O presidente da Junta de Freguesia de Porreiras diz que está farto de esperar pela Segurança Social para a abertura de um centro de dia na freguesia e pondera mesmo esquecer o apoio daquele organismo e abrir uma estrutura apenas a expensas da autarquia local. Está no seu direito, claro, e as justificações que a apresenta, nomeadamente o envelhecimento da população local, são mais que válidos. Só que, se calhar, o problema não é tanto o facto de estar há dez anos à espera de uma resposta positiva. Se calhar o problema é o querer criar um equipamento social exclusivo para a sua freguesia, quando poderia participar num projecto comum para a criação de um centro de dia que poderia servir outra(s) freguesia(s) vizinha(s).
É a velha história dos polidesportivos espalhados pelas freguesias a voltar ao de cima. Todos os queriam, todos os tiveram, mas agora a utilização é reduzida. Balanço final: melhor teria feito a Câmara de Paredes de Coura se tivesse optado por construir apenas meia dúzia de polidesportivos em localizações estratégicas. Agora a situação é semelhante, mas com os centros de dia a estarem no topo da lista de exigências dos autarcas. E, recorde-se, Porreiras não é o único caso nestas condições!