A Câmara Municipal de Caminha foi, ontem, alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária. Justificação? Só a de que teve origem numa denúncia anónima, com informações contraditórias a surgirem na comunicação social por parte de fontes da autarquia, com uns a falarem em queixas de aproveitamento político e outros a ligar as buscas com episódios de contratação pública.
Certo, certo, só o facto de, nos últimos meses, as autoridades terem andado por diversas vezes de volta da Câmara de Caminha e da actuação dos seus responsáveis, nomeadamente com acusações de peculato e queixas sobre irregularidades nos concursos de contratação de funcionários. Aliás, já depois de concluídas as buscas no interior dos Paços do Concelho, a presidente da Câmara veio a público informar que os inspectores da PJ levaram documentação relativa à contratação de duas jornalistas para a assessoria do município. Mas não só, pois no rol de documentos confiscados também estariam alguns relacionados com a construção do canil municipal, cópias das horas extraordinárias e ajudas de custo de três funcionárias, das despesas de representação da presidente da Câmara e uma cópia da listagem das lembranças atribuídas por Júlia Paula Costa no Natal.
A autarca, contudo, desvaloriza a situação, realçando que ninguém foi constituído arguido, e afirma estar a ser alvo de perseguição política, que apelida de cobarde por estar assente em denúncias anónimas. “Estão aqui em causa fins político-partidários”, critica Júlia Paula Costa, sem, contudo, mencionar nomes, mas pedindo uma investigação rápida, tendo em conta o período de eleições autárquicas que se avizinha. Pois… Se calhar até tem razão!