29 outubro 2009

O primeiro passo

tomada de posse 04Faz amanhã uma semana umas dezenas de courenses assinaram um papel. Um simples papel que, rasgado em bocadinhos, nada vale. Aliás, há quem diga que, mesmo devidamente conservado e com aqueles rabiscos, a sua validade é muito relativa, variando de cabeça para cabeça.

O que vale, em tudo isto, é que com aquele pequeno passo, de escrevinhar meia dúzia de letras numa folha, está dado o sinal de partida para quatro anos que se querem de desenvolvimento, de progresso, de crescimento económico e social.  Quatro anos em que os munícipes vão poder avaliar, dia a dia, obra a obra, o que nos foi prometido no início deste mês.

É daqui a quatro anos que quem foi eleito e agora tomou posse terá de prestar contas, mas essa fiscalização, da nossa parte, enquanto munícipes, tem de ser diária. Não adianta esconder a cabeça entre as orelhas e esperar pelo resultado final. É preciso acompanhar, participar, tomar partido. Algumas vezes reclamar, criticar, denunciar. Outras, preferencialmente muitas, aplaudir, agradecer, ainda que algumas vezes seja preciso dar o braço a torcer.

No fim de contas, o que é preciso é que todos desempenhemos o nosso papel neste jogo: ser cidadãos!

tomada de posse 05

28 outubro 2009

Honrar a história

Imagem retirada de Coura Magazine

Hoje, logo pela manhã, descobri a galeria dos antigos presidentes de Câmara de Ponte de Lima (via blogue do João Carlos Gonçalves) e pensei para comigo: porque é que em Paredes de Coura não se faz algo parecido? Não teremos nós nomes de quem nos orgulhar para encher as paredes, sejam elas virtuais ou reais, de uma qualquer galeria presidencial? Então, há que homenagear os que fizeram a história deste concelho!

27 outubro 2009

Sai um jardim?

parque penedo da veiga 3

Numa  altura em que se equacionam quais as perspectivas futuras para a zona ajardinada junto ao Centro Cultural de Paredes de Coura, em confluência com o antigo Largo da Feira, eis que me veio à memória um outro espaço que viu prometida, há muito tempo, uma operação plástica de requalificação mas que, até ao momento, continua a ostentar o mesmo cenário de degradação dos últimos tempos. Refiro-me ao parque de estacionamento do Penedo da Veiga, nas traseiras da Câmara Municipal, que a autarquia há mais de dois anos prometeu transformar em espaço ajardinado, mas que permanece cheio de carros e (pouco) alcatrão.

Efectivamente, nos últimos meses são mais os buracos que os carros naquele espaço. As obras de beneficiação da Rua 25 de Abril trouxeram os passeios novos, mas no parque em si nada foi feito. E, já que o projecto de retirar  dali os automóveis e fazer crescer naquele espaço um jardim, que daria outra beleza à zona, c0ntinua sem avançar, não se entende porque é que, ao menos, não tapam os muitos buracos que só prejudicam quem por ali estaciona. E então com o Inverno aí à porta, está-se mesmo a ver como vai ficar aquele espaço…

Pessoalmente, e tendo em conta que naquela área não falta estacionamento, a começar no parque subterrâneo e a acabar nos muitos lugares gratuitos junto ao Museu Regional e à Igreja Matriz, penso que o melhor seria mesmo vedar o espaço aos automóveis, aproveitando-o para criar mais um espaço verde na sede do concelho. Mas, se o jardim não vier, ao menos que venha o alcatrão.

23 outubro 2009

Eles (ainda) andam aí…

cartazes pós eleições 2

As eleições autárquicas foram há praticamente duas semanas. As legislativas há quase um mês. Mas… eles ainda andam por aí! Eles,  os cartazes, muitos, que fizeram a campanha para estes actos eleitorais. Um dia destes, na caixa de comentários, um dos leitores do Mais pelo Minho (Venâncio Fernandes), apontava precisamente para essa situação e para a diferença em relação a outros municípios, nomeadamente Arcos de Valdevez, onde os cartazes começaram a ser retirados logo na segunda-feira seguinte ao escrutínio.

Em Paredes de Coura, como em muitos concelhos do país, a situação não é a mesma e, passadas várias semanas, continuamos a ver Sócrates, Pereira Júnior e José Augusto Sousa em todas as rotundas. É certo que retirar tudo logo no dia seguinte também é capaz de ser um bocadinho exagerado. Especialmente se, como aconteceu em alguns municípios, os partidos aproveitarem os cartazes para colocar uma nova mensagem a agradecer a confiança de quem votou neles. Não é, contudo, o caso dos cartazes que ainda pululam por Paredes de Coura e, fruto também do mau tempo, alguns deles, como o da foto acima, já apresentam sinais evidentes de degradação, em nada contribuindo quer para a imagem do concelho, quer para a dos próprios retratados.

Os cartazes políticos, sendo o grosso dos que actualmente se vêem por Paredes de Coura, não são, contudo, os únicos que “poluem” o concelho. Que dizer, por exemplo, dos vários cartazes a divulgar este e aquele evento que, meses depois do acontecimento ter tido lugar, ainda perduram, pendurados nas ruas e postes. Veja-se, por exemplo, a foto de baixo, onde a par de um cartaz da candidatura do CDS-PP à Assembleia da República, se pode ver um outro a divulgar a Festa da Cultura, em Melgaço. A festa foi em Agosto, os cartazes continuam por aqui… em Outubro.

A tudo isto, junte-se uma série de outros “adereços” que vão surgindo por aqui e por ali, um pouco por todo o concelho. Uma placa a indicar uma loja, outra uma oficina, tudo eventualmente ao arrepio de qualquer regulamento camarário, mas que, por exemplo de uns, outros vão repetindo sem qualquer problema. E, quando damos por ela, misturam-se com os sinais de trânsito ou as informações turísticas, numa alegre caldeirada que se transforma numa fonte inesgotável de poluição visual. Ah… e não nos esqueçamos dos casos das placas de obras, como o que foi retratado neste post, e de que ainda se vêem bastantes exemplos por aí.cartazes pós eleições

21 outubro 2009

Uma Câmara (quase) nova

Câmara Municipal de Paredes de Coura

Está marcada para a tarde da próxima sexta-feira a tomada de posse do novo executivo da Câmara Municipal de Paredes de Coura. Depois das eleições do passado dia 11, que deram a vitória ao Partido Socialista, é tempo de começar a trabalhar, numa câmara onde mudam algumas coisas, mas onde outras se mantêm como até agora.

A começar pelo presidente, António Pereira Júnior, no seu último mandato à frente dos destinos da autarquia, depois de sucessivas reeleições. A campanha, e até antes e depois das eleições, foi marcada pelo fantasma da sucessão, mas Pereira Júnior sempre afirmou que vai ocupar o cargo durante os próximos quatro anos. Mas, ressalva, ninguém sabe o que o futuro reserva.

E o futuro pode passar por Manuel Monteiro, que alguns opositores acusaram de não ser natural de Paredes de Coura, como se isso fosse condição para trabalhar em prol de qualquer concelho. O certo é que há quatro anos largou a liderança da bancada socialista na Assembleia Municipal para subir a vereador, em regime de não permanência, e este ano sobe a número dois do executivo, a tempo inteiro e em regime de exclusividade, assim o garantiu o presidente. A vereação socialista encerra com Alexandra Marinheiro (outra que foi criticada pelas suas origens…) que vai também ocupar o cargo de vereador a tempo inteiro. A ela, consta-se, deverão ficar entregues as pastas da Educação e da Cultura, que antes cabiam a António Esteves.

Do lado do PSD, que manteve os dois lugares de vereadores que já detinha, há novidades e há permanências. Primeiro a novidade, Albano Sousa, nome surpresa na última corrida eleitoral e que vai ocupar o lugar de vereador que o seu partido conquistou. Com ele vai estar um velho conhecido das reuniões camarárias. José Augusto Sousa, o cabeça de lista social-democrata nas últimas eleições, quando anunciou a sua candidatura ainda deixou escapar que poderia não ocupar o lugar de vereador, mas resolveu honrar os 2362 votos que obteve e vai ocupar o lugar para o qual foi eleito. E, acrescenta, vai apresentar ao executivo liderado pelos socialistas muitas das propostas que fizeram a sua campanha eleitoral, nomeadamente as que se relacionam com o atrair turistas para o concelho, anunciando desde logo que irá votar contra qualquer participação do município no projecto hoteleiro previsto para Mozelos .

Para a Câmara vai ainda outro socialista, número quatro da lista do PS nas últimas eleições autárquicas. Vitor Paulo Pereira, professor, que no último mandato liderou a bancada deste partido na Assembleia Municipal, foi o nome indicado para ocupar o lugar de assessor da presidência da autarquia, substituindo Manuel Gonçalves que está de saída por motivos de saúde. Um cargo de confiança do presidente da autarquia, o que pode indiciar voos mais altos no futuro.

19 outubro 2009

Parcerias que se agradecem

bombeiros coura 2

O conceito de cidades geminadas, que chegou a Paredes de Coura, com mais força, no ano passado, com a geminação entre este município e Cenon, em França, há muito que era utilizado por outras localidades um pouco por todo o país. A minha terra Natal, por exemplo, já lá vão dez anos, tinha acordos de geminação com mais de uma dúzia de localidades espalhadas pelo mundo, desde a minhota Viana do Castelo, até à japonesa Oita. Os resultados dessa colaboração, contudo, eram poucos ou nenhuns.

Nesse aspecto, Paredes de Coura só se pode orgulhar dos resultados que tem conseguido obter mercê da sua geminação com Cenon. Por um lado temos os frutos menos visíveis dessa “relação”, como a divulgação do que por cá se faz, em termos culturais, com a participação de várias associações do concelho em diversas actividades em Cenon. Por outro lado, temos a face mais vísivel desta geminação, que teve um primeiro passo no ano passado, com a cedência de quatro viaturas dos Bombeiros de Cenon à corporação courense, e que continuou agora, com a vinda de mais uma viatura que os “irmãos” franceses ofereceram aos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura.

Mais do que as visitas recíprocas, mais do que o dar nome a uma avenida ou a uma composição de metro, são acções desta natureza que dão valor a acordos de geminação que, saindo do papel, saltam para a realidade das duas comunidades envolvidas. Alguém imaginaria que, se não fosse desta forma solidária, alguma vez os Bombeiros de Paredes de Coura teriam verbas suficientes para adquirir as cinco viaturas que vieram de Cenon? E, se porventura as tivessem de adquirir não seria dinheiro desviado de outros projectos, como a tão falada ampliação do quartel?

É claro que um acordo de geminação não se pode reduzir a isso, mas, com pouco mais de um ano de protocolo entre os dois municípios, penso que está dado um bom passo no sentido do estreitamento de relações entre as duas comunidades. Ao apoio concedido aos bombeiros certamente se vão juntar outras actividades, cá como lá, que farão fortalecer ainda mais esses laços que, por enquanto, ainda são mais fortes do lado de lá.

12 outubro 2009

O dia seguinte

Menos de 24 horas depois de conhecido o resultado das eleições autárquicas de ontem, o assunto do dia não é tanto a vitória socialista, que muitos tinham como garantida, mas sim o desaire social-democrata. A candidatura perdeu a corrida à Câmara de Paredes de Coura, mas, mais do que isso, perdeu influência e votos, relativamente às autárquicas de 2005.
De nada valeu a José Augusto Sousa a coragem de enfrentar o actual autarca, instituído no poder há mais de três mandatos. De nada valeu a sua ousadia em fazer uma equipa "à sua maneira", com total liberdade por parte da concelhia laranja, como adiantou logo quando anunciou a sua candidatura, de tal modo que arredou do palco político, voluntária ou involuntariamente, nomes que até então tinham papel de destaque no PSD courense. Dito isto, logo se poderá apontar José Augusto Sousa, como mentor da lista social-democrata, como o principal responsável pelo resultado de ontem. E, sabendo-o responsável pelas suas decisões, estou em crer que não se vai esquivar dessa responsabilidade. Resta saber se se vai manter como vereador ou se, pelo contrário, como chegou a dar a entender no início da corrida eleitoral, não ficará na Câmara para assumir a derrota.
Ganham vantagem, agora, os que o criticaram pelas suas escolhas, nomeadamente do seu número dois. Albano Sousa não logrou ganhar sequer na sua freguesia de origem, onde granjeia uma posição de mérito e onde o PS não ganhava há bastante tempo. Até ontem... E onda afectou também a candidata à junta, que conseguiu um resultado pior que em 2005. DE um modo geral, aliás, praticamente todas as freguesias votaram PS para a Câmara, com excepção de S. Martinho de Coura e de Parada, onde o voto que deu a vitória a Anésio Barbosa em 2005, foi agora transformado numa confortável vantagem sobre o seu concorrente.
No lote dos derrotados surge também Arlindo Alves, da CDU. A nível concelhio, nas eleições para a Câmara e Assembleia Municipal, o partido cresceu, pouco mas cresceu, e na Assembleia conseguiu não só a eleição do seu cabeça de lista, mas também da número dois, Cláudia Alves, neta do director do jornal O Coura. Nas freguesias onde concorria, contudo, o cenário divide-se: por um lado roubou um mandato ao PSD na Junta de Freguesia da Vila, outra onde os social-democratas não conseguiram repetir os valores de 2005, mas perdeu quatro noutras paragens. As assembleias de freguesia de Agualonga, onde a CDU foi sensação em 2005, e de Resende, deixaram de ter representantes daquele partido. E em Formariz, onde Arlindo Alves encabeçava a lista comunista, dos três mandatos alcançados há quatro anos, conseguiram apenas um, deixando os outros seis a uma confortável maioria socialista.

11 outubro 2009

PS conquista Paredes de Coura

O PS de António Pereira Júnior voltou a ganhar, hoje, a Câmara de Paredes de Coura. Uma eleição em que viu reforçada a sua maioria, conseguindo mais 300 votos que há quatro anos e voltando a eleger dois vereadores, Manuel Monteiro e Alexandra Marinheiro. Do outro lado, o PSD manteve os seus dois vereadores, mas, decidamente o PSD não esteve bem nas eleições autárquicas de ontem em Paredes de Coura. Depois de anos a fio com Décio Guerreiro a liderar as hostes social-democratas na corrida à Câmara courense, este ano o partido apostou em José Augusto Sousa, eterno número dois, que anunciou a sua candidatura bem cedo, com expectativas muito altas, mas depois acabou por demorar a vir para o terreno.
Não sei se terá sido por isso ou por outro qualquer factor, ou soma de factores, o certo é que, com José Augusto Sousa, o PSD acaba por ter piores resultados do que há quatro anos. Não só não consegue roubar a Câmara ao Partido Socialista, como viu ainda diminuir o número de votos, comparativamente aos resultados das últimas autárquicas. José Augusto Sousa surge, neste cenário, como o principal derrotado do processo eleitoral em Paredes de Coura. A aposta do partido não surtiu resultados, muito pelo contrário parece ter afastado eleitores que há quatro anos votaram em Décio Guerreiro.
Mas o "velho" candidato social-democrata também não sai incólume da disputa eleitoral de ontem. Décio Guerreiro não foi à luta pela Câmara, mas resolveu mudar a sua guerra para a Assembleia Municipal. O resultado, contudo, não foi melhor do que o de José Augusto Sousa e, no final das contas, com Décio Guerreiro o PSD na Assembleia Municipal acaba por ter um pior resultado e, inclusivamente, perder um deputado, passando de 9 para 8. Quem saíu a ganhar, curiosamente, foi a CDU, que passou a ter dois eleitos na Assembleia Municipal. O PS continua a deter a maioria daquele órgão autárquico, com os mesmos 12 mandatos conseguidos em 2005.
Nas freguesias o cenário não foi melhor. Aparentemente o PSD fica como estava, com seis juntas contra as 14 conquistadas pelos socialistas, mas se olharmos mais a fundo verificamos que perdeu duas freguesias que estavam nas mãos dos social-democratas há mais que um mandato. Em Ferreira, 10 votos de diferença chegaram para o PS conquistar a presidência da junta, mas em Insalde, bastião social-democrata que era presidido por Felino Carneiro, o socialista Moisés Loureiro conseguiu inverter a tendência dos últimos anos e levar o PS a vencer em todas as frentes, incluindo na corrida à presidência da junta, que conquistou com larga vantagem. Por outro lado, as duas juntas de freguesia que o PSD foi roubar ao PS, seriam, à partida, aquelas que mais facilidades ofereciam para mudar de mãos, uma vez que os antigo titulares não concorriam a um novo mandato e por isso havia caras novas de um e de outro lado da barricada.

E o presidente é...


08 outubro 2009

Os últimos cartuchos

A pouco mais de 24 horas do final da campanha eleitoral, a três dias do domingo de eleições autárquicas, as candidaturas preparam-se para gastar os últimos cartuchos. As caixas de correio entopem-se com panfletos de todos os partidos e até a CDU, que parecia estar adormecida, despertou nesta recta final da campanha e vá de fazer chegar a sua mensagem a cada um dos courenses. Também o PSD lembrou-se agora de reavivar o site que lançou em Agosto e que estava parado até ontem. Hoje já lá se podem encontrar mais informações, nomeadamente a composição das listas e o programa eleitoral deste partido para o concelho, bem como a tentativa de ficar com os louros de muitas das propostas aprovadas pela actual câmara socialista.
E por falar em programas, que dizer das propostas de cada um dos partidos para Paredes de Coura. O PS, naturalmente, aposta na continuidade, naquilo que já foi projectado e a que urge dar prosseguimento. E continua a fazer “finca-pé” em alguns projectos que já foram proposta em mandatos anteriores, nomeadamente na ligação à A3 que, ora garantem ser indispensável, ora dizem que não pode ser encarada como “a cura de todos os males” do concelho. O PSD dedica grande parte do seu programa à recuperação da economia, e apresenta mesmo uma interessante solução para a Casa do Outeiro, em Agualonga, colocando-a como espaço de acolhimento de uma incubadora de empresas de cariz agro-biológico. Um “dois em um” que ajudaria a criar emprego e mais valias, ao mesmo tempo que daria um destino digno a um valioso património arquitectónico do concelho. Na CDU são as questões da saúde concelhia e do emprego (ou da falta dele), que merecem mais atenção no folheto que me chegou à caixa de correio. Duas lutas, entre outras, com que o partido quer colocar um vereador no novo elenco camarário.
Pelas freguesias o panorama tem contornos diferentes. Ou se calhar nem por isso. É que, pegando no manifesto eleitoral da maioria das candidaturas, quase todas apresentam projectos semelhantes. E, ao ler de uma assentada todas as ideias que os candidatos, de qualquer um dos partidos, se propõem fazer nos próximos quatro anos, há duas áreas que saltam à vista: centros de dia e casas mortuárias. Umas querem um centro de dia, outras uma casa mortuária, outras ainda as duas coisas, de tal modo que a impressão que dá é que, no concelho, só nos preocupamos com os idosos e os mortos. O que, sendo sintomático do actual estado do concelho, deixa muito a desejar em termos de futuro.
Acompanhei, ao longo destas duas semanas, o desenrolar das campanhas dos vários partidos que concorrem em Paredes de Coura e não tenho dúvidas: todos podiam fazer muito melhor. É claro que cada partido tem os seus limites (financeiros e de recursos humanos, entenda-se), mas mesmo tendo em conta essas limitações, estou em crer que mais poderia ter sido feito. PS e PSD desdobraram-se em sessões de esclarecimento, correndo todas as freguesias do concelho. Estive presente em algumas, de um e de outro partido, e vi realidades diferentes. Vi um Partido Socialista bem “oleado”, com método e precisão, a percorrer todo o concelho. Por seu lado a candidatura de José Augusto Sousa demorou a ganhar o ritmo necessário: muitas vezes falhou na divulgação das sessões de esclarecimento, mau grado o incessante bombardear do seu programa eleitoral em todos os cantos do município, o que levou a plateias de reduzidas dimensões a assistir. E nem a presença do líder distrital parece ter ajudado o candidato a sentir-me mais confortável neste domínio. Valeu, no entanto, pelo esclarecimento de alguns pontos do seu programa. A CDU, por seu lado, mostrou-se nos últimos dias da campanha. Pouco pessoal, poucos meios, obrigam a um esforço considerável dos poucos militantes que o partido tem aqui por estas bandas.
Faltou, em minha opinião, o confronto directo entre os três candidatos. Um debate é sempre um ponto fulcral em qualquer campanha e, muitas vezes, é no debate, no confronto de ideias entre uma e outra candidatura que se consegue fazer a distinção entre as ideias que não passam da campanha e os projectos que prometem ter seguimento.
E depois temos a campanha paralela. Aquela que se faz nos jornais e nos “pasquins” e, fruto dos tempos, também na blogosfera. A campanha medíocre, do diz que disse e do dedo indicador em riste ocultado pelo anonimato. Aqui, como em muitos outros pontos do país, estas alturas são sempre período fértil para o surgimento de quezílias que estiveram em banho-maria durante quatro anos. E, é certo e sabido, daqui a quatro anos haverá mais!

07 outubro 2009

06 outubro 2009

PSD aposta em parque de diversões

Um parque de diversões, de componente aquática, capaz de trazer algumas centenas de milhar de turistas até Paredes de Coura, é um dos principais projectos de José Augusto Sousa para o concelho. O projecto, que faz parte da sua candidatura à presidência da autarquia courense, já está a ser equacionado por uma empresa contactada pelo candidato que defende ser este um investimento bastante importante para o município.
O parque de diversões, ao jeito do que se melhor se faz na Europa neste âmbito, iria ocupar uma área ribeirinha de consideráveis dimensões, entre a zona de Santa e Mantelães, incorporando a actual área da praia fluvial do Taboão, que seria um complemento a este equipamento de lazer. “Seria um motor para uma revolução económica”, esclarece José Augusto Sousa.
O candidato social-democrata explica que já estabeleceu contactos com uma empresa interessada em levar a bom porto este projecto. E vais mais longe, garantindo que, se ganhar a câmara nas eleições do próximo domingo, consegue efectivar este investimento no concelho. “É um projecto que depois vai trazer investimento noutras áreas”, acrescenta José Augusto Sousa, referindo-se nomeadamente à componente hoteleira e de restauração de que um equipamento deste género iria necessitar em Paredes de Coura.
E por falar em hotelaria, nos planos da candidatura do PSD à câmara courense está também a criação de um parque de campismo. Um equipamento que seria instalado na freguesia de Vascões, como forma de potenciar todo o valor acrescentando que o CEIA conseguiu para o concelho.

04 outubro 2009

Imagens de campanha 9


Sede da candidatura do Partido Socialista à Câmara de Paredes de Coura, encabeçada pelo actual presidente da autarquia, António Pereira Júnior, localizada na Rua Conselheiro Miguel Dantas, na vila courense.

02 outubro 2009

Pereira Júnior: Há projectos que precisam de continuar!

Muita obra feita, mas muito ainda por fazer. É esse o sentimento de António Pereira Júnior, actual presidente da Câmara de Paredes de Coura, na partida para mais uma corrida eleitoral, a última em virtude das imposições legais. “Há projectos que precisam de ter continuidade”, explica o candidato socialista.

No topo das prioridades está, de acordo com António Pereira Júnior, a continuação da implementação da Carta Educativa do concelho, nomeadamente com a prossecução da reformulação da rede de ensino pré-escolar, com a construção dos três pólos previstos, um dos quais já em início de construção, e a entrada em funcionamento das duas creches já programadas pela autarquia. Alem destas, Pereira Júnior quer mais uma creche a funcionar em Formariz, de modo a elevar a taxa de cobertura deste tipo de equipamentos no concelho. CLICAR PARA OUVIR SOM

Ambiente e qualidade de vida são outros dos sectores chave da candidatura socialista à Câmara de Paredes de Coura. Aliás, o actual autarca considera que a obra que marcou o seu mandato que agora termina foi o alargamento da rede de saneamento básico. “Neste momento só falta levar o saneamento a quatro freguesias, o que resultou num investimento de mais de cinco milhões de euros”, esclarece Pereira Júnior, que destaca ainda, a nível ambiental, a construção do CEIA e o contributo que aquele equipamento veio trazer no âmbito da sensibilização e protecção ambiental para o concelho.

A acção social também merece uma palavra de destaque, tanto no que se refere àquilo que foi feito como em relação ao que está previsto fazer num próximo mandato. “Fizemos um trabalho apurado na acção social”, explica o actual presidente, realçando os vários instrumentos criados para incentivo à natalidade, apoio às famílias e aos mais idosos. O candidato tem mais projectos em mente, com especial relevo para a intenção de apoiar a Santa Casa da Misericórdia na transformação do velho edifício do Hospital numa unidade de cuidados continuados, com capacidade para 23 camas. “A candidatura está em fase de apreciação, mas estamos convencidos de que será aprovada dentro de pouco tempo”, conclui Pereira Júnior. CLICAR PARA OUVIR SOM


Nota: Este post encerra a entrevista realizada a António Pereira Júnior.


Imagens de campanha 7

Eles aí estão! Meses depois do anúncio da candidatura, muito tempo depois dos da candidatura concorrente, eis que José Augusto Sousa também começa a aparecer em todos os cruzamentos e rotundas. Os primeiros cartazes da candidatura do PSD foram colocados nas ruas ontem à noite.