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25 março 2011

Acabou o exílio

viana do castelo 1Com a saída de José Sócrates e a mais que certa realização de novas eleições legislativas, é certo também que haverá mexidas nas listas concorrentes. A mais óbvia e sonante será a inclusão de Pedro Passos Coelho numa lista de um qualquer círculo eleitoral que seja, depois de ter sido deliberadamente afastado por Manuela Ferreira Leite nas últimas eleições.

Mas há nomes menos sonantes que também vão andar neste jogo do entra e sai. Um deles é o do antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo, que foi remetido para Lisboa em 2009, depois de ter ameaçado concorrer à câmara vianense como independente por não ter o apoio do Partido Socialista para a sua recandidatura. Na altura muito se falou de exílio dourado, com a inclusão nas listas de deputados a surgir como uma compensação por esse impedimento ditado pelos colegas autarcas do Alto Minho. Agora, no entanto, Defensor Moura resolveu não esperar pelo desfecho desta crise política e já anunciou: não vai voltar a concorrer ao Parlamento, optando antes pela reforma.

Uma decisão que não surpreende, tendo em conta os últimos episódios a envolver o antigo autarca de Viana de Castelo. Primeiro a corrida solitária à Presidência da República, sem o apoio do seu partido. Depois, mais recentemente, com a sua saída da comissão de honra da recandidatura de José Sócrates a secretário-geral do PS, em protesto pelo abandono da regionalização. Resta saber se é realmente a reforma que aguarda Defensor Moura, de 65 anos, ou se pelo contrário o seu regresso a Viana do Castelo traz outros planos na manga.

01 março 2011

Eu é que sou o presidente da junta!

CIMG0711Mesmo ausente, foi José Augusto Pacheco quem dominou a última sessão da Assembleia Municipal de Paredes de Coura, realizada na passada sexta-feira. O presidente da Assembleia Municipal está ausente do país e, por isso mesmo, solicitou a sua substituição na reunião, tendo Luísa Castro assumido a presidência daquele órgão. Apesar disso, haveria ser um assunto trazido à baila por aquele professor universitário a dominar a noite.

Confuso? Então expliquemos. É que, apesar de José Augusto Pacheco não estar presente, João Paulo Alves, do grupo municipal do PCP, levou à discussão na assembleia a última crónica do presidente da AM no Notícias de Coura, onde a reorganização política, nomeadamente ao nível da extinção e fusão de freguesias, é tema de análise. João Paulo Alves pegou no escrito e, explicando que o PCP concorda que 21 freguesias para um concelho como Paredes de Coura é excessivo, lá foi dizendo que os presidentes de junta olham muito para o seu umbigo, dando como exemplo a necessidade que houve de dotar cada uma das freguesias com um polidesportivo, quando agora muitos deles estão ao abandono.

O deputado do PCP aludiu ainda à proposta/ideia que José Augusto Pacheco deixa no seu artigo de criar um novo órgão onde os presidentes de junta estivessem representados que não a própria AM. Um cenário que, defendeu João Paulo Alves, evitaria as situações em que um presidente de junta até discorda da proposta de orçamento da Câmara, “mas vota a favor porque…”, referiu aquele deputado municipal, deixando no ar a teoria já muitas vezes abordada naquele órgão, de que os presidentes de junta se sentem condicionados a aprovar o orçamento para não terem problemas depois.

Estava dado o tiro de partida para o momento mais animado de uma noite morna na Assembleia Municipal. João Cunha do PSD, demarcou-se “em absoluto” da posição do seu colega do PCP e fez o reconhecimento público do trabalho dos presidentes de junta, que “são muito melhores gestores que as câmaras”. Também Joaquim Felgueiras Lopes, presidente da junta de freguesia da vila, manifestou a sua discordância em relação às ideias de José Augusto Pacheco. “É a opinião dele, não é a minha. Ele vive em Braga, nós vivemos em Coura”, desabafou o histórico autarca socialista, acrescentando que “o trabalho das juntas reflecte-se no desenvolvimento do concelho”.

Opinião idêntica parece ter o vereador social-democrata José Augusto Caldas que, instado a pronunciar-se sobre o assunto, não escondeu que é “frontalmente contra a redução do número de juntas de freguesia. O presidente da junta será sempre o último elo de ligação à população”.A seu lado, o presidente da Câmara optou por não tecer grandes comentários sobre “um problema que ainda nem sequer está perto. Não vou manifestar a minha opinião enquanto não se souber o que está em jogo”, concluiu Pereira Júnior.

15 abril 2010

Saúde e regionalização

Poderia a regionalização ser a resposta para uma melhor rede de cuidados de saúde? Há quem entenda que sim. Para ler e explorar  a opinião de L. Seixas, no blogue Regionalização.