca para uma viagem só, mas se pensarmos que só nas deslocações destas últimas semanas teria gasto, em portagens, o suficiente para atestar o depósito de combustível do carro e fazer o mesmo percurso mais duas vezes, então começamos a perceber o impacto desta medida. Mais ainda se, como acontece com milhares de pessoas, as viagens pelas SCUTS que vão ter portagem são uma obrigação para irem trabalhar diariamente. Imagine-se, por exemplo, alguém que tem de ir todos dias de Viana do Castelo para o Porto, chegar ao fim do mês e ver que quase 200 euros ficaram pelo caminho, em portagens.
Infelizmente esta situação não vai afectar apenas quem utiliza a A28. Outras SCUT’s, estradas que, por muito que o Governo queira, não têm qualquer alternativa viável, também vão começar a mexer diariamente no bolso dos portugueses que as utilizam. E, aqui a expressão “portugueses que as utilizam” tem ainda mais razão de ser. É que não vai ser fácil obrigar os automobilistas estrangeiros que circulam nessas vias a pagar a portagem, quando o sistema nem sequer para os portugueses é simples. Imagine-se entrar em Portugal por Valença, fazer o percurso até Viana do Castelo sem problemas e depois, ao querer seguir mais para Sul ser confrontado com a obrigatoriedade de se dirigir a uma estação dos CTT para comprar um identificador que, provavelmente, vai utilizar apenas uma vez. Os milhares de espanhóis que todos os fins de semana vêm em romaria para o IKEA até o podem comprar, mas para aquele turista esporádico, que nos visita de vez em quando, o sistema é inviável.
Resta falar das alternativas. Das que se colocam aos que não podem pagar o que o Governo exige, e que agora se vêem obrigados a regressar a estradas municipais (sim, que muitos troços das antigas estradas nacionais já foram municipalizados) e, por entre rotundas, semáforos, cruzamentos e passadeiras, fazer no triplo do tempo um percurso que até agora faziam de forma muito mais rápida. Não há alternativas viáveis à A28, todos o sabem, incluindo o Governo. Aliás, há troços das antigas estradas nacionais onde os pesados nem sequer podem circular, o que vai obrigar este tipo de veículos a um constante zigue-zague entre SCUT’s e EN’s. Nada disso parece interessar a um Governo que só vê números à sua frente e que, pelos vistos, parece não querer ficar por aqui e fala já em colocar portagens noutros trajectos que, tal como os que são portajados agora, partilham o facto de não terem qualquer alternativa (veja-se o caso da A25 entre Aveiro e Vilar Formoso).
No meio disto tudo ficam regiões que só têm a perder com esta medida governamental. No caso concreto da A28, os municípios já vieram a terreiro lembrar o impacto que a introdução de portagens nas SCUT’s vai ter, quer junto dos seus munícipes, quer junto do tecido empresarial desta zona. O aumento dos custos dos transportes é a face mais visível das consequências desta medida, mas o cenário global vai mais longe e volta a insistir na mesma tecla de sempre: o desrespeito pelas populações destas zonas. No entanto, enquanto alguns autarcas criticaram e já avisaram que vão avançar com medidas cautelares para tentar evitar a consumação desta ideia, outros há que se ficam pelas críticas, vá-se lá saber porquê.
08 junho 2010
Época balnear: e a praia, como está?
A época balnear começou oficialmente há uma semana. O bom tempo das últimas semanas já levou muita gente às praias e, mesmo por Paredes de Coura já se começam a ver algumas pessoas na praia fluvial. Ainda no passado domingo por lá passei e já havia alguns banhistas a experimentar as águas fresquinhas do Coura. Mas, será que este ano não vamos ter a repetição dos problemas dos anos anteriores?
Infelizmente a poluição é um mal que teima em afectar um dos maiores recursos naturais do concelho, e não há Verão em que as análises efectuadas às águas do Rio Coura não apresentem, uma ou outra vez, valores de poluição acima do permitido. O ano passado, aliás, foi dos piores para as águas do Taboão e um breve olhar para os resultados das análises levadas a cabo durante a época balnear mostra-nos que, de Junho a Setembro, a praia esteve “sem problemas” apenas durante quatro semanas. Ou seja, nos mais de três meses de época balnear, só pudemos oferecer uma praia fluvial em pleno durante um mês. Acresce que todos os problemas originados pela poluição, especialmente em vésperas do Festival de Paredes de Coura, obrigaram a Câmara Municipal a uma intervenção de urgência com custos acrescidos.
E este ano, como será? Longe de querer fazer futurologia, tenho para mim que vamos ter novamente problemas. É que, não sendo descobertos, os prevaricadores vão continuar a fazer descargas ilegais no Rio Coura, aproveitando principalmente os dias como o de hoje, em que a chuva substituiu o sol do Verão. No entanto, num ano em que ao invés de um vamos ter dois festivais, muito embora não comparáveis em dimensão mas que ainda assim prometem trazer muita gente ao Taboão, a fiscalização terá de ser a palavra de ordem. Caso contrário corremos o risco de voltar a ter um Verão com apenas quatro semanas de rio utilizável, com banhistas a arriscar ou nas margens a ver a água passar.
