A prestação do PSD na Assembleia Municipal de Paredes de Coura faz, por vezes, lembrar aquele velho ditado popular português: casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Não obstante o bom desempenho que Décio Guerreiro tem tido à frente da bancada social-democrata, há sempre um ou outro episódio que acaba por sobrepor-se a qualquer outra intervenção e que, no final da sessão, acaba certamente por deixar marca.
A última reunião foi exemplo disso mesmo. O protagonista: o antigo líder da concelhia courense e ex-vereador, João Cunha que, desta feita, resolveu criticar, em plena assembleia, a prestação de um dos vereadores do PSD na Câmara de Paredes de Coura. Discutiam-se, na altura, as taxas a aplicar em 2012 nos impostos municipais, nomeadamente na derrama, e, ao ouvir o presidente da Câmara justificar que, apesar de insignificante, a verba arrecadada com este imposto dava jeito aos cofres municipais, João Cunha prontamente respondeu que o autarca estava preocupado com a receita quando se devia preocupar também com a despesa, questionando o presidente da Câmara relativamente aos encargos e receitas dos parques de estacionamento, aos custos da festa de passagem de ano e aos critérios de atribuição de subsídios.
E foi precisamente na questão dos subsídios que João Cunha não hesitou em apontar o dedo a José Augusto Caldas, vereador do seu partido na autarquia, considerando que “os subsídios são injustos e vergonhosos”, mas que “muita culpa tem o vereador do PSD que votou a favor da sua atribuição”. Acusação que o vereador social-democrata não quis deixar sem resposta, tendo solicitado à mesa autorização para explicar a João Cunha o porquê da sua posição nas votações, que justificou com as várias iniciativas de apoio à produção de produtos locais que constavam do programa do PSD nas últimas autárquicas.
“Voto na esperança de que alguma coisa nasça daí e enquanto aqui estiver continuarei sempre a votar a favor”, acrescentou José Augusto Caldas que aproveitou a ocasião para tecer algumas críticas ao executivo socialista, ao referir, nomeadamente, que “a Câmara faz tudo cá para dentro, para entreter cá dentro. Tirando o Festival nada traz as pessoas para aqui”. Por isso deixou o apelo para que se façam coisas que permitam chamar “os de lá de fora cá para dentro”. Críticas e explicações que não obtiveram resposta. Nem do autarca socialista, nem do seu colega de partido.
PS: Já agora, e relativamente a uma das questões levantadas por João Cunha, sobre os encargos e receitas dos parques, de registar a conclusão da resposta de António Pereira Júnior: “Os parques estão a dar prejuízo. Naturalmente!”

… mas as
Contentores de lixo cheios, a abarrotar, durante toda uma semana, à espera de uma única passagem semanal do camião de recolha.

