Despertar violento
O cenário é o mesmo, todos os dias de manhã. E de tarde. Cerca de 350 crianças entre os seis e os dez anos de idade, confinadas no espaço polivalente da nova Escola Básica Integrada de Paredes de Coura. Gritos, brincadeira, pancadaria, mais brincadeira. São crianças, estão praticamente no final do ano lectivo (como eu os compreendo na necessidade de férias), mas têm este tipo de comportamento também porque não há ninguém para lhes deitar uma mão. A EBI tem poucos funcionários, e os que têm, distribuídos por turnos ao longo de todo o dia, resultam em menos ainda para vigiar, apoiar e tomar conta das crianças.
Não sei o que falta para contratar mais pessoal. Dinheiro, um simples pedido a quem de direito…. Seja o que for não se compreende como não há ninguém que olhe para esta situação e diga: BASTA. Passamos de uma funcionária para 20 alunos, nas escolas antigas, para uma funcionária para 100 numa escola modelo. De que adianta pedir mais crianças se depois não temos como tomar conta delas.
O cenário é o mesmo, todos os dias de manhã. E de tarde. Cerca de 350 crianças entre os seis e os dez anos de idade, confinadas no espaço polivalente da nova Escola Básica Integrada de Paredes de Coura. Gritos, brincadeira, pancadaria, mais brincadeira. São crianças, estão praticamente no final do ano lectivo (como eu os compreendo na necessidade de férias), mas têm este tipo de comportamento também porque não há ninguém para lhes deitar uma mão. A EBI tem poucos funcionários, e os que têm, distribuídos por turnos ao longo de todo o dia, resultam em menos ainda para vigiar, apoiar e tomar conta das crianças.
Não sei o que falta para contratar mais pessoal. Dinheiro, um simples pedido a quem de direito…. Seja o que for não se compreende como não há ninguém que olhe para esta situação e diga: BASTA. Passamos de uma funcionária para 20 alunos, nas escolas antigas, para uma funcionária para 100 numa escola modelo. De que adianta pedir mais crianças se depois não temos como tomar conta delas.
Fechado para balanço
Vilar de Mouros já era. Depois de, nos últimos anos, ter andado pela mó de baixo, o mais antigo festival de música do país não resistiu e, acusando a falta de apoio da autarquia caminhense, cancelou a edição de 2007. Cá para mim não volta tão cedo, ou pelo menos antes de 2010, dado que daqui a dois anos há eleições autárquicas e a Câmara de Caminha pode mudar.
E nós por cá? Temos sorte diferente. A Câmara apoia, nós também. A organização agradece e recompensa a fidelidade: bilhetes mais baratos para os locais e o parque de estacionamento da praia fluvial devidamente empedrado. Ao que parece a autarquia tinha-se esquecido de acabar a obra quando criou a praia e as infraestruturas ao redor.
Vilar de Mouros já era. Depois de, nos últimos anos, ter andado pela mó de baixo, o mais antigo festival de música do país não resistiu e, acusando a falta de apoio da autarquia caminhense, cancelou a edição de 2007. Cá para mim não volta tão cedo, ou pelo menos antes de 2010, dado que daqui a dois anos há eleições autárquicas e a Câmara de Caminha pode mudar.
E nós por cá? Temos sorte diferente. A Câmara apoia, nós também. A organização agradece e recompensa a fidelidade: bilhetes mais baratos para os locais e o parque de estacionamento da praia fluvial devidamente empedrado. Ao que parece a autarquia tinha-se esquecido de acabar a obra quando criou a praia e as infraestruturas ao redor.
Vá para fora, cá dentro
Talvez relacionada com o primeiro texto, ou mesmo com o segundo, é também a notícia, dada à estampa em vários jornais nacionais da semana passada, de que muitas crianças do país vão ficar sem praia este ano porque as câmaras municipais simplesmente não têm dinheiro para o transporte, tendo em conta as normas impostas pela nova legislação. Fica, deste modo, gorada a única possibilidade que muitas crianças de Paredes de Coura, nomeadamente da EBI, tinham de ir à praia, uma semana no ano que fosse.
O problema é da Lei, dizem os autarcas. O problema é a falta de dinheiro, dizem os autarcas. Cá para mim o problema são os autarcas, porque dinheiro para outras coisas parece não faltar. Mas não há problema, a câmara está a tratar do estacionamento na praia fluvial e depois é só dar um pulinho até lá para ver o mar... de gente que por lá vai passar.
Já agora, e por falar em autarcas, está a decorrer nos Açores o congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Até aposto que muitos dos autarcas não puderam ir porque lhes faltou o dinheiro para o transporte.
Talvez relacionada com o primeiro texto, ou mesmo com o segundo, é também a notícia, dada à estampa em vários jornais nacionais da semana passada, de que muitas crianças do país vão ficar sem praia este ano porque as câmaras municipais simplesmente não têm dinheiro para o transporte, tendo em conta as normas impostas pela nova legislação. Fica, deste modo, gorada a única possibilidade que muitas crianças de Paredes de Coura, nomeadamente da EBI, tinham de ir à praia, uma semana no ano que fosse.
O problema é da Lei, dizem os autarcas. O problema é a falta de dinheiro, dizem os autarcas. Cá para mim o problema são os autarcas, porque dinheiro para outras coisas parece não faltar. Mas não há problema, a câmara está a tratar do estacionamento na praia fluvial e depois é só dar um pulinho até lá para ver o mar... de gente que por lá vai passar.
Já agora, e por falar em autarcas, está a decorrer nos Açores o congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Até aposto que muitos dos autarcas não puderam ir porque lhes faltou o dinheiro para o transporte.


















