Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens

07 novembro 2012

Taboão vai reabrir

O restaurante da praia fluvial do Taboão, em Paredes de Coura, está prestes a reabrir as portas, depois dum longo interregno de mais de dois anos, apenas interrompido por aberturas esporádicas por ocasião do Festival. A exploração do restaurante, propriedade do município courense, foi entretanto entregue à Escola Profissional do Alto Minho Interior, cuja intenção é ter naquele espaço um restaurante pedagógico, que alia a formação à gastronomia.

O acordo estabelecido entre autarquia e EPRAMI passou por um contrato de exploração pelo prazo de 15 anos, com uma renda mensal de 500 euros, sendo que no primeiro ano não será cobrada qualquer renda, como forma de compensar o investimento em equipamentos feito por parte do novo locatário. O município, no entanto, teve também a seu cargo as obras de beneficiação da parte exterior, dando ao edifício um novo aspecto.

Não há, contudo, qualquer informação oficial sobre a entrada em funcionamento do novo Abrigo do Taboão. Mas é certo que irá abrir as portas, porque está agendada para aquele espaço a realização de dois eventos, já na próxima semana. A partir do dia 15 e até ao domingo seguinte, o restaurante vai acolher a nova peça das Comédias do Minho, uma performance gastronómica intitulada “Passe-Vite”. Além disso, no sábado, dia 17, vai ter lugar também ali o jantar que encerra as IV Jornadas Micológicas do Corno de Bico. Desconhece-se é se, depois disso, abrirá assiduamente.

Paralelamente, vão decorrer alguns curso de formação nas áreas da gastronomia e culinária, dinamizados pela EPRAMI. Estas acções de formação, destinadas a desempregados, vão também usufruir do espaço e novos equipamentos do restaurante da praia fluvial.

17 setembro 2012

Dado e arregaçado? Não, obrigado!

Lembram-se se de, há quatro anos, as câmaras municipais terem sido convidadas pelo Ministério da Educação, a assumirem as competências que até então pertenciam ao referido ministério? E de como uma grande maioria das autarquias portuguesas acedeu logo ao convite ministerial e tratou de assinar a transferência de competências? Lembram-se de que a face mais visível desse protocolo visava a transferência de todos os funcionários não docentes da tutela do Ministério da Educação para as câmaras? Pois, eu também me lembro. E de como tudo parecia ser um mar de rosas cheio de vantagens e garantias por parte do Governo.

O certo é que, quatro anos volvidos, começa a ser notória a falta de cumprimento por parte do Governo em relação às autarquias. E não apenas no que se refere à educação, mas também noutras áreas, em que procuraram passar para as mãos dos municípios, responsabilidades (e custos, claro está) que até então estavam sob a tutela de um qualquer ministério.

No caso concreto da educação, as queixas não são de agora. Veja-se, por exemplo, que já em Maio do ano passado a Câmara de Ponte de Lima reclamava do Ministério da Educação o pagamento de 900 mil euros em dívida, ameaçando com a rescisão do protocolo de transferência de competências. Não chegou a tal, mas aparentemente valeu a ameaça. Já a Câmara de Ílhavo, porventura cansada de ameaças sem resultado, resolveu mesmo dar de volta ao Ministério da Educação aquilo que tinha recebido em 2008. Vai daí, toca de rescindir, unilateralmente, o acordo de transferência de competências. E toca de devolver à procedência todos os funcionários, e responsabilidades, que lhe foram imputadas nessa data.

Se a moda pega, ainda para mais tendo em conta que se trata de uma autarquia social-democrata, não devem faltar câmaras ansiosas por devolver o presente.

07 outubro 2011

Show off

CIMG2188

COURA - Secretário de Estado do Ensino inaugura segunda-feira jardins-de-infância de Cristelo, Mozelos e Rubiães – notícia da Rádio Vale do Minho

Única e simplesmente… “show off”. Numa altura em que um dos jardins já leva quase um ano de funcionamento e os outros dois ainda lutam diariamente com problemas relacionados com defeitos de construção, de projecto e outras falhas ainda por corrigir, estar a promover uma “inauguração do croquete” só tem um objectivo: mostrar serviço. A fazer lembrar o que se passa lá para os lados da Madeira.

A não ser que o objectivo da Câmara de Paredes de Coura seja o de sensibilizar o secretário de Estado para a necessidade de fazer obras de fundo na Escola do 1º Ciclo, apenas sete anos depois da sua entrada em funcionamento, e  fazer-lhe ver que a câmara não tem os mais de 250 mil euros necessários para corrigir deficiências. Se for por isso, pode ser que o croquete valha a pena… mas tenho as minhas dúvidas!

28 setembro 2011

Tinha de ser mesmo ali?

iphone28092011Não tenho nada contra as festas em honra de Nossa Senhora do Rosário, que este fim de semana decorrem em Lamamá, Paredes de Coura. Ou contra a organização. Mas é óbvio que, como a foto demonstra, o local escolhido para colocar o primeiro arco da festa não foi o melhor.

A zona, mesmo em frente à entrada principal da EB 2.3/S de Paredes de Coura, já é conhecida pela confusão de trânsito que se gera aquando da entrada e saída dos alunos, especialmente se tivermos o azar de nos cruzar com algum autocarro, e ainda por cima resolvem estreitar a única via de acesso à escola? Não faz sentido. Ainda para mais quando o arco ou qualquer coisa semelhante poderia ter sido colocado mais atrás ou mais à frente na mesma rua, minimizando os implicações no trânsito e no estacionamento.

Poderão dizer, e bem, que o problema daquela zona e daquele acesso não é de agora e que já muito se falou mas ainda não se conseguiu encontrar uma solução. É verdade e, pelo que consta, só uma intervenção de fundo nas instalações da escola, com a redistribuição de espaços e a mudança de localização da entrada principal é que poderá solucionar este problema. Mas, enquanto isso não acontece, e pelo corte de verbas e projectos a que assistimos todos os dias não acontecerá nos próximos anos, há que, pelo menos, tentar não complicar ainda mais a vida a quem ali tem de passar. Já basta o estacionamento desordenado, não é preciso mais um arco de festa para atrapalhar!

12 janeiro 2011

Contenção

Na sua primeira edição de 2011, o Notícias de Coura deu a conhecer algumas das medidas de contenção que a Câmara Municipal de Paredes de Coura se propõe implementar. Novidades? Algumas. Ou se calhar nem por isso.

O aumento das tarifas da água é tema que há muito vem sendo abordado pela autarquia courense, que não perde a oportunidade para se queixar que está a subsidiar metade do custo deste bem essencial. Ora, em tempo de contenção, será que vai deixar de o fazer? Sim, explica o presidente da Câmara. E vai subir muito? Pereira Júnior fala num “aumento ligeiro”, por isso é de pensar que a autarquia vai continuar a suportar parte da diferença existente entre o valor a que compra e o valor a que vende a água no concelho. Aqueles que estiveram compra os negócios entre a Câmara e as Águas do Minho o que pensarão disto agora?

Depois fala dos cortes na iluminação pública, por demais abordados e criticados aqui, e cujos efeitos se questionam, até porque, pelos vistos, este ano pouco se sentirão, pois só lá para Junho é que estarão reunidas condições para se fazerem. EDP dixit. Oportunidade, no entanto, para ficar a saber a opinião da oposição sobre este assunto, com o regressado José Augusto Viana a contestar esta atitude, explicando que cortaria apenas na iluminação ornamental.

Mas o vereador social-democrata vai mais longe e atira: em tempo de crise não são necessários dois vereadores a tempo inteiro e um assessor da presidência. A autarquia, contudo, a nível interno recomenda apenas um esforço de poupança na despesa corrente, nomeadamente ao nível de comunicações e consumíveis. De fora fica o pessoal, até porque, umas páginas mais à frente no mesmo jornal, verificamos que ficou porta aberta para aumentar o quadro de pessoal do município.

Novidade, ou talvez não, é o assunto que o Notícias de Coura puxa para título da notícia, em que Pereira Júnior diz querer baixar os gastos com transportes escolares, que actualmente rondam os 50 mil euros mensais. Como? Com a definição de uma nova estratégia de transporte que possibilite a diminuição dos custos. Esclarecido? Nem por isso. Não sei porquê mas estas “definições de estratégias” deixam-me sempre com a pulga atrás da orelha, até porque mais adiante se pode ler que os cortes na despesa da Câmara não afectarão a área social e a educação. Não? A ver vamos. É que, pelo que consta, a mudança de “estratégia” para o transporte dos alunos do primeiro ciclo passa pelo abandono das recolhas quase à porta, passando para um circuito de transportes semelhante aos dos alunos da escola EB 2.3 e Secundária, cuja recolha é feita apenas nas estradas principais. Ora, para muito dos alunos das freguesias, isto é voltar à situação que existia antes da concentração das escolas que apontava o transporte dos alunos como uma das vantagens. Mais, para muitos alunos é ainda pior (leia-se mais longe) do que quando as escolas estavam nas freguesias!