Mostrar mensagens com a etiqueta minho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta minho. Mostrar todas as mensagens

14 dezembro 2012

Não há televisão que resista ao mau tempo

mau tempoOs distritos de Viana do Castelo e Braga estão em alerta vermelho, o máximo dos quatro tipos existentes, devido às más condições atmosféricas, nomeadamente a chuva intensa e o vento forte. O alerta, anunciado ontem ao final da tarde, mantém-se até amanhã à noite, mas terá passado despercebido a muitas pessoas de Paredes de Coura, um dos concelhos abrangido pelo aviso dos serviços meteorológicos e de protecção civil.

Um desconhecimento que se prende apenas com a falta de informação. É que, desde a hora de almoço de ontem que o novo emissor TDT instalado no Monte da Pena deixou de funcionar, deixando às escuras os televisores de todos os que não têm serviço de televisão pago. A situação prolongou-se pelo resto do dia e mesmo noite dentro e, ao que parece, as emissões de televisão só foram reatadas hoje de manhã.

Ao mesmo tempo, esta situação vem expor também uma falha de comunicação por parte das autoridades competentes a nível local. É que se o alerta foi decretado por entidades a nível nacional, também as equipas locais deviam fazer um acompanhamento da situação, incluindo a divulgação do aviso. Ora, consultando a página da internet da Câmara de Paredes de Coura, não há qualquer indicação sobre o aviso. Há noutros páginas a nível nacional, é certo, mas se uma página de internet não servir para comunicar com os munícipes, está a desperdiçar grande parte das suas potencialidades. Já para não falar daqueles sistemas de envio de SMS em grande quantidade…

17 maio 2012

Tarde piaste…

JN 16.05.2012Mão amiga fez-me chegar a notícia que reproduzo acima. Pois… parece que há quem se tenha deixado dormir, embalado pelas promessas de tecnologia acessível a todos, e só tenha acordado agora para a triste realidade que é a distribuição da TDT em Portugal. O caso em foco é no Minho, mas nas notícias das últimas semanas não têm faltado exemplos de situações semelhantes um pouco por todo o país. É o que temos, dirão alguns! Mas podíamos ter mais, claro que podíamos. Haja quem reclame!

04 janeiro 2012

20 novembro 2011

Círculo vicioso (2)

E depois das câmaras municipais deste país estarem endividadas como nunca, depois dos municípios se queixarem da falta de pagamento por parte do Estado, surgem situações como esta, com a insolvência de uma das maiores empresas de construção civil do distrito. Alguém se admira? Infelizmente não será a única empresa nesta situação, nem a Câmara de Caminha a única a dever milhares de euros de obras já concluídas há mais de dois anos mas ainda por pagar.

17 fevereiro 2011

Porque é que tudo tem a ver com política?

CIMG0687Há uma tendência, cada vez mais generalizada, para ver a política em todo o lado. Se há alguém que resolve criticar uma determinada tomada de posição porque, simplesmente, a acha merecedora da sua crítica, logo virá quem diga que essa chamada de atenção tem contornos políticos. O mesmo acontece quando alguém toma determinado rumo, diferente do da maioria, e não falta quem veja esse desvio como um facto político.
Pessoalmente já senti na pele essa “mentalidade” mesquinha que vê motivos políticos em tudo o que se faz, como se não fosse possível ter opinião diferente sem ter uma visão política dessa divergência de sentido. Infelizmente é um cenário que todos os dias se repete, um rótulo que se cola às pessoas que, ao olhos de quem pouco vê, salta à vista como um adereço político.
O último caso, público e notório, tem andado pela comunicação regional, e até nacional, e envolve a Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012. Pondo de lado todo a polémica em torno dos salários elevados e, eventualmente, pouco justificados de um evento com bases públicas, eis que agora surge novo foco de interesse, pois, imagine-se o desplante, a fundação gestora do evento resolveu contratar um economista, especialista na sua área, que, pasme-se, tem uma vertente política na sua vida.
O presidente da Câmara de Guimarães, socialista, não gostou de ver incluído no leque de contratações da capital europeia da cultura o nome de Ricardo Rio, social-democrata que lidera a oposição na Câmara de Braga. E, não satisfeito, fez questão de divulgar essa sua insatisfação por se ter contratado alguém que “é opositor dos nossos parceiros”. Ou seja, se se tratasse de uma pessoa com igual competência (ou menos, talvez) mas que fosse simpatizante, estava tudo bem, mas como o homem até tem o defeito de estar contra o colega de Braga, pronto, temos o caldo entornado.
Infelizmente é este o país em que vivemos. Uma sociedade onde o tacho e o tachinho são por demais evidentes que se torna estranho quando, olhando mais longe que o cartão de militante, se ousa recrutar alguém que tem provas dadas em trabalhos semelhantes. Infelizmente, não é só em Guimarães. Felizmente, a excepção de Guimarães também não é caso único no país.

08 fevereiro 2011

Especificidades a aproveitar

 Foto jornal Público

Sou daqueles que defende que o ambiente pode ser um bom catalisador para o desenvolvimento de uma região, mais do que de um concelho porque o ambiente não conhece fronteiras. Por isso, é com agrado que recebo a notícia de hoje do Público que dá conta do esforço da Câmara Municipal de Paredes de Coura para a preservação de uma planta que encontrou nesta região um ambiente propício e, dada a sua exclusividade, apresenta-se como uma oportunidade a não desperdiçar.

O narciso-amarelo foi alvo de um estudo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que chegaram à conclusão que, apesar de ser um dos concelhos onde esta espécie é mais abundante, é necessário assegurar a sua protecção e preservação, nem que seja necessário vedar alguns núcleos mais sujeitos a ameaças. Conclusões a que a Câmara de Paredes de Coura promete não ficar indiferente, até porque vê no narciso-amarelo a possibilidade de ter um “ex-libris” do interior do Alto Minho.

Haja acompanhamento e bom senso e o narciso-amarelo bem que pode ser um bom atractivo para cativar um outro tipo de visitantes. Turismo ambiental, pois claro, sector que ainda tem muito para dar, neste e noutros concelhos. Com conta, peso e medida, certamente, e sem esquecer que não basta pensar apenas nos que vêm de fora, mas nas implicações que as acções a tomar podem ter junto dos que cá vivem.

27 setembro 2010

Também estamos nesse barco… mas à procura de porto seguro

 

Desemprego está a subir em 14 concelhos do Norte” – Notícia do Jornal de Notícias

Valver: Empresa galega instala-se em Paredes de Coura” – Notícia da Rádio Geice

Notícias em sentido contrário, com uma a atestar o aumento do desemprego em Paredes de Coura e a outra a mostrar os esforços que estão a ser feitos para aumentar a oferta de postos de trabalho no concelho. Pouco a pouco, mas numa tentativa clara de criar mais empregos em Paredes de Coura. Mais do que nunca é preciso promover o concelho junto de potenciais investidores, tarefa que a autarquia courense tem vindo a desempenhar com alguma insistência e, pelo que se lê nos jornais, com os resultados a começarem a surgir. Grão a grão, é certo, mas lá diz o ditado que é assim que a galinha enche o papo.

09 setembro 2010

Promessas perdidas (2)

 

“Portagens cobradas nas SCUT a partir de 15 de Outubro” – notícia da Rádio Geice

Sobre esta promessa já muito foi dito. Infelizmente querem que paguemos algo que nos foi oferecido há anos e para o qual não temos alternativa. Mais do que o princípio do utilizador pagador, aqui vigora o princípio do “és obrigado a utilizar e por isso pagas e calas”. Não é caso único no país, mas os maus exemplos não deveriam vingar.

16 julho 2010

A herança

CIMG1532

Não escolhemos quem vem antes de nós, nem aquilo que poderemos vir a herdar de quem parte antes de nós. Ou será que podemos escolher o que vamos ter no futuro? Na política, nomeadamente na vida autárquica, seria desejável que soubéssemos hoje com o que o vamos contar amanhã, mas nem sempre assim. E depois há quem queria ajustar contas por isso!

Veja-se, por exemplo, o que acontece actualmente em Barcelos, concelho que, depois de um longo reinado social-democrata, com Fernando Reis quase a imortalizar-se na presidência da autarquia, foi em Outubro último conquistado pelos socialistas. E agora, oito meses volvidos e com uma auditoria às contas municipais ainda a decorrer, eis que o novo inquilino da cadeira do poder barcelense admite colocar o seu antecessor em tribunal, por ter optado por um caminho que comprometeu gravemente o futuro do concelho.

Esta ideia de processar os antigos autarcas por alegados erros de gestão, lembrou-me das críticas que, nas últimas campanhas eleitorais, com especial destaque na última, também se fizeram por Paredes de Coura, nomeadamente com José Augusto Caldas a considerar que o futuro do concelho estaria hipotecado “e com um grau de liberdade diminuído por força de algumas más decisões do passado”. Em Outubro o Partido Socialista voltou a conquistar a presidência da Câmara de Paredes de Coura, mas se em 2013 o PSD sair vitorioso do confronto, será que também vamos ter ajuste de contas por cá?

Por outro lado, este assunto de querer justificar um mau futuro com decisões do passado e querer punir quem as tomou, levanta também outra questão: é que, para o mal ou para o bem, quem decidiu e planeou recebeu do eleitorado essa carta branca, para, pelo menos durante quatro anos, tomar as decisões que entendesse. E, no final desses quatro anos, quem esteve no poder foi, necessariamente, avaliado. Ora, se quem supostamente tomou más decisões for reconduzido na presidência com os votos da maioria dos eleitores, será que quem os reconduziu terá ser também alvo de processo judicial?

O que é certo é que, se a ideia de Barcelos vingar e os antigos autarcas forem mesmo responsabilizados por erros de gestão (e estamos a falar em erros políticos e não de índole criminal), isso representará um agrilhoamento das decisões políticas de um presidente de Câmara. É que nem sempre aquilo que hoje se vê que não resulta, apresentava maus resultados aquando da sua decisão.

08 março 2010

Unidos contra as portagens

portagens nas scuts

É momento raro e por isso merece o maior aplauso. Toda a assembleia municipal de Paredes de Coura se uniu em torno de uma proposta da CDU. O motivo não era para menos: a luta contra a introdução de portagens nas SCUT’s.

Pela voz de João Paulo Alves, a CDU trouxe à reunião um assunto que já ocupou tempo de antena em todas as assembleias municipais dos concelhos mais ou menos afectados pela intenção do Governo em cobrar portagem pela utilização de alguns troços de vias rápidas até agora de utilização gratuita. Considerando que a EN13 não é uma alternativa à A27 e que a introdução de portagens numa estrada que, mesmo não passando por Paredes de Coura é de vital influência para o seu desenvolvimento, iria lesar o interesse das populações, os representantes da CDU pediram à assembleia que aprovasse uma moção que repudiasse claramente essa intenção governamental. Um apelo a que todas as bancadas, a exemplo do que tem acontecido nos concelhos vizinhos, responderam afirmativamente, aprovando um documento que vai ser enviado ao primeiro-ministro, ao Ministério das Obras Públicas e à Assembleia da República.

Esta tomada de posição da assembleia municipal courense, que se aplaude não só pela união de todos os partidos mas também pelo objectivo desse juntar de esforços de todos os quadrantes, surge numa altura em que a contestação às portagens nas SCUT’s se assume da maior importância para evitar que esta proposta vá avante. Depois do buzinão do passado dia 26 de Fevereiro ainda não são conhecidas novas formas de luta, e com o apertar do cinto previsto pelas medidas do PEC hoje apresentadas, teme-se que o Governo faça finca-pé na introdução de portagens. Mas, sem aumentos reais e, sublinhe-se uma vez mais, sem alternativas, portajar estas estradas é um verdadeiro atentado à carteira de quem tem de as utilizar. Já para não falar do esquecimento de compromissos assumidos há anos, por este e por outros governos.

10 fevereiro 2010

Os nossos sabores

Começou no passado fim de semana mais uma iniciativa destinada a promover o turismo do Alto Minho, nomeadamente dos municípios do Vale do Minho. Em foco está a lampreia do rio Minho, que será servida à mesa de vários restaurantes dos municípios envolvidos, sem necessidade de reserva. Paredes de Coura também está presente nesta iniciativa que decorrerá em todos os fins de semana de Fevereiro e Março, com quatro restaurantes do concelho a incluírem o ciclóstomo nas suas ementas.

Pessoalmente, advirto já, é iguaria a que reconheço o valor mas que não me cativa. Felizmente há muito quem tenha opinião contrária e, pelo menos o primeiro fim de semana trouxe boas perspectivas aos restaurantes aderentes cá do burgo. Não deixo, contudo, de me questionar se será a lampreia um prato que se liga a Paredes de Coura. Não sendo natural deste concelho, nem sequer desta região, sempre ouvi dizer que os expoentes máximos da gastronomia courense seriam a truta e o cabrito do monte, a par do afamado bacalhau da defunta Miquelina, cuja menção era suficiente para arrastar até Paredes de Coura muitos visitantes desejosos de encher a barriga com tão apetitosos sabores.

Foi, por isso, com alguma estranheza, que vi o nome de Paredes de Coura neste programa gastronómico intermunicipal e também na futura Confraria da Lampreia do Rio Minho. Como alguém que nada percebe de gastronomia, tenho para mim que devíamos apostar, não apenas mas também, na valorização dos produtos que por cá se criam e que, em tempo passados, deram nome ao concelho. A lampreia pode ser um atractivo, mas tendo em conta a concorrência de municípios onde a sua inclusão na gastronomia está já muito mais evoluída, não sei se haverá quem venha a Paredes de Coura de propósito para comer lampreia quando a tem, mais famosa, em Monção ou noutros concelhos do Vale do Minho. De qualquer das formas, tendo em conta as perspectivas dos organizadores destes fins de semana especiais, que falam num retorno de cinco milhões de euros que esta iniciativa irá gerar, porque não hão-de os restaurantes courenses aproveitar também parte deste bolo?

16 novembro 2009

Era previsível, não era?

Título de notícia publicada na edição de hoje do jornal Diário do Minho, que dá conta dos “estragos” que a passagem da linha de alta velocidade vai causar na região. Nada que não se previsse, mas como sempre nestas coisas, só quando nos batem à porta é que damos contas delas. A ver vamos se se ficam por aí ou se, com exigências daqui e dali as coisas melhoram.. ou antes pelo contrário.