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14 fevereiro 2013

As palavras dos outros (6)

Vejam bem: então isto agora é que é a lampreia do rio Minho? Que mal é que tinha a outra, a verdadeira?

Deixo aqui a ligação para um escrito de Hernâni von Doellinger, no seu blogue Tarrenego, sobre a campanha “Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência”, que decorre nos concelhos do Vale do Minho até ao final de Março, e a forma como está a ser divulgada. Eu, que nem sequer aprecio lampreia, não posso deixar de concordar com ele.

10 fevereiro 2010

Os nossos sabores

Começou no passado fim de semana mais uma iniciativa destinada a promover o turismo do Alto Minho, nomeadamente dos municípios do Vale do Minho. Em foco está a lampreia do rio Minho, que será servida à mesa de vários restaurantes dos municípios envolvidos, sem necessidade de reserva. Paredes de Coura também está presente nesta iniciativa que decorrerá em todos os fins de semana de Fevereiro e Março, com quatro restaurantes do concelho a incluírem o ciclóstomo nas suas ementas.

Pessoalmente, advirto já, é iguaria a que reconheço o valor mas que não me cativa. Felizmente há muito quem tenha opinião contrária e, pelo menos o primeiro fim de semana trouxe boas perspectivas aos restaurantes aderentes cá do burgo. Não deixo, contudo, de me questionar se será a lampreia um prato que se liga a Paredes de Coura. Não sendo natural deste concelho, nem sequer desta região, sempre ouvi dizer que os expoentes máximos da gastronomia courense seriam a truta e o cabrito do monte, a par do afamado bacalhau da defunta Miquelina, cuja menção era suficiente para arrastar até Paredes de Coura muitos visitantes desejosos de encher a barriga com tão apetitosos sabores.

Foi, por isso, com alguma estranheza, que vi o nome de Paredes de Coura neste programa gastronómico intermunicipal e também na futura Confraria da Lampreia do Rio Minho. Como alguém que nada percebe de gastronomia, tenho para mim que devíamos apostar, não apenas mas também, na valorização dos produtos que por cá se criam e que, em tempo passados, deram nome ao concelho. A lampreia pode ser um atractivo, mas tendo em conta a concorrência de municípios onde a sua inclusão na gastronomia está já muito mais evoluída, não sei se haverá quem venha a Paredes de Coura de propósito para comer lampreia quando a tem, mais famosa, em Monção ou noutros concelhos do Vale do Minho. De qualquer das formas, tendo em conta as perspectivas dos organizadores destes fins de semana especiais, que falam num retorno de cinco milhões de euros que esta iniciativa irá gerar, porque não hão-de os restaurantes courenses aproveitar também parte deste bolo?