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10 dezembro 2012

Bispo de Viana: em tempo de crise o desafio é partilhar

Numa conjuntura como a que se vive actualmente em Portugal, em que a crise é palavra dominante, a mensagem do Bispo de Viana vai no sentido de contrariar essa situação. Para D. Anacleto de Oliveira o desafio que se coloca aos cristãos é o de partilhar. “Partilhar a nossa vida, os nossos bens materiais, mas também o nosso tempo e o nosso carinho”, explicou o responsável pela Diocese de Viana do Castelo.

D. Anacleto, que esteve em Paredes de Coura para participar na última edição do Café com Temas, diz que “é preciso contrariar o individualismo” e que um momento de crise como o actual é oportuno para “exercitar algo que é humano”. Numa conversa informal que juntou cerca de meia centena de pessoas, o Bispo de Viana do Castelo lembrou que vivemos numa sociedade capitalista e consumista, mas que essa sociedade não tem futuro. “O capitalismo está a estoirar porque não respeita a pessoa humana na sua integridade”, explicou, acrescentando que a aposta do capitalismo é no consumismo. “Consumimos mais e mais e acabamos por nos afogar no consumo”, referiu.

Na sua intervenção, D. Anacleto falou ainda das crianças e dos idosos que, na sua opinião, são os mais menosprezados pela sociedade consumista. “A baixa natalidade é efeito desta cultura que se estabeleceu, onde o lucro é palavra de ordem e não há lugar para crianças”, criticou aquele responsável da Igreja Católica, que deixou também um alerta: “a Igreja pode estar a fazer o bem, mas ao mesmo a promover o mal”. O Bispo de Viana do Castelo referia-se às intervenções de carácter social que as entidades religiosas dinamizam, nomeadamente creches e lares que, por um lado vêm ajudar as pessoas no seu dia-a-dia, mas por outro lado correm o risco de promover o afastamento entre pais e filhos e o abandono dos idosos por parte das famílias.

Outro dos temas abordado por D. Anacleto, prendeu-se com a renovação da Igreja Católica. “´Há uma Igreja de ontem e uma Igreja de hoje, sem dúvida”, considerou o bispo, explicando que a Igreja precisou de se actualizar, sem ser infiel às suas origens. “Das coisas mais difíceis na Igreja é manter a tradição sem cair no tradicionalismo”, acrescentou ainda D. Anacleto, para quem “a Igreja nunca foi tão necessária e ao mesmo tempo tão desejada”.

05 março 2012

No mínimo…

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Na Diocese de Viana do Castelo – Padres vão ganhar no mínimo 950 euros – notícia do Jornal de Notícias

… qualquer comentário a esta notícia merece alguma reflexão. E como não tenho, de momento, o tempo suficiente que me parece ser necessário para reflectir sobre este assunto, fico-me apenas pela simples indicação da notícia em questão. Sem comentários, apreciações, questões ou indignações… que as terei certamente!

18 novembro 2009

O púlpito não tem partido (2)

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Primeiro o apelo ao voto. Depois o apelo à redenção. Um padre de Viana do Castelo está a causar sensação (ou sensacionalismo) junto dos seus paroquianos, que acusa de viverem em pecado. É o que dá a mistura explosiva de religião com política.

Apesar dos apelos do Bispo de Viana do Castelo no Verão, parece que houve quem não o escutasse (e logo quem a isso é suposto estar obrigado) e resolveu trazer para o púlpito as eleições autárquicas. E, não contente com isso, e também com o resultado do acto eleitoral, vá de tornar a vir a terreiro misturar o que não deve ser misturado. É que as pessoas até podem ser crentes, mas nem por isso acreditam em tudo o que lhes aparece à porta. Para ler na Rádio Geice.