
Uma opção que recomendo, pois o stress de enfrentar uma auto-estrada cada vez mais sobrecarregada fica à porta do comboio. Lá dentro, num ambiente confortável (ainda que as poltronas pudessem ser mais ergonómicas) a viagem decorre sem sobressaltos e podemos aproveitar o percurso para colocar a leitura ou a conversa em dia, sem corrermos o risco de, numa qualquer distracção, estarmos em cima do carro da frente.
Dois reparos, contudo, à deslocação neste serviço da CP. O primeiro prende-se com a velocidade reduzida a que o comboio é obrigado a circular dadas as limitações da via, como também realçou o Vítor Paulo no seu artigo. Apenas em meia dúzia de pontos a composição ultrapassa a barreira dos 200 km/hora. O segundo, a meu ver pior porque é facilmente corrigível, tem a ver com a programação do serviço de televisão que é oferecido aos passageiros, numa parceria CP/RTP. Assistir a programas repetidos ainda vá, agora exibir alguns com mais de dois anos quando a programação do canal público tem tanto para oferecer é que já não é aceitável. Quem acordasse de um sono profundo e viajasse no Alfa do passado sábado ainda pensaria que o PSD era Governo e Mota Amaral o presidente da Assembleia da República.
Na viagem de regresso esqueci a televisão e dediquei-me à leitura. Comprei a Sábado e com ela trouxe um suplemento que nos dá 52 sugestões para passar um fim de semana. Abri e vi que também Paredes de Coura estava contemplado, com a indicação da Casa das Cerejas, em Bico, uma unidade de turismo rural do nosso concelho. Muito bem a representação courense, não fosse a peça pecar por um de dois motivos: ou quem a fez nem sequer cá pôs os pés ou então andou muito distraído na sua visita.
Desde a indicação de como chegar à Casa das Cerejas, que nos deixa perdidos algures em Resende, até às sugestões que são feitas para ocupar o tempo que por cá passem os turistas. Que dizer de um artigo que nos sugere a visita, em Vigo, da Catedral de Tui, ou nos recomenda um noite animada em Pontevedra, Vigo. Não seria antes em Vigo, Pontevedra? Enfim, para terminar, a sugestão, a não perder, de visitar o Corno de Bico “uma paisagem protegida onde pode observar enormes blocos de granito”. Como em qualquer pedreira, acrescento eu.
Há seis perguntas que deviam ser feitas pelos jornalistas e para as quais é importante conhecer a resposta. Alguém já lhes sabe responder?
ResponderEliminar1) Os colegas da Universidade Independente de José Sócrates (os que também pediram equivalências) também acabaram o curso em Agosto? Acabaram primeiro ou depois de José Sócrates? Quando?
2 - Quantas cadeiras tiveram de fazer os colegas de José Sócrates? De que cursos de engenharia técnica vieram? Também tiveram de fazer só cinco cadeiras? E se tiveram de fazer mais, porquê?
3 - Onde está a dissertação e o trabalho de fim de curso de José Sócrates, da cadeira de projecto? Normalmente esse trabalho é guardado na biblioteca das Escolas Superiores/Universidades? Alguém sabe onde está? Pode ser consultado?
4 - José Sócrates pagou as propinas? Estarão esses custos de despesas de educação na sua folha de IRS de 1996/1997 (que como político deverá ter apresentado)?
5 - O facto de fazer o curso à noite, em princípio, não lhe dá a possibilidade automática de poder faltar às aulas, muitas disciplinas exigem número mínimo de presenças. O que se passou com a assistências às aulas das 5 cadeiras? Qual era o seu regime? O que dizem os colegas de José Sócrates?
6 - Como se comparam as notas dos colegas da licenciatura da Independente (que iam às aulas) com as de José Sócrates (os seus colegas afirmaram, segundo o DN, que ele nunca era visto nas aulas)? As cinco cadeiras tinham um elevado conteúdo técnico-matemático, sendo difícil estudar sozinho sem ir às aulas, o que se deveria reflectir nas notas finais, ou não?
(Pedro Costa)
aí está uma área que nos poderia deixar respirar: o turismo. Digo respirar porque considerando o actual estado das coisas estamos perto da perda do folego. Desejava ver políticos empenhados em apostar nas potencialidades de coura, tornando-as verdadeiras fontes de rendimentos (a todos os níveis). Fico-me pelo desejar.
ResponderEliminarAbraço EB