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12 julho 2011

Ao caminho

Num mesmo dia duas notícias sobre o mesmo assunto, mas em sentido contrário. Primeiro as boas. As que nos dão contam do crescente movimento de peregrinos que tem sido registado no Albergue de Peregrinos de Rubiães. Nos primeiros seis meses deste ano, passaram pelo abrigo de Rubiães mais de dois mil peregrinos, número que faz antever que sejam alcançados (ou até ultrapassados) os 4500 registos do ano passado que, recorde-se, foi Ano Jacobeu.

Tendo em conta a localização geográfica do albergue courense e a proximidade com Ponte de Lima e Valença, pode até dizer-se que os números de 2011 são bastante bons, pois muitos dos peregrinos que pernoitam em Ponte de Lima optam por fazer todo o caminho seguido até Valença, argumentando, por exemplo, com o maior afastamento dos centros urbanos de que sofre Rubiães. Curiosamente, os números do Albergue de Ponte de Lima não andam muito longe dos de Rubiães, tendo registado, de Janeiro a Junho, um total de 2450 peregrinos a pernoitar naquelas instalações.

Mas, ao mesmo tempo que surgem boas notícias, surgem também sinais de alerta, vindos da Galiza e que dão conta da falta de cuidado na manutenção do Caminho de Santiago, em muitas zonas já dominado pela vegetação envolvente. Por cá, depois de há alguns anos se ter apostado na requalificação dos caminhos, criando melhores condições de circulação para os peregrinos e ao mesmo tempo facilitando até a sua utilização por parte dos agricultores no acesso aos terrenos sobranceiros ao Caminho, há que zelar agora pela sua manutenção para evitar que aconteça o que já hoje se verifica em Lugo.

De quem é a responsabilidade por manter transitáveis estes acessos? Das juntas de freguesia? Do próprio município? Desconheço. Só sei que, depois do investimento e do trabalho feito, seria um desperdício deixar o mato invadir o Caminho de Santiago no troço que atravessa o município, já para não falar no total desrespeito para com os muitos peregrinos que o percorrem diariamente.

01 outubro 2010

Para férias? Para Remodelação? Para… (2)

 

Está explicado o porquê do encerramento do Albergue de Peregrinos de Rubiães. Como tinha sido avançado, o fecho temporário ficou a dever-se a uma acção de desinfestação, sabe-se agora que para erradicar uma praga de percevejos, que afectou aquelas instalações durante o Verão.

As previsões dos responsáveis daquele equipamento apontavam para o encerramento durante apenas um dia, mas,  pelo que noticia o Jornal de Notícias, os trabalhos de desinfestação prolongaram-se e obrigaram a que o Albergue estivesse de portas fechadas durante toda uma semana. Está de novo funcional e, de acordo com a informação veiculada pelo presidente da Câmara de Paredes de Coura, este ano com uma elevada afluência, a rondar os 3500 peregrinos.

23 fevereiro 2010

Caminho fora dos eixos

A crítica partiu da Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas também afecta Paredes de Coura. Em causa está uma publicação especial do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, associação de municípios que reúne 17 concelhos do Norte do país e outros tantos na Galiza, que em ano de Jacobeu resolveu divulgar algumas informações de cariz turístico. Ao longo de 125 páginas são destacados alguns aspectos das principais cidades atravessadas pelos caminhos de Santiago, bem como os próprios caminhos utilizados pelos peregrinos.

E é aqui que surge a indignação de Ponte de Lima, porque a publicação  praticamente omite o Caminho Central, que passa por aquela vila e sobe, por Paredes de Coura, em direcção a Espanha. A autarquia limiana critica ainda a total omissão dos albergues portugueses, entre os quais o de Rubiães, da lista de sugestões apresentada pela revista do Eixo Atlântico.

De fora das sugestões, no que respeita a espaços naturais da Galiza e Norte de Portugal, ficou também a área de paisagem protegida das Lagoas de Bertiandos, o que mereceu mais um reparo da Câmara de Ponte de Lima. Já Paredes de Coura pode dar-se por satisfeita por ver naquela publicação a referência à área de paisagem protegida do Corno de Bico. E daí… talvez não! É que, o trabalho da revista é tão bom, no sentido de ter sido devidamente corrigido, que o Corno de Bico é indicado como estando no Alto Douro. Nada de mais, especialmente se tivermos em conta que a Área Protegida do Litoral de Esposende aparece no litoral interior de Trás-os-Monte. E o mar ali tão perto…