Num mesmo dia duas notícias sobre o mesmo assunto, mas em sentido contrário. Primeiro as boas. As que nos dão contam do crescente movimento de peregrinos que tem sido registado no Albergue de Peregrinos de Rubiães. Nos primeiros seis meses deste ano, passaram pelo abrigo de Rubiães mais de dois mil peregrinos, número que faz antever que sejam alcançados (ou até ultrapassados) os 4500 registos do ano passado que, recorde-se, foi Ano Jacobeu.
Tendo em conta a localização geográfica do albergue courense e a proximidade com Ponte de Lima e Valença, pode até dizer-se que os números de 2011 são bastante bons, pois muitos dos peregrinos que pernoitam em Ponte de Lima optam por fazer todo o caminho seguido até Valença, argumentando, por exemplo, com o maior afastamento dos centros urbanos de que sofre Rubiães. Curiosamente, os números do Albergue de Ponte de Lima não andam muito longe dos de Rubiães, tendo registado, de Janeiro a Junho, um total de 2450 peregrinos a pernoitar naquelas instalações.
Mas, ao mesmo tempo que surgem boas notícias, surgem também sinais de alerta, vindos da Galiza e que dão conta da falta de cuidado na manutenção do Caminho de Santiago, em muitas zonas já dominado pela vegetação envolvente. Por cá, depois de há alguns anos se ter apostado na requalificação dos caminhos, criando melhores condições de circulação para os peregrinos e ao mesmo tempo facilitando até a sua utilização por parte dos agricultores no acesso aos terrenos sobranceiros ao Caminho, há que zelar agora pela sua manutenção para evitar que aconteça o que já hoje se verifica em Lugo.
De quem é a responsabilidade por manter transitáveis estes acessos? Das juntas de freguesia? Do próprio município? Desconheço. Só sei que, depois do investimento e do trabalho feito, seria um desperdício deixar o mato invadir o Caminho de Santiago no troço que atravessa o município, já para não falar no total desrespeito para com os muitos peregrinos que o percorrem diariamente.