23 abril 2013

Cedo demais

É sempre cedo demais que vemos partir aqueles que nos dizem alguma coisa. Mais não seja porque custa-nos sempre dizer adeus a quem ainda tinha muito para dar. A notícia da partida do “Geninho” foi uma destas que nos apanhou a todos de surpresa. Um soco no estômago logo pela manhã que abalou as convicções do mais crente dos crentes.

Na hora da despedida, e porque há alturas em que é difícil encontrar forma de exprimir o que nos vai na alma, deixo aqui apenas uma palavra de conforto à família e a ligação para a notícia da Rádio Vale do Minho. E guardo as boas recordações que o trato com o presidente de junta, com o dirigente associativo mas, sobretudo, com o amigo “Geninho” me proporcionou.

22 abril 2013

21 abril 2013

As palavras dos outros (10)

Desejou-lhe as maiores aventuras e advertiu-me com amizade e sinceridade: diga ao futuro presidente, esse tal jovem de que me falou, que nunca esqueça que o seu primeiro e último partido é o povo. Que é ao povo que devemos obrigação e fidelidade e que é por ele que temos de decidir, mesmo que nem todos concordem connosco.

Só hoje tive oportunidade de ler a habitual crónica de José Augusto Pacheco, na última página do Notícias de Coura. Simulando uma carta a Narciso Alves da Cunha, o presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura dá-lhe conta da actualidade nacional e concelhia e recebe do antigo político courense alguns conselhos dirigidos àquele que aponta como futuro presidente da Câmara de Paredes de Coura.

19 abril 2013

P. Coura – Câmara aprovou contas de 2012

A Câmara de Paredes de Coura já aprovou os documentos de prestação de contas relativos a 2012 e que apresentavam um resultado líquido de cerca de 768 mil euros. Os documentos foram aprovados por unanimidade, sendo que José Augusto Sousa, vereador do PSD, complementou o seu voto com uma declaração onde realça que votou favoravelmente tendo em conta apenas a regularidade dos documentos apresentados e não as opções políticas que eles contém.

16 abril 2013

Mas qual será?

O PSD distrital apresentou ontem os seus objectivos para as eleições autárquicas de Outubro próximo. Objectivos que, aparentemente, até nem são muito ambiciosos. Detendo, actualmente, a presidência de três das dez câmaras municipais do distrito de Viana do Castelo o propósito dos social-democratas passa, simplesmente, por conquistar uma quarta autarquia.

Resta saber qual a câmara que o PSD do Alto Minho pretende tomar aos dois outros partidos que têm, actualmente, a maioria das câmaras municipais neste distrito, sendo que o maior objectivo será, certamente, a Câmara de Viana do Castelo onde as cores social-democratas vão ser defendidas pelo próprio presidente da distrital.

Eduardo Teixeira aproveitou também esta apresentação para lembrar que “não é por vontade do PSD que não há coligações no distrito”, referindo-se ao acordo gorado com o CDS-PP (se bem que dos lado dos populares as razões para a não existência desse acordo se prendam com a intransigência do PSD na determinação dos cabeças de lista). No entanto, apesar de não existirem coligações, o líder distrital dos social-democratas não descarta qualquer acordo pré-eleitoral em qualquer um dos municípios.

A conferência de imprensa de ontem serviu ainda para apresentar oficialmente os candidatos às dez câmaras do distrito de Viana do Castelo pelo PSD. Curiosamente, e tendo em conta as fotos do evento, parece que houve quem não marcasse presença no almoço.

15 abril 2013

Para que não restem dúvidas

Lista oficial de candidatos do PSD às próximas eleições autárquicas. É clicar no link abaixo, descer e encontrar, no distrito de Viana do Castelo, o candidato à Câmara Municipal de Paredes de Coura.

Cabeças de Lista do PSD às Câmaras Municipais

O lugar dos conflitos familiares não é no tribunal

“A solução adequada para os conflitos familiares não é o tribunal”. Quem o diz é Anabela Quintanilha, advogada com uma vasta experiência como mediadora, que defende que não se podem “tratar as questões de direito familiar como se tratam questões de direito das sociedades”. Anabela Quintanilha, que foi a oradora convidada do último Café com Temas, no Centro Cultural de Paredes de Coura, reconheceu que falta divulgação das potencialidades da mediação familiar na resolução de conflitos. Mais que isso, acrescentou, falta divulgação da existência dessa mediação e muitas vezes as pessoas acabam por “prescindir dela sem a conhecer”.

Sempre reforçando que a ideia da medição é evitar que os conflitos familiares cheguem a tribunal, esta especialista reconhece, contudo, que nem todos os casos são adequados para medição. Apesar disso, explica, o que é necessário “é dar a toda a gente a ideia de que existe uma estrutura intermédia”, que pode ser a solução para muitos conflitos. Uma solução onde o mediador assume o papel de facilitador da comunicação entre as partes, sem a rigidez dos tribunais mas ainda assim com o mesmo valor legal nas decisões que vierem a ser tomadas e sempre na defesa dos interesses legais dos participantes. E sempre com recurso à negociação, até porque “a negociação é uma etapa necessária no processo de mediação”.

Realçando o papel determinante que entidades como escolas e hospitais desempenham na sinalização e no encaminhamento de situações de conflito (e até na sua resolução com recurso a situações como os “alunos-mediadores”, por exemplo), Anabela Quintanilha lembrou ainda que a actual situação económica difícil potencia os conflitos. Ao mesmo tempo, salientou também o papel activo que todos os cidadãos podem ter, por exemplo, na denúncia de situações de conflito, nomeadamente de violência doméstica. “É uma questão de cidadania e de obrigatoriedade legal”, destacou, acrescentando que “cabe a todos denunciar essas situações”.

 

Os conflitos explicados aos mais pequenos

Aproveitando o Café com Temas sobre conflitos entre pais e filhos, Gabriela Cunha, mentora e principal dinamizadora desta iniciativa, apresentou publicamente o seu livro “Lili e os conflitos”, ilustrações de Margarete Barbosa. Um livro “que me deu muito gosto a escrever”, explicou a autora, e que pretende levar a questão dos conflitos e sua resolução ao universo dos mais pequenos.

Gabriela Cunha, que escolheu Paredes de Coura para morar há alguns anos, tendo-se fixado na antiga colónia agrícola de Vascões, escreveu uma história inspirada também nas cores, nos cheiros e nas pessoas daquele lugar que a cativou. Seguidamente apresentou o desafio a Margarete Barbosa, artista courense de Agualonga, que explicou ser este já o oitavo livro a que dá mais brilho com as suas ilustrações. Este, contudo, reforçou a ilustradora, “tem um cheiro especial, cheira a Coura!”

11 abril 2013

Confusões pré-eleitorais

Trocar o PSD pelo PS. Eis o que vai fazer Álvaro Gomes, que até há poucos meses defendia as cores do Partido Social Democrata na presidência da Assembleia Municipal de Valença, cargo que abandonou na última sessão de 2012 em litígio com o presidente da Câmara. Agora, com as autárquicas de Outubro já à vista, Álvaro Gomes vai voltar a concorrer àquele cargo, mas desta vez integrando a lista do PS, acedendo, assim, ao convite de Diogo Cabrita, o candidato socialista à autarquia valenciana.

Um trocar de camisola que, explicou Álvaro Gomes, se dá porque se revê nas ideias de Diogo Cabrita, seu colega de profissão. Afastando qualquer cenário de vingança, por causa da forma como manifestou publicamente a sua discordância face às posições do executivo social-democrata, este médico vai integrar a lista do PS como independente, com vista a assumir o mesmo lugar que deixou em Dezembro. Pelo caminho vai deixando algumas críticas a Jorge Mendes, autarca de Valença, que acusa de não estar a cumprir as promessas feitas aquando da campanha eleitoral.

Mas as mudanças não se ficam por aqui. Logo ali ao lado, em Vila Nova de Cerveira, também o actual presidente da Assembleia Municipal, já anunciou que não vai voltar a vestir as cores do Partido Socialista, pelas quais foi eleito. Vítor Nélson da Silva explicou que se desvinculou do PS e vai integrar a candidatura independente “Pensar Cerveira” que está a ser preparada para concorrer às autárquicas naquele concelho. “Fui eleito nas listas do PS, mas quem me elegeu foi a população e por isso tenho de continuar a trabalhar na defesa dos seus interesses”, explicou à Rádio Geice.

Esta candidatura independente, recorde-se, surgiu como resposta às eleições directas socialistas e à consequente derrota de Fernando Nogueira, actual vice-presidente da autarquia cerveirense, a favor de João Araújo, presidente da concelhia socialista. Para já, contudo, desconhece-se se será Fernando Nogueira o candidato deste movimento à presidência da autarquia, sendo que o anúncio do cabeça de lista está agendado para o próximo dia 19 de Abril.

10 abril 2013

Não será caso único, certamente (2)

Vendo o post anterior, onde Manuel Barros, candidato do PSD à Câmara Municipal de Ponte de Lima se queixa da “máquina” montada na Câmara limiana ao serviço do CDS, logo alguém se apressou a enviar-me um email onde explicava que não é só em Ponte de Lima que isso se verifica. E junto com o email lá vinha cópia da acta duma das últimas reuniões do executivo municipal de Paredes de Coura, onde a oposição, pela voz de José Augusto Caldas, criticava o excessivo envolvimento de Vítor Paulo Pereira em assuntos que, acusava, não seriam parte integrante das funções do assessor do presidente. José Augusto Caldas criticava, nomeadamente, a participação do candidato socialista à autarquia courense na habitual distribuição de flores por ocasião do Dia da Mulher promovida pela Câmara de Paredes de Coura.

Não será caso único, certamente…

A notícia vem na última edição do jornal Novo Panorama e dá conta das preocupações do candidato social-democrata à Câmara de Ponte de Lima. Mas… será caso único?

05 abril 2013

José Augusto Pacheco à frente do Instituto de Educação da Universidade do Minho

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José Augusto Pacheco, presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura, tomou ontem posse como presidente do Instituto de Educação da Universidade do Minho, instituição onde é professor catedrático. José Augusto Pacheco doutorou-se naquela universidade em 1983 e é professor do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa e investigador do Centro de Estudos em Educação da universidade minhota.

Natural de Paredes de Coura, o novo presidente do Instituto de Educação é também autor de vinte livros, muitos deles ligados à sua área de docência, mas também alguns dedicados à sua terra Natal, de que é exemplo o livro lançado em Janeiro último, por ocasião do centenário do falecimento de Narciso Alves da Cunha.

20 março 2013

As palavras dos outros (7)

Introduzir à má fila, e com um sistema de cobranças absurdo, portagens nas A28 e A27 é espetar uma faca nas costas do desenvolvimento de uma região com uma riqueza de 62% da média comunitária (do outro lado do rio Minho, a percentagem sobe para 93%).

Artigo de Jorge Fiel, subdirector do Jornal de Notícias, sobre as desvantagens de introduzir portagens nas ex-SCUTs e o seu impacto no desenvolvimento económico da região alto-minhota.

E o nosso como fica?

Melgaço: Autarquia diz que Tribunal Judicial não encerra – notícia da Rádio Geice

Por Paredes de Coura também há já algum tempo que se diz que o Tribunal local também não vai fechar. Da parte dos responsáveis camarários, contudo, depois da luta dos últimos meses, ainda não se ouviu a confirmação desta situação. Será por não terem ainda no papel a informação que há meses circula nos corredores dos Paços do Concelho? Ou será com receio de que, da maneira como as coisas andam, o que hoje é verdade nos meandros de Paula Teixeira da Cruz, amanhã poder ser mentira e sair pior a emenda que o soneto?

19 março 2013

Reconhecimento

VALE DO MINHO -Comédias do Minho vão receber cerca de 760 mil euros durante quatro anos – notícia da Rádio Vale do Minho

Numa altura em que afirmaram já, e com sucesso, o seu modo de trabalhar, onde a comunidade é também, não raras vezes, parte activa, o apoio da Direcção Geral das Artes não é mais que o reconhecimento pelo dinamismo de um grupo que, mesmo longe dos tradicionais centros culturais, tem conseguido mostrar o seu valor. Uma boa notícia, ainda para mais sabendo que as Comédias do Minho foram a entidade que recebeu a melhor classificação relativamente à zona Norte. Dentro de meses outra boa notícia engrandecerá ainda mais esta companhia de teatro que tem trazido um outro colorido à região: a nova sede actualmente em construção, fruto da reconversão do antigo quartel dos bombeiros voluntários de Paredes de Coura.

Metamorfoses do rural

O que é o urbano e o rural nos dias de hoje? Esta a questão que dominou o último Café com Temas, onde Álvaro Domingues, geógrafo, docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, mas também fotógrafo e minhoto (entre uma diversidade de outros rótulos que lhe poderiam ser colados), conversou e provocou a assistência, numa intervenção onde as fotografias que ilustram o seu último livro (Vida no Campo, Dafne Editora), serviram de mote à discussão.

Falando duma mitificação do mundo rural, Álvaro Domingues foi explicando que o rural enquanto cultura está conotado com as chamadas culturais tradicionais, num oposto ao que se pode apelidar de cultura contemporânea, “que é um misto de extremos” e onde se assiste àquilo que apelidou de “deslocamento entre sociedade e território”. Uma situação em que o exemplo mais flagrante serão as relações que os emigrantes têm com o seu local de origem. “Os de Melgaço, hoje em dia, não são apenas os que ali residem”, exemplificou o professor universitário, aludindo à sua própria naturalidade.

Álvaro Domingues lembrou ainda que “o território não é mais que a forma de organização de uma sociedade”, pelo que, se muda a sociedade, mudará necessariamente o território. Ao mesmo tempo recordou a influência que factores como a oferta de emprego ou a facilidade de acesso têm na captação de população e na evolução do número de habitantes.

Numa sala cheia, como tem acontecido nas últimas edições do Café com Temas, Álvaro Domingues falou ainda da “cenarização do mundo rural”, em que se procede à estetização daquilo que já foi o mundo rural de outros tempos. “Acabou, deixou de funcionar, é fácil estétizá-lo”, explicou, culminando a sua intervenção com a identificação daquilo que apelidou de “paisagens transgénicas”, num cruzamento entre a geografia, a arquitectura e a biologia. “São paisagens que têm um ADN compósito”, onde convivem elementos antigos, modernos, rurais e urbanos.

18 março 2013

Câmara tem de aproveitar melhor o festival (2)

Pereira Júnior, actual presidente da Câmara de Paredes de Coura, parece que esclarece as dúvidas e questões lançadas pelo seu assessor e candidato à sua sucessão. E, apesar de reconhecer a importância do “balão de oxigénio” do festival para o concelho, sempre vai dizendo que não sabe se o município terá hipótese de tirar muito mais proveito do que isso daquele evento. Para ler numa reportagem sobre o Festival de Paredes de Coura, publicada este fim de semana no Jornal de Notícias.

14 março 2013

Câmara tem de aproveitar melhor o festival

© Constança Quiteiro/Talkfest “Temos de aproveitar melhor o festival para projectar mais a terra ao longo do ano”. E quem o diz é Vitor Paulo Pereira, no decorrer de um debate onde, durante três dias, a discussão girou em torno dos festivais de Verão. O programa desta iniciativa trazia o nome de António Pereira Júnior como participante no evento, mas acabaria por ser o seu assessor, e actual candidato à sua sucessão, a participar no painel que discutiu os festivais de música como factor turístico e económico.

Curiosamente, a participação de Vitor Paulo Pereira parece ter gerado alguma confusão por parte de quem fez a cobertura noticiosa do evento, com alguns meios de comunicação social a apresentá-lo como ex-elemento da organização do Festival de Paredes de Coura, enquanto outros ainda o identificam como organizador do festival courense. Todos o referenciam, contudo, como candidato à autarquia.

E foi nessa dupla qualidade, defendendo as duas camisolas, que Vitor Paulo Pereira referiu que a Câmara courense “tem o dever de melhor aproveitar este evento”. Uma crítica a que se juntou a constatação de que acabar com o festival é prejudicial para o concelho, em termos económicos, até porque, explicou aquele responsável, alguns sectores de actividade apenas sobrevivem por causa do festival, nomeadamente a restauração, onde “há quem faça 60% da facturação anual naquela altura”.

Na sua participação, Vitor Paulo Pereira lamentou também que as margens de lucro dum evento como o Festival de Paredes de Coura não permitam apostar numa complementaridade de conteúdos a nível cultural, como seria desejável. “As margens de lucro estão esmagadas. Hoje os lucros podem vir de uma sandes ou de uma bifana”, acrescentou.

12 março 2013

Mais um que passa ao lado

 Fábrica espanhola de atum poderá criar 200 novos empregos no Alto Minho – notícia da Rádio Vale do Minho

Uma boa notícia para o Alto Minho, sem dúvida. E por Alto Minho entenda-se Viana do Castelo, Ponte de Lima e Valença, os concelhos apontados como candidatos a receber uma nova fábrica, que irá criar 200 postos de trabalho. Numa altura em que os números do desemprego sobem todos os meses, esta é, sem dúvida, uma boa notícia.

Lamentavelmente, Paredes de Coura não surge no lote de possíveis destinos desta nova unidade industrial. É mais um investimento que nos contorna e que bem poderia ter cabimento em qualquer uma das nossas zonas industriais, onde o espaço abunda e os projectos anunciados teimam em não se concretizar.

A propósito de projectos anunciados, verifiquei esta semana que o projecto do hotel e campo de golfe na Pena, Mozelos, ainda parece estar de pé. Pelo menos tendo em conta o pedido feito à Câmara municipal de Paredes de Coura pela empresa promotora, que deseja ver reconhecida a qualidade de Projecto de Interesse Nacional daquela aposta que, sinceramente, julguei que já tinha sido colocada de parte há muito. Haja esperança!