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20 junho 2012

Zangam-se as comadres…

Arcos de Valdevez: Chefe de gabinete acusa autarquia de o ter exonerado através de uma mensagem escrita – notícia da Rádio Geice

O caso da notícia aconteceu em Arcos de Valdevez, mas o mais certo é que, daqui em diante se comece a repetir noutros concelhos, quem sabe até em Paredes de Coura. É que, com os prazos das próximas eleições autárquicas a começarem a apertar e sabendo que há autarcas de longo tempo que, por imposição legal, vêem agora chegada a hora da saída, não falta quem tenha estado na sombra todo este tempo e agora procure um lugar de destaque. Nem que para isso, como parece ter acontecido em Arcos de Valdevez, tenha sair a criticar quem até aí apoiou. Ao mesmo tempo, não faltarão decanos que, antes da saída, quererão deixar descendência.

Aqui pelo burgo, muito se especula sobre quem substituirá Pereira Júnior na presidência da Câmara, e vão-se apontando nomes e especulando rivalidades. Para já, contudo, tudo calmo nas hostes socialistas que, inclusivamente, reelegeram o líder da comissão política concelhia no passado fim de semana, com uma equipa praticamente sem alterações, num claro sinal de continuidade. Resta esperar para ver se a continuidade também se alastra ao candidato.

21 janeiro 2011

A culpa é da assessora

08-02-09_2206Receber uma nota de imprensa da Câmara de Arcos de Valdevez a dar conta da campanha eleitoral de Cavaco Silva é algo de impensável? Talvez não, porque na semana passada as redacções dos órgãos de comunicações da região receberam um email, do gabinete de imprensa da câmara arcuense, que falava disso mesmo, da campanha eleitoral do actual Presidente da República. A culpa? Costuma morrer solteira, mas desta vez calhou ser atribuída à “inexperiente” assessora de imprensa daquela câmara.

Foi “um erro da assessora de imprensa, que já assumiu responsabilidade total pelo acto e já pediu desculpa pelo mesmo”, esclarece o presidente da Câmara, o social-democrata Francisco Araújo, que vai mais longe e diz mesmo que aquela profissional “é nova” e saiu “há poucos dias dos bancos da universidade”. Assim mesmo, num quase atestado de incompetência passado pelo patrão à funcionária.

Até pode ter sido mesmo um “erro” da jovem assessora, mas o que é certo é que, não raras vezes, acontecem situações do género em vários municípios do país, onde muitas vezes se confunde o serviço da autarquia com as funções de campanha eleitoral. E se há algumas situações que conseguem passar mais ou menos despercebidas, como as inaugurações em vésperas de eleições e os famosos boletins municipais que, apesar de serem obrigados a permitir a participação da oposição, só trazem as fotografias com os elementos da maioria do executivo, outras há que são mais evidentes e muitas vezes resultam em queixas junto da Comissão Nacional de Eleições, como aconteceu agora em Arcos de Valdevez.

Em política, como noutras situações aliás, é preciso saber separar as águas e não basta ir assistir ao comício do candidato com o carro próprio em vez de levar o carro da câmara. É preciso também assegurar que a secretária ou o assessor ou outro funcionário camarário qualquer, que até podem participar também no comício, ali estão como cidadãos e não como funcionários municipais. E, assim sendo, no caso de Arcos de Valdevez é válido questionar se o erro foi a assessora ter enviado a referida nota de imprensa à comunicação social ou o facto de ter ido ao jantar-comício de Cavaco Silva investida do papel de assessora de imprensa da câmara? São os dois inadmissíveis, mas um deles pode não ser só dela!

16 novembro 2009

Assim se vê, a força da TV!

E se de repente uma multidão de visitantes invadisse o seu concelho aos fins de semana isso era… uma novela televisiva. É mais ou menos este o enredo do que se passou em Arcos de Valdevez nos últimos meses, fruto da exposição mediática daquele município na televisão, onde é cenário da telenovela “Deixa que te leve”, da TVI. Quem o garante é o próprio presidente da Câmara Municipal, que se confessa impressionado com o fenómeno do crescimento de visitas àquela vila alto-minhota e ao concelho de um modo geral, a fazer justiça às audiências da própria novela.
Com um investimento de cerca de 60 mil euros, acrescido do necessário apoio logístico, o município arcoense conseguiu publicidade diária em horário nobre em milhares de lares portugueses e, mais importante que isso, obteve um retorno, quase imediato, explica Francisco Araújo, com o aumento do fluxo de turistas que afluíram ao concelho, num movimento que se fez sentir ao longo de todos estes meses.
Números parece que não há, mas há uma certeza, a de que “nunca tanta gente visitou o concelho”, garante o autarca arcoense. Inclusivamente há já roteiros especiais que associam as belezas da região ao enredo da novela. O ideal seria, agora, indagar os comerciantes do concelho e verificar se esse fluxo acrescido de turistas se reflectiu nas contas do estabelecimentos comerciais e de hotelaria no final do mês. Pois que é muito bonito falar de crescimento e afluência de pessoas, mas depois, na prática, há que saber se realmente isso se repercutiu no movimento da caixa.
Sem acesso a números concretos será sempre difícil perceber se o investimento valeu a pena, mas, numa altura em que as televisões parecem ditar, cada vez mais, as modas, será este tipo de associações comerciais entre municípios e estações de televisão uma montra que se fecha com o fim da novela, ou, pelo contrário, foi o abrir de uma porta que agora só tem que se gerir bem para se manter aberta? Veremos nos próximos episódio!