15 janeiro 2008

O funil

Com a entrada em funcionamento da variante à EN303, entre Mantelães e a vila, a avenida Cónego Bernardo Chouzal transformou-se naquilo para que foi inicialmente projectada: a entrada principal de paredes de Coura. No entanto, provavelmente por falta de atenção de quem de direito, é uma entrada acanhada, estrangulada. Para isso ajudam os veículos pesados estacionados naquela rua, no sentido GNR/Centro Cultural, ocupando parte da faixa de rodagem.
A postura municipal de estacionamento, publicada por ocasião da entrada em funcionamento dos parcómetros, indicava diversas zonas na vila onde poderiam ser estacionados autocarros e camiões, incluindo a referida avenida Cónego Bernardo Chouzal mas apenas no sentido Centro Cultural/Dadores, na zona de estacionamento paralela à faixa de rodagem. Em relação ao outro lado, nada foi referido. Aliás, à entrada da avenida aparece um sinal de proibição de estacionamento, que deixa de ser válido logo após o posto da GNR. Resultado: essa faixa é ocupada, dia e noite, por camiões e autocarros, grandes e pequenos, que ocupam metade da faixa de rodagem, obrigando os automobilistas a circular pelo meio da estrada, quando não pela outra faixa em sentido contrário.
É certo que o lado reservado ao estacionamento de veículos pesados está quase sempre lotado e que, de acordo com a postura municipal de estacionamento, as outras zonas indicadas para o seu parqueamento são a rua Aquilino Ribeiro, do lado contrário ao Museu, e o antigo largo da Feira. Os dois distantes da única avenida de Paredes de Coura e, no caso do antigo largo da Feira, já por diversas vezes denunciado como de difícil acesso para os autocarros. De qualquer das formas, ali mesmo ao lado, na rua José Gomes Moreira, há espaço com fartura e, certamente, o impacto, visual e funcional, será muito menor. Aliás, já por ali se vêem alguns veículos pesados estacionados.
Se a avenida Cónego Bernardo Chouzal é a principal entrada da vila, se é para ali que a Câmara tem muitos planos de embelezamento e desenvolvimento de estruturas colectivas de lazer, então o futuro terá de passar por colocar um ponto final no “funil” que a estrangula logo à partida. Alternativas não faltam.

7 comentários:

  1. Mais um texto objectivo, com sentido crítico e construtivo.

    Jofre Alves
    http://couramagazinefoto.blogs.sapo.pt/

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  2. Que é coisa que lhe falta a si, não é verdade, sr jofre? Continue com a sua subserviência duvidosa.

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  3. Caro anónimo, se quiser dar-se ao trabalho de consultar qualquer um dos blogues graciosamente mantidos pelo sr. Jofre de Lima Monteiro Alve, verificará que o que diz não corresponde à verdade.

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  4. Vergonhosa a situação e o mais vergonhoso é passar-se nas barbas do posto da GNR e ninguém faz nada.

    PS: cada um tem direito à sua opinião, seja ela qual for, e é livre de a tornar publica.

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  5. O texto vem a propósito.
    Mas denota do Autor uma distracção inusitada. Se consultarem a Acta nº25/2007 da reunião da C M, verificam que coloquei esta questão em reunião de 03/12/2007, tendo informado o Sr Presidente que o estacionamento, seria aí proibido a todo o tipo de veículos.
    Em todo o caso regsito com apreço o artigo.
    José Augusto

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  6. Pois é caro José Augusto (?), mas o cidadão comum não tem acesso fácil à actas das reuniões da Câmara. No site da autarquia, por exemplo, a última que lá está é da reunião 23/2007, realizada a 05/11/2007. De qualquer das formas aplaude-se a sua intervenção e a tomada de posição do presidente da Câmara, mas o certo é que a situação continua na mesma, sem qualquer proibição de estacionamento naquela zona.

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  7. Companheiros, estacionar os veiculos pesados aonde? É fácil: que tal a nova avenida que liga os Dadores ao Codessal? ou a rua do Taboão,, há que andar um pouco a pé faz bem.

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