A Câmara de Paredes de Coura oferece o espumante e o bolo-rei. O "Kalhambeke" dá a música (fica aqui um cheirinho). A alegria e a boa disposição têm de ser por conta de cada um de nós. A ver se o tempo nos dá uma boa passagem de ano.
29 dezembro 2006
28 dezembro 2006
Orçamento na Assembleia
Ponto de interesse desta Assembleia vai também ser verificar qual a reacção da oposição. É que, recorde-se, na última reunião deste órgão, PSD e CDU abandonaram a sala em bloco, ainda antes de se entrar na ordem de trabalhos, em divergência com o presidente da mesa.
Será que desta vez repetem a façanha? Afinal de contas, em discussão só vai estar o documento mais importante para o governo do concelho no próximo ano. E ainda por cima tem alguns outros assuntos a serem abordados antes e ainda vai demorar um bocadinho até se chegar a este ponto… Se calhar é tempo a mais para estar dentro da sala e mais vale abandonar outra vez a reunião.
A propósito disto, ou talvez não, trago aqui um artigo da edição de hoje do Jornal de Notícias, em que o presidente da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães defende honorários mais aliciantes para os deputados municipais, de modo a alterar o clima de passividade “quase total” que se verifica naquele órgão. Defende aquele responsável que, “com senhas de presença de pouco significado, as pessoas não se empenham minimamente”. Além disso pede aos partidos para escolherem pessoas “mais dinâmicas e interessadas” para as suas listas.
Em Paredes de Coura parece que o cenário é em tudo semelhante ao de Carrazeda de Ansiães. Também, sinceramente, quem é que acha que 57 euros de senha chegam para compensar três horas de sessão, num país onde o ordenado mínimo, para cerca de 240 horas mensais de trabalho, é de pouco mais de 400 euros… Enfim!
Sara
Casos como este estão a tornar-se cada vez mais frequentes. E todos sabemos que muitas situações de maus tratos a crianças nunca chegam ao conhecimento público. As comissões de protecção a menores necessitam de ter um papel mais activo na prevenção, e não só na resolução, deste tipo de casos. Mas para isso precisam de ter mais poderes e menos burocracia. Não se pode perder tempo em reuniões e mais reuniões, o que é preciso é agir. De imediato! Às vezes será até preferível tomar uma decisão mais precipitada e depois corrigi-la.
Também as famílias e amigos têm um papel importante nesta problemática. Não basta olhar e virar as costas, é preciso assumir e dar a conhecer este tipo de situações que permanecem com as crianças até ao fim da vida. Deixo aqui um anúncio feito pelo Instituto de Apoio à Criança que relembra isso mesmo, que uma criança nunca esquece.
27 dezembro 2006
CEIA de ano novo

Antes de mais convém esclarecer que, apesar de inicialmente agendada para a Primavera, a inauguração do CEIA nunca poderia ter acontecido antes de Setembro, até porque em Agosto ainda eram visíveis as obras por concluir. Apesar disso, de Setembro até agora já lá vão quatro meses que poderiam ter sido devidamente aproveitados, não fosse a questão da pompa da inauguração. Que até se compreende, tendo em conta que atrás do primeiro-ministro viria toda a comunicação social e projectaria esta nova estrutura por todo o país.
Por outro lado, ficaram a perder todos aqueles que poderiam já ter utilizado os serviços deste investimento de um milhão e duzentos mil euros, incluindo muitos alunos de Paredes de Coura que já têm programadas visitas ao CEIA desde o início do ano lectivo, aguardando apenas pelo abrir das portas. E nem sequer faltavam funcionários, porque estes já foram admitidos em Setembro.
Porque é que não se fez como noutras obras de Paredes de Coura, colocadas em funcionamento logo após a sua conclusão e inauguradas oficialmente muito tempo depois. Quem não se lembra da Escola Básica Integrada, inaugurada um ano depois da sua abertura, ou do Centro de Saúde que Jorge Sampaio inaugurou já com muitos anos de utilização?
Enfim, agora que o tempo passou, resta esperar pela eficaz dinamização de um equipamento que, penso eu, tem tudo para ser um pólo de atracção das camadas mais jovens. E não só!
22 dezembro 2006
20 dezembro 2006
23 milhões para 2007

Na base das críticas dos social democratas esteve o pouco tempo disponível para analisar aquele que é “apenas” o documento orientador das políticas do concelho para o próximo ano. De acordo com as declarações de Décio Guerreiro e José Augusto Viana de Sousa naquela reunião, os documentos forem recebidos somente três dias antes, ou seja demasiado em cima da hora da reunião, deixando pouca margem de manobra aos dois vereadores da oposição que manifestaram a sua impossibilidade de analisar detalhadamente os números do orçamento naquele curto espaço de tempo.
Ainda assim, mesmo aprovando o documento, não deixam de criticar, nomeadamente, a verba reservada para a área da protecção civil e prevenção de incêndios, que consideram “claramente insuficiente” face às necessidades do concelho. Outro aspecto criticado diz respeito aos valores indicados para a rede pré-escolar, onde defendem um reforço daquela verba, continuando a cair na asneira de juntar pré-escolar e creches no mesmo saco.
Apesar de tudo, os dois vereadores do PSD realçam o empenho no saneamento básico no concelho e os 2,4 milhões de euros destinados a investimentos nas freguesias, criticando, contudo, o facto de cerca de 20% do orçamento ser atribuído a “obras do passado”, que há muito estão terminadas.
17 dezembro 2006
Agricultor debaixo do tractor

Solução apontada pelo Governo Civil: obrigatoriedade de carta de condução especial para quem deseja conduzir um tractor ou manobrar máquinas agrícolas pesadas. Tem o meu apoio.
Desconheço se as estatísticas de Bragança se adequam também à realidade de Paredes de Coura, mas lembro-me de vários episódios, recentes, de acidentes com tractores. Não quer dizer que com uma carta de condução especial se evitem os acidentes. Há-se sempre haver azares. Mas, pelo menos, obriga a que os condutores deste tipo de veículos tenham um mínimo de conhecimentos de procedimentos mecânicos a respeitar no uso dos tractores, a começar pela obrigatoriedade da barra de protecção que poderia ter salvo muitos malogrados em acidentes com tractores.
Mas se vão pegar no caso dos tractores, convém não esquecer um outro perigo, na minha opinião muito maior, até porque cada vez são em maior número. Falo dos “microcarros”, também conhecidos como “papa-reformas”, que não necessitam de carta de condução e muitas vezes são conduzidos por pessoas que nunca viram um sinal de trânsito na vida. O problema é que circulam nas mesmas estradas que os outros veículos, alguns até em auto-estradas (??). Imagine-se o perigo, pense-se em o evitar.
14 dezembro 2006
Parcómetros: em que é que ficamos?

Eu assino! Já!
Eu, que até moro na vila, não duvido. Pois se, na própria vila, a situação não é muito diferente! A TVI praticamente só se apanha nas zonas mais elevadas e o Canal 1 da RTP tem dias bons e dias maus, mas quando chove praticamente todos os dias são maus.
No caso da RTP, a situação ainda é pior porque se trata de uma empresa pública, mantida com o meu e o vosso dinheiro, e que por isso mesmo deveria prestar o tão badalado “serviço público” a todo o país. Não apenas em termos informativos e de divulgação, mas também em relação à qualidade da transmissão. De que adianta ter um bom serviço informativo se este não consegue chegar a uma considerável parte dos portugueses. Sim, porque esta questão não é exclusivo de Paredes de Coura, infelizmente alastra-se a outros pontos do país, com especial relevo no interior.
Como quero pensar que não se trata de descriminação, só posso assumir que estamos perante um caso de desleixo por parte dos responsáveis da RTP, e da TVI já agora, a quem não importa a reduzida audiência que lhe trazem algumas terras do interior, isoladas geograficamente e, desta forma, também socialmente.
Que venham os espanhóis? Porque não? A TV Galicia consegue ter até muitos programas que me fazem mudar de canal, já para não falar das boas condições de recepção. Mas essa não é a solução. Por outro lado, os galegos já deram a entender que gostavam também de receber os canais portugueses. Pelo andar da carruagem, qualquer dia vemos melhor a RTP na Corunha do que em Paredes de Coura.
11 dezembro 2006
E porque não em Coura?
07 dezembro 2006
Party time
04 dezembro 2006
A religião como turismo

O turismo aliado à religião já tinha sido tema de debate num encontro ocorrido há alguns meses, onde se destacou o elevado movimento turístico, enquanto movimento de pessoas, gerado por locais como o Santuário de Fátima ou o Sameiro, em Braga. Na altura, inclusivamente, falou-se da criação de um roteiro que integrasse algumas das igrejas mais emblemáticas da região.
Um roteiro que teria passagem por Paredes de Coura, nomeadamente pela Igreja de S. Pedro de Rubiães, monumento nacional que marca um período da história do concelho. Nós por cá, dentro do município, também temos um roteiro religioso, à nossa maneira, se bem que aliando o religioso e o profano. Falo das festas populares, alicerçadas no culto ao divino, mas que se estendem a outras áreas.
O nosso roteiro passa por Rubiães, mas não esquece S. Bento da Porta Aberta, o nosso não o do Gerês que consegue ser o segundo santuário mas visitado do país. E inclui ainda a Pena e Santa Maria de Paredes, não deixando de fora outras festas, e igrejas e capelas, como S. Caetano, S. Lourenço e outras que tais.
Tudo isto para dizer que, tal como deseja a Região de Turismo a um nível maior, também nós temos, entre paredes, motivos de sobra para fazer o nosso próprio roteiro religioso. Que cada um escolhe como quer fazer, por onde quer começar e quais os locais por onde passar. Como em tudo na vida.
28 novembro 2006
1 café e 1 livro

27 novembro 2006
Programa alternativo
24 novembro 2006
Bombeiros à deriva

23 novembro 2006
A pousada, o parque e a Casa Grande
É certo que o movimento de jovens em trânsito pelo concelho só é “visível a olho nu” durante o Festival, mas mesmo fora desse período alto do turismo em Paredes de Coura, muitos jovens continuam a aparecer por aqui, apreciando as belezas naturais, e não só, do concelho (a propósito, de louvar a iniciativa do blogue Paredes de Coura em divulgar as potencialidades naturais de Coura).
O que será que os outros concelhos têm que a Paredes de Coura falta? À primeira vista, Ensino Superior, mas isso é outra história. Ou não? Onde há Ensino Superior há jovens, mas tal não significa que haja jovens turistas, mas o facto de haver estudantes pode potenciar a vinda de um segmento turístico mais jovem, aquele que habitualmente recorre às Pousadas da Juventude.
E nós por cá, que temos, em termos de alojamento, para oferecer aos jovens que nos visitam? Pouco, muito pouco, aliás o mesmo que oferecemos a todos os outros turistas que por aqui querem pernoitar.
Nem sequer termos um parque de campismo, ainda que daqueles sazonais, que funcione apenas nos quatro meses de Verão. Ainda há tempos um amigo que cá esteve pelo Festival e que quis voltar algumas semanas depois, me pediu o número de telefone do parque de campismo. Que não havia, respondi-lhe. Que havia, garantia ele, pois tinha lá ficado durante o Festival. Pois, mas o Festival é um mundo à parte de Paredes de Coura. E o meu amigo lá foi para Covas.
E, se olharmos à volta, nem sequer falta espaço para um parque de campismo, ainda que de pequenas dimensões. Ou sequer para uma Pousada da Juventude, a construir de raiz ou a instalar em qualquer edifício desocupado. Com um milhão de euros (o custo estimado da Pousada da Juventude de Cerveira), muita coisa se faz.
A propósito, ou talvez não, os proprietários da Quinta da Casa Grande comunicaram à Câmara Municipal a intenção de venderem aquele imóvel. A autarquia ficou de estudar o caso e aguardar a concretização de uma proposta com um valor definido para ver se está interessada. Se for para comprar, mais que não seja para manter um edifício histórico do concelho, vai ser para fazer o quê?
20 novembro 2006
Gostei de ver
15 novembro 2006
A Cultura e os apoios
14 novembro 2006
Eles estão a chegar!...

Os parcómetros estão por dias. Em algumas ruas de Paredes de Coura já se prepara o terreno para receber as máquinas que, promete o presidente e desejam os utentes (e os comerciantes?), vão regular o estacionamento à superfície no centro da vila.
Dentro em breve, quando deixar o carro estacionado, não se esqueça da moedinha no parcómetro e do bilhete à vista no interior da viatura. O preços (60 cêntimos/hora, com limite de continuidade de 90 minutos) podem levar muitos automobilistas a optar pelos parques de estacionamento subterrâneos, consideravelmente mais baratos e, em minha opinião, muitas vezes mais centrais que os lugares à superfície.
Resta ver como corre a fiscalização da GNR nas nossas ruas. Tendo em conta o "civismo" de muitos condutores que vemos mal estacionados por aí, prevejo dias complicados.

