08 maio 2009

José Augusto Caldas: Festival precisa de ter retorno!

É um assunto incontornável quando se fala de Paredes de Coura: o Festival. Como tal, também não poderia escapar na abordagem dos candidatos às próximas eleições autárquicas. José Augusto Caldas, candidato do PSD e, para já, o único assumido na corrida à Câmara courense, diz que, com ele a presidente, a autarquia vai honrar os compromissos assumidos. Ainda assim, sempre vai dizendo que é necessário que o Festival tenha retorno no concelho.

“Há mais de dez anos que financiamos o Festival, mas tarda a haver retorno”, explica o actual vereador social-democrata, acrescentando que, “ao fim de 12 anos de Festival seria já de alguma forma visível a visita a Coura de pessoas que estiveram nos primeiros festivais e isso não se nota com regularidade”. Talvez por isso defende que é preciso a Câmara Municipal trabalhar em conjunto ou em complemento com a Ritmos, “para que se encontrem formas de aumentar o retorno do investimento no Festival”, esclarece José Augusto Caldas.
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As prioridades da candidatura social-democrata, contudo, não se viram para aqui. O programa da sua candidatura já foi tornado público na comunicação social e aqui no Mais pelo Minho, e dedica grande atenção à acção social, nomeadamente na preocupação em dar resposta à população com mais de 60 anos. “A capacidade instalada no concelho ao nível da assistência social é diminuta. Não temos oferta”, critica José Augusto Caldas que quer dar resposta a esta questão que já estava no programa do PSD nas últimas eleições.

O candidato fala ainda de uma outra vertente da assistência social: a questão dos jovens que abandonam os estudos por dificuldades económicas. “É uma das nossas prioridades também”, garante José Augusto Caldas, explicando que “há muita gente, com enorme potencial, que se perde por não ter recursos”.
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NOTA – Com este post completa-se a entrevista feita a José Augusto Caldas no passado dia 14 de Abril.

07 maio 2009

Cidade deserta

Pela mão do deputado do CDS, Abel Baptista, deverá ser discutida no próximo mês, na Assembleia da República, a proposta de elevação de Valença à categoria de cidade. Sim, aquela vila transfronteiriça que cresceu desordenadamente, tem metade dos edifícios novos desabitados e que em que termos de equipamentos sociais se equipara a tantas outras, quer ser cidade. 
Sinceramente, não vejo que Valença tenha melhores condições para o ser que Monção. Ou Vila Nova de Cerveira. Ou Arcos de Valdevez. Ou ainda Ponte de Lima... E por falar em Ponte de Lima, porque carga de água é que Abel Baptista, que até é presidente da Assembleia Municipal do concelho limiano, não se lembrou de propor a elevação desta vila a cidade. Como bem lembra o Nuno Matos, a lembrança é oportuna até porque Ponte de Lima também cumpre os mesmos requisitos enunciados no projecto de elevação de Valença.
Mas, será que vale a pena ser elevada à condição de cidade só para poder ostentar esse título em qualquer brasão ou documento do município? Não será mais importante dotar a vila, e o concelho necessariamente, de melhores condições que até podem ser superiores às exigidas para a subida a cidade, não tendo a preocupação de o fazer apenas para mostrar, mas a pensar nos seus cidadãos? 
Esta situação faz-me lembrar a febre do início da década de noventa, em que várias cidades, e não só, quiseram elevar-se à categoria de concelho, apenas e só porque eram... cidades. Hoje, pouco mais de uma década volvida, são notórias as dificuldades dos que conseguiram subir de divisão. Mas, e se calhar é apenas isso que importa, são concelhos...

05 maio 2009

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Outras assembleias

Pelos vistos não é só por Paredes de Coura que se critica a postura de alguns membros da Assembleia Municipal. Em Viana do Castelo, há quem se queixe das deserções que se verificam ao longo das reuniões daquele órgão autárquico, de tal modo que, a meio da sessão, já desapareceram da sala grande parte dos elementos da Assembleia.
Por cá não temos este problema. Pelo menos, nas muitas assembleias municipais a que já assisti em terras de Coura, não é habitual ver os deputados municipais a abandonarem a sala a meio dos trabalhos. Pelo contrário, há quem faça questão de chegar já com os trabalhos em andamento e depois se perca nas respostas a questões que foram feitas antes de chegar. 
Pior do que isso, contudo, é a questão, já aqui levantada, dos deputados municipais que passam praticamente todo o mandato sem intervir naquele palco da política autárquica. Pode ser que as próximas eleições tragam gente mais participativa!

02 maio 2009

Noite quente na Assembleia

Noite da passada quarta-feira. Cá fora chuviscava e o tempo estava frio, mas lá dentro, no salão nobre dos Paços do Concelho, o clima aqueceu bastante. Motivo: a já costumeira troca de palavras entre Maria José Carranca e José Augusto Pacheco que, desta vez, aumentou de tom, de tal modo que, a determinada altura, o presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura ordenou que fosse cortado o som do microfone para onde falava a líder da bancada do PSD, para tentar trazer ordem de novo à reunião.
Em discussão estava a conta de gerência da autarquia courense no ano passado. Maria José Carranca, apoiada num documento elaborado pelo vereador social-democrata José Augusto Caldas (o único da oposição presente na AM), fez um balanço negro das obras do executivo socialista nos últimos quatro anos, resgatando velhos cavalos de batalha do PSD na luta política autárquica, nomeadamente a contestação à concentração das escolas e a construção dos parques de estacionamento que representaram 48 por cento do total de investimento da Câmara neste mandato. As contas estenderam-se depois ao investimento feito nas freguesias, com Maria José Carranca a criticar a forma desigual como foi distribuído e o reduzido valor aplicado nesta área do total de investimento feito no concelho, aproveitando ainda para, em jeito de pré-campanha eleitoral, lançar o projecto defendido pela candidatura de José Augusto Caldas que prevê a transferência automática de verbas para as juntas de freguesia.
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O pior viria depois. A seguir a Maria José Carranca falou Vítor Paulo Pereira, líder da bancada socialista, que rebateu as críticas social-democratas e criticou a intenção de José Augusto. “Num período eleitoral é muito fácil prometer”, referiu. Mas o que fez saltar a tampa à líder do PSD na AM foi a intervenção seguinte, do presidente da Câmara que, de acordo com Maria José Carranca, não deveria intervir apenas depois dos deputados municipais. “Eu tinha vergonha de apresentar uma coisa que já foi discutida”, criticou, acrescentando que Pereira Júnior nem sequer apresentou, antes “comentou, criticou e fingiu que não ouviu o que o PSD disse”.
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No seu jeito habitual, Maria José Carranca não se poupou a palavras, de tal modo que o presidente da AM a interrompeu e a advertiu para não desrespeitar os membros da Assembleia Municipal. Seguiram-se dez minutos de acesa discussão, com José Augusto Pacheco a pedir para Maria José Carranca ser “mais honesta e democrática nas intervenções”. Esta parece não ter gostado e continuou no seu estilo. Vale a pena escutar.
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Já agora, e porque parece que passou despercebido no meio da confusão, refira-se que a conta de gerência da autarquia que, em boa verdade era o que estava a ser discutido, foi aprovada com seis abstenções do PSD. Assim vai a política por Paredes de Coura.

01 maio 2009

Histórias aqui ao lado

Realizado por Diana Gonçalves, com raízes em Valença e Tui, "Mulheres da Raia" é um documentário que nos leva numa viagem à relação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza, recordando alguns cenários do passado recente destas zonas, nomeadamente o contrabando e o passar a fronteira "a salto". A importância das mulheres numa luta diária pela sobrevivência que parece ter sido há muito tempo mas que ainda resiste na memória de muitas pessoas desta zona.
Premiado em XVI Festival Caminhos do Cinema Português, este documentário vai ser exibido amanhã à noite, nos Paços do Concelho de Valença. Fica aqui um aperitivo.

Eles voltaram!

29 abril 2009

José Augusto Caldas: Vou valorizar o papel da oposição!

Com o PSD à frente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, a oposição vai ser sempre escutada. Isto mesmo garante José Augusto Caldas, candidato social-democrata às próximas eleições autárquicas, explicando que isso não acontece actualmente, com o PS a gerir os destinos do município.
O exemplo mais flagrante é, explica, o actual nível de endividamento da autarquia. “A Câmara está endividada muito para além do actual mandato com o voto contra da oposição. Comigo, isso não acontecerá”, assegura o vereador laranja.
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A valorização da oposição defendida por José Augusto Caldas estende-se também às freguesias. O candidato do PSD apresenta, no seu programa eleitoral, um programa de transferência automática de verbas para as juntas de freguesia, sempre que estas apresentem os respectivos planos de actividades aprovados pelas duas forças políticas mais representativas em cada assembleia de freguesia.
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Uma situação que, tendo em conta o cenário actual, irá dar mais poder ao PSD, minoritário na maioria das juntas de freguesia do concelho. José Augusto Caldas, contudo, refere que, independentemente da cor política de cada junta, que quer mudar a favor do seu partido, o importante é “dar importância aos elementos perdedores e mobilizá-los a encontrarem soluções consensuais”.
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Aliás, à semelhança do que terá acontecido nos últimos tempos na Câmara Municipal de Paredes de Coura, com várias propostas do PSD a serem aprovadas pela maioria socialista, nomeadamente propostas de cariz social. “Eram iniciativas do PSD mas, depois, para conseguirem ser aprovadas, foi preciso negociar, retirar-lhes a ênfase de serem do PSD, para que elas pudessem passar”, explica o candidato.
Razões que levam José Augusto Caldas a estar convicto de que os courenses vão optar por mudar o elenco camarário nas próximas eleições. “Entre optar por mudar agora, no início de um novo ciclo, ou mudar daqui a quatro anos, os courenses vão mudar agora”, confia José Augusto Caldas, lembrando que há quatro anos o PSD perdeu pela menor margem dos últimos 16 anos e estando, agora, convicto de que Pereira Júnior, se concorrer, irá abandonar ao final de dois anos, à semelhança do que aconteceu com José Guerreiro.
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Continua…

24 abril 2009

Coelho ao almoço... e ao jantar

Pedro Passos Coelho é o convidado principal do almoço que o PSD de Paredes de Coura leva a efeito amanhã, na sede da ADASPACO, neste concelho. Um almoço numa fase muito inicial da corrida à Câmara Municipal por parte de José Augusto Caldas, cuja candidatura será oficialmente apresentada aos militantes nessa altura.
O próprio candidato social-democrata reconhece que é ousado realizar este almoço, a pagar, quando ainda nem sequer se sabe a data em que vão ter lugar as eleições autárquicas, mas está confiante numa boa adesão. Sobre a presença de Passos Coelho, bem como de Eduardo Teixeira, presidente da distrital do partido, José Augusto Caldas assegura que será apenas a primeira de muitas figuras nacionais do PSD que se vão associar à sua campanha. 
Curiosamente, o passeio de Pedro Passos Coelho ao Alto Minho não se restringe a Paredes de Coura. Também amanhã, mas ao jantar, Passos Coelho vai participar numa inciativa da JSD de Ponte de Lima, que terá lugar num restaurante daquele concelho. É caso para dizer que o social-democrata vai passar o fim de semana em torno da gastronomia alto-minhota.

Novos tempos, novos meios

Que ninguém tenha dúvidas: as próximas eleições, sejam elas europeias, legislativas ou autárquicas, vão agitar a blogosfera nacional. Aliás, na sequência do que se tem passado nos últimos anos, em que a Internet, de uma forma geral, e os blogues, de forma mais particular, se têm assumido como importantes veículos de transmissão de informação, especialmente quando se trata de questões políticas. Veja-se a recente investida do secretário-geral do PS na Internet, tentando imitar à escala nacional o que fez Barack Obama na sua campanha rumo à Casa Branca. Ou repare-se onde o cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias costuma expressar as suas opiniões. São apenas dois exemplos. 
Mas há mais. Há casos de blogues que acompanharam, em directo e com emissão online contínua, congressos de partidos políticos nacionais, e não estamos a falar de partidos de pequenas dimensões, tendo recebido o mesmo tratamento que os habituais profissionais da comunicação social. As únicas diferenças prendem-se, provalvemente, com o cunho mais opinitativo que podem ter dado à coisa e, obviamente, com o facto de estarem a trabalhar apenas por gosto, sem nenhum jonal, rádio ou televisão por trás a pagar-lhes o salário e as despesas. Já para não falar dos políticos que viram as suas vidas agitadas por causa de notícias veiculadas, em primeira mão, pelos blogues.
Mas os políticos já ganharam consciência do peso da blogosfera. E nem é preciso rumar a Lisboa para ver isso, aqui perto temos dois exemplos. Em Braga, Ricardo Rio, candidato derrotado na última corrida à Câmara local, eleito vereador, e de novo candidato pela coligação Juntos por Braga em 2009, mantém desde 2007 um blogue aberto à intervenção de todos e, inclusivamente, recolhe ali impressões dos munícipes, que transmite nas reuniões do executivo camarário. 
Mais perto ainda, em Caminha, Júlia Paula, a social-democrata que preside aos destinos do concelho, também não desdenha os novos meios tecnológicos colocados ao dispor da política, da comunicação de uma forma geral. Vai daí é vê-la a anunciar a sua recandidatura à Câmara Municipal de Caminha no Youtube. É colocar a Internet ao serviço da política, ao serviço dos cidadãos.

23 abril 2009

José Augusto Caldas: O futuro está hipotecado

Só interessa o futuro! Parece ser este o lema que José Augusto Caldas quer aplicar na campanha eleitoral das próximas eleições autárquicas. O candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura diz que esse é um compromisso que irá assumir. “Falar de futuro e falar das propostas para o futuro”. “Nas próximas eleições não está em causa se fulano A foi ou não foi bom presidente da Câmara, são os próximos quatro anos”, clarifica o vereador.
Apesar disso, o candidato social-democrata sempre vai adiantando algumas críticas à actuação de Pereira Júnior à frente da autarquia courense, nomeadamente no que se refere a projectos e investimentos que escoaram os cofres do município. O futuro estará, por isso, hipotecado, com “um grau de liberdade diminuído por força de algumas más decisões do passado”, critica, explicando que qualquer que seja o partido a ganhar a Câmara nas próximas eleições, vai deparar-se com as mesmas dificuldades de capacidade financeira. “É com base nessa margem que tenho de apresentar as minhas propostas”, acrescenta José Augusto Caldas.
O candidato do PSD garante, contudo, que todos os compromissos assumidos pela Câmara de Paredes de Coura são para cumprir com ele na presidência. “A Câmara é uma pessoa de bem”, assegura. Mas sempre vai dizendo que, na medida do possível, as prioridades do programa social-democrata poderão ter direito de preferência em relação a projectos que sejam herdados da gestão anterior.
E o exemplo mais concreto de uma obra que está contratualizada pela actual Câmara e com a qual o PSD não concorda é a ligação à A3. José Augusto Caldas considera, por um lado, que o Governo “anda a gozar” com o presidente da Câmara de Paredes de Coura nesta questão. Por outro lado, conforme tem vindo a ser defendido pelos social-democratas nos últimos anos, entende que a via rápida de ligação à A3 em Sapardos não resolve os problemas de acessibilidade do concelho. A solução laranja passaria pela requalificação da EN 301, entre a vila e S. Roque, e da EN 201, privilegiando a ligação ao nó de Arcozelo, em Ponte de Lima.

Continua…

22 abril 2009

Inovar o comércio

O assunto tem sido alvo de atenção aqui à volta. Em Ponte de Lima a própria Assembleia Municipal debruçou-se sobre a crise que afecta o pequeno comércio, elegendo as prioridades para este sector e identificando os principais problemas. Mais acima, em Valença, também se apalpou o pulso aos comerciantes, por ocasião da abertura do outlet do outro lado da fronteira. De tal forma que foi criada uma nova associação empresarial, cujos fundadores entenderam não estar a ser devidamente defendidos pela que existia.
Por Paredes de Coura, à parte uma ou outra intervenção desgarrada na Assembleia Municipal, pouco se tem falado sobre os problemas que enfrentam os comerciantes do concelho, nomeadamente os da vila. É, por isso, de saudar a realização da tertúlia prevista para esta quinta-feira à noite no Centro Cultural de Paredes de Coura, subordinada ao tema “Inovar o Comércio Tradicional”. 
Organizada pela EPRAMI, esta iniciativa surge na sequência que os alunos do curso de Vitrinismo daquela escola têm vindo a desenvolver nos últimos meses junto do comércio local courense. Montras mais apelativas, lojas mais cuidadas são algumas das mudanças a que assistimos nos últimos tempos. Comerciantes e alunos vão, agora, dar o seu testemunho desta experiência, num evento que é aberto à participação de todos.
Oportunidade para mostrar ao comércio tradicional courense que, muitas vezes, é preciso olhar para fora da porta do estabelecimento. Às vezes basta um pequeno passo para abrir a porta a quem estava renitente em entrar, mesmo neste período de crise que atravessamos. 

21 abril 2009

José Augusto Caldas: Não serei vereador!

Desta vez, ou vai ou racha! É este o sentimento de José Augusto Caldas quando avança para mais uma corrida à presidência da Câmara Municipal de Paredes de Coura, desta feita como cabeça de lista. O actual vereador social-democrata foi o primeiro a avançar para a arena das eleições autárquicas e aposta tudo neste acto eleitoral. De tal forma, que, na semana passada, em entrevista ao Mais pelo Minho, não escondeu que só fica na Câmara se for como presidente. Se perder, garante, não ocupa o lugar de vereador.
Uma atitude que, admite, lhe pode valer as críticas dos seus opositores, ainda desconhecidos. José Augusto Caldas está ciente disso mas explica que o seu tempo na oposição tem os dias contados. “Estive 12 anos na oposição, já mostrei tudo o que tinha a mostrar”, explicou.
E por isso resolveu arriscar agora e encabeçar a candidatura do PSD em Paredes de Coura? O que o levou a avançar neste momento? A resposta surge em forma de discurso estudado, que tem repetido na comunicação social, apontando como justificação a actual crise e os seus reflexos em Paredes de Coura.

E corre contra tudo e contra todos? Para já corre apenas contra si próprio e ninguém lhe pode retirar o mérito de avançar com a sua candidatura quando não é conhecido o seu principal adversário, mas, garante, dentro do seu partido, a escolha do seu nome foi uma questão consensual.
Para fora, contudo, passou a imagem contrária, a de que haveria outras alternativas. De tal forma que um dos seus na Assembleia Municipal, parece não ter gostado do avanço do candidato e admite arriscar uma candidatura independente. Os rumores que dão Venâncio Fernandes na corrida, não merecem, contudo, grande reacção por parte de José Augusto Caldas. “É um assunto que não me preocupa muito”, esclarece.

E será que a composição da lista que o vai acompanhar merece outra preocupação? Isso já não é possível saber. José Augusto Caldas garante que ainda não tem definidos os nomes dos que o vão acompanhar. Será que vamos ter Décio Guerreiro a número dois ou terá o presidente da concelhia lugar de destaque? A resposta fica para mais tarde.


Continua…

20 abril 2009

Eleições 2009

Sendo um blogue de opinião, o Mais pelo Minho não abdica de acompanhar a informação e o dia-a-dia desta região. Neste sentido e tendo em conta os cenários eleitorais que se vão deparar aos portugueses em 2009, o Mais pelo Minho vai, também, acompanhar a evolução das campanhas eleitorais para estas eleições, com especial e óbvio destaque para o que se for fazendo pelo Minho e, particularmente, em Paredes de Coura.
Um trabalho que começará, já amanhã, com o início da divulgação de uma entrevista feita ao, para já, único candidato anunciado à Câmara Municipal de Paredes de Coura, José Augusto Caldas. Seguir-se-ão outros trabalhos dedicados ao tema, nomeadamente mais entrevistas aos outros candidatos que venham a surgir. Mas esta oportunidade será também aproveitada para abrir o Mais pelo Minho a colaborações externas, eventualmente ligadas às candidaturas que surgirem, bem como para levar o blogue para fora da Internet, com a organização de sessões de esclarecimento e um debate com os vários candidatos à Câmara Municipal de Paredes de Coura.
Não se pretende, com estas iniciativas, transformar o Mais pelo Minho num blogue unicamente virado para as questões políticas, mas antes reafirmar o interesse nos assuntos que dizem respeito a esta região, com a política, obviamente, a ocupar o seu lugar. Sempre a pensar nos seus leitores, que têm contribuído para a dinamização de muitas das discussões que por aqui têm andado.
Eduardo Bastos

17 abril 2009

De porta aberta aos visitantes

Muito se fala de turismo e de potencialidades turísticas de Paredes de Coura. Da miragem do golfe ao encanto e imponência do património construído, muitos são os atractivos do concelho para quem nos visita e, não raras vezes, para quem cá habita e não o conhece como deve ser.
Mas, um dos focos de maior atractividade de Paredes de Coura continua a ser o património natural desta terra. A começar no Corno de Bico e a terminar nas zonas ribeirinhas do Coura.
Ainda num dos últimos fins de semana me cruzei com um grupo que, ali para os lados da Pena, regressava, ao final da tarde, de uma caminhada valente que os levou até S. Silvestre e às Porreiras. Tudo gente de fora (da zona do Porto, creio eu) que resolveu passar um sábado diferente, calcorreando terreno que nos é familiar. Não os únicos e não serão os últimos, certamente. Estes também já por cá andaram e, amanhã, receberemos a visita destes caminhantes.
São turistas diferentes que não escolhem o roteiro turístico habitual. De tal forma que, não raras vezes, grupos de caminhantes vindos de fora, alguns com muitos quilómetros de viagem para cá chegar, andam pelos nossos montes e vales, à descoberta do que, muitas vezes, nós por cá ignoramos. Isto apesar das boas iniciativas que são levadas a cabo neste âmbito em Paredes de Coura e dirigidas aos courenses, com a promoção de caminhadas a diversos pontos do concelho, conforme de pode ver, a cada mês, na agenda cultural de Paredes de Coura.

16 abril 2009

Que venha o heliporto!

Finalmente o poste foi retirado! Depois de muita insistência, depois de muitos pedidos, depois de uma manobra arrojada do piloto de um helicóptero do INEM que arriscou a vida para salvar a de outro, eis que finalmente se limpa o espaço aéreo da zona envolvente do Centro de Saúde de Paredes de Coura.
A EDP lá atendeu a todas as reivindicações e evidências e enterrou a linha de alta tensão e, já esta semana, retirou finalmente o poste que a suportava. Um trabalho que estava previsto ficar concluído em finais de Outubro do ano passado. Mas o que são cinco meses para quem já esperou tanto...
Fica, agora, o caminho aberto para a construção do heliporto anunciado pela Câmara Municipal para apoiar aquela unidade de saúde, conforme estabelecido no pacote de medidas negociado entre a autarquia e o Ministério da Saúde. A ver se este processo não demora tanto tempo como a libertação do espaço aéreo!

11 abril 2009

Sinais da memória

Acontece muitas vezes. O tempo evolui, as situações mudam, mas os locais permanecem, como que a marcar a história. É o que se passa, por exemplo, com as escolas primárias de Paredes de Coura, encerradas há alguns anos, mas que ainda permanecem como marcos notórios na geografia do concelho.
E não me refiro apenas à utilização por outras entidades dos edifícios deixados vagos. Nesse aspecto acho que a actuação da Câmara Municipal de Paredes de Coura tem sido exemplar, colocando-os à disposição de instituições e colectividades que continuam a dinamizá-los, umas mais que outras, não deixando cair as antigas escolas num estado de abandono a que foram votados alguns edifícios do género há alguns anos.
O certo é que, basta um pequeno passeio pelo concelho para ficarmos com a sensação de que a abertura da escola do 1º ciclo na vila não trouxe qualquer mudança. As placas sinaléticas continuam por aí, a indicar as escolas primárias, ainda que transformadas ou desactivadas, e mesmo os sinais de perigo que indicam a aproximação de escola ainda estão presentes nas zonas onde estas estavam implantadas e por onde circulavam as crianças.
Uma distracção, ou esquecimento, das Estradas de Portugal que, a bem da verdade, apenas causa alguma nostalgia e um engano ou outro a quem, vindo de fora, se depara com a placa mas não compreende porque é que a escola está fechada. Apesar disso, não deixa de ser um assunto de fácil resolução e, ao preço que anda o alumínio no mercado do ferro velho, até é de estranhar que ainda ninguém se tenha dedicado a retirar estes sinais por conta própria. Será que não dá para aproveitar as placas para outro lado?

08 abril 2009

As notícias dos candidatos

O Notícias de Coura de ontem conseguiu a proeza de juntar numa mesma edição o anunciado candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura, José Augusto Caldas, e o anunciado candidato a candidato independente, Venâncio Fernandes.
Este último escreve pelo próprio punho, dando conta da sua insatisfação face ao actual panorama político concelhio e apelando à renovação de todo o aparelho autárquico, que não só o presidente da Câmara. Pedido ousado, a que se junta uma confirmação, a de que não será mais candidato pelo PSD (pelo menos assim o afirmava o título do artigo). E ainda o anúncio, mais que conhecido nesta altura aqui por este blogue, de que, face a todo o cenário que traçou sobre a política autárquica de Paredes de Coura, está disponível para encabeçar uma lista independente, assim o permita a burocracia da legislação eleitoral. É caso para dizer que, se a vontade é assim tanta, está na hora de vir para a rua trabalhar, porque as assinaturas não caem do céu.
Meia dúzia de páginas adiante e eis que surge o candidato do PSD. José Augusto Caldas numa entrevista onde dá a conhecer os motivos, válidos, que o levaram a assumir este desafio e a certeza de que será vencedor em Outubro. O actual vereador lembra algumas das conquistas social-democratas na Câmara e explica que morar fora do concelho não será um obstáculo, nem na fase de campanha, nem depois das eleições.
Mas a entrevista de José Augusto Caldas deixou muito por revelar, o que, a seis meses das eleições se compreende parcialmente. Por um lado, ficamos sem saber quem acompanha o cabeça de lista na corrida à Câmara, situação que poderá condicionar o voto de muitos indecisos. Por outro lado, a entrevista de ontem não mostra sequer um projecto do candidato a presidente para o concelho. Quer-me parecer que o candidato do PSD não quer "entregar o ouro ao bandido" e revelar o seu programa antes de conhecida a oposição, que ainda não anunciou quem irá concorrer às próximas autárquicas. O que não o preocupa, já que está convencido que Pereira Júnior vai voltar às urnas para deixar o mandato a meio. A ver vamos.

02 abril 2009

Isto faz sentido? (2)

Então o homem esteve por cá, foi recebido de braços abertos e ninguém disse nada e agora é que resolvem contestar o que ele veio anunciar?