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05 janeiro 2013

As palavras dos outros (5)


São os votos de bom ano do João Mendes, do blogue Crescer no Monte. Mas que vão além do circulo pessoal, abrangendo a realidade concelhia e nacional. Com a devida vénia, reproduzo-os também aqui.



Os meus votos para 2013

Termina hoje mais um ano, e para mim pessoalmente foi mais um ano de muito trabalho, mas recompensado com bastante sucesso. A Arealmedia continua a crescer, e contrariando a tendência do país o quadro de pessoal aumentou. O Adigitalbook está neste momento em todos os continentes, chegamos a Angola, Austrália, Vietname, e muitos outros países, esperamos agora no início do ano conquistar mais bandeiras, e continuar com todas as ideias que estão planeadas. Só posso olhar para 2012 como um ano profissionalmente fantástico, sei que sou melhor programador hoje do que há um ano e sei que serei ainda muito melhor daqui a um ano. É claro que ao trabalhar para uma empresa com um mercado tão abrangente as dificuldades sentidas no país notam-se provavelmente menos, mas tenho uma clara noção, pela realidade que vivo que o mercado Europeu, não é também o melhor neste momento. Contudo isso não implica que deixe de trabalhar em Portugal e sentir na pele todos os sacrifícios que nos pendem, mesmo sem ganhar menos, cada vez o estado tira-me mais e por consequência o dinheiro é menos.

Este ano que está a porta será ainda de maior sacrifícios, de mais cortes e de menos dinheiro nos bolsos dos Portugueses, com menos dinheiro haverá dificuldades maiores, e haverá certamente famílias que terão dificuldades que nunca tiveram ou já não se lembravam de ter. É cada vez mais a altura de sermos sérios e não querermos viver acima das nossas possibilidades, é importante cada Português perceber a realidade que se encontra e encara-la com a seriedade que este problema merece, mas tendo a consciência que todos os problemas são resolvíeis.

Mas esta seriedade que eu peço a todos os Portugueses é ainda maior quando aplicada ao políticos que tem responsabilidades enormes sobre todo o dinheiro que cada trabalhador dispensa para o estado, um estado que a cada dia que passa parece mais à deriva e mais na direcção que a troika o leva.

A cada ano que passa, a classe política está mais descredibilizada, e a maioria dos Portugueses já perdeu toda a confiança em qualquer político e até mesmo nos dois maiores partidos que levaram este país ao estado que se encontra, que levaram este país a uma divida enorme e à venda de todo o património que tinha.

2013 poderá ser portanto um ano importante também para a política, com eleições autárquicas em que muitos daqueles que nos governaram nos últimos anos são obrigados a dar o lugar a outros, poderá ser uma boa altura para mudarmos e para arejar as políticas que os últimos políticos praticavam. Acima de partidos precisamos de pessoas sérias, honestas e trabalhadoras, precisamos que quem nos lidera tenham a clara noção que o dinheiro e o património é de todos, e que a obra é para todos sem excepção.

Precisamos de políticos que tenham coragem e que não virem as costas aos problemas, pensando que isso possa causar votos ou danos pessoais, os políticos são eleitos para governar um povo, e portanto tem de defender esse povo com todas as armas politicas. Não é deitar para canto que se resolvem os problemas, nem podemos estar à espera que os outros resolvam os nossos problemas.

Com o envelhecimento da população é urgente pensar em estratégias para manter, e trazer pessoas para os concelhos com a população mais velha. É preciso gerar emprego, é preciso ter acessos, e é preciso ter algo que cative a população local a ficar e outros a irem para esses concelhos. Sem consumidores todo o comércio local está condenado ao encerramento. Tenho para mim que Coura dentro de 10 anos se não se fizer nada passará a ter, pelo menos, menos 1000 habitantes e que os lares, e centros de dias serão os serviços de maior empregabilidade no concelho. É preciso pensar esta questão com sensibilidade e urgência, é o nosso concelho que está em causa e a sua sustentabilidade.

O ano que se adivinha, continuará a ser um ano que muitos dos Portugueses são obrigados a emigrar, muitos deles com uma vida completamente estável nas suas terras, e porque acredito que para estes seja algo que custará demasiado, espero que para todos eles 2013 traga sobretudo trabalho e o dinheiro que não conseguem cá, e que o sacrifício valha a pena.

Para mim só espero que 2013 seja tão bom como 2012 e que consiga finalmente dar o passo que quero dar para subir um enorme patamar a nível profissional, e que a nível pessoal consiga ter tudo de bom que tenho até agora. Mas o meu maior desejo para 2013 é apenas um, talvez o mais difícil mas é nele que eu mais acredito.