17 fevereiro 2011

Nova biblioteca em 2012

O concurso público para encontrar o construtor ainda decorre, só terminando na próxima semana, mas parece ser já uma certeza que a construção da nova biblioteca municipal de Paredes de Coura vai avançar dentro de pouco tempo. Um milhão e duzentos mil euros depois, deveremos ter o novo edifício pronto a entrar em funcionamento em 2012, pelo menos assim o augura o presidente da Câmara.

Uma obra que se justifica, tendo em conta a falta de condições da antiga biblioteca e que dará vida à antiga escola primária do concelho, de que hoje só restam as ruínas. Ao mesmo tempo homenageia-se a passagem de Aquilino Ribeiro por terras de Coura, dando à nova biblioteca o nome do escritor de “A Casa Grande de Romarigães”.

E por falar em Casa Grande de Romarigães, voltou a andar pela comunicação social a intenção da Câmara Municipal, e também do filho do escritor, de transformar o edifício que inspirou Aquilino Ribeiro num museu dedicado àquela figura das letras lusas. Uma ideia que, contudo, não sairá da gaveta tão cedo, devido a “problemas de financiamento”. Costuma dizer-se que mais vale tarde que nunca, mas o certo é que as atenções já se deveriam ter virado para a Casa do Amparo há muito tempo, para evitar que atingisse o estado de degradação, descuido e irresponsabilidade que a marca nos dias de hoje. Pessoalmente, não creio que a sua transformação em museu seja o primeiro passo a dar, até porque, nos tempos que correm, tal será de muito difícil concretização. Mas, mesmo sem ser museu, há muito que pode ser feito.

15 fevereiro 2011

Faça-se luz! (2)

lua cheiaPara quem ainda tem dúvidas sobre algumas das consequências dos cortes selectivos da iluminação pública, fica aqui a ligação para uma notícia publicada na edição de hoje do jornal Correio do Minho. O título, acho eu, diz tudo: Falta de luz propicia assaltos”.

13 fevereiro 2011

Faça-se luz!

Na sexta-feira um amigo perguntava-me em que ponto estava aquela ideia dos municípios do distrito de Viana do Castelo de poupar na factura da EDP, se já tinham começado os cortes periódicos da iluminação pública. Não lhe soube responder. Sinceramente não sei se essa medida já está a ser aplicada por cá ou não,mas pelo que li na altura e depois no início do ano, parece que a EDP só estará tecnicamente habilitada para satisfazer esse pedido dos autarcas lá mais para o Verão.

Entretanto, contudo, parece não haver necessidade de poupança. Pelo menos é essa a imagem que passa num vídeo carregado esta semana no Sapo Vídeos que dá conta da passagem de um casal de turistas por Paredes de Coura. Dois minutos e trinta seis segundos que pouco mostram do concelho, centrando-se praticamente na zona envolvente da igreja do Espírito Santo. Nada tenho contra o conteúdo do vídeo, mas basta dar uma olhadela para perceber que alguma coisa não está como deveria estar. Seria de noite? Não, mas não deixa de ser irónico.

09 fevereiro 2011

Não deixa de ser irónico…

CIM disponível para salvar Coliseu de Viana – Notícia da Rádio Geice

… que há pouco mais de um ano a Câmara de Viana do Castelo não quisesse ter nada a ver com a Comunidade Intermunicipal Minho-Lima (CIM). E agora, com os cofres da Câmara sem verba para sustentar a construção do Coliseu de Viana, pode ser a mesma CIM que foi rejeitada a dar a mão à autarquia para levar por diante aquele projecto. Ironias à parte, não deixa de ser questionável o facto de se avançar para uma obra daquela envergadura sem ter o seu financiamento assegurado. Dá a ideia de que se quer dar um passo maior do que a perna.

08 fevereiro 2011

Especificidades a aproveitar

 Foto jornal Público

Sou daqueles que defende que o ambiente pode ser um bom catalisador para o desenvolvimento de uma região, mais do que de um concelho porque o ambiente não conhece fronteiras. Por isso, é com agrado que recebo a notícia de hoje do Público que dá conta do esforço da Câmara Municipal de Paredes de Coura para a preservação de uma planta que encontrou nesta região um ambiente propício e, dada a sua exclusividade, apresenta-se como uma oportunidade a não desperdiçar.

O narciso-amarelo foi alvo de um estudo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que chegaram à conclusão que, apesar de ser um dos concelhos onde esta espécie é mais abundante, é necessário assegurar a sua protecção e preservação, nem que seja necessário vedar alguns núcleos mais sujeitos a ameaças. Conclusões a que a Câmara de Paredes de Coura promete não ficar indiferente, até porque vê no narciso-amarelo a possibilidade de ter um “ex-libris” do interior do Alto Minho.

Haja acompanhamento e bom senso e o narciso-amarelo bem que pode ser um bom atractivo para cativar um outro tipo de visitantes. Turismo ambiental, pois claro, sector que ainda tem muito para dar, neste e noutros concelhos. Com conta, peso e medida, certamente, e sem esquecer que não basta pensar apenas nos que vêm de fora, mas nas implicações que as acções a tomar podem ter junto dos que cá vivem.

02 fevereiro 2011

Perguntas de resposta fácil

sinal estrada nova

PCP: Honório Novo questiona o Governo sobre "a obra de Santa Engrácia do Alto Minho" – notícia da Rádio Geice

O deputado comunista Honório Novo quer saber em que pé estão as coisas relativamente à desejada/projectada/prometida/adiada ligação de Paredes de Coura à A3 e vai daí apresentou no Parlamento um pedido de informação dirigido ao Ministério das Obras Públicas. E aproveitou para criticar o Governo por ainda não ter avançado com esta promessa antiga e até hoje por cumprir. Está a tentar “atirar areia para os olhos” da população local, considera o deputado.

Antes de mais, não deixa de ser estranho que tenha sempre de ser um deputado da oposição a zelar pelas acessibilidades dos courenses. Do CDS-PP, com Daniel Campelo, há largos anos, a Honório Novo, já foram várias as intervenções sobre o mesmo assunto. Aliás, referia-se que Honório Novo nem sequer foi eleito por Viana do Castelo, mas assume-se como defensor dos interesses dos PCP neste distrito também. De qualquer das formas, pergunta-se: não deveriam também ser os deputados socialistas a querer saber o que se passa com a ligação à A3? Ou será que já sabem?

De qualquer das formas, Honório Novo não precisava de ter tido o trabalho de questionar o Ministério da Obras Públicas sobre este assunto. Bastava ter vindo a Paredes de Coura e qualquer pessoa lhe poderia dar as respostas que procura. Mantém o Governo a intenção de construir esta ligação? Mantém, ideias e projectos não ocupam espaço. Que razão invoca para justificar tantos atrasos na construção desta ligação? São vários. Primeiros os técnicos, depois os políticos, depois os económicos. Os dois primeiros foram sendo ultrapassados, os últimos, aparentemente, não. Em que ponto estão os estudos e projectos há tanto tempo anunciados? Não sabemos, mas também não interessa, porque é consciência geral que, não obstante projectos e estudos, o mais certo é a obra, em tempo de crise, não sair sequer do papel.

Dito isto, até que o título de “obra de Santa Engrácia do Alto Minho”, utilizado por Honório Novo, não assenta mal. Ou esse ou o de “promessa antiga que queria concretizar antes do fim do meu mandato mas que já não vai ser possível”. É escolher!

27 janeiro 2011

Finalmente, alguém com bom senso!

COURA - Associação dos Bombeiros Voluntários considera que a SIV veio prejudicar e "substituir" o trabalho dos bombeiros – notícia da Rádio Vale do Minho

Custos desnecessários e meios que não são utilizados quando o poderiam ser. Finalmente alguém com bom senso a dizer que o facto de termos um ambulância de Suporte Imediato de Vida no concelho não são só vantagens. Mais mais haveria para criticar, a começar pela redução do horário do Centro de Saúde, encerrado que foi o SAP. E lembrar que nem tudo o que foi acordado foi cumprido, por este ou por aquele motivo, uns mais válidos que outros. Promessas, é o que é!

23 janeiro 2011

Coura com Cavaco

Paredes de Coura manteve a sua tradição e votou à direita para eleger o novo Presidente da República. Resultado: revalidou o título para mais uma viagem de Cavaco Silva para os lados do Palácio de Belém. O actual e futuro presidente conseguiu, por terras de Coura, quase 61% dos votos. O seu mais directo opositor, apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda, não logrou chegar aos 16%. Muito, muito longe de Cavaco.

À parte todas as ilações políticas que as televisões nos têm transmitido, com comentadores a torto e a direito, reservo-me o direito de também tecer alguns comentários a este acto eleitoral, sob a perspectiva local. E foco-me apenas em dois pontos. O primeiro, a abstenção, um monstro a nível nacional que também deixou marcas no concelho. Apenas 40% dos cidadãos recenseados em Paredes de Coura exerceram o seu direito de voto e em algumas freguesias os números da abstenção atingiram mesmo número assustadores (os mais de 72% de Bico deveriam de ser alvo de reflexão). Será a abstenção uma forma de protesto? Não creio, antes uma forma de desleixo.

O outro ponto prende-se com a candidatura pseudo-alternativa dos que não se reviram na escolha oficial do Partido Socialista. Defensor Moura nunca foi alternativa a coisa alguma e conseguiu até a proeza de ficar atrás da “coisa” mais divertida que esta campanha eleitoral teve, de seu nome José Manuel Coelho. No distrito, que foi onde quase exclusivamente fez campanha, ficou-se pelo terceiro lugar, com pouco mais de 11 mil votos, oito mil dos quais alcançados na sua Viana do Castelo, a cujos destinos presidiu até há pouco mais de um ano. Pergunto: valeu a pena?

Resultados em Paredes de Coura

Votantes 40,12%

Votantes: 3.914

Inscritos: 9.756

Cavaco Silva   60,84%   2.256 votos

Manuel Alegre  15,91%   590 votos

Fernando Nobre  9,71%  360 votos

Defensor Moura  5,93%  220 votos

José Coelho  4,64%  172 votos

Francisco Lopes  2,97%  110 votos

21 janeiro 2011

A culpa é da assessora

08-02-09_2206Receber uma nota de imprensa da Câmara de Arcos de Valdevez a dar conta da campanha eleitoral de Cavaco Silva é algo de impensável? Talvez não, porque na semana passada as redacções dos órgãos de comunicações da região receberam um email, do gabinete de imprensa da câmara arcuense, que falava disso mesmo, da campanha eleitoral do actual Presidente da República. A culpa? Costuma morrer solteira, mas desta vez calhou ser atribuída à “inexperiente” assessora de imprensa daquela câmara.

Foi “um erro da assessora de imprensa, que já assumiu responsabilidade total pelo acto e já pediu desculpa pelo mesmo”, esclarece o presidente da Câmara, o social-democrata Francisco Araújo, que vai mais longe e diz mesmo que aquela profissional “é nova” e saiu “há poucos dias dos bancos da universidade”. Assim mesmo, num quase atestado de incompetência passado pelo patrão à funcionária.

Até pode ter sido mesmo um “erro” da jovem assessora, mas o que é certo é que, não raras vezes, acontecem situações do género em vários municípios do país, onde muitas vezes se confunde o serviço da autarquia com as funções de campanha eleitoral. E se há algumas situações que conseguem passar mais ou menos despercebidas, como as inaugurações em vésperas de eleições e os famosos boletins municipais que, apesar de serem obrigados a permitir a participação da oposição, só trazem as fotografias com os elementos da maioria do executivo, outras há que são mais evidentes e muitas vezes resultam em queixas junto da Comissão Nacional de Eleições, como aconteceu agora em Arcos de Valdevez.

Em política, como noutras situações aliás, é preciso saber separar as águas e não basta ir assistir ao comício do candidato com o carro próprio em vez de levar o carro da câmara. É preciso também assegurar que a secretária ou o assessor ou outro funcionário camarário qualquer, que até podem participar também no comício, ali estão como cidadãos e não como funcionários municipais. E, assim sendo, no caso de Arcos de Valdevez é válido questionar se o erro foi a assessora ter enviado a referida nota de imprensa à comunicação social ou o facto de ter ido ao jantar-comício de Cavaco Silva investida do papel de assessora de imprensa da câmara? São os dois inadmissíveis, mas um deles pode não ser só dela!

20 janeiro 2011

É o que temos!

25092010459

O tema que se segue é recorrente por estas bandas. Infelizmente! É que, não sei porquê, mas sempre que tenho necessidade de me deslocar ao Centro de Saúde de Paredes de Coura, quase que venho de lá mais doente do que quando entrei, mesmo quando nem sequer era eu o doente a assistir. Longas horas de espera têm o condão de me fazer sentir doente, vá-se lá saber porquê.

Na minha última visita ao Centro de Saúde só precisei de esperar pouco mais de duas horas para ser atendido. Coisa pouca disse-me depois quem conseguiu ultrapassar a barreira das três horas. Ah! E eu a pensar que tinha, finalmente, conseguido atingir um qualquer recorde.

Vistas bem as coisas, até que não foi mau de todo. Só tenho pena que não me tivesse precavido. É que, talvez por já não estar habituado a estas coisas de longas demoras no Serviço Nacional de Saúde, não estava preparado para a espera . Se estivesse podia ter aproveitado para, imagine-se, preencher o meu IRS ou satisfazer aquela minha vontade de reler “Guerra e Paz” enquanto aguardava na sala de espera do Centro de Saúde. Mas não, não levei os papéis com a contabilidade do ano passado nem a obra prima de Tolstoi e por isso limitei-me a esperar.

Que remédio, diziam-me. Pois, que remédio temos quando isto é o que temos por cá, por Paredes de Coura? Pois que deixamos fugir as urgências nocturnas, primeiro, e o serviço de atendimento permanente, logo, logo a seguir. Ficamos com uma consulta aberta que parece não dar vazão a quem a procura o que origina esperas de, ora deixa cá ver, mais de duas horas. Longe vai aquela noite fria e chuvosa de Abril onde duas dezenas de courenses e outisider’s se manifestaram pela manutenção do serviço de atendimento permanente, perante a indiferença (desdém até?) dos poderes instalados. Da manifestação resta apenas um papel afixado na porta do Centro de Saúde (que, realce-se, já nem sequer maçaneta tem) a anunciar o horário reduzido de atendimento. Pena que não seja tão reduzido como o tempo de espera da consulta aberta.

 

PS: Apesar de tudo, ainda há quem se preocupe com o bem estar dos doentes que acorrem ao Centro de Saúde. No meio disto tudo, valha-nos ao menos o bom serviço desses profissionais.

12 janeiro 2011

Contenção

Na sua primeira edição de 2011, o Notícias de Coura deu a conhecer algumas das medidas de contenção que a Câmara Municipal de Paredes de Coura se propõe implementar. Novidades? Algumas. Ou se calhar nem por isso.

O aumento das tarifas da água é tema que há muito vem sendo abordado pela autarquia courense, que não perde a oportunidade para se queixar que está a subsidiar metade do custo deste bem essencial. Ora, em tempo de contenção, será que vai deixar de o fazer? Sim, explica o presidente da Câmara. E vai subir muito? Pereira Júnior fala num “aumento ligeiro”, por isso é de pensar que a autarquia vai continuar a suportar parte da diferença existente entre o valor a que compra e o valor a que vende a água no concelho. Aqueles que estiveram compra os negócios entre a Câmara e as Águas do Minho o que pensarão disto agora?

Depois fala dos cortes na iluminação pública, por demais abordados e criticados aqui, e cujos efeitos se questionam, até porque, pelos vistos, este ano pouco se sentirão, pois só lá para Junho é que estarão reunidas condições para se fazerem. EDP dixit. Oportunidade, no entanto, para ficar a saber a opinião da oposição sobre este assunto, com o regressado José Augusto Viana a contestar esta atitude, explicando que cortaria apenas na iluminação ornamental.

Mas o vereador social-democrata vai mais longe e atira: em tempo de crise não são necessários dois vereadores a tempo inteiro e um assessor da presidência. A autarquia, contudo, a nível interno recomenda apenas um esforço de poupança na despesa corrente, nomeadamente ao nível de comunicações e consumíveis. De fora fica o pessoal, até porque, umas páginas mais à frente no mesmo jornal, verificamos que ficou porta aberta para aumentar o quadro de pessoal do município.

Novidade, ou talvez não, é o assunto que o Notícias de Coura puxa para título da notícia, em que Pereira Júnior diz querer baixar os gastos com transportes escolares, que actualmente rondam os 50 mil euros mensais. Como? Com a definição de uma nova estratégia de transporte que possibilite a diminuição dos custos. Esclarecido? Nem por isso. Não sei porquê mas estas “definições de estratégias” deixam-me sempre com a pulga atrás da orelha, até porque mais adiante se pode ler que os cortes na despesa da Câmara não afectarão a área social e a educação. Não? A ver vamos. É que, pelo que consta, a mudança de “estratégia” para o transporte dos alunos do primeiro ciclo passa pelo abandono das recolhas quase à porta, passando para um circuito de transportes semelhante aos dos alunos da escola EB 2.3 e Secundária, cuja recolha é feita apenas nas estradas principais. Ora, para muito dos alunos das freguesias, isto é voltar à situação que existia antes da concentração das escolas que apontava o transporte dos alunos como uma das vantagens. Mais, para muitos alunos é ainda pior (leia-se mais longe) do que quando as escolas estavam nas freguesias!

06 janeiro 2011

Boas notícias

COURA - Empresa de produtos plásticos cria 50 postos de trabalho – notícia da Rádio Vale do Minho

Mais do que a vinda de uma nova empresa para Paredes de Coura, que permitirá colmatar o fecho anunciado de outras, é de salientar o optimismo da autarquia courense, com o presidente da Câmara a afirmar que há vários empresários, nomeadamente espanhóis, interessados em instalarem-se no concelho. Assim seja!

Apertar o cinto… no cinema

centro cultural 1O novo ano chegou e com ele o anunciado apertar (ainda mais) do cinto. A crise é palavra de ordem e poupar é ordem que a ver vamos se se cumpre. E em Paredes de Coura, curiosamente, o primeiro sinal surgiu com a agenda cultural: vamos ter menos sessões de cinema em Paredes de Coura.

Antes que perguntem, eu esclareço: sou um fervoroso apoiante das sessões de cinema no Centro Cultural de Paredes de Coura. A minha assiduidade já foi melhor (muito melhor) mas não me esqueço da boa surpresa que tive quando para aqui vim morar e me deparei com sessões de cinema a menos de metade do custo das grandes cidades. É certo que com algum atraso nas exibições, mas a esse preço não se pode exigir que os hits de bilheteira cheguem cá no momento da estreia e para mim ainda há muitos filmes que valem mais no cinema do que no abrigo do sofá cá de casa.

Neste momento desconheço qual o índice de afluência dos courenses ao cinema. Nos últimos filmes que vi a sala estava praticamente cheia, a contrastar e de que maneira com o cenário de há 11 anos, em que o público muitas vezes não chegava às duas dezenas. Não sei, por isso, se o público continua a aparecer no Centro Cultural ou se virou as costas ao cinema cá na terra. Desconheço, por isso, se os cortes nas exibições se ficam a dever a falta de público ou a outros factores, nomeadamente falta de pessoal para assegurar o funcionamento do cinema em paralelo com outros eventos no Centro Cultural. É que, pelo que se pode ver na agenda cultural de Janeiro, agora só temos cinema um dia por semana, ao sábado ou ao domingo, dependendo da utilização do Centro Cultural com outros eventos.

Ou seja, ao invés de três sessões semanais, passamos a ter apenas duas. Em tempos de austeridade, é uma medida com que temos de viver e seguramente não será nem a única, nem a pior. Ainda assim, faz-me confusão que não haja um dia fixo para ir ao cinema, pois se esta semana é ao sábado, na próxima é no domingo e depois volta a ser ao sábado, porque o Centro Cultural está ocupado com outras actividades nos domingos. E se nos shoppings das grandes cidades temos sessões durante toda a tarde e noite, não sei porquê mas aqui faz-me confusão ir assistir a uma sessão de cinema a um sábado ao início da tarde. Não sei porquê, mas quer-me parecer que a essa hora há mais coisas para fazer!

28 dezembro 2010

Uns a seguir aos outros

jardins centro cultural

Paredes de Coura: Câmara recorre a empréstimo de 600 mil euros para fazer face a dificuldades de tesouraria – notícia da Rádio Geice

Não sei porquê, mas lembra-me aquelas pessoas que fazem um empréstimo para pagar as dívidas contraídas com o cartão de crédito cujo plafond já excederam há muito.

27 dezembro 2010

Desemprego

semáforosUma das poucas fábricas existentes em Paredes de Coura fechou as portas há duas semanas, deixando ainda mais parada a Zona Industrial de Castanheira. O encerramento deu-se devido a motivos pessoais, asseguram, porque trabalho não faltaria. De qualquer das formas são más notícias para cerca de 20 trabalhadores que ficaram sem emprego.

Infelizmente esta parece não ser situação única. É que, para os lados da Zona Industrial de Formariz, também há já quem veja o seu emprego em águas agitadas a partir de Janeiro, com mais uma empresa instalada em Paredes de Coura há poucos anos a não conseguir chegar a bom porto.

Faltam, por isso, alternativas para tapar o buraco que estas duas situações irão criar.

23 dezembro 2010

Feliz Natal

 

Serviço público

 

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA

E D I T A L

JOSÉ AUGUSTO BRITO PACHECO, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA:

TORNA PÚBLICAS, em cumprimento do estabelecido no art. 34º do Regimento, as deliberações deste Órgão Autárquico, tomadas em sessão ordinária, realizada às 21,00 horas do dia 17 de Dezembro de 2010, no Salão Nobre dos Paços do Município.

 

= PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA =

Ponto n.º 1 – Foi distribuída lista de registo de expediente diverso.

A acta da sessão anterior, oportunamente distribuída e dispensada da sua leitura, depois de submetida à votação, foi aprovada, por maioria, com a seguinte votação: 38 votos a favor - sendo 25 do PS, 12 do PSD e 1 do PCP-; 2 abstenções do PS, por não terem estado presentes e 1 voto contra, do PSD.

Ponto n.º 2 – Apresentação de assuntos relevantes para o Município e a emissão de votos e moções.

Os representantes das comissões de Toponímia e da Defesa da Floresta Contra Incêndios prestaram informações sobre as actividades desenvolvidas.

Ponto n.º 3 – Intervenções políticas pelos grupos municipais.

Não houve intervenções.

 

= ORDEM DO DIA =

Ponto n.º 1 – Apreciação da informação escrita do Presidente da Câmara acerca da actividade do município, bem como da sua situação financeira, nos termos da alínea e) do art. 53º, da Lei 169/99, de 18 de Setembro.

Ponto n.º 2 – Apreciação, discussão e votação de proposta da Câmara Municipal para as Opções do Plano e Proposta de Orçamento para o ano de 2011.

Este ponto foi aprovado por maioria com 29 votos a favor, sendo 26 do PS, e 2 do PSD; 4 abstenções, sendo 2 do PSD e 2 do PCP8 votos contra do PSD.

O empréstimo de 600 mil euros, para acorrer a dificuldades de Tesouraria, em anexo ao Orçamento, foi aprovado por maioria com 38 votos a favor, sendo 27 do PS, 9 do PSD e 2 do PCP; 4 abstenções do PSD e 1 voto contra do PSD.

Ponto n.º 3 - Apreciação, discussão e votação de uma proposta da Câmara Municipal para reorganização dos Serviços Municipais, nos termos do Decreto-Lei nº 305/2009, de 23 de Outubro

Este ponto foi aprovado por maioria com 34 votos a favor, sendo 27 do PS; 5 do PSD e 2 do PCP e 7 abstenções do PSD.

Ponto n.º 4- Apreciação, discussão e votação de uma proposta de decisão de adesão ao Pacto de Autarcas.

Este ponto foi aprovado por unanimidade.

Ponto n.º 5 – Intervenção do público

Para que conste se publica este edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos locais públicos de costume.

PAREDES DE COURA, 20 de Dezembro de 2010

O Presidente da Mesa da Assembleia,

Incentivos…

16092010454Uns primam pela sua existência, outros consideram-nos desnecessários. Mas, bem vistas as coisas, pelos vistos até funcionam!

22 dezembro 2010

Assembleia Municipal: orçamento e negociata

CIMG1113A discussão do orçamento da Câmara Municipal de Paredes de Coura para o próximo ano prometia dominar a última sessão da Assembleia Municipal. E quase que conseguia. Quase porque na memória ficará não só a aprovação do principal documento para o município, mas também a polémica intervenção de João Cunha, do grupo municipal do PSD.

Primeiro as contas. As tais que vão traduzir a vinda de menos 663 mil euros para os cofres do município, o que necessariamente se vai reflectir no plano de actividades da autarquia para 2011, com “algumas dificuldades financeiras e de execução”, como já explicou o presidente da Câmara. Que adiantou também que os cortes não irão afectar nem a acção social nem as promessas feitas aos presidentes de junta. Por isso mesmo, não foi de estranhar que, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, também este orçamento tenha sido aprovado com os votos favoráveis não apenas da maioria socialista, mas também de alguns presidentes de juntas social-democratas.

No entanto, como se pôde ver e ouvir, nem todos os social-democratas estão de acordo com as posições tomadas por Pereira Júnior e companhia. Que o diga João Cunha que numa inflamada intervenção apontou baterias ao executivo socialista da autarquia e não olhou a quem se atravessava à sua frente. Negociata foi a acusação mais forte da noite, com o deputado municipal do PSD a questionar os negócios entre a Câmara e a Ritmos, nomeadamente a festa de passagem de ano, que também já mereceu críticas noutros espaços informativos. João Cunha juntou ainda no mesmo saco a nomeação de Vítor Paulo Pereira para assessor do presidente da Câmara, um assunto com mais de um ano de existência, mas que ainda assim mereceu, da parte deste social-democrata, críticas tais que já há quem diga que o próximo encontro entre os dois será em tribunal. Se assim for, não faltarão testemunhas!

18 dezembro 2010

Coincidências e lamentos

30062009151Na mesma altura em que um grupo de arquitectos e engenheiros a exercer em Viana do Castelo vem a público exigir uma auditoria aos serviços de obras da Câmara daquele município, há uma empresa que se queixa de que o processo para a instalação de uma nova unidade industrial naquele concelho está parado nos serviços camarários vai para dois anos.

Sobre a primeira queixa, a autarquia vianense diz que há interesses políticos por detrás das reivindicações. Assim como assim, nesta terra parece que tudo tem de ter a ver com política, por isso, provavelmente até terá razão. Em Faro, pelos vistos também havia queixas, e o novo presidente da Câmara fez o que se sabe.

Sobre o segundo caso a câmara argumenta com a lentidão do processo de expropriação. Com ou sem razão, não é de desprezar quando uma empresa se predispõe a investir 28 milhões de euros e a criar 40 postos de trabalho. Com tanto terreno em Paredes de Coura, que jeito davam os 40 novos empregos.

17 dezembro 2010

Acautelar o futuro

hospital da misericórdia

Paredes de Coura: Recuperação do Hospital da Santa Casa da Misericórdia vai custar 1,4 milhões de euros – notícia da Rádio Geice

Poupar às escuras

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Em dia de aprovação de plano de actividades e orçamento da Câmara de Paredes e Coura (mais logo à noitinha, na Assembleia Municipal), relembro uma das medidas que os autarcas do Alto Minho encontraram para fazer face ao corte anunciado de verbas vindas de Lisboa: o apagão. Os dez municípios do distrito decidiram, não se unanimemente ou por maioria, prescindir de algo porque têm lutado nas últimas décadas, e resolveram que, agora que é hora de apertar o cinto para compensar os exageros de anos anteriores, há que deixar as ruas às escuras.

Afinal, parece que lutas e reivindicações de anos e anos, para se alargar a iluminação pública a este e àquele lugar, foram rapidamente esquecidas e, na hora do aperto, nada mais simples do que apagar a luz, supostamente para poupar um milhão de euros. Nada tenho contra a poupança, muito pelo contrário, mas esta medida cheira-me a facilitismo e a distracção. Facilitismo porque, provavelmente, terá sido a primeira ideia que surgiu nas mentes dos nossos autarcas. É que pensar em adiar projectos, repensar prioridades e redefinir estratégias dá muito trabalho e apagar a luz… é só pedir à EDP. Distracção porque o essencial não é o que se vai poupar agora, é o que não se devia ter gasto antes. Vir agora com cortes programados da iluminação pública é querer tapar o sol com a peneira, como se isto resolvesse os problemas financeiros que as autarquias foram engrossando nos últimos anos.

O apagão programado da iluminação pública traz ainda, a meu ver, uma outra situação que parece ter passado ao lado dos decisores. É que, se nos centros urbanos a redução do número de candeeiros em funcionamento não vai ser tão notada, até porque o apagão não é total e há sempre estabelecimentos comerciais com publicidade luminosa que ajudam a abrilhantar a coisa, nos meios rurais o cenário não é esse. E, mesmo que seja apenas durante algumas horas da madrugada, deixar as aldeias completamente às escuras não me parece uma boa ideia e só uma palavra me vêm à cabeça: insegurança. Das pessoas e bens, por um lado, pois a escuridão da noite é cúmplice dos amigos do alheio (que já se devem estar a preparar para “trabalhar” nos horários previamente definidos pela EDP), mas também das vias de circulação. É que há troços de estradas municipais e nacionais que, sem iluminação pública são autênticas ratoeiras para os automobilistas.

Será que o apagão é solução para poupar? E se o for será que esse dinheiro vai ser bem aplicado pelas autarquias ou vai servir para tapar buracos que entretanto surjam e nós continuamos a pagar por essas asneiras? O melhor é esperar pela lua cheia para se ver melhor a coisa!

De volta

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17 novembro 2010

Dar nome às ruas

PLACA AVENIDA NOVAO Notícias de Coura de ontem traz uma notícia, assinada por Eduardo Daniel Cerqueira, que dá conta do desconhecimento e/ou falta de utilização do nome da Rua do Padre Casimiro Rodrigues de Sá. Um assunto que já não é novo e que, basicamente, existe desde que a Câmara Municipal de Paredes de Coura resolveu homenagear este ilustre courense dando o seu nome a uma rua da vila, no caso a artéria que vai do cruzamento da Escola EB 2.3/S de Paredes de Coura até à Rua Narciso Alves da Cunha. Os alertas de Eduardo Daniel Cerqueira remontam a essa altura, questionando e bem, porque é que, tendo a rua um nome atribuído, se teima em não o utilizar, inclusivamente a própria autarquia no passado.

A questão do nome das ruas é sempre delicada. Por um lado há ruas e caminhos que nunca tiveram nome mas nem por isso a população deixa de lhes dar um nome, que já está enraizado nos moradores e não é uma deliberação camarária que vai mudar com facilidade essa denominação (o que talvez justifique a última atribuição de nomes decidida pelo município que atribuiu a algumas ruas o óbvio nome porque já eram conhecidos os lugares). Por outro lado, é tarefa que não me parece fácil, atribuir nomes a ruas, tendo por base os critérios definidos pela comissão de toponímia da autarquia, de tal modo que esse trabalho de dar nome às ruas raramente se afasta da vila e o resto do concelho fica entregue… à tradição e ao critério de cada junta de freguesia.

Ainda há dias em conversa com alguns colegas, estes ficaram surpresos por saber que em Cossourado existe, há anos, um sistema de numeração das casas que, pelo menos em teoria, facilitará o trabalho dos carteiros. Ao que sei, esse trabalho deverá ser alargado a outras freguesias, que já manifestaram o interesse nesta postura de numeração. Mas será solução? Continuarão a existir ruas sem nome, ainda que com número, e se há lugares que é fácil identificar, outros existem que quando damos conta já estamos no lugar vizinho.

A pensar nisso mesmo, a Câmara de Monção vai arrancar com o processo de atribuição de nome a todas as ruas do concelho, tarefa que prevê estar terminada dentro de três anos. Em Paredes de Coura já ouvi ideia semelhante, ainda antes de Monção ter anunciado tal epopeia. Será que, aproveitando este momento de crise, vamos ter nomes nas ruas todas? É que, mesmo não sendo tarefa para custar muito dinheiro, quando comparada com outros projectos, é obra para ficar para toda a vida!

08 novembro 2010

Deliberar mas não cumprir

A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima não cumpre os dois dias de luto que ela própria decretou, como forma de protesto contra a introdução de portagens nas SCUT’s. Confuso? Pois, não é caso para menos.

O caso remonta a 25 de Outubro último, altura em que assembleia intermunicipal da CIM deliberou, por maioria, assinalar luto, com bandeira a meia-haste, nos municípios do Alto Minho, assinalando assim o seu desagrado face às portagens. No entanto, na data prevista para o protesto, hoje e amanhã, apenas uma das câmaras municipais da CIM, no caso a de Caminha, levou o protesto avante. Todas as outras optaram por não fazer, quando há 15 dias pelo menos as câmaras social-democratas tinham opinião contrária.

Mais, a própria Comunidade Intermunicipal, presidida pelo socialista Rui Solheiro, presidente da Câmara de Melgaço, informou já que nem sequer nas instalações daquela comunidade a bandeira vai estar a meia-haste. Ou seja, o conselho executivo da CIM não cumpre uma deliberação que a assembleia intermunicipal da mesma CIM votou favoravelmente.

Não coloco aqui em causa que as justificações apontadas por uns e outros para o não cumprimento da moção aprovada (dúvidas sobre a sua legalidade e sobre a sua eficácia) não sejam de atender. Estranho, contudo, que essas dúvidas não tenham sido levantados aquando da votação e que só tenham surgido agora. Pessoalmente, creio que o “luto” decretado de nada adianta nesta luta, vale apenas pelo seu simbolismo, e outras formas de contestação teriam de avançar no terreno. No entanto, as instituições têm os seus órgãos próprios que têm de ser respeitados assim como as suas decisões e neste caso o que se assiste é a um total desrespeito de um órgão em relação às deliberações do outro. E se hoje é assim é com uma simples moção de protesto, amanhã podemos ter uma situação semelhante, mas mais grave, com um documento de tamanha importância como o orçamento da comunidade.

Prato do dia: cogumelos

cogumelos No rescaldo das II Jornadas Micológicas de Paredes de Coura, que decorreram este fim de semana, surge a ideia de instalar neste concelho um parque micológico, o segundo a nível nacional, aproveitando desta forma todo o potencial da produção de cogumelos. O projecto, a maturar desde 2004, beneficiaria da grande variedade de cogumelos existentes em Paredes de Coura e, a avançar, teria como cenário a área de Paisagem Protegida do Corno de Bico.

Mais uma iniciativa que aproveitaria o grande potencial ambiental de Paredes de Coura, explorando ao mesmo tempo um nicho de mercado que tem crescido a olhos vistos. Que avance, pois então!

05 novembro 2010

Por aqui não anda a crise

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Instrumento indispensável a quem faz do campo e da lavoura a sua vida, o Borda D'Água, editado há 82 anos pela Editorial Minerva, há muito que é o livro de cabeceira dos agricultores, tal é o modo certeiro como parece adivinhar a evolução do clima ao longo do ano. E, diga-se de passagem, que mais coisa menos, lá vai acertando numas e esquivando-se noutras.

Mas, aquele que se auto-intitula como “o verdadeiro almanaque”, é também conhecido pelo seu “reportório útil a toda a gente”, pois contém “todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral”. Ora, sendo tudo isto, que o é, a edição de 2011 do Borda D’Água surge nas bancas sem qualquer referência à crise de que tanto se fala. Motivo, óbvio, para pensar que, afinal, o próximo ano não vai ser assim tão mau. Ou será que não?

04 novembro 2010

Inédito? Só se for em Valença!

A Câmara de Valença prepara-se para passar a aplicar uma taxa aos munícipes pela recolha de lixo. Uma medida com que a autarquia valenciana pretende compensar, ainda que em parte, o valor que vai receber a menos das transferências do orçamento de Estado.

O presidente da Câmara de Valença diz mesmo que se trata de uma “medida inédita”. Mas, inédita? Só se for mesmo por lá! É que Valença só peca pelo atraso na criação desta taxa, já em vigor em muitos concelhos, incluindo nos vizinhos de Paredes de Coura e Monção. No primeiro caso a taxa vigora há já vários anos e é paga na factura da água. No caso de Monção, a autarquia local prepara-se até para aumentar o valor deste serviço.

E em Monção, fala-se já na possibilidade de acabar com as isenções que são concedidas a várias instituições, nomeadamente às IPSS. Ou seja, se o nos cortam os fundos, vamos buscá-los a quem muito dificilmente os poderá pagar. Não sei porquê mas toda esta situação me traz à memória o procedimento dos bancos sempre que lhes resolvem aplicar um novo imposto e quem acaba por pagar são os clientes.

01 novembro 2010

A hora de fazer contas

CIMG1097Com o fantasma da crise a fazer já parte do dia-a-dia dos portugueses, repetido que é até à exaustão em cada noticiário o cenário difícil que se nos depara, não fica facilitado o trabalho de quem tem, por esta altura, de deitar contas à vida e planificar o orçamento para o próximo ano. E não falo do orçamento geral do Estado, aquele de que se guardará recordação no telemóvel de Eduardo Catroga e no bolso dos portugueses durante muito tempo. Refiro-me, sim, aos orçamentos dos municípios que, confrontados com o corte drástico de verbas a transferir do Estado, vão ter de puxar pela imaginação para dar conta de projectos para o futuro e, principalmente, de compromissos assumidos no passado.

Paredes de Coura não fugirá à regra, Com um corte anunciado de mais de 600 mil euros, o orçamento municipal para 2011 promete dar dores de cabeça a Pereira Júnior e à sua equipa nos próximos meses, esperemos que não nos próximos anos. Os prenúncios, contudo, não se afiguram muito bons, e correm até já rumores que dão conta da precária situação financeira do município courense, nomeadamente no que respeita à falta de liquidez. Se juntarmos a isto a necessidade de honrar escrupulosamente as dívidas contraídas em anos anteriores, então vemos que a tarefa não vai ser fácil e o próprio presidente da Câmara já assumiu, em declarações à comunicação social, que 2011 vai ser um ano de “extrema penúria”.

Na última Assembleia Municipal o autarca courense explicou que, há semelhança do que aconteceu em anos anteriores, iria convidar os presidentes de junta a apresentarem as suas reivindicações para eventualmente serem incluídas nos planos da autarquia para o próximo ano. Agora, contudo, o discurso mudou de tom e a tónica dominante parece ser o corte drástico das despesas correntes e o adiamento inevitável de algumas obras. Em Paredes de Coura, tal como no resto do país, começa a cortar-se em áreas que, até agora, mereciam grande atenção da gestão autárquica. Será suficiente?

18 outubro 2010

A semana em que chegam as obras

bombeiros.1A semana que hoje começa traz consigo o culminar de um processo que teve início há alguns anos, que passou por diversas peripécias e que, finalmente, parece ter chegado a bom porto. Barbosa da Silva, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura não esconde a alegria de saber que esta semana começam as obras de remodelação e ampliação do quartel Afonso Viana.

O processo, contudo, começou muito antes do antigo militar ter tomado as rédeas da corporação courense. Com Décio Guerreiro, o mentor inicial, chegou mesmo à fase do concurso, de que inclusivamente houve vencedor(es). Curiosamente, numa altura em que o projecto inicial tinha crescido desmesuradamente, em dimensão e em previsão de custos e em que a corporação ficou mesmo sem direcção. Motivos que, todos somados, terão estado na paralisação do processo e obrigado ao seu redimensionamento.

Agora, sanados que estão esses problemas que atrasaram obras há muito consideradas indispensáveis, o quartel Afonso Viana vai entrar em trabalhos, que culminarão, dentro de alguns meses, com a dotação de melhores condições de conforto e funcionalidade. A ver se tudo corre pelo melhor, durante as obras e depois, no seu pagamento.

Ao mesmo tempo, mesmo ali ao lado, outra empreitada também está a começar, Falo da remodelação do antigo largo da Feira, incluindo as traseiras do chamado bairro dos Bombeiros que há muito tinham sido votadas ao esquecimento. Um projecto antigo da Câmara de Paredes de Coura, que chegou a pensar-se ter sido arquivado, mas que há meses ressurgiu à luz do dia. As duas empreitadas juntas prometem dar aquela zona um novo aspecto. Mas só depois de muitos meses de lama e poeira.

11 outubro 2010

Liberal… mas pirata?

noticias de coura pirata

O página da internet do jornal Notícias de Coura foi alvo de piratas informáticos, que hoje à tarde fizeram substituir o habitual site do jornal de Paredes de Coura por uma página que defende a legalização da cannabis. A mensagem, que o Mais pelo Minho recebeu há pouco, era simples mas enigmática: “Coura é republicana e liberal”. E a seguir o endereço de internet da página do jornal Notícias de Coura, como que instando-nos a clicar. Só que, ao contrário do que seria de esperar, clicando no endereço do jornal, a direcção tomada era outra. Um ataque de piratas informáticos, que ao tudo indica nem sequer está ligado a Paredes de Coura, já que afectou outras páginas, nomeadamente a do jornal Alto Minho.

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09 outubro 2010

A República (já) chegou a Coura (2)

CIMG1074Recriação da feira tradicional de Paredes de Coura por ocasião da chegada ao concelho da notícia da implantação da República em Portugal. Uma vila cheia de gente e movimento que respondeu afirmativamente ao desafio e, por uma tarde, transformou Paredes de Coura naquilo que Paredes de Coura já foi. Saudosismo? Não, apenas nostalgia e prazer de ver uma vila a respirar vivacidade.

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A República (já) chegou a Coura

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D. Manuel Clemente, bispo do Porto, de um lado, Mário Soares, antigo presidente da República, do outro. Os ingredientes principais de duas horas de dissertação sobre “A primeira República e as relações Igreja-Estado” tema do primeiro debate do ciclo “Diálogos de Coura”, com que o município de Paredes de Coura assinala os 100 anos da República em Portugal.

O debate desta noite, que encheu o auditório do Centro Cultural, marcou o arranque das comemorações do centenário por terras de Coura e, sob a moderação do jornalista José Carlos de Vasconcelos, trouxe à baila não só as questões relacionadas com a primeira República, onde não faltaram as referências aos ilustres courenses que por por lá passaram, mas alastrou a discussão até à actualidade politica nacional. Não foi de estranhar, por isso, ouvir Mário Soares dizer que gostava de ver PS e PSD juntos para aprovarem o orçamento de Estado, chegando inclusivamente a concordar com Cavaco Silva no que respeita à necessidade de coesão e entendimento em torno desta questão,

“Há coisas mais importantes que os partidos. Há a vida de todos nós”, acrescentou o antigo governante, que salientou a necessidade das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo na semana passada. “Tinham de ser tomadas para termos crédito junto das instituições europeias”, referiu Mário Soares, para quem abandonar o Euro ou a União Europeia é impensável: “ficaríamos numa situação terrível!”

01 outubro 2010

Para férias? Para Remodelação? Para… (2)

 

Está explicado o porquê do encerramento do Albergue de Peregrinos de Rubiães. Como tinha sido avançado, o fecho temporário ficou a dever-se a uma acção de desinfestação, sabe-se agora que para erradicar uma praga de percevejos, que afectou aquelas instalações durante o Verão.

As previsões dos responsáveis daquele equipamento apontavam para o encerramento durante apenas um dia, mas,  pelo que noticia o Jornal de Notícias, os trabalhos de desinfestação prolongaram-se e obrigaram a que o Albergue estivesse de portas fechadas durante toda uma semana. Está de novo funcional e, de acordo com a informação veiculada pelo presidente da Câmara de Paredes de Coura, este ano com uma elevada afluência, a rondar os 3500 peregrinos.

29 setembro 2010

Aprender a partilhar? (actualizado)

25092010459Está quase no fim o prazo anunciado pela Administração Regional de Saúde para que a prometida ambulância de Suporte Imediato de Vida chegue a Paredes de Coura. Mas, ao que parece, para bem de uns, que sofram os outros. É que, segundo consta, o equipamento que vem para Paredes de Coura é o que se encontra actualmente em Ponte de Lima, concelho que, desta feita, ficará sem ele durante o período nocturno.

A boa educação manda que se promova a partilha, mas não será demasiado? Abel Baptista, deputado do CDS-PP, também acha que sim e apresentou hoje na Assembleia da República o seguinte pedido de esclarecimentos à Ministra da Saúde:

É noticia dos meios de comunicação social de que Paredes de Coura irá finalmente ter a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) há muito prometida e protocolada com a autarquia local.

A informação é de que esse equipamento será colocado em Parede de Coura ainda esta semana.

Esta é uma noticia que só peca por tardia, considerando que o Ministério da Saúde há muito que já deveria ter cumprido esta parte do protocolo celebrado, pelo menos desde o momento em que encerrou o Serviço de Apoio Permanente (SAP) daquele concelho.

Mas poderia dizer-se que mais vale tarde que nunca.

Porém as preocupações junto de profissionais do INEM e de profissionais de saúde está instalada a partir de informações internas que a confirmarem-se serão mais um embuste para as populações.

É que parece que esta SIV que irá para Paredes de Coura, apenas irá funcionar entre as 20H00 e as 08H00 e será deslocada de Ponte de Lima para aquele concelho, ficando o concelho de Ponte de Lima privado daquele serviço, na forma como vem sendo feito, no período correspondente.

É evidente que espero eu e as populações dos concelhos de Paredes de Coura e de Ponte de Lima que esta informação não seja correcta, isto é, que seja falsa. É que as informações que sempre foram dadas, nomeadamente na Comissão de Saúde, na assembleia da República, era a de que o protocolo celebrado com as autarquias locais do Alto Minho seria cumprido e não consta em nenhuma cláusula este tipo de partilha.

Assim, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, venho requerer através de V. Ex.ª, à Ministra da Saúde, resposta às seguintes perguntas:

1 – A ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) a colocar no concelho de Paredes de Coura permanecerá ai 24H00 por dia?

2 – Não será deslocada nenhuma SIV de um concelho para outro durante o período nocturno?

3 – Quantos serão os profissionais de saúde afectos à SIV a colocar em Paredes de Coura?

4 – Qual o número de registos médios de saídas de SIV a nível nacional e no concelho de Ponte de Lima?

Palácio de São Bento, 29 de Setembro de 2010.

A ver se consegue resposta ou se, à semelhança do que aconteceu noutras ocasiões com interpelações dos municípios, por exemplo, a titular da pasta da Saúde opta pelo silêncio.

Entretanto, também o presidente da Câmara de Valença está preocupado com a possibilidade de ser retirada àquele município a ambulância SIV que ali está estacionada. Ao que parece o equipamento tem sido pouco utilizado por aqueles lados. Pudera! Quem é que acha que, em circunstâncias normais, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida substitui o atendimento no centro de saúde?

Actualização a 30/09/2010 – A SIV sempre chegou, ontem à noite, a Paredes de Coura e o presidente da Câmara diz que não há qualquer polémica por causa de ser partilhada com Ponte de Lima. Será que os utentes de Ponte de Lima pensam da mesma maneira?

27 setembro 2010

Também estamos nesse barco… mas à procura de porto seguro

 

Desemprego está a subir em 14 concelhos do Norte” – Notícia do Jornal de Notícias

Valver: Empresa galega instala-se em Paredes de Coura” – Notícia da Rádio Geice

Notícias em sentido contrário, com uma a atestar o aumento do desemprego em Paredes de Coura e a outra a mostrar os esforços que estão a ser feitos para aumentar a oferta de postos de trabalho no concelho. Pouco a pouco, mas numa tentativa clara de criar mais empregos em Paredes de Coura. Mais do que nunca é preciso promover o concelho junto de potenciais investidores, tarefa que a autarquia courense tem vindo a desempenhar com alguma insistência e, pelo que se lê nos jornais, com os resultados a começarem a surgir. Grão a grão, é certo, mas lá diz o ditado que é assim que a galinha enche o papo.

23 setembro 2010

O prometido é devido… mas pode demorar

“Ministério da Saúde garante chegada da SIV até quarta feira” - notícia da Rádio Vale do Minho

“Ligação à A3 tem de aguardar revisão do estudo prévio” – notícia da Rádio Vale do Minho

A fonte das duas notícias é a mesma, o presidente da Câmara de Paredes de Coura. o resultado é que é diferente.

É que, enquanto a promessa da vinda da SIV para o concelho, para tentar minimizar a trapalhada que o Ministério da Saúde por cá deixou com o encerramento nocturno do Centro de Saúde, parece estar prestes a chegar (vamos acreditar neles, por uma vez), a outra promessa, muito mais antiga, da ligação, numa via rápida, de Paredes de Coura à A3, parece que ainda vai ter de esperar longos anos para ser realidade. E mesmo assim…

A propósito, causa confusão ler na última edição do Notícias de Coura que o Governo pondera agora, em alternativa à ligação à A3, a ligação à A28 que se prevê irá fazer a ligação entre Valença e o Porto. Ora, questiono eu, a distância de Paredes de Coura a Valença (ou ainda mais a Caminha), não é superior à que nos separa do nó de Sapardos? Fará sentido, por isso, esquecer a ligação à A3 e aumentar o número de quilómetros para ligar à A28? Ou será que houve confusão e o que se equaciona é uma eventual ligação à A27, em Ponte de Lima, como foi sugerido há anos pela oposição?

22 setembro 2010

Para férias? Para remodelação? Para…

Actualização a 23/09/2010 – Ao que parece, o encerramento, temporário de apenas algumas horas, prende-se com uma acção de desinfestação de rotina. Coisa pouca, ampliada e distorcida por “confusão” nas comunicações entre os vários envolvidos e os albergues vizinhos.

21 setembro 2010

Impostos com fogo de artifício

CIMG0942Foi talvez o momento mais quente da última Assembleia Municipal. Primeiro Pereira Júnior, presidente da autarquia, apresentou a proposta de impostos municipais para 2011 (ver último post). Depois Décio Guerreiro contestou a manutenção da derrama, sugerindo a sua extinção, dado o valor reduzido que recolhe aos cofres do município (14 mil euros este ano), ao que o autarca respondeu que, mesmo sendo pouco, era uma quantia essencial para a Câmara de Paredes de Coura. João Cunha, do grupo municipal do PSD, explodiu logo a seguir…

O deputado social-democrata pegou nas contas do município e estranhou “a preocupação do presidente com o sufoco financeiro da Câmara”, quando se gastam 30 mil euros em fogo de artifício nas festas do concelho, 35 mil na Feira Mostra e outros 30 mil euros na passagem de ano. “Aí não vejo grande preocupação!”, considerou João Cunha, acrescentando que “esses 30 mil euros de fogo, se calhar davam muito jeito a qualquer um dos presidentes de junta”.

Mas o antigo líder do PSD concelhio não se ficou por aqui e as suas críticas estenderam-se também ao Festival de Paredes de Coura, não tanto pelo montante envolvido no apoio da autarquia àquela realização, mas recordando a comissão de acompanhamento que foi criada em 2007, com elementos da autarquia e da empresa organizadora, de que até hoje não é conhecido qualquer relatório. “Sou a favor do Festival, não sou a favor é do absoluto desconhecimento da realidade”, concluiu o deputado municipal. (Clicar para ouvir)

A resposta de Pereira Júnior não se fez esperar, com o autarca a garantir que o Festival “é o único acontecimento que nos deixa cá o que custa à Câmara” e que, acrescentou, ronda os 250 mil euros, 100 mil em dinheiro e o restante em serviços prestados.Além disso, continuou, contribui “para a projecção do nome do concelho no país e no estrangeiro”.

“Porque é que não havíamos de fazer as festas do concelho, o passeio dos idosos, o fim de semana e outras actividades que fazem parte da actividade económica e cultural do concelho?”, questionou o presidente da Câmara, que recomendou que João Cunha se informasse junto das instituições bancárias de Paredes de Coura sobre o movimento verificado nas caixas Multibanco por ocasião do Festival. Além disso, Pereira Júnior não desperdiçou a oportunidade de mandar uma achega ao social-democrata, pedindo-lhe que perguntasse também nos bancos, que receita é que a Expoleite, de que este último é responsável e que recebeu este ano 25 mil euros da autarquia, daria para o concelho. “Se calhar não dava”, concluiu o presidente da Câmara. (Clicar para ouvir)

17 setembro 2010

Impostos municipais não aumentam

16092010453 Derrama, IMI e IRS vão continuar com os mesmos valores em 2011. A maioria socialista da Assembleia Municipal de Paredes de Coura aprovou, na última sessão, a proposta vinda do executivo municipal, que prevê, no próximo ano, a manutenção dos valores estipulados para 2010. Apenas o PSD teceu algumas críticas às taxas, mas acabaria por contestar significativamente apenas a derrama, cuja extinção vem defendendo há largos anos.

Pereira Júnior aproveitou a oportunidade para dar conta dos valores arrecadados pelo município nos últimos anos com a cobrança destes impostos, explicando que os montantes têm vindo a diminuir, especialmente a partir do momento que a autarquia optou por reduzir esse peso na carteira dos courenses. No IRS, por exemplo, dos 116 mil euros alcançados em 2009, passou-se para apenas 67 mil euros que entraram nos cofres do município no corrente ano. (Clicar para ouvir)

Apesar disso a oposição, pela voz do PSD, sugeriu que a taxa de IRS fosse de 0%, ao invés dos 3% que a Câmara oferecia, indicando, contudo, que se iria abster neste ponto da votação, o que acabaria por acontecer, tendo apenas a CDU votado contra esta taxa. Já no que respeita à derrama a intervenção dos social-democratas foi mais dura, com Décio Guerreiro a lembrar o historial de luta do seu partido em relação à implementação deste imposto em Paredes de Coura. (Clicar para ouvir)

“É um imposto injusto, o concelho só teria a ganhar com a sua extinção”, defendeu o líder da bancada do PSD, que salientou a pouca relevância do valor amealhado pela autarquia com a sua cobrança, que se cifrou em cerca de 14 mil euros no corrente ano e acrescentou que a não existência de derrama poderia ser aproveitada para atrair novos investidores para o concelho. Pereira Júnior, contudo, lembrou que, apesar de, “com o produto destes impostos pouco se poder fazer, este montante é essencial para esta câmara”, rejeitando assim a sugestão social-democrata. A derrama, no valor de 1,2%, acabaria por ser aprovada sem problemas, apenas com 10 votos contrários por parte do Partido Social Democrata.

15 setembro 2010

Tempo de rescaldo

Os incêndios que afligiram o concelho em Julho e Agosto ocuparam praticamente todo o período de antes da ordem do dia, com o grupo municipal do PSD a apresentar duas moções, sobre o mesmo assunto – fogos florestais – mas com objectivos diametralmente opostos. É que, enquanto numa se elogiava todos os que estiveram envolvidos no combate aos fogos florestais que fustigaram Paredes de Coura, na noutra criticava-se veementemente a actuação do comando das operações de combate a incêndios. As duas moções social-democratas foram aprovadas por unanimidade e, se em relação à primeira pouco haveria a dizer, já em relação à moção de protesto, Décio Guerreiro não deixou de criticar a forma de coordenação existente actualmente, que delega o comando das operações no concelho onde os incêndios têm início e que, no caso de Paredes de Coura, originou algumas situações em que os bombeiros courenses, chamados a intervir pelas populações, não o puderam fazer por não terem autorização do comando vizinho para sair do quartel. Uma situação que foi notória nos fogos de Linhares e da Boalhosa, em que uma mais rápida autorização da intervenção da corporação courense poderia ter evitado que o fogo se propagasse como aconteceu. A este cenário juntam-se ainda situações que chegaram a ser caricatas, como contou o deputado municipal social democrata na Assembleia.
O protesto socialista foi subscrito pelo próprio presidente da Câmara, que anunciou que os autarcas do Vale do Minho vão reunir com o secretário de Estado da Administração Interna para analisar esta situação e a eventual transferência de competências nesta área para os municípios. “A coordenação não foi boa, houve erros graves”, criticou António Pereira Júnior, acrescentando que “os nossos bombeiros foram chamados quando já não havia nada a fazer”. Já antes Décio Guerreiro havia questionado o presidente da Câmara sobre a possibilidade de, accionando o plano municipal de emergência, a autoridade da autarquia se sobrepor à do comando das operações no concelho vizinho. Pereira Júnior, contudo, acabaria por responder que a activação desse plano, além de extremamente difícil e de elevada responsabilidade, poderia gerar situações de conflito entre os dois comandos, razão pela qual não foi opção nos incêndios de Julho e Agosto.
A discussão em torno deste assunto traria ainda a intervenção de João Paulo Alves, da CDU, que alertou para o problema de base que está na origem dos incêndios florestais: a falta de limpeza das matas. “Na Boalhosa, antes de arder, o que lá havia era matagal”, referiu o deputado municipal comunista, acrescentando que “o Estado dá o pior exemplo”, ao não cuidar da limpeza das suas áreas florestais. No rescaldo da discussão ficaram no ar os números da floresta destruída pelos fogos florestais no concelho, com Pereira Júnior a revelar que os números, ainda provisórios, apontam para a destruição de 1337 hectares de floresta. Um número que deve dar que pensar.

13 setembro 2010

Não tão bom ambiente

CIMG0422A exploração de recursos minerais é sempre uma “espada de dois gumes”. Por um lado, e como se pode ver pelo exemplo do concelho vizinho de Ponte de Lima, temos a criação de postos de trabalho e a dinamização económica que está associada à extracção e comercialização de pedra. Por outro lado, e como se pode ver pelo exemplo do concelho vizinho de Ponte de Lima, as implicações a nível ambiental não são de descurar quando se fala neste tipo de indústrias.

Resumindo: há uma empresa que parece estar interessada em explorar a extracção de quartzo, feldspato e lítio no Alto Minho, incluindo em Paredes de Coura. Pesando prós e contras, espera-se que seja tomada a melhor decisão.

10 setembro 2010

Bom ambiente

óleos usados Câmara de Paredes de Coura e empresa do sector estabeleceram parceria para a instalação de mais postos de recolha de óleos alimentares no concelho. Uma boa notícia, que se saúda, em nome de um melhor ambiente. Haja agora consciência dos courenses para utilizarem estes depósitos.

09 setembro 2010

Promessas perdidas (2)

 

“Portagens cobradas nas SCUT a partir de 15 de Outubro” – notícia da Rádio Geice

Sobre esta promessa já muito foi dito. Infelizmente querem que paguemos algo que nos foi oferecido há anos e para o qual não temos alternativa. Mais do que o princípio do utilizador pagador, aqui vigora o princípio do “és obrigado a utilizar e por isso pagas e calas”. Não é caso único no país, mas os maus exemplos não deveriam vingar.

08 setembro 2010

Promessas perdidas

Festas do Concelho 2010 (2) É uma das “qualidades” que facilmente se associa a um político: a capacidade para prometer, principalmente prometer mais do que se pode cumprir ou, melhor ainda, prometer sem se preocupar quando e se lhe vai ser cobrado o prometido. O problema das promessas dos políticos não está apenas naquilo que prometem só para calar quem os escuta, mas está, acima de tudo, naqueles que acreditam, porque só lhes resta acreditar, que eles vão cumprir o que promete.

É claro que a generalização que aqui faço não se aplica necessariamente a todos os políticos mas, convenhamos, encontrar um político que se preocupa com o que promete é mais difícil que encontrar um rato numa cozinha acabava de inspeccionar pela ASAE. E, infelizmente, nos tempos que correm, as promessas por cumprir são tantas que não é preciso grande esforço para dar de caras com mais uma.  Em Paredes de Coura, por exemplo, basta passar defronte do Centro de Saúde para nos lembrarmos de mais uma promessa perdida. Há cerca de meio ano, quando foi decretado o encerramento nocturno, fui um dos que tomei as dores do fecho daquele serviço e desde logo critiquei o desrespeito com que o Ministério da Saúde viria a tratar os utentes do concelho. Seis meses volvidos, eis que o que foi prometido parece esquecido: por um lado o horário de funcionamento é cada vez mais reduzido e, a fazer fé no que se lê na última edição do Notícias de Coura, está limitado a meio dia; por outro lado, o que foi prometido em alternativa continua sem dar as caras pelo concelho, não obstante as notícias recentes que garantem a vinda da ambulância de Suporte Imediato de Vida ainda no decorrer deste mês.

É esperar para ver, como costumo dizer, Esperar e ver se, desta vez, o Ministério que faltou à palavra firmada e assinada, cumpre a sua última promessa. Não que faça muita diferença face ao cenário global de que já muito se falou, mas, nos tempos que correm, é sempre bom ver alguém honrar a sua palavra.