04 agosto 2009

Temos festa!

De um momento para o outro os milhares de visitantes que por cá estiveram por ocasião do Festival de Paredes de Coura rumaram a outras paragens. Mas estamos em Agosto e por isso a festa não pára e muita gente ainda anda pela vila. No próximo fim de semana, com as Festas do Concelho, prevê-se nova enchente.
Quatro dias de festa que começam já na sexta-feira, dia 7, e se prolongam até segunda-feira, feriado municipal. Com muita prata da casa a abrilhantar as festividades, convém destacar também a realização do cortejo etnográfico, na tarde de sábado, naquele que promete ser um momento rico em recordações.
Mas Festas do Concelho são mais que música e desfiles. São momento de convívio e, sobretudo, tempo para encontros de quem está um ano, ou mais, sem se ver. O concelho está cheio de emigrantes e Agosto é o mês por excelência para o regresso à terra.
É aproveitar, por isso, os festejos, cujo programa pode ser consultado aqui. É que, como habitualmente, findos os últimos foguetes na madrugada de terça-feira, começa a passar mais depressa o tempo de voltar à normalidade. Seja lá o que isso for.


29 julho 2009

E a dois meses das eleições...

Já era tempo, podemos dizer. Tendo em conta o exemplo de outros concelhos do país onde a campanha eleitoral para as autárquicas de 11 de Outubro há muito faz companhia aos cidadãos no seu dia-a-dia, com outdoors e panfletos vários, já era tempo de as acções de campanha chegarem também a Paredes de Coura. E, novamente, o PSD toma a dianteira e, depois de ter sido o primeiro a apresentar o seu candidato, é também o primeiro a vir para a rua com a sua máquina de campanha.
Um futuro melhor por um caminho diferente é o que promete José Augusto Caldas num postal que chegou à caixa de correio de todos os courenses. Um postal, com réplica na internet, onde o candidato social democrata elenca algumas das principais linhas orientadoras da sua campanha e que já tinha anunciado anteriormente. Aumentar o rendimento dos courenses, defender o património do concelho e dar especial atenção aos mais jovens e aos mais idosos, são algumas das ideias apresentadas neste primeiro contacto com os eleitores.
Falta, a meu ver, um tema essencial nesta altura do campeonato: a lista dos que o vão acompanhar mais de perto nesta corrida pela cadeira do poder em Paredes de Coura. A pouco mais de dois meses do acto eleitoral, é de esperar que já se saiba quem vai estar com quem. E, explique-se, o que se diz em relação à candidatura de José Augusto Caldas é também válido para as outras que surgiram ou venham a surgir. Será também o candidato do PSD a dar o primeiro passo neste domínio? Aguarda-se para ver...

Será?

A Rádio Geice diz hoje que as águas do rio Coura na praia fluvial do Taboão já estão "próprias para banhos". Ainda bem, digo eu, que já vejo muita gente por lá desde o passado fim de semana, para participar no Festival que hoje começa. Pelos vistos o trabalho desenvolvido pela autarquia terá surtido resultados, o que é de louvar.
Mas depois, consultando a página do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, na área da qualidade da água das zonas balneares, surge a dúvida. É que, apesar das últimas análises já voltarem a ter valores aceitáveis (que não bons, como refere a notícia da Rádio Geice), o Taboão continua a apresentar a indicação de praia interdita temporariamente pelo delegado de Saúde.
Em que ficamos? A água está mesmo boa, ou é só para inglês ver?

24 julho 2009

Desconsideração

Não foi à primeira, não será à segunda. Aguardamos uma terceira? O Arquivo Municipal de Paredes de Coura está a funcionar desde Maio do ano passado e, depois do cancelamento da inauguração oficial por essa altura, voltou a ter a abertura com mão de ministro agendada para amanhã. Surpreendentemente, ou não, a dois dias da data marcada, o Ministério da Cultura alega indisponibilidade de agenda de Pinto Ribeiro e vai daí o "corta-fitas" ficou novamente sem efeito.
Faz falta? Não! É mesmo preciso? Também não? A Câmara tomou, no ano passado, a decisão (mais que correcta) de abrir o equipamento ao público sem esperar pela palmadinha nas costas do Governo e, desde então, o Arquivo tem tentado impor-se junto dos courenses, e não só, na defesa do património arquivístico do concelho.
O que o cancelamento vem mostrar é que em Lisboa ainda há quem veja o país como capital e província, e que à província só vai se em tempo de férias ou em ocasiões festivas (e pelos vistos já nem nem nessas datas). Mas, a confirmar-se a presença amanhã, dia para que estava prevista a inauguração do Arquivo de Paredes de Coura, do ministro da Cultura em Vila Nova de Cerveira, onde também é esperado para inaugurar equipamento semelhante e para a abertura oficial da Bienal de Cerveira, então podemos mesmo falar em desconsideração para com os courenses. Merecemos?

22 julho 2009

A confirmação do que já todos sabiam

Finalmente Pereria Júnior anunciou, sem meias palavras, que é candidato à Câmara de Paredes de Coura nas próximas eleições autárquicas. Depois de muito aflorar a questão em várias assembleias municipais e noutros actos públicos, sem contudo garantir a 100% que avançava, o actual presidente da autarquia courense, eleito pelo PS, afirma agora estar na corrida para aquele que, a ser eleito, será o seu último mandato à frente dos destinos de Paredes de Coura.
Uma confirmação que já era esperada e que só ainda não tinha sido oficializada porque Pereira Júnior não gostou das críticas de Defensor Moura, presidente da Câmara de Viana do Castelo, aquando do referendo naquele concelho para votar a adesão à Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima. Vai daí resolveu capitalizar o seu peso político na região, numa atitude arriscada mas que lhe valeu uma agradável recompensa: garantiu a courense Rosalina Martins como cabeça de lista do Partido Socialista por Viana do Castelo, nas legislativas de Setembro.
Sanados que parecem estar os conflitos entre os autarcas de Paredes de Coura e de Viana do Castelo, Pereira Júnior ficou, então, com o caminho livre para avançar para mais uma candidatura, desta feita acrescida pela satisfação de saber que consegue ter algum peso político fora do concelho que habitualmente o elege. Talvez a sugerir outros caminhos...

20 julho 2009

Praia interdita... a uma semana do Festival

Começa mal a época balnear em Paredes de Coura. Não bastava os resultados das análises às águas do Coura na praia fluvial do Taboão terem acusado, por duas vezes em três semanas, a presença de salmonelas na água, agora foi a vez do delegado de saúde intervir e interditar a praia a banhos.

Uma má notícia, especialmente tendo em conta que dentro de menos de uma semana começam a chegar àquelas paragens milhares de visitantes para participarem no Festival de Paredes de Coura e as águas do Coura são sempre atractivo extra para quem resolve vir mais cedo, acampar e aproveitar as belezas naturais do concelho.

Curiosamente é uma notícia que teima em repetir-se, ano após ano. Já no ano passado, umas semanas mais cedo é certo, as análises efectuadas às águas do Coura no Taboão ditaram a sua interdição a banhos, com a culpa a ser atribuída a descargas ilegais de esgotos no rio e também às fortes chuvas que se fizeram sentir na altura (e que provavelmente foram aproveitadas para disfarçar as descargas, digo eu). No ano anterior tivemos outros dois episódios semelhantes, com as análises a ditarem a atribuição da classificação de “Má” às águas do rio na zona da praia fluvial.

Urge mais fiscalização, não me canso de repetir. O rio e a praia fluvial são dois atractivos do concelho e merecem melhor do que um aviso a alertar para a proibição dos banhos. Merecem respeito e, sobretudo, mais atenção. Já agora, e tendo em conta que após a realização do Festival os valores das análises às águas do Coura são, habitualmente, piores do que eram antes, não seria de aproveitar a altura e sensibilizar os turistas para a protecção de um recurso que, ano após ano, também é deles?

Prevenir? (2)


Depois do que se falou aqui, convém ler o que se diz por aqui.

Nota: A imagem é a mesma utilizada no post anterior. Só para reforçar...

17 julho 2009

Independentes & Companhia, Lda.

Como se não bastasse não ter os mesmos meios e fontes de rendimento dos partidos políticos, as candidaturas independentes descobriram agora que têm ainda mais um entrave na difícil tarefa de tentar assumir-se como alternativa. É que, pelos vistos, não beneficiam das mesmas isenções a nível de impostos que os partidos formalmente constituídos.
Ou seja, enquanto os partidos não pagam IVA, IRC, contribuição autárquica e até imposto automóvel, entre muitas outras benesses, tudo isso é negado aos candidatos independentes. Que também já estavam "isentos" de ter uma máquina eleitoral a trabalhar para eles, ou de ter um secretariado a tomar conta de toda a burocracia com que se deparam quando o objectivo é concorrer a um acto eleitoral.
A Comissão Nacional de Eleições entende que tal discrepância de tratamento pode colocar em causa a igualdade das candidaturas. Pode? Só pode... Mas alguém tem alguma dúvida de que esta desigualdade de oportunidades coloca mesmo em causa a suposta igualdade entre candidaturas, colocando os partidos em vantagem face aos independentes?
É algo que, contudo, os candidatos saberão à partida. Não deve ser, por isso, surpresa nenhuma para Venâncio Fernandes, anunciado como eventual candidato independente à Câmara de Paredes de Coura. Pelas últimas informações, tornadas públicas pelo próprio, estaria ainda no processo de recolha de assinaturas, mas não havia ainda certezas de que reuniria as necessárias para avançar. E, mesmo tendo as assinaturas necessárias, não seria ainda certo que avançaria, dados todos os custos que envolve uma candidatura. Tendo em conta o prazo de entrega das listas concorrentes às próximas autárquicas, resta-lhe menos de um mês para apresentar trabalho. A título próprio... ou em nome de alguém.

15 julho 2009

Mandem o convite ao homem!


Nós também temos um... previsto

Com quase 500 mil euros de investimento, a Câmara Municipal de Ponte de Lima vai criar um parque radical na vila e dar aos jovens do concelho um espaço para a prática de actividades desportivas e radicais. Ao mesmo tempo investe na recuperação e valorização do espaço urbano. Ao ler a notícia, lembrei-me que Paredes de Coura também tem um equipamento do género... previsto.
Há anos que se fala, ou falava porque ultimamente o assunto caíu no esquecimento, na construção de um parque radical no antigo recinto da feira, numa obra de maior envergadura que previa também o surgimento de uma zona verde para lazer. Inclusivamente chegou a falar-se num café com esplanada ali junto à rotunda no final do túnel, mas o que se vê, ali naquela zona, são os restos do aterro feito aquando da construção do pontão que liga à Volta da Quinta, que transformaram a zona numa espécie de serra em miniatura, com os seus montes e vales. Provavelmente o projecto do parque radical e de lazer, o tal que também previa alguns melhoramentos na área verde junto ao Centro Cultural, está parado algures à espera de financiamento. Ou então, e talvez seja este o destino mais provável, foi colocado de parte pela autarquia.
E já que o assunto são parques, ainda ontem, em conversa com uma amiga, falávamos sobre os parques infantis existentes no concelho, mais concretamente sobre o que existe na vila, no topo da Rua Conselheiro Miguel Dantas. Dizia-me ela que, quando comparado com outros parques que conhecia, era rídículo porque estava inserido num pequeno recanto verde e que lhe faltava mais espaço. Acabei por lhe dar razão, admitindo que existiriam em Paredes de Coura outros espaços mais amplos para receber aquele equipamento. Talvez não tão centrais, nem com tanta sombra, mas mais amplos, mais capazes para acolher outras actividades que não apenas as limitadas pelos equipamentos do parque infantil, o que, provavelmente, não foi tido em conta quando projectaram a sua implantação no espaço actual.
Mas em relação aos parques infantis do concelho, a conversa foi mais além e versou também as questões de segurança relacionadas com este equipamento. E chegamos à conclusão que, à luz da legislação actualmente em vigor, nenhum parque infantil de Paredes de Coura respeita as normas de segurança. Em época de férias escolares, em que alguns destes espaços são a ocupação diária de muitas crianças, não seria de corrigir esta situação?

10 julho 2009

Prevenir?

Numa altura em que a Gripe A domina todas as atenções, urge perguntar: e por cá já se fez alguma coisa? A pergunta surge numa altura em que, a nível nacional, é certo que os serviços públicos não têm qualquer plano de contingência para lidar com uma eventual disseminação do vírus e por isso pode até questionar-se o porquê de se destacar Paredes de Coura.

Eu explico: por um lado, porque é aqui que resido e trabalho e por isso é natural que tenha mais preocupações em relação ao ambiente onde estou inserido. Mas o principal por detrás da minha questão nem será isso. É que, convém não esquecer, estamos em meados de Julho o que, para Paredes de Coura, significa que nas próximas 4/5 semanas, vão passar pelo concelho alguns largos milhares de pessoas, primeiro com o Festival, depois com as Festas do Concelho.

Veja-se o caso do Festival, por exemplo. Em quatro dias milhares de pessoas vão estar por cá. E estará prevista qualquer acção de sensibilização, por um lado, ou de prevenção, por outro lado? Será que vamos ter reforço das condições de higiene, tanto no recinto e espaço envolvente como na própria vila? Será que, com o aumento exponencial da utilização de espaços como os wc’s públicos e a piscina municipal, vão ser adoptados novos procedimentos que evitem a propagação da doença?

Desconheço se autarquia, promotores ou autoridades sanitárias têm algum plano na manga para estes dias. Não sei se vão, por exemplo, aproveitar a grande concentração de pessoas para lhes fazer chegar informação sobre o assunto, ou às empresas participantes nos dias anteriores. Ou se vão exigir mais sanitários ou lava-mãos no recinto. Mas que seria recomendável, disso não tenho dúvidas.

E depois temos o dia seguinte, ou seja o período pós-Festival. Com tanta gente junta, a probabilidade de existir transmissão da doença aumenta substancialmente e, pelo que sei, não existe nenhum plano de contingência, a nível municipal, para rastrear ou encaminhar quem apresente sintomas da Gripe A. Ligar para Linha Saúde 24 será suficiente? Ou será que, a três semanas do pico de afluência a Paredes de Coura, ainda há alguma coisa para fazer neste sentido?

Dia de decisões?

O Partido Socialista de Viana do Castelo reúne logo à noite, em Ponte de Lima. Em cima da mesa eleições autárquicas e legislativas. Chegará ao fim o "tabu" de Pereira Júnior?

09 julho 2009

Onde é eu que já vi isto?

A Junta de Freguesia de Rendufe, Ponte de Lima, vai criar um parque de pesca pago naquela zona, junto ao rio Labruja. O parque permite às pessoas pescar e pagar no fim o peixe que capturaram e vai ter o apoio de um restaurante.
Humm... Parque de pesca pago? Humm... Com apoio de um restaurante? Humm... Acho que já vi isso noutro lado qualquer, mas se calhar foi imaginação minha. Mas a questão que se me coloca nem sequer é essa, mas sim o facto de ser a junta de freguesia, com o apoio da câmara municipal, a avançar com este projecto. O que, à partida, garante ao projecto de Ponte de Lima uma coisa que o projecto de Paredes de Coura tem lutado por conseguir: bons acessos e melhor promoção no município.
À parte estas "pequenas" diferenças, mais do que o plágio, saliento a concorrência. Desleal? Tendo em conta os "accionistas"...

08 julho 2009

Às voltinhas

Afinal, parece que para fazer uma rotunda não basta colocar um qualquer obstáculo no meio da via e um sinal a obrigar a circulação ao seu redor. Ao olharmos para várias rotundas espalhadas por todo o país não era esta a imagem com que ficávamos, e talvez por isso mesmo as Estradas de Portugal encomendaram à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra um estudo sobre o dimensionamento das rotundas. Poderá (deverá, até) ser um primeiro passo para colocar na ordem muitos dos "mamarrachos" que proliferam por esse Portugal fora.
E Paredes de Coura não é excepção. Veja-se o exemplo da foto, a rotunda que não é nem deixa de o ser. Já por várias vezes criticada, continua a criar alguns momentos de aflição a quem se depara pela primeira vez com aquela "coisa". Será que, agora, com a preocupação das Estradas de Portugal em acabar com alguns disparates que por aí se vêem, é chegada a hora de intervir naquele cruzamento?
Mas não será a única rotunda a, eventualmente, necessitar de ser reformulada ao abrigo do estudo que a Universidade de Coimbra fez. Também este exemplo, à entrada na vila para quem vem de Cunha, deverá merecer algum reparo. E o que dizer dos dois exemplares que surgiram na ligação a Vascões? Se o objectivo era enfeitar a estrada, certamente existiriam outras opções...
E se fosse só em Paredes de Coura que existissem casos destes... Mas as rotundas multiplicaram-se por todo o lado, chegando a haver cidades (como Viseu ou S. João da Madeira) que ficaram conhecidas pelo elevado número de rotundas. Mas mesmo esses municípios, como se pode ver aqui, já estão a recuar e a corrigir erros do passado, longe que vai a febre que ditou o seu surgimento.

03 julho 2009

O futuro também passa pelo campo

A segunda edição da Expoleite já decorre em Paredes de Coura. Desta vez sem a "muleta" da Feira Mostra, ao contrário do que aconteceu no ano passado, a organização arrisca avançar a solo para mostrar que tem capacidade para se assumir como um pólo de atracção do concelho. Mudou de ares, para o largo da antiga feira, deixando o centro da vila, mas com a possibilidade de aproveitar melhor todo o espaço ali à sua disposição, e surge também com uma grande componente técnica, como que a mostrar que o Minho ainda pode fazer muito na e com a agricultura.
Novos desafios se levantam aos agricultores desta região, como de outros pontos do país, e por isso o seminário "A agricultura de futuro", que se realiza amanhã durante todo o dia, assume papel de relevo num evento que gerou boas expectativas no ano passado e que, por isso mesmo, promete não defraudar este ano.
Numa altura em que continuamos a ver muitos terrenos de cultivo ao abandono, o futuro passa pelas novas tecnologias e por novos tipos de produção que tragam nova vida à terra, do biológico às novas oportunidades de negócio, assuntos em análise na Expoleite. Numa altura em que se ouve falar no declínio de outras feiras do género com créditos firmados no passado, só se pode esperar que o futuro garanta a aposta na continuidade da Expoleite.

30 junho 2009

O Vale do Minho tem voz

Uma rádio com pronúncia é o mote publicitário que rodeia o surgimento da Rádio Vale do Minho, o mais recente projecto radiofónico desta região. Não se trata, contudo, de uma nova rádio, antes do aproveitamento das sinergias de quatro rádios locais existentes (em Monção, Melgaço, Valença e Vila Nova de Cerveira), que passaram, agora, a ter uma emissão conjunta durante praticamente todo o dia.
O conceito não é novo e, de um certo e perigoso modo, apresenta características muito semelhantes ao que foi em tempos levado a cabo pela Rádio Capital, que aproveitava o sinal de vários emissores locais para fazer chegar uma emissão de rádio produzida em Lisboa. Estou, no entanto, certo que os responsáveis deste novo desafio tiveram em conta as limitações impostas à Rádio Capital pelas autoridades responsáveis pelo licenciamento das emissões. Exemplo disso é a produção jornalística apresentada pela Rádio Vale do Minho que, fazendo uso dos recursos humanos dispersos pelas quatro estações de rádio, apresenta agora uma grelha informativa comum, necessariamente mais rica e abrangente.
Inicialmente a Rádio Vale do Minho vai ficar sedeada em Monção, mas deverá mudar para Valença dentro de alguns meses, assumindo uma maior centralidade no que respeita aos cinco concelhos que se propõe representar. E digo cinco porque também Paredes de Coura está nos planos de cobertura deste novo projecto. Pelo menos no que respeita a cobertura noticiosa, pois em termos de frequências, para Paredes de Coura é indicada a mesma frequência de Vila Nova de Cerveira, já que aquela que está reservada para o nosso concelho não está, actualmente, a ser utilizada.

25 junho 2009

Pois, pois...


Resposta de Defensor Moura quando questionado sobre a hipótese de ser número dois de uma lista de candidatos à Assembleia da República liderada por Rosalina Martins, cujo trabalho criticou fortemente há poucos meses.
Pois... Nós acreditamos!

24 junho 2009

O púlpito não tem partido

A campanha eleitoral não foi expressamente referida por D. José Pedreira, bispo de Viana do Castelo, na homília da cerimónia que assinalou a aberturta do Ano Sacerdotal. Não foi, mas nas entrelinhas percebe-se o que o dirigente da igreja vianense quer dizer com a "tentação do activismo" de que quer que os sacerdotes da diocese se afastem.
Em ano eleitoral nunca é de mais ter em conta episódios anteriores, em que a política subiu ao púlpito, com os sacerdotes a apelarem, mais ou menos discretamente, ao voto neste ou naquele candidato. E, como é melhor prevenir que remediar, D. José Pedreira lembrou aos sacerdotes da diocese que estes são importantes "não só por aquilo que fazem, mas também por aquilo que são". Assim em jeito de "à mulher de César não basta ser, é preciso parecer". É que as tentações, também da política, são muitas...



Isto explica muita coisa...

Num dia lê-se uma entrevista no Notícias de Coura onde Pereira Júnior diz que só ainda não é candidato, assumido entenda-se, porque não viu resolvida a "questão Moura" de uma forma ao seu agrado. No dia seguinte, a Rádio Geice divulga que, pela primeira vez, a lista socialista do distrito às próximas legislativas, poderá ser encabeçada por uma mulher: Rosalina Martins. E faz-se luz!
Se dúvidas havia sobre o que estava a prender o anúncio da recandidatura do actual presidente da Câmara de Paredes de Coura, elas foram dissipadas. Pereira Júnior ainda não perdoou a Defensor Moura as críticas aquando do referendo em Viana do Castelo, e quer fazer uso dessa indignação para lançar mais alto o nome de Rosalina Martins, deputada cá da terra. Um dois em um que tem tudo para acabar bem, a contento dos dois, pois se o secretário-geral do partido, que normalmente costuma indicar os cabeças de lista, já impôs a presença de Defensor Moura como número dois da lista!
Só não se sabe muito bem é como é que vai ser a campanha de Rosalina Martins, tendo como companheiro de estrada alguém que, há meia dúzia de meses, a criticou forte e feito, dizendo mesmo que não estava a prestar um bom serviço ao distrito. Realmente, esperam-se muitos sorrisos (amarelos) nas arruadas e comícios.

22 junho 2009

Olá Viana!

Daniel Campelo anunciou ontem que não é candidato à Câmara de Ponte de Lima nas próximas eleições. Nem a outra câmara qualquer.
Mas, para 2013... fica tudo em aberto e nem Viana do Castelo escapa ao ímpeto daquele que foi, sem dúvida, o grande obreiro do desenvolvimento de Ponte de Lima. Tarefa dura terá o seu sucessor, seja ele quem for.

Velocidade de cruzeiro

Sem obstáculos, a viagem corre mais depressa. E sem Maria José Fontelo, também a Assembleia Municipal de Paredes de Coura começa e acaba num piscar de olhos. Uma hora, mais coisa, menos coisa, foi quanto durou a sessão da passada sexta-feira. A agenda não estava muito cheia (apenas um ponto para discussão na ordem do dia), mas a ausência de Maria José Fontelo (e já agora de outros elementos do PSD, nomeadamente Fernando Carranca e Venâncio Fernandes) também terá contribuído para a “rapidinha”.
Ausente, a líder da bancada social-democrata não escutou as críticas de Joaquim Felgueiras Lopes à sua prestação na sessão de 29 de Abril. O presidente da Junta de Freguesia de Paredes de Coura trouxe à reunião a azeda troca de palavras entre Maria José Fontelo e José Augusto Pacheco, como quem não quis esquecer o que se passou, e não hesitou em dizer que a advogada faltou ao respeito a toda a Assembleia. “E é pena que hoje não esteja, porque certamente não ia gostar do que iria ouvir”, referiu o autarca socialista.
De resto, sem os “pesos pesados” da bancada do PSD, a sessão decorreu sobre rodas, apenas com duas intervenções dos social-democratas. Mas sem polémicas, sem exaltações… sem interesse?

19 junho 2009

Vão dizer isso ao Governo...

De acordo com dados de um estudo levado a cabo pela Marktest, quase metade dos portugueses lê jornais locais e regionais. Nada que surpreenda, tendo em conta o alheamento quase constante a que os jornais nacionais votam as zonas mais afastadas dos grandes centros de decisão de Lisboa e Porto. Nada que admire quem conhece bem a realidade da imprensa local, que em algumas cidades, casos de Aveiro, Braga e Coimbra, consegue pôr na rua, diariamente, jornais que obtêm tantos ou mais leitores que os jornais nacionais.
Mas, afastando esses casos de jornais dários de sucesso, o panorama da imprensa local e regional é feito de uma enorme manta de retalhos de semanários, quinzenários, mensários e afins. Em abono da verdade convém referir que muitos deles não valem o papel que gastam, mas restam os outros, os que têm valor e em que vale a pena apostar. Deles se parece ter esquecido o Governo, contudo, quando resolveu mexer nas regras do porte pago, agora com o pomposo nome de incentivo à leitura da imprensa regional.
Esqueceu-se, também, da grande comunidade emigrante que Portugal tem, um pouco por todo o mundo, e que têm nestes títulos locais e regionais, em cada edição, um encontro com a sua terra, com as suas origens. Como disse Pedro Coelho, jornalista da SIC, na sua recente passagem por Paredes de Coura, "quem desvaloriza o jornalismo regional é porque não entende". E a melhor forma de fazer entender esta realidade a quem de direito, é continuar a ler.

Segunda parte

Logo à noite há Assembleia Municipal. Depois da sessão agitada de 29 de Abril, espera-se, agora, a segunda parte do diferendo entre Maria José Carraca e José Augusto Pacheco.
Mais, com as eleições autárquicas a aproximarem-se a passos largos, espera-se também que a campanha eleitoral volte a marcar presença na reunião deste órgão municipal. Para ver, a partir das 21 horas.

16 junho 2009

A Saúde cada vez mais longe

Numa altura em que continua a pairar sobre a população courense a sombra da remodelação do serviço de urgências no distrito, que pode levar ao encerramento do SAP de Paredes de Coura no período nocturno, eis que surge mais uma machadada no apoio médico aos cidadãos, com a saída dos médicos de Medicina Interna do Hospital de Ponte de Lima, para onde são encaminhados os casos de Paredes de Coura.
Esta situação, de que tomei conhecimento através do João Carlos Gonçalves, já começou a vigorar ontem e retirou daquela unidade de saúde o apoio dos profissionais de Medicina Interna, o que leva a que situações que, até então, poderiam ficar por Ponte de Lima, sejam agora obrigatoriamente transferidas para Viana do Castelo. Isto numa altura em que, ao abrigo da tal reforma da rede de urgências do distrito, estão a ser feitas obras de remodelação daquele serviço, orçadas em cerca de um milhão de euros, precisamente com o objectivo de prestar melhor serviço aos utentes.
Esta alteração está já a ser contestada na Internet, com recurso a uma petição que todos podem assinar, no sentido de repor a situação anterior. Na altura em que escrevo conta apenas com 181 assinaturas, num universo que ronda os 100 mil utentes dos serviços daquela unidade de saúde. Faltam, por isso, muitas assinaturas para defender um melhor serviço de Saúde para todos.

15 junho 2009

12 junho 2009

Valença já é cidade! E agora?

Como se previa, a proposta do CDS-PP de elevar Valença à categoria de cidade foi hoje aprovada na Assembleia da República, num lote que englobou mais algumas vilas candidatas à subida de categoria e um grupo ainda maior de localidades que ansiavam ser vilas.
A minha opinião já tinha sido expressa aqui e, por isso, hoje, não há muito mais a acrescentar. Mas há que registar que alguns não perderam tempo a actualizar a informação (ou se calhar já chamavam, erradamente, cidade à vila fronteiriça). Outros não perderam tempo a festejar, com comida e música à disposição dos munícipes e muitos desejos que o tempo se encarregará de transformar em realidade... ou talvez não.
Tempo ainda para lembrar o descontentamento que parece ter estado na origem da proposta do CDS-PP. Com tantas certezas, não sei porque é que todas as outras vilas de Portugal não pedem de imediato a elevação a cidade.

Já temos feira!


07 junho 2009

A Europa, cá pelo "burgo"

Afinal Pereira Júnior não acertou nas previsões feitas aquando do comício de Vital Moreira em Paredes de Coura. O presidente da Câmara courense lembrou, na altura, que sempre que, em campanha eleitoral, o PS distrital fazia o seu comício em Terras de Coura, os resultados nas urnas davam a vitória aos socialistas. Pois, mas se logo no dia seguinte houve quem contradisse isso, o acto eleitoral de hoje veio deitar por terras as expectativas de Pereira Júnior e do Partido Socialista.
O PSD ganhou em toda a linha, a nível nacional e a nível distrital. Aliás, no distrito a razia socialista foi tal que, comparando com 2004, os socialistas desceram mais de 17% por cento. De resto, no que respeita aos cinco principais partidos, todos, à excepção óbvia do PS, subiram a sua votação em relação às últimas europeias. O Bloco de Esquerda, aliás, consegue uma dupla “vitória” ao quase triplicar a sua prestação e ao ultrapassar a CDU. De referir, já agora, a boa prestação do MEP que, estreando nestas eleições, conseguiu ser a sexta força política mais votada, no país e no distrito.
Concelho a concelho, no distrito o PSD ganhou em todos os municípios. Ou seja, mesmos nos seis concelhos onde os socialistas tinham ganho em 2004, agora a vitória sorriu aos social-democratas. Incluindo em Melgaço, onde nem a influência do líder da distrital socialista, o presidente da autarquia, valeu ao PS, que caiu 15% em relação a 2004. Tal como em Vila Nova de Cerveira, onde também perdeu com menos 15% que nas últimas europeias. Ou ainda em Paredes de Coura, onde a diferença para 2004 foi ainda maior, rondando os 19%.
A derrota do PS nem sequer pode ter justificação na elevada abstenção, que rondou os 67%. È que, apesar da subida da abstenção, houve mais gente a votar este ano em comparação com as últimas europeias. Uma contradição que se fica a dever ao novo processo de recenseamento eleitoral automático. Será a derrota de hoje um sinal para as legislativas? Sem dúvida! Mas convém não esquecer que, a nível nacional, o resultado do PSD, apesar de vitorioso, também não foi famoso.

05 junho 2009

Era o que se previa...

Uns vão ter, os outros queixam-se do que perderam. A avaliar por estas declarações, ainda não é tarde para partilharem todos o mesmo bolo!

Sugestão de leitura

De autoria courense, "A Confraria do Espírito Santo de Coura - Origens, Diáspora e Expansão" é o título do livro que vai ser lançado este sábado, pelas 16 horas, no Centro Cultural de Paredes de Coura. Vitor Paulo Pereira apresenta, numa narrativa romanceada, a história da maior confraria do Espírito Santo de Portugal continental.
Um trabalho que resulta da dedicação deste professor courense à cultura e a defesa da sua terra Natal. A apresentação vai estar a cargo de José Augusto Pacheco, presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura, e contará também com a presença da Mesa da Real Confraria do Divino Espírito Santo.

04 junho 2009

A Europa, lá tão longe

Se dúvidas existissem de que a população portuguesa está alheada de tudo o que gira em torno das eleições europeias do próximo domingo, o comício de ontem do PS por Terras de Coura é disso exemplo. Um Centro Cultural com pouca gente de pé e alguns lugares sentados ainda vazios, foi o fraco cenário que acolheu a única passagem de um candidato europeu pelo concelho. Ainda assim, rezam as crónicas de quem tem acompanhado o dia-a-dia da campanha eleitoral, o comício de ontem em Paredes de Coura conseguiu reunir mais gente que o da véspera, realizado em Setúbal. Fraco sinal da adesão popular às questões europeias, à política de uma forma geral.
Todos os dias as sondagens nos dão a conhecer as percentagens estimadas para cada candidato e, acima de tudo, mostram-nos a grande percentagem de portugueses que simplesmente não vai votar. E não vai votar não porque não possa, ou porque entenda que o facto de não ir votar poderá mostrar o seu descontentamento face a alguma coisa. Simplesmente não vai votar porque, como costuma dizer uma amiga minha, “está nem aí” e acha que a sua representação na Europa não é assunto que lhe mereça perder mais do que os poucos segundos que demora a pegar no comando da televisão para mudar de canal quando o noticiário começa a dar as últimas da campanha. Também os candidatos têm sentido esse alheamento e daí o apelo que Vital Moreira e os outros que subiram ontem ao palco do Centro Cultural fizeram ao voto no domingo, como forma de luta contra a abstenção.
Vital Moreira, aliás, deve ter-se apercebido do desinteresse com que eram recebidas as suas palavras sobre a Europa, com os lugares vazios a aumentarem à medida que o discurso avançava e a “festa” a só ficar segura pelos jovens socialistas que a caravana trouxe até Paredes de Coura. O “povo” ali reunido vibrou mais com a intervenção de Rui Solheiro, que trouxe à ribalta os investimentos que o Governo, através dos recursos europeus, fez e vai fazer no Alto Minho, com o TGV à cabeça. Ou com Pereira Júnior que, em jeito de prenúncio, lembrou a particularidade de, sempre que nas campanha eleitorais passadas o comício distrital do PS foi feito em Paredes de Coura, os resultados nas urnas deram a vitória aos socialistas.
As outras questões, mais políticas, mas tecnicistas, ficam para outra oportunidade. Com sorte para as legislativas, se não for mais tarde.

03 junho 2009

Pensamento no futuro

(Foto: SC Courense)

Não sou daqueles adeptos fervorosos, que acompanha o seu clube para tudo quanto é lado, mas gosto de me manter a par do que vão fazendo as equipas da terra. E o Sporting Clube Courense é disso exemplo. Gosto, especialmente, de acompanhar o bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas camadas mais jovens do clube, com uma dinâmica que há muito não se via. Um trabalho que, prometem os seus dirigentes, é para continuar, provavelmente muito à custa de tempo roubado a outros afazeres, mas estas coisas, infelizmente, funcionam mesmo assim, com poucos a tentar trabalhar em prol de muitos.
A pensar, precisamente, no futuro do clube, e por via indirecta dos jovens courenses, o Sporting Clube Courense abre as portas, na próxima semana, a mais uma "fornada" de jovens talentos. Os treinos de captação de novos jogadores realizam-se no próximo dia 11, feriado, pelas 10 horas, nas instalações desportivas do clube. Ali, os jovens nascidos entre 1992 e 2003 podem aparecer e dar um ar da sua graça. Experimentam o relvado novinho em folha e, no final, quem sabe se não serão escolhidos para integrar o plantel do clube versão 2009/2010.
Mais do que a oportunidade de mostrar o que valem e fazerem parte da família "Courense", esta é uma iniciativa que ajuda a formar gerações de jogadores o que, como comprova o exemplo de muitos clubes de renome, é o caminho a seguir rumo a um futuro bem preparado no mundo do futebol.

PS: Por falar em clubes de futebol de Paredes de Coura, deixo aqui uma palavra de apreço à ACD Castanheira pela situação que está a passar. Perder na secretaria é o pior dos castigos para quem fez uma época que valia, e muito bem, a subida.

02 junho 2009

A Europa também passa por Coura

Alguns candidatos ao Parlamento Europeu já andaram por aqui perto. Laurinda Alves, do MEP, esteve há uma semana em Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo. Paulo Rangel, do PSD, também andou este fim-de-semana pela vila limiana e pela capital de distrito. Mas Paredes de Coura também entra, amanhã, no roteiro das eleições europeias, com a realização de um comício com o cabeça de lista do Partido Socialista.
A acção de campanha de Vital Moreira, marcada para esta quarta-feira ao final da tarde (20 horas), no Centro Cultural de Paredes de Coura, traz até perto dos courenses a campanha eleitoral e, necessariamente, a discussão em torno da Europa. Além de Vital Moreira e de outros elementos da lista socialista, também José Sócrates, primeiro-ministro e secretário-geral do PS é aguardado em Paredes de Coura para o comício de amanhã, muito embora a sua presença não esteja ainda confirmada.

Telhados de vidro

Durante semanas o PSD do Alto Minho utilizou como arma política as divergências provocadas pela não aceitação do nome de Defensor Moura para candidato socialista à Câmara de Viana do Castelo, por parte da federação distrital daquele partido. E, ainda na semana passada, já com a situação resolvida, veio a terreiro criticar o processo que culminou com a indicação de José Maria Costa para a corrida à câmara vianense e o empurrão dado a Defensor Moura rumo ao Parlamento.
Pois, mas como diz o velho ditado, quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras ao do vizinho, e vai daí eis que o mesmo mal bate à porta dos social-democratas de Viana do Castelo. A concelhia indica um nome, a distrital indica outro. Uns não concordam com o nome indicado pelos outros e a confusão, tal como no caso socialista, ameaça acabar nas mãos da líder do partido.
Depois de tantas críticas, há certamente quem vá ter muitos sapos para engolir.

01 junho 2009

Regresso ao passado

Há dias assim, em que uma pequena coisa, que julgamos simples, nos faz enveredar numa viagem ao passado, aos tempos em que éramos crianças, sem playstations e afins. Os tempos em que era impensável passar toda uma tarde defronte da televisão quando lá fora, a rua, os amigos, as brincadeiras, chamavam por nós a todo o instante. Foi um vislumbre desse passado que tive neste fim-de-semana, um daqueles momentos que, não importa o estado do tempo ou do espírito, nos fazem sempre sorrir, com o avivar de boas recordações.

Graças à Eprami, e a mais uma das muitas iniciativas com que dinamiza a comunidade courense, pude reviver o Natal de 1987, ano em que recebi, com muito esforço dos meus pais, um carro telecomandado. No sábado de manhã, ao observar o circuito montado no Largo Visconde de Mozelos, mesmo sem “conduzir” os autênticos bólides que por lá corriam, pude vibrar com a emoção das curvas e da velocidade. É claro que o carrinho de meio palmo que recebi aos 12 anos, nada tinha a ver com as “máquinas” que por lá andaram a acelerar, mas o princípio era o mesmo: treinar a nossa agilidade num convívio de amigos.

O mesmo espírito, aliás, que recordei à tarde, na praia de Moledo, ao assistir ao Festival de Papagaios que fez muita gente andar com a cabeça nas nuvens. De todos os tamanhos e feitios, despertaram curiosidade, mas o que mais me cativou foi o atelier ali montado para que os mais novos pudessem experimentar uma sensação hoje cada vez mais em desuso: o construir os nossos próprios brinquedos.

Quem, da minha geração e outras mais antigas, não se lembra de pegar num arco e num pau e encontrar ali, de uma forma tão simples, entretenimento para muitas tardes de alegria. E foi o que reencontrei na tarde de sábado, em Moledo, ao ver como ensinavam às crianças de hoje, mais habituadas a encontrar os brinquedos numa prateleira de um qualquer supermercado, como com dois pauzinhos e um pedaço de plástico podiam construir um papagaio de papel. Um vislumbre de outros tempos que sabe sempre bem recordar.


26 maio 2009

Referendo? O que é isso?

A política tem destas coisas. E, infelizmente, tem destas coisas muitas vezes. O que hoje é mentira, amanhã é a mais pura das verdades e a luta de hoje contra o que está mal passa a ser, amanhã, a defesa de tudo aquilo contra o que se lutava ontem.
Defensor Moura, (ainda) presidente da Câmara de Viana do Castelo, lutou, em Janeiro, contra a integração do seu município na Comunidade Intermunicipal Minho-Lima. Lutou, na minha opinião, sem razão de ser. Mas lutou, convicto de que estava certo, com uma força tal que não ousou em chamar às urnas os seus munícipes para referendarem essa adesão. Ganhou o referendo, ainda que sem força de lei, mas ganhou a sua luta. E ganhou mais! Ganhou oportunidade (há quem lhe chame coragem) e vá de criticar os eleitos do seu distrito, do seu partido, no Parlamento. Ganhou, por isso mesmo, mais alguns inimigos, nomeadamente os seus colegas autarcas socialistas do Alto Minho. E perdeu, também... Perdeu a hipótese de voltar a concorrer à Câmara de Viana do Castelo pelo Partido Socialista. Quando se luta por aquilo em que se acredita, são riscos que se correm.
Mas eis que, com Defensor Moura arredado da corrida autárquica e empurrado para o Parlamento nas próximas legislativas, o seu sucessor nas próximas eleições autárquicas, seu colega na vereação socialista de Viana do Castelo, chega-se à frente e... assim de repente, praticamente arrasa toda a razão da luta de Moura. A pensar na cadeira do poder em Viana, já admite, logo após as autárquicas, fazer o que Defensor Moura criticou e que lhe custou a cabeça, e levar Viana do Castelo para a CIM Minho-Lima.
Fez-se um referendo? Fez-se. Gastaram-se milhares em campanha e logística? Sim, gastaram-se. Valeu de alguma coisa? Aparentemente sim, valeu a promoção do líder da concelhia a (candidato a) presidente da Câmara. E assim vai a política no Alto Minho.

23 maio 2009

Dá Deus nozes...

Por motivos profissionais costumo receber a visita frequente de pessoas de fora do concelho, alguns até de fora do país. Esta semana veio mais um. Natural do Porto mas a residir na Grande Lisboa, nunca tinha estado em Paredes de Coura e, aproveitando uma hora de almoço mais alargada, foi brindado com uma visita relâmpago a alguns dos locais mais emblemáticos/conhecidos do concelho. No final do almoço, porque no restaurante onde fomos encontrou o programa do Maio Cultural e, dado o seu interesse pessoal pela música, pediu para ver o Centro Cultural de Paredes de Coura e ficou admirado quer com o edifício, quer com a sua programação cultural, especialmente activa neste mês. "Vocês são uns privilegiados", rematou.
Esta tarde, dias depois deste almoço, as palavras deste forasteiro, que conhece grande parte do mundo e passa, actualmente, os seus dias repartido entre Lisboa e o Médio Oriente, ecoaram de novo na minha memória. Isto porque estive no Centro Cultural a assistir à conferência de Pedro Coelho, jornalista da SIC, conhecido pelas suas reportagens premiadas. Eu... e mais nove pessoas, num cenário que deprimiria qualquer um, mas que a responsável do Centro Cultural, com o beneplácito do convidado, soube transformar numa animada conversa que, durante hora e meia abordou de forma descontraída o tema da conferência, o jornalismo de proximidade.
Um debate animado, muito informal, que possibilitou a troca de experiências com o orador, que recordou alguns episódios da sua vivência enquanto jornalista e enquanto autor da tese de mestrado que abordou, precisamente, o jornalismo televisivo de proximidade. As pressões, políticas, económicas ou sociais, sobre a imprensa local marcaram grande parte da conversa, com Pedro Coelho a concluir que é muito dificil fazer jornalismo quando se fala da pessoa que encontramos todos os dias no café.
Só não se falou no alheamento da sociedade courense em relação às iniciativas culturais do município. E de como passamos, de um momento para o outro, de privilegiados, por teremos uma grande oferta cultural, a irresponsáveis, por a ignorarmos sistematicamnte.

18 maio 2009

E assim nasce uma lixeira...

E de repente, de um dia para o outro, nasce uma lixeira!... E surge a contradição na zona industrial de Formariz. 
De um lado as fábricas e oficinas ali instaladas que, por imposição legal e ambiental, têm de respeitar uma série de normativos no que respeita ao tratamento de resíduos. Do outro lado a atitude, ilegal, de alguém que se lembrou de ali despejar resíduos resultantes do desmantelamento de umas quaisquer estufas, incluindo plásticos, telas e recicipentes de produtos químicos.
Numa altura em que, cada vez mais, se procura consciencializar as empresas, e os cidadãos de uma forma geral, para a protecção ambiental, é de lamentar que haja ainda quem, fazendo ouvidos de mercador a todas as campanhas ambientais que nos entram pela cada dentro, resolva ignorar o ambiente que nos rodeia. Pior, que o resolva prejudicar, depositando a céu aberto e sem qualquer precaução, um monte de artigos poluentes, que deveriam ter encontrado o seu fim de vida num aterro sanitário.
Mas, no cenário da fotografia, as autoridades ambientais também não ficam bem. Nem o SEPNA nem os serviços camarários resolveram, até ao momento, esta questão. E, um mês depois de terem largado este lixo em Formariz, o monte de resíduos continua a embelezar a zona industrial.

15 maio 2009

No fundo, bem no fundo

É o mais recente exemplo da burocracia lusitana: a Lei dos Poços, como já lhe chamam, é só mais um exemplo de como muito se legisla sem se conhecer a realidade do país. E já nem vou falar da fraca divulgação que o Decreto-Lei 226-A/2007, de 31 de Maio, teve junto da opinião pública, quase passando despercebido. É certo que o desconhecimento da Lei não é justificação para o seu incumprimento, mas neste caso, e tendo em conta a maioria do público-alvo, julgo que era necessário, obrigatório até, apostar na divulgação da nova legislação.
Só agora, quando o prazo chegava ao fim e o Estado ameaçava ir sem dó nem piedade à carteira de milhares de portugueses, é que se fez alguma luz sobre este assunto. E, ao que parece, alguém resolveu fazer mea culpa e adiou a entrada em vigor da nova legislação por mais um ano. De qualquer das formas, interessa aqui referir que este Decreto-Lei, que regula a utilização dos recursos hídricos, tem todo o aspecto de algo que foi fabricado nos confortáveis gabinetes de S. Bento, por alguém que, muito provavelmente, nunca colocou os pés numa qualquer aldeola minhota ou de qualquer outra localidade no interior do país.
Provavelmente até poderei estar errado, mas olhando a lei em questão as dúvidas são muito poucas. Senão, como é que se justifica uma legislação que, ignorando porventura que grande parte deste país em que vivemos ainda não tem rede de distribuição de água, quer cometer a ousadia de registar todos os poços e furos deste Portugal? Mas não se fica por aqui e, num país que só há pouco tempo, com a lufada de ar fresco dos dinheiros comunitários, se começou a preocupar com as questões ambientais e iniciou a implementação de redes de saneamento básico, quer inventariar todas as fossas que por cá existem.
Tarefas hérculeas, poderemos dizer. Ou tarefas estúpidas, também há quem defenda. Mas será mesmo necessário este registo de tudo quanto é buraquinho por onde saia água ou entre porcaria? Será que é com esse registo que se vai saber quantos litros de água existem no subsolo? Ou quantos metros cúbicos de esgoto estão a entrar nos nossos lençóis de água subterrâneos? Não seria melhor voltar as atenções para o como evitar a utilização abusiva dos recursos de que dispomos?
E depois temos ainda a papelada burocrática no seu melhor. Como se não bastasse a tarefa de registar, ainda é preciso atender a todas as especificações que as entidades competentes exigem, que incluem uma descrição detalhada do equipamento em questão e a sua localização georeferenciada. Ou o cúmulo de licenciarmos poços, furos e fossas nas câmaras municipais, como já acontece há alguns anos, e depois esta informação, aparentemente, não servir para nada. Coisas que a burocracia tem...

08 maio 2009

Moura no Parlamento, não convence Júnior

Está, aparentemente, resolvido o imbróglio gerado em torno de Defensor Moura, actual presidente da Câmara de Viana do Castelo. Moura vai para o Parlamento e deixa vago o lugar de candidato socialista à Câmara da capital de distrito.
O autarca, recorde-se, foi indicado pela concelhia socialista para nova corrida à autarquia vianense, mas a distrital não concordou e avocou a si o processo de escolha do candidato socialista à eleições de Outubro. Com o apoio dos restantes presidentes de Câmara do PS no distrito, que encostaram José Sócrates à parede e disseram: ou ele ou nós. Sócrates parece ter optado pela tentativa de manutenção das câmaras socialistas no Alto Minho e fez-lhes a vontade.
Parece, contudo, que ainda há quem não esteja satisfeito. Pereira Júnior, presidente da Câmara de Paredes de Coura, continua a achar que não faz sentido Defensor Moura ir fazer equipa com aqueles que criticou fortemente há alguns meses. E tem razão. Ou será que é salutar ter na mesma equipa alguém que, ainda não há muito tempo, se fartou de dizer mal do trabalho dos seus colegas? Podemos, no entanto, estar também a asssitir àquele velho ditado que diz "mantém os teus amigos perto, e teus inimigos mais perto ainda"!

José Augusto Caldas: Festival precisa de ter retorno!

É um assunto incontornável quando se fala de Paredes de Coura: o Festival. Como tal, também não poderia escapar na abordagem dos candidatos às próximas eleições autárquicas. José Augusto Caldas, candidato do PSD e, para já, o único assumido na corrida à Câmara courense, diz que, com ele a presidente, a autarquia vai honrar os compromissos assumidos. Ainda assim, sempre vai dizendo que é necessário que o Festival tenha retorno no concelho.

“Há mais de dez anos que financiamos o Festival, mas tarda a haver retorno”, explica o actual vereador social-democrata, acrescentando que, “ao fim de 12 anos de Festival seria já de alguma forma visível a visita a Coura de pessoas que estiveram nos primeiros festivais e isso não se nota com regularidade”. Talvez por isso defende que é preciso a Câmara Municipal trabalhar em conjunto ou em complemento com a Ritmos, “para que se encontrem formas de aumentar o retorno do investimento no Festival”, esclarece José Augusto Caldas.
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As prioridades da candidatura social-democrata, contudo, não se viram para aqui. O programa da sua candidatura já foi tornado público na comunicação social e aqui no Mais pelo Minho, e dedica grande atenção à acção social, nomeadamente na preocupação em dar resposta à população com mais de 60 anos. “A capacidade instalada no concelho ao nível da assistência social é diminuta. Não temos oferta”, critica José Augusto Caldas que quer dar resposta a esta questão que já estava no programa do PSD nas últimas eleições.

O candidato fala ainda de uma outra vertente da assistência social: a questão dos jovens que abandonam os estudos por dificuldades económicas. “É uma das nossas prioridades também”, garante José Augusto Caldas, explicando que “há muita gente, com enorme potencial, que se perde por não ter recursos”.
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NOTA – Com este post completa-se a entrevista feita a José Augusto Caldas no passado dia 14 de Abril.

07 maio 2009

Cidade deserta

Pela mão do deputado do CDS, Abel Baptista, deverá ser discutida no próximo mês, na Assembleia da República, a proposta de elevação de Valença à categoria de cidade. Sim, aquela vila transfronteiriça que cresceu desordenadamente, tem metade dos edifícios novos desabitados e que em que termos de equipamentos sociais se equipara a tantas outras, quer ser cidade. 
Sinceramente, não vejo que Valença tenha melhores condições para o ser que Monção. Ou Vila Nova de Cerveira. Ou Arcos de Valdevez. Ou ainda Ponte de Lima... E por falar em Ponte de Lima, porque carga de água é que Abel Baptista, que até é presidente da Assembleia Municipal do concelho limiano, não se lembrou de propor a elevação desta vila a cidade. Como bem lembra o Nuno Matos, a lembrança é oportuna até porque Ponte de Lima também cumpre os mesmos requisitos enunciados no projecto de elevação de Valença.
Mas, será que vale a pena ser elevada à condição de cidade só para poder ostentar esse título em qualquer brasão ou documento do município? Não será mais importante dotar a vila, e o concelho necessariamente, de melhores condições que até podem ser superiores às exigidas para a subida a cidade, não tendo a preocupação de o fazer apenas para mostrar, mas a pensar nos seus cidadãos? 
Esta situação faz-me lembrar a febre do início da década de noventa, em que várias cidades, e não só, quiseram elevar-se à categoria de concelho, apenas e só porque eram... cidades. Hoje, pouco mais de uma década volvida, são notórias as dificuldades dos que conseguiram subir de divisão. Mas, e se calhar é apenas isso que importa, são concelhos...

05 maio 2009

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Outras assembleias

Pelos vistos não é só por Paredes de Coura que se critica a postura de alguns membros da Assembleia Municipal. Em Viana do Castelo, há quem se queixe das deserções que se verificam ao longo das reuniões daquele órgão autárquico, de tal modo que, a meio da sessão, já desapareceram da sala grande parte dos elementos da Assembleia.
Por cá não temos este problema. Pelo menos, nas muitas assembleias municipais a que já assisti em terras de Coura, não é habitual ver os deputados municipais a abandonarem a sala a meio dos trabalhos. Pelo contrário, há quem faça questão de chegar já com os trabalhos em andamento e depois se perca nas respostas a questões que foram feitas antes de chegar. 
Pior do que isso, contudo, é a questão, já aqui levantada, dos deputados municipais que passam praticamente todo o mandato sem intervir naquele palco da política autárquica. Pode ser que as próximas eleições tragam gente mais participativa!

02 maio 2009

Noite quente na Assembleia

Noite da passada quarta-feira. Cá fora chuviscava e o tempo estava frio, mas lá dentro, no salão nobre dos Paços do Concelho, o clima aqueceu bastante. Motivo: a já costumeira troca de palavras entre Maria José Carranca e José Augusto Pacheco que, desta vez, aumentou de tom, de tal modo que, a determinada altura, o presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura ordenou que fosse cortado o som do microfone para onde falava a líder da bancada do PSD, para tentar trazer ordem de novo à reunião.
Em discussão estava a conta de gerência da autarquia courense no ano passado. Maria José Carranca, apoiada num documento elaborado pelo vereador social-democrata José Augusto Caldas (o único da oposição presente na AM), fez um balanço negro das obras do executivo socialista nos últimos quatro anos, resgatando velhos cavalos de batalha do PSD na luta política autárquica, nomeadamente a contestação à concentração das escolas e a construção dos parques de estacionamento que representaram 48 por cento do total de investimento da Câmara neste mandato. As contas estenderam-se depois ao investimento feito nas freguesias, com Maria José Carranca a criticar a forma desigual como foi distribuído e o reduzido valor aplicado nesta área do total de investimento feito no concelho, aproveitando ainda para, em jeito de pré-campanha eleitoral, lançar o projecto defendido pela candidatura de José Augusto Caldas que prevê a transferência automática de verbas para as juntas de freguesia.
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O pior viria depois. A seguir a Maria José Carranca falou Vítor Paulo Pereira, líder da bancada socialista, que rebateu as críticas social-democratas e criticou a intenção de José Augusto. “Num período eleitoral é muito fácil prometer”, referiu. Mas o que fez saltar a tampa à líder do PSD na AM foi a intervenção seguinte, do presidente da Câmara que, de acordo com Maria José Carranca, não deveria intervir apenas depois dos deputados municipais. “Eu tinha vergonha de apresentar uma coisa que já foi discutida”, criticou, acrescentando que Pereira Júnior nem sequer apresentou, antes “comentou, criticou e fingiu que não ouviu o que o PSD disse”.
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No seu jeito habitual, Maria José Carranca não se poupou a palavras, de tal modo que o presidente da AM a interrompeu e a advertiu para não desrespeitar os membros da Assembleia Municipal. Seguiram-se dez minutos de acesa discussão, com José Augusto Pacheco a pedir para Maria José Carranca ser “mais honesta e democrática nas intervenções”. Esta parece não ter gostado e continuou no seu estilo. Vale a pena escutar.
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Já agora, e porque parece que passou despercebido no meio da confusão, refira-se que a conta de gerência da autarquia que, em boa verdade era o que estava a ser discutido, foi aprovada com seis abstenções do PSD. Assim vai a política por Paredes de Coura.

01 maio 2009

Histórias aqui ao lado

Realizado por Diana Gonçalves, com raízes em Valença e Tui, "Mulheres da Raia" é um documentário que nos leva numa viagem à relação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza, recordando alguns cenários do passado recente destas zonas, nomeadamente o contrabando e o passar a fronteira "a salto". A importância das mulheres numa luta diária pela sobrevivência que parece ter sido há muito tempo mas que ainda resiste na memória de muitas pessoas desta zona.
Premiado em XVI Festival Caminhos do Cinema Português, este documentário vai ser exibido amanhã à noite, nos Paços do Concelho de Valença. Fica aqui um aperitivo.

Eles voltaram!

29 abril 2009

José Augusto Caldas: Vou valorizar o papel da oposição!

Com o PSD à frente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, a oposição vai ser sempre escutada. Isto mesmo garante José Augusto Caldas, candidato social-democrata às próximas eleições autárquicas, explicando que isso não acontece actualmente, com o PS a gerir os destinos do município.
O exemplo mais flagrante é, explica, o actual nível de endividamento da autarquia. “A Câmara está endividada muito para além do actual mandato com o voto contra da oposição. Comigo, isso não acontecerá”, assegura o vereador laranja.
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A valorização da oposição defendida por José Augusto Caldas estende-se também às freguesias. O candidato do PSD apresenta, no seu programa eleitoral, um programa de transferência automática de verbas para as juntas de freguesia, sempre que estas apresentem os respectivos planos de actividades aprovados pelas duas forças políticas mais representativas em cada assembleia de freguesia.
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Uma situação que, tendo em conta o cenário actual, irá dar mais poder ao PSD, minoritário na maioria das juntas de freguesia do concelho. José Augusto Caldas, contudo, refere que, independentemente da cor política de cada junta, que quer mudar a favor do seu partido, o importante é “dar importância aos elementos perdedores e mobilizá-los a encontrarem soluções consensuais”.
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Aliás, à semelhança do que terá acontecido nos últimos tempos na Câmara Municipal de Paredes de Coura, com várias propostas do PSD a serem aprovadas pela maioria socialista, nomeadamente propostas de cariz social. “Eram iniciativas do PSD mas, depois, para conseguirem ser aprovadas, foi preciso negociar, retirar-lhes a ênfase de serem do PSD, para que elas pudessem passar”, explica o candidato.
Razões que levam José Augusto Caldas a estar convicto de que os courenses vão optar por mudar o elenco camarário nas próximas eleições. “Entre optar por mudar agora, no início de um novo ciclo, ou mudar daqui a quatro anos, os courenses vão mudar agora”, confia José Augusto Caldas, lembrando que há quatro anos o PSD perdeu pela menor margem dos últimos 16 anos e estando, agora, convicto de que Pereira Júnior, se concorrer, irá abandonar ao final de dois anos, à semelhança do que aconteceu com José Guerreiro.
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Continua…

24 abril 2009

Coelho ao almoço... e ao jantar

Pedro Passos Coelho é o convidado principal do almoço que o PSD de Paredes de Coura leva a efeito amanhã, na sede da ADASPACO, neste concelho. Um almoço numa fase muito inicial da corrida à Câmara Municipal por parte de José Augusto Caldas, cuja candidatura será oficialmente apresentada aos militantes nessa altura.
O próprio candidato social-democrata reconhece que é ousado realizar este almoço, a pagar, quando ainda nem sequer se sabe a data em que vão ter lugar as eleições autárquicas, mas está confiante numa boa adesão. Sobre a presença de Passos Coelho, bem como de Eduardo Teixeira, presidente da distrital do partido, José Augusto Caldas assegura que será apenas a primeira de muitas figuras nacionais do PSD que se vão associar à sua campanha. 
Curiosamente, o passeio de Pedro Passos Coelho ao Alto Minho não se restringe a Paredes de Coura. Também amanhã, mas ao jantar, Passos Coelho vai participar numa inciativa da JSD de Ponte de Lima, que terá lugar num restaurante daquele concelho. É caso para dizer que o social-democrata vai passar o fim de semana em torno da gastronomia alto-minhota.

Novos tempos, novos meios

Que ninguém tenha dúvidas: as próximas eleições, sejam elas europeias, legislativas ou autárquicas, vão agitar a blogosfera nacional. Aliás, na sequência do que se tem passado nos últimos anos, em que a Internet, de uma forma geral, e os blogues, de forma mais particular, se têm assumido como importantes veículos de transmissão de informação, especialmente quando se trata de questões políticas. Veja-se a recente investida do secretário-geral do PS na Internet, tentando imitar à escala nacional o que fez Barack Obama na sua campanha rumo à Casa Branca. Ou repare-se onde o cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias costuma expressar as suas opiniões. São apenas dois exemplos. 
Mas há mais. Há casos de blogues que acompanharam, em directo e com emissão online contínua, congressos de partidos políticos nacionais, e não estamos a falar de partidos de pequenas dimensões, tendo recebido o mesmo tratamento que os habituais profissionais da comunicação social. As únicas diferenças prendem-se, provalvemente, com o cunho mais opinitativo que podem ter dado à coisa e, obviamente, com o facto de estarem a trabalhar apenas por gosto, sem nenhum jonal, rádio ou televisão por trás a pagar-lhes o salário e as despesas. Já para não falar dos políticos que viram as suas vidas agitadas por causa de notícias veiculadas, em primeira mão, pelos blogues.
Mas os políticos já ganharam consciência do peso da blogosfera. E nem é preciso rumar a Lisboa para ver isso, aqui perto temos dois exemplos. Em Braga, Ricardo Rio, candidato derrotado na última corrida à Câmara local, eleito vereador, e de novo candidato pela coligação Juntos por Braga em 2009, mantém desde 2007 um blogue aberto à intervenção de todos e, inclusivamente, recolhe ali impressões dos munícipes, que transmite nas reuniões do executivo camarário. 
Mais perto ainda, em Caminha, Júlia Paula, a social-democrata que preside aos destinos do concelho, também não desdenha os novos meios tecnológicos colocados ao dispor da política, da comunicação de uma forma geral. Vai daí é vê-la a anunciar a sua recandidatura à Câmara Municipal de Caminha no Youtube. É colocar a Internet ao serviço da política, ao serviço dos cidadãos.