30 julho 2011

Este ano a caravana…

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…não passa por aqui.

Mas a Volta a Portugal sai para a estrada já na próxima quinta-feira. A etapa mais próxima do Alto Minho é a terceira, no próximo dia 7, com início em Viana do Castelo e fim mítico na Senhora da Graça, um dos pontos altos da prova. A não perder!

28 julho 2011

A cadeira ao lado

tomada de posse 01A preparação para as eleições autárquicas de 2013 começou… logo após as eleições autárquicas de 2009. Ou, em vários casos (leia-se municípios e freguesias) ainda antes do acto eleitoral de 2009, com o terreno a ser preparado para a substituição dos muitos autarcas que estão, por imposição legal, no seu último mandato. E se, muitas vezes, o trabalho antecipado evita dissabores futuros, noutros casos o rumo que as coisas tomaram com o acto eleitoral, fugiu ao controlo dos que tinham planos para avançar em 2013 mas que foram afastados pelos bons resultados que outros, literalmente “empurrados para o sacrifício”, conseguiram nas eleições de Outubro de 2009.

A meio do caminho entre eleições o movimento partidário começa a ser ainda mais visível. Pelo Alto Minho, por exemplo, PSD e CDS já começaram a delinear (ainda que ao de leve) estratégias que, inclusivamente, podem passar pela junção de esforços na tentativa de conquistar algumas câmaras aos socialistas. Mas assistimos a preparativos para as eleições autárquicas de 2013 noutros pontos do país. O último caso a ser conhecido foi o de Oeiras, autarquia que Isaltino Morais conquistou nos últimos mandatos e que em 2009 conseguiu liderar com o apoio de um movimento que deu suporte à sua candidatura independente. Confrontado com o limite de mandatos que a lei determina, o IOMAF (assim se chama o movimento) já anunciou o sucessor de Isaltino como beneficiário do seu apoio. E, mais além, anunciou a disponibilidade do actual presidente da Câmara para continuar ligado à autarquia… como presidente da Assembleia Municipal de Oeiras.

A troca de cadeiras anunciada fez-me pensar como seria se, por cá, se enveredasse pelo mesmo caminho. Ou seja, como seria se António Pereira Júnior saísse da presidência da Câmara para a presidência da Assembleia? Como seria um presidente da Assembleia a moderar discussões (e críticas) sobre muito do que tinha sido feito por ele enquanto presidente da Câmara? E, tendo em conta que em Paredes de Coura, normalmente, o PSD consegue melhores resultados na votação para a Assembleia do que para a Câmara, será que isso significaria uma inversão dessa tendência? E, se Pereira Júnior avançasse por esse caminho, será que isso significava que o seu sucessor na Câmara de Paredes de Coura seria o seu antecessor na Assembleia? Tantos “ses” a mais de dois anos das eleições… Mas o tempo corre!

22 julho 2011

Serviço público (4)

ceia2O CEIA – Centro de Educação e Interpretação Ambiental do Corno de Bico comemorou quatro anos de existência no início do mês, mas é ainda um ilustre desconhecido para muita gente. Por isso, há que aproveitar as vantagens da internet e ficar a conhecer um bocadinho melhor o que de melhor por cá temos! É só clicar neste link e entrar numa viagem pelo património natural e cultural da Paisagem Protegida do Corno de Bico.

21 julho 2011

Em tempo de crise… corta-se na festa!

festas do concelho 2011E corta-se bem, poder-se-à acrescentar. A edição de 2011 das Festas do Concelho de Paredes de Coura vai sofrer um corte de mais de 20 por cento no orçamento, que baixa para os 70 mil euros. Muito dinheiro ainda assim, dirão alguns. Mesmo assim, menos que os 90 mil euros da edição de 2010.

Os cortes traduzem-se, na prática, em menos dias de festa, que este ano vai apenas de 12 a 14 de Agosto, um fim de semana de sexta a domingo, deixando de parte o dia 10 de Agosto, feriado municipal, com programa próprio e, presume-se, orçamento próprio também. Ou seja, pensando bem, se calhar a redução não será tão grande assim, pois se em 2010 tivemos cinco dias de Festas do Concelho, este ano serão três… mais o feriado municipal.

De qualquer forma é de louvar o corte, numa altura em que a palavra de ordem é poupar. E, mesmo em tempo de poupanças, não irão faltar grupos de bombos e “zés pereiras”, bandas de música, conjuntos musicais e os habituais festivais, nacional e internacional, de folclore. O programa completo das festas (sem o feriado municipal), está disponível neste link.

Ah, e apesar dos cortes no orçamento, não vai faltar também fogo de artifício!

Culpado antecipado

NORTE - Perda de turistas galegos no Aeroporto Sá Carneiro é culpa das portagens na A28 - Porto e Norte de Portugal – notícia da Rádio Vale do Minho

Infelizmente, o culpado estava encontrado há muito, logo quando se decidiram pela colocação de portagens na A28. E o que é pior é que não é só o aeroporto que fica a perder. Tudo o que é atravessado por esta via, como acontece com as outras que foram portajadas, se ressente do mesmo. Lamentavelmente, este cenário era previsível!

19 julho 2011

E rio acima, haverá?


Uma empresa canadiana descobriu vestígios de ouro nos montes de Covas, Vila Nova de Cerveira. A prospecção, contudo, é uma hipótese remota e, a acontecer, poderá demorar ainda décadas a termos exploração de ouro na Serra d’Arga. Mas ao ver a notícia não pude deixar de sorrir ao ouvir as histórias dos mais antigos que contavam encontrar pepitas de ouro nas águas do Coura. Ai se fosse hoje, certamente que haveria um filtro algures ali em S. Martinho de Coura, para que nenhum resíduo saísse do concelho onde nasce o rio, tão apertadinhas que andam as contas do município.

Dezanove anos depois…

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e ainda há quem não atine com o nome do rio!

13 julho 2011

É pena não dar com garranos…

Cavalos substituem tractores na limpeza da serra de Sintra – artigo do Jornal de Notícias

A empresa responsável pela manutenção dos parques da Serra de Sintra está a utilizar cavalos (da raça Ardennais) para trabalhos de limpeza nos montes, especialmente em zonas onde os tractores não conseguem chegar. Ao ler a notícia só lamentei que não dê para fazer o mesmo com recurso a garranos, animais de porte consideravelmente mais reduzido que estes cavalos belgas de Sintra. É que, com tantos animais desta raça à solta aqui pelos montes, era uma boa maneira de os aproveitar e, eventualmente, dar-lhes mais rendimento do que o que resulta do simples pastoreio selvagem. E, com sorte, até devem existir subsídios para isso!

12 julho 2011

Ao caminho

Num mesmo dia duas notícias sobre o mesmo assunto, mas em sentido contrário. Primeiro as boas. As que nos dão contam do crescente movimento de peregrinos que tem sido registado no Albergue de Peregrinos de Rubiães. Nos primeiros seis meses deste ano, passaram pelo abrigo de Rubiães mais de dois mil peregrinos, número que faz antever que sejam alcançados (ou até ultrapassados) os 4500 registos do ano passado que, recorde-se, foi Ano Jacobeu.

Tendo em conta a localização geográfica do albergue courense e a proximidade com Ponte de Lima e Valença, pode até dizer-se que os números de 2011 são bastante bons, pois muitos dos peregrinos que pernoitam em Ponte de Lima optam por fazer todo o caminho seguido até Valença, argumentando, por exemplo, com o maior afastamento dos centros urbanos de que sofre Rubiães. Curiosamente, os números do Albergue de Ponte de Lima não andam muito longe dos de Rubiães, tendo registado, de Janeiro a Junho, um total de 2450 peregrinos a pernoitar naquelas instalações.

Mas, ao mesmo tempo que surgem boas notícias, surgem também sinais de alerta, vindos da Galiza e que dão conta da falta de cuidado na manutenção do Caminho de Santiago, em muitas zonas já dominado pela vegetação envolvente. Por cá, depois de há alguns anos se ter apostado na requalificação dos caminhos, criando melhores condições de circulação para os peregrinos e ao mesmo tempo facilitando até a sua utilização por parte dos agricultores no acesso aos terrenos sobranceiros ao Caminho, há que zelar agora pela sua manutenção para evitar que aconteça o que já hoje se verifica em Lugo.

De quem é a responsabilidade por manter transitáveis estes acessos? Das juntas de freguesia? Do próprio município? Desconheço. Só sei que, depois do investimento e do trabalho feito, seria um desperdício deixar o mato invadir o Caminho de Santiago no troço que atravessa o município, já para não falar no total desrespeito para com os muitos peregrinos que o percorrem diariamente.

08 julho 2011

Xeque-mate?

Deputado do PSD diz que CP fez das populações "peões" de xadrez - artigo do Jornal de Notícias

E tem razão! A “chantagem” da empresa pública portuguesa até parece ter corrido bem, mas não se brinca com o interesse e o bem estar das populações. Será que a administração da CP tem futuro neste tabuleiro?

07 julho 2011

Às escuras… mas nem todos

iphone10002011 001O apagão selectivo na iluminação pública de Paredes de Coura parece que já começou. Não tenho o hábito, ou a necessidade, de andar na rua de madrugada, por isso desconheço quando começou ao certo, mas pelos relatos que fui recolhendo junto de alguns amigos e conhecidos, não deve ter sido há muito tempo. Pessoalmente, só dei conta desta situação esta semana, numa madrugada em que tive de sair de casa pouco depois das quatro da manhã e lá fora… tudo era escuro. Ainda por cima numa altura do mês em que a lua quase não se nota lá em cima, a sensação foi a de que alguém tinha desligado o interruptor geral.

Não é nada que surpreenda, tendo em conta os objectivos divulgados pelas autarquias do distrito no início do ano, com apagões programados da iluminação pública para tentarem poupar um milhão de euros por ano. Na altura dizia-se que só lá mais para o Verão é que a EDP estaria apta a satisfazer o pedido dos municípios. Ora, o Verão está aí, por isso, até que a eléctrica nacional parece ter cumprido com o prometido.

Só que, pelos vistos, o apagão não foi igual para todos. E não, não falo das diferenças nos horários aprovados pela Câmara de Paredes de Coura para apagarem a iluminação pública na vila e nas freguesias rurais. É que, se algumas freguesias courenses já não dispõem de luz pública nas madrugadas, outras há que continuam a ostentar os lampiões acesos durante toda a noite. Da vila a Cossourado, por exemplo, só quando chegamos a esta última freguesia é que somos apanhados pela escuridão que se alastra rumo a Sul porque o percurso até aqui continua bem iluminado. O mesmo passa-se com algumas freguesias mais serranas do concelho, que já perderam a iluminação pública nas madrugadas, ao contrário de outras mais próximas da sede de concelho.

Duas medidas para um critério que se pressupunha único? Ou um trabalho que ainda não está terminado? Desconheço. Só posso afirmar aquilo que já aqui disse antes: que esta medida traduz apenas o facilitismo da tomada de decisões sem grande trabalho e que mesmo assim poderia ter sido implementada de forma diferente. Colocar às escuras freguesias inteiras não me parece uma boa medida, especialmente quando aumentam as queixas, locais, quanto ao aumento da insegurança. Vai haver mais assaltos e roubos? Não sei, mas que as coisas ficam mais facilitadas, disso ninguém tenha dúvidas.

03 julho 2011

De 17 a 20 de Agosto

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A organização aponta para a presença de 60 mil pessoas no Festival Paredes de Coura 2011. Com o leque de participações aparentemente fechado, são 40 os grupos que vão agitar o festival, que este ano conta com o patrocínio de um grupo empresarial angolano. E os cartazes, alinhados acima, já começam a andar pela comunicação social e pela internet. Mas… dá-me a ideia que falta ali qualquer coisa. E não, não estou a falar deste ou daquele grupo!

01 julho 2011

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vista aérea couraContinuamos a não chegar aos 10 mil habitantes e, comparativamente a 2001, somos ainda menos. Menos 3,34%, menos 320 pessoas. Não somos o município menos populoso do distrito (honroso último lugar para Melgaço)… mas para lá caminhamos.

Os resultados preliminares dos Censos 2011, ontem divulgados, já deram a conhecer um bocadinho do cenário actual do país. E do distrito e do concelho, claro está. Já deu para ver que, num distrito com cerca de 244 mil habitantes (menos seis mil que em 2001), mais de metade residem em apenas dois concelhos (Viana do Castelo e Ponte de Lima). E que Monção, aqui ao lado e na raia, tem mais do dobro da população de Paredes de Coura.

Os dados ontem divulgados mostraram ainda que, numa tendência clara de quebra no Alto Minho, Vila Nova de Cerveira foi o único concelho a conseguir um crescimento, de cinco por cento, no que respeita à população residente, contando actualmente com 9297 habitantes.

Um crescimento demográfico que o presidente da Câmara justifica com a criação de emprego, nomeadamente nos parques industriais do concelho, que serviu “ para fixar população”. José Manuel Carpinteira lembra ainda a melhoria das acessibilidades nos últimos anos e “a aposta noutro tipo de atractividade, o bem estar das pessoas, como um aquamuseu ou a intensa animação cultural”. Apostas a seguir por cá, ou apostas já seguidas e que, por um ou outro motivo, teimam em não dar frutos?