28 dezembro 2012

São opções…

Distrito: Várias autarquias não vão festejar passagem de ano para garantir poupança – notícia da Rádio Geice

Em tempos de crise aperta-se o cinto. Ou então rentabiliza-se o potencial…. Esta parece ser a opção de Paredes de Coura que é dos poucos municípios do distrito que organiza uma festa de passagem de ano, oferecendo, como habitualmente, música e ainda espumante e bolo-rei aos participantes.

São opções, é o que se pode dizer. Num concelho a braços com uma elevada dívida e pouco mais de uma semana depois de ter sido aprovado aquele que foi considerado pelo próprio presidente da Câmara como o mais baixo orçamento de sempre, praticamente sem novos projectos, a opção por gastar algum dinheiro, por muito pouco que seja, numa festa de passagem de ano, pode gerar alguma controvérsia. Ou se calhar nem gera, porque nestas coisas de festas não temos muito o hábito de reclamar.

É claro que a Câmara Municipal de Paredes de Coura, que este ano conta com a colaboração da AEPCOURA na organização deste evento, pode sempre argumentar que se trata de um evento que traz gente, muita gente dirão até, ao concelho. Em 2009, por exemplo, falou-se na presença de cerca de cinco mil pessoas na festa de passagem de ano e garantia-se, mesmo, que a passagem de ano em Paredes de Coura iria passar a ser uma referência nacional.

Três anos volvidos, os tempos são diferentes. As tendas do Largo Hintze Ribeiro já tinham sido colocadas de parte, para se poupar algum dinheiro, e o orçamento deste evento também foi substancialmente reduzido. Dos cerca de 30 mil euros que custou a festa organizada pela Ritmos, em 2009, passamos, no ano passado, para cerca de seis mil euros que foi o orçamento da passagem de ano organizada pela empresa Zona B, de Abrantes. Este ano, com a organização a cargo de gente da terra, desconhece-se ainda o valor que será aplicado na festa. Espera-se é que 2013 comece bem!

20 dezembro 2012

19 dezembro 2012

Agora é capaz de ser um bocadinho tarde!

PAREDES DE COURA  - Jorge Fão questiona Ministérios das Finanças e da Saúde sobre titularidade do antigo sanatório – Notícia da Rádio Vale do Minho

Se fosse há meia dúzia de anos atrás, quando havia interessados em aproveitar aquele espaço para turismo (e não para criação de porcos ou para aventuras e roubos por ruínas desconhecidas) é que tinha sido bom. Por essas alturas, curiosamente, o Governo até era da mesma cor do partido que Jorge Fão defende no Parlamento. Era, aliás, da mesma cor da Câmara de Paredes de Coura. E procuraram-se, então como agora, respostas para a mesma pergunta. A pergunta, pelos vistos, permaneceu inalterada no tempo. Já das respostas, nem sinal.

Agora, digo eu, é capaz de ser um bocadinho tarde. A Câmara de Paredes de Coura até ainda pode manter o interesse em comprar o imóvel do antigo sanatório (com que dinheiro, perguntar-se-à depois?), mas os investidores é que, provavelmente, já encontraram abrigo noutras paragens. Esperemos que não! Mas esperemos sentados!

18 dezembro 2012

Câmara aprova orçamento de 20 milhões

A Câmara Municipal de Paredes de Coura aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2013, que ronda os vinte milhões de euros. Um valor consideravelmente mais baixo que o orçamento deste ano (de cerca de 23 milhões), que revela as dificuldades financeiras do município e que, depois de feitas as contas, se traduz num investimento quase nulo no concelho.

Do total de mais de 20 milhões de euros, só menos de metade, qualquer coisa como 9,4 milhões de euros, diz respeito a investimentos em obras e equipamentos. Este é, contudo, um valor enganador, pois se olhamos com atenção para o plano de investimento apresentado pela autarquia courense, verificamos que quase 3/4 do que ali está inscrito já foi executado (e só ali aparece porque ainda não foi pago) ou já está em execução. Obras como o CEIA, as Portas do Corno de Bico, o Arquivo Mário Cláudio ou a nova biblioteca municipal são apenas alguns dos exemplos, a que acrescem uma série de outras pequenas empreitadas, já executadas, mas cujo pagamento depende do empréstimo que a Câmara de Paredes de Coura efectuou ao abrigo do PAEL e que, por isso, e uma vez que o dinheiro ainda não chegou as cofres do município, ainda são incluídas no orçamento para 2013. Um olhar mais atento revela, por exemplo, que o documento inclui, ainda em 2013, despesas tidas com a construção do túnel ou da variante à EN303, obras inauguradas há largos anos.

Estes aspectos, aliás, foram salientados pela oposição aquando da votação do orçamento em sede de Executivo camarário. O PSD votou favoravelmente o documento, depois de no ano passado ter optado pela abstenção, manifestando, contudo, muitas reservas quanto à capacidade de execução das poucas obras previstas no documento.”O orçamento para 2013 é muito pouco, mas também não dá para mais e, a meu ver, nem para o que se propõe”, considera José Augusto Caldas, vereador social-democrata da câmara courense, que aponta o cumprimento da Lei dos Compromissos como um forte entrave à concretização dos planos da Câmara de Paredes de Coura.

Aquele vereador critica ainda a estratégia de desenvolvimento que tem vindo a ser seguida pelo Executivo courense e de que o orçamento para 2013 é apenas mais um exemplo. “É uma estratégia centrada nas coisas e não nas pessoas”, explica, acrescentando que “o PS entende que com a criação de infra-estruturas, nomeadamente culturais, está a potenciar o desenvolvimento, o que não tem resultado, como o demonstram, por exemplo, os indicadores que mostram um menor rendimento per capita e menos população”. “É uma estratégia de desenvolvimento errada, que devia apostar mais no apoio à actividade económica e no fomento do investimento local, de forma a melhorar os níveis de rendimentos dos courenses”, refere ainda José Augusto Caldas.

16 dezembro 2012

Há imagens que dizem tudo

Quem procura informações na página da internet do PSD de Paredes de Coura fica a saber que não existem novas notícias de momento. É esperar, então!

14 dezembro 2012

Tabu

 

VIANA DO CASTELO - Eduardo Teixeira mantém silêncio quanto a eventual candidatura à câmara de Viana em 2013 – notícia da Rádio Vale do Minho

Estará à espera de convite, ou será mais do tipo “agarrem-me que eu vou-me a eles”?

Não há televisão que resista ao mau tempo

mau tempoOs distritos de Viana do Castelo e Braga estão em alerta vermelho, o máximo dos quatro tipos existentes, devido às más condições atmosféricas, nomeadamente a chuva intensa e o vento forte. O alerta, anunciado ontem ao final da tarde, mantém-se até amanhã à noite, mas terá passado despercebido a muitas pessoas de Paredes de Coura, um dos concelhos abrangido pelo aviso dos serviços meteorológicos e de protecção civil.

Um desconhecimento que se prende apenas com a falta de informação. É que, desde a hora de almoço de ontem que o novo emissor TDT instalado no Monte da Pena deixou de funcionar, deixando às escuras os televisores de todos os que não têm serviço de televisão pago. A situação prolongou-se pelo resto do dia e mesmo noite dentro e, ao que parece, as emissões de televisão só foram reatadas hoje de manhã.

Ao mesmo tempo, esta situação vem expor também uma falha de comunicação por parte das autoridades competentes a nível local. É que se o alerta foi decretado por entidades a nível nacional, também as equipas locais deviam fazer um acompanhamento da situação, incluindo a divulgação do aviso. Ora, consultando a página da internet da Câmara de Paredes de Coura, não há qualquer indicação sobre o aviso. Há noutros páginas a nível nacional, é certo, mas se uma página de internet não servir para comunicar com os munícipes, está a desperdiçar grande parte das suas potencialidades. Já para não falar daqueles sistemas de envio de SMS em grande quantidade…

13 dezembro 2012

Um protesto natalício

A Associação Empresarial de Paredes de Coura está a promover uma série de actividades com vista a tentar dinamizar o comércio local nesta época natalícia e uma das iniciativas passou pela criação, por parte dos comerciantes courenses, de árvores de Natal diferentes. Vai daí, os comerciantes do Largo Hintze Ribeiro e da Rua Frei António de Jesus não estiveram com meias medidas e aproveitaram a iniciativa da AEPCoura para fazerem um dois em um.

Deste modo, além de fazerem uma árvore de Natal fora do comum para participarem no concurso dinamizado pela associação empresarial, resolveram manifestar o seu desagrado pelas condições de degradação daquele conjunto arquitectónico e das lojas ali instaladas. A árvore, que critica o abandono a que a Câmara de Paredes de Coura parece ter votado os comerciantes da zona, utiliza a estrutura do chafariz do largo, sendo que o próprio chafariz parece, também ele, estar votado ao abandono por quem de direito. Por debaixo da árvore não faltam os habituais presentes, sendo que pautam também pela originalidade, como se pode ver na foto.

PS: Como sempre nestas coisas, há quem prefira estragar o que outros fizeram com algum trabalho e dedicação, situação que, aliás, já aconteceu noutras ocasiões. Desta feita, os energúmenos (não encontro outro nome), aproveitaram a noite e dedicaram-se a destruir e roubar algumas das árvores feitas pelos comerciantes de Paredes de Coura. Como diz uma amiga minha, há pessoas que deviam pagar imposto pela estupidez.

12 dezembro 2012

O primeiro a assumir-se

Vitor Paulo Pereira é já, oficialmente, o candidato do Partido Socialista à Câmara de Paredes de Coura, nas eleições autárquicas do próximo ano. A oficialização da candidatura em sede da comissão política concelhia do PS, veio confirmar aquilo que há muito já era público e notório.

A candidatura de Vitor Paulo Pereira foi a única a dar entrada junto da comissão política concelhia socialista, tendo inclusivamente reunido o apoio da unanimidade dos elementos daquele órgão concelhio, conforme explicou o seu responsável, Armando Araújo. O Mais pelo Minho sabe, contudo, que apesar da unanimidade alcançada, não faltaram algumas críticas, não tanto ao candidato, mas mais ao que envolveu o processo pré-apresentação da candidatura. Ao mesmo tempo, algumas vozes manifestaram também, desde logo, reservas relativamente aos nomes que Vitor Paulo Pereira venha a escolher para o acompanharem na corrida eleitoral.

O agora candidato socialista, que para já apenas confirma a sua candidatura remetendo para Janeiro quaisquer outras declarações, desempenha desde Outubro de 2009 as funções de assessor do actual presidente da Câmara de Paredes de Coura, numa escolha pessoal do próprio autarca. No plano político, foi também líder do grupo municipal do PS na Assembleia Municipal, no mandato de 2005 a 2009, substituindo nessas funções Manuel Monteiro, que em 2005 abandonou a assembleia municipal para assumir a vereação.

Antes de entrar na Câmara de Paredes de Coura, era professor de História na Escola EB 2.3/S de Paredes de Coura, tendo ainda publicado alguns livros, nomeadamente no âmbito da sua tese de mestrado sobre a Confraria do Espírito Santo. Além disso é sócio-fundador da Ritmos, empresa responsável pelo Festival de Paredes de Coura, sendo também um dos fundadores do jornal Notícias de Coura.

11 dezembro 2012

E o nosso como fica?

MELGAÇO - Rui Solheiro garante que tribunal local não vai fechar portas – notícia da Rádio Vale do Minho

Em Melgaço, Rui Solheiro, presidente da Câmara Municipal, já garantiu a manutenção do Tribunal naquele concelho. Na lista de equipamentos a encerrar no distrito de Viana do Castelo estava, recorde-se, o tribunal daquele município e também o de Paredes de Coura. Aqui, contudo, ainda não são conhecidos os ecos da reunião tida entre representantes da Câmara e a ministra da Justiça. Será bom sinal?

10 dezembro 2012

Há segundos a quem não deixam chegar a primeiro

Os socialistas de Vila Nova de Cerveira escolheram, no passado sábado, quem querem ver a encabeçar a lista concorrente às eleições autárquicas de Outubro de 2013. O objectivo é granjear a presidência de uma câmara que é há muito presidida por outro socialista, José Manuel Carpinteira, que se vê legalmente impossibilitado de concorrer a mais um mandato.

O caso de Vila Nova de Cerveira assume, contudo, neste cenário pré-eleitoral, características únicas (até ao momento, pelo menos), pois foi o único concelho onde o PS teve de recorrer a eleições directas, dentro do seu universo de militantes, para decidir qual o candidato a apresentar. Ainda por cima quando um dos candidatos era precisamente um vereador de muitos anos da autarquia cerveirense, número dois do actual presidente. Do outro lado da barricada socialista, o actual presidente da concelhia, João Araújo, que acabaria por reunir os 70 votos a mais que lhe deram a vitória no passado sábado.

Curiosamente, o caso de Cerveira, tem outros dois que também são semelhantes. No universo de dez câmaras do distrito de Viana do Castelo, os actuais titulares da presidência não se podem recandidatar em seis dos municípios (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira). Três destes concelhos, contudo, viram os seus números dois na câmara a ser apontados como candidatos ao acto eleitoral de 2013. Em Caminha, o PSD depositou a sua confiança em Flamiano Martins, em Monção é Augusto Domingues, vice de longa data de José Emílio Moreira, quem vai à luta pelo PS, e em Melgaço, muito embora ainda não haja uma candidatura definida, Rui Solheiro já indicou o seu vice, Manoel Baptista, para liderar a candidatura socialista.

Nos outros três concelhos, no entanto, não se assiste a semelhante tomada de posição e a escolha recaiu em elementos que não fazem parte dos actuais executivos. E, se em Arcos de Valdevez, mesmo não havendo ainda candidato definido, tudo leva a crer que o indicado seja o actual presidente da comissão política, apoiado por Francisco Araújo, nos outros dois concelhos, esse apoio, por parte dos actuais presidentes, não é tão visível. Mas existe? Creio que sim! Em Cerveira, José Manuel Carpinteira procurou manter-se afastado de toda esta questão e dos nomes apontados. Aparentemente conseguiu-o, mas como é notório que bastaria um empurrãozinho seu para que o vereador Fernando Nogueira conseguisse ser o escolhido pelos militantes, fica-se com a sensação que o afastamento pode ter tido outras intenções.

Também em Paredes de Coura, Pereira Júnior procurou afastar-se de todo este processo. Pelo menos publicamente e… aparentemente! Sem sucesso! É que não escapa a ninguém a nomeação, pela sua mão, de Vitor Paulo Pereira para seu assessor, logo após as eleições de Outubro de 2009. Os mais atentos viram logo aí, nessa nomeação, um indicar do caminho a seguir em Outubro de 2013. Os restantes perceberam logo que Manuel Monteiro não iria ter o apoio do seu presidente. Ele, naturalmente, também!

Bispo de Viana: em tempo de crise o desafio é partilhar

Numa conjuntura como a que se vive actualmente em Portugal, em que a crise é palavra dominante, a mensagem do Bispo de Viana vai no sentido de contrariar essa situação. Para D. Anacleto de Oliveira o desafio que se coloca aos cristãos é o de partilhar. “Partilhar a nossa vida, os nossos bens materiais, mas também o nosso tempo e o nosso carinho”, explicou o responsável pela Diocese de Viana do Castelo.

D. Anacleto, que esteve em Paredes de Coura para participar na última edição do Café com Temas, diz que “é preciso contrariar o individualismo” e que um momento de crise como o actual é oportuno para “exercitar algo que é humano”. Numa conversa informal que juntou cerca de meia centena de pessoas, o Bispo de Viana do Castelo lembrou que vivemos numa sociedade capitalista e consumista, mas que essa sociedade não tem futuro. “O capitalismo está a estoirar porque não respeita a pessoa humana na sua integridade”, explicou, acrescentando que a aposta do capitalismo é no consumismo. “Consumimos mais e mais e acabamos por nos afogar no consumo”, referiu.

Na sua intervenção, D. Anacleto falou ainda das crianças e dos idosos que, na sua opinião, são os mais menosprezados pela sociedade consumista. “A baixa natalidade é efeito desta cultura que se estabeleceu, onde o lucro é palavra de ordem e não há lugar para crianças”, criticou aquele responsável da Igreja Católica, que deixou também um alerta: “a Igreja pode estar a fazer o bem, mas ao mesmo a promover o mal”. O Bispo de Viana do Castelo referia-se às intervenções de carácter social que as entidades religiosas dinamizam, nomeadamente creches e lares que, por um lado vêm ajudar as pessoas no seu dia-a-dia, mas por outro lado correm o risco de promover o afastamento entre pais e filhos e o abandono dos idosos por parte das famílias.

Outro dos temas abordado por D. Anacleto, prendeu-se com a renovação da Igreja Católica. “´Há uma Igreja de ontem e uma Igreja de hoje, sem dúvida”, considerou o bispo, explicando que a Igreja precisou de se actualizar, sem ser infiel às suas origens. “Das coisas mais difíceis na Igreja é manter a tradição sem cair no tradicionalismo”, acrescentou ainda D. Anacleto, para quem “a Igreja nunca foi tão necessária e ao mesmo tempo tão desejada”.

07 dezembro 2012

Autárquicas 2013: entrevistas que baralham ou para baralhar

A última edição de O Coura traz à estampa duas entrevistas de dois destacados elementos do PSD de Paredes de Coura. Numa, Décio Guerreiro, lutador desta e doutras guerras autárquicas; na outra Maria José Carranca, afastada das tricas locais mas não da política, como demonstra a sua inclusão na lista de candidatos às ultimas legislativas.

Tendo como denominador comum as eleições autárquicas de Outubro de 2013, as entrevistas revelam uma coisa: que um e outro querem ser candidatos, mas que nem um nem outro têm ainda a certeza de o vir a ser. Décio Guerreiro parte, à partida, em melhor posição até porque é ele quem acompanha (e decide?) o processo pré-eleitoral junto da distrital laranja. Mas o peso de Maria José Carranca junto dessa mesma distrital, onde é a única courense representada nos órgãos sociais, fá-la pensar que também ela pode estar bem encaminhada para a corrida eleitoral, pelo menos a fazer fé no que exprimiu na entrevista a O Coura, explicando que não recebeu qualquer convite, mas reconhecendo que há quem a queira a liderar a lista social-democrata à câmara courense.

E, dizendo-se disponível para abraçar semelhante causa, aguarda, presume-se pelas suas palavras, o convite que pode ou não vir. É que, do outro lado da mesma barricada, também Décio Guerreiro, que é tido há muito como o candidato do PSD courense, diz que é candidato “desde 1987”. Ou seja, tomou-lhe o gosto na primeira vez e, depois do intervalo de 2009, parece que está pronto para lutar novamente pela cadeira do poder. Mas depois surge a baralhação na entrevista do líder do grupo municipal do PSD na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, com este a lançar para o ar (não desmentindo a entrevistadora) a hipótese de vir a surgir uma candidatura independente que procurará não ser atingida pelo “cartão vermelho” ao Governo PSD.

Tudo baralhado, muito espremido, das duas entrevistas saem, a meu ver, duas conclusões. A primeira, a de que no interior do PSD o processo de escolha do cabeça de lista ainda não é assunto encerrado, muito embora penda mais para a banda de cima do que para a meia de baixo. A segunda, a constatação de que, em todo este processo, ainda não se ouviu publicamente a voz do presidente da concelhia que seria, certamente, quem mais razões teria para ser ouvido.

06 dezembro 2012

A bola de cristal das autárquicas

A um ano de distância das eleições autárquicas, eis que em Vila Nova de Cerveira já se sabe que é o Partido Socialista quem vai ganhar a presidência da Câmara. E isto numa altura em que ainda se discute quem será o candidato daquele partido ao acto eleitoral, com eleições directas a serem disputadas no sábado entre Fernando Nogueira, número dois de José Manuel Carpinteira há vários mandatos, e João Araújo, actual presidente da concelhia.

A Rádio Geice, no entanto, já faz futurologia e anuncia que “um dos dois militantes vai substituir José Manuel Carpinteira, que foi eleito pela primeira vez presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira com apenas 29 anos, em 1989.” Não seria melhor esperar por Outubro de 2013 para confirmar?

05 dezembro 2012

Indo eu, indo eu… a caminho de Lisboa

Uma delegação de elementos dos vários órgãos autárquicos de Paredes de Coura, está hoje em Lisboa. Motivo: serem recebidos no Parlamento para apresentarem a sua contestação à reorganização administrativa do território das freguesias.

A deslocação a Lisboa surge na sequência da reunião da Assembleia Municipal de Paredes de Coura da passada quinta-feira. Na altura, recorde-se, foi aprovada, com uma única abstenção por parte de João Cunha (PSD), uma moção a pedir a revogação do projecto de Lei 320/XII e, consequentemente da proposta emanada pela Unidade Técnica para a Reorganização do Território, que previa a redução do número de freguesias do concelho de 21 para 16.

Ao mesmo tempo, a assembleia municipal courense pedia uma audiência aos vários grupos parlamentares, com vista a apresentar o seu ponto de vista e explicar o porquê de estarem contra o projecto de lei. Com o agendamento urgente da discussão e votação do 320/XII já para amanhã, essa pretensão courense correu o risco de não ser tida em conta, mas hoje mesmo uma delegação composta por elementos da Câmara de Paredes de Coura, da assembleia municipal e também de alguns presidentes de Junta de Freguesia rumou a Lisboa, para ser recebida por alguns dos grupos parlamentares.

A votação da polémica lei está agendada para amanhã, às 15 horas. Depois se verá se a iniciativa dos autarcas courenses, e de outros de todo o país, deu resultados.

03 dezembro 2012

Assembleia recusou proposta para freguesias

A Assembleia Municipal de Paredes de Coura voltou a dizer não à reorganização administrativa do território. Desta feita, já tendo como pano de fundo a proposta da UTRAT que previa mexidas em 10 freguesias do concelho, a assembleia municipal resolveu contestar novamente a lei e aprovou uma moção a pedir a revogação desta iniciativa legislativa, ao mesmo tempo que deixou a porta aberta a uma futura reorganização administrativa, desde que seja completada com alterações a outros níveis, nomeadamente no que respeita à lei das finanças locais.

A moção, aliás, já estava feita ainda antes da reunião começar, saída de uma reunião dos líderes das três bancadas ali representadas, ocorrida na véspera e onde imperou o consenso sobre o seu principal conteúdo: a revogação da lei. Ainda assim, a sua discussão na assembleia municipal gerou alguma celeuma, nomeadamente porque Décio Guerreiro quis ir mais longe do que aprovar unicamente a moção e voltou a trazer à baila a necessidade de a assembleia, tendo manifestado abertura para isso, discutir uma verdadeira proposta de reorganização administrativa. “É preciso que desta vez não façamos como da outra, é preciso que tenhamos opinião”, disse o líder do grupo municipal do PSD, que não deixou de lembrar que, se a UTRAT apresentou a proposta que apresentou, foi porque “não quisemos participar”. “Temos todos que estar conscientes que se não participámos foi porque não quisemos”, lembrou Décio Guerreiro, bem ao jeito de “eu bem avisei”!

Também Carlos Barbosa, líder do grupo municipal do PS, voltou a reafirmar o que já tinha dito na assembleia do passado dia 22 de Setembro. Num discurso bastante inflamado, o socialista não poupou críticas à lei da reorganização administrativa, ao seu mentor, o deputado social-democrata Carlos Abreu Amorim, e a quem a tenta implementar a todo o custo, o ministro Miguel Relvas, que acusa de ser surdo, pois “não ouve ninguém, nem juntas, nem câmara, nem assembleia”. “Somos os principais interessados e não fomos tidos nem achados”, criticou ainda Carlos Barbosa, que deixou no ar o aviso de que “o povo de Coura vai fazer-se ouvir, nem que seja nas instituições internacionais”.

Para já, contudo, a contestação à reorganização administrativa, e à proposta de reduzir de 21 para 16  o número de freguesias de Paredes de Coura, vai passar pelos tribunais portugueses, com a instauração de providências cautelares por parte das juntas de freguesia que o desejarem e com o apoio jurídico dos serviços da Câmara de Paredes de Coura. Além disso, a acompanhar a moção, segue também um pedido para que uma delegação do concelho seja recebida pelos vários grupos parlamentares. O que, no entanto, já não deverá acontecer em tempo útil, visto que a votação da lei no Parlamento está já agendada para a tarde da próxima quinta-feira.

Clique para ouvir as intervenções iniciais do PS e PSD.